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A CASA DO APRENDIZ

"MARABÔ" Centro de Cultura, Documentação, Pesquisa e Estudos das Ciências Esotéricas.

"MARABÔ" Centro de Cultura, Documentação, Pesquisa e Estudos das Ciências Esotéricas, mantém encontros periódicos para o treinamento, exercícios, troca de experiências, comemoração dos Sabbáths e Esbbáths, além de trabalhar juntos em outros rituais. A disciplina é essencial na formação de uma consciência mágica comum ao grupo e de uma Egrégora (que é, para simplificar, a força mágica do grupo e sua repercussão no Astral). "MARABÔ" Centro de Cultura, Documentação, Pesquisa e Estudos das Ciências Esotéricas tem seu próprio símbolo e nome, suas regras, suas características, seu método de estudo e "carisma mágico próprio". "MARABÔ" Centro de Cultura, Documentação, Pesquisa e Estudos das Ciências Esotéricas pode e deve trocar influências, porém sempre respeitando a individualidade de cada membro. Mais que tudo,"MARABÔ" Centro de Cultura, Documentação, Pesquisa e Estudos das Ciências Esotéricas é um organismo vivo, pulsante, que responde segundo seus membros. Se alguém está doente, mal-intencionado, desequilibrado, angustiado, isso tudo se reflete no desempenho do grupo, nos resultados dos rituais. Por outro lado se há alguém extremamente bem, feliz, disposto, energizado, isso também é dividido com os membros que sentem a energia desta Comunhão com "O ABSOLUTO". "MARABÔ" é o Local para o Culto a Sabedoria, ao Conhecimento, das Diversas Culturas Étnicas e Correntes Filosóficas, a Teosofia, a kaabalah, entre outras, Ciências Esotércas. "MARABÔ" dá início à caminhada espiritual. Indica sempre que algo novo está a começar. Tem uma mesa à sua frente, onde se podem ver quatro objetos simbólicos: uma taça, um punhal, um pergaminho e uma moeda, que pode ter a imagem do pentagrama. Parece que precisa de ajuda superior para tomar uma decisão e por isso ergue um pequeno bastão para o alto, captando energia e dirigindo-a para baixo, com a outra mão. É como se ele fosse o elo entre as energias divinas e o mundo material, mas precisa de ajuda porque ainda é um aprendiz. O punhal é o simbolo da luta, da energia sexual, do poder e da vitória. A moeda é o simbolo do mundo material, dos bens e do dinheiro. O pergaminho é a inteligência, o estudo, a espiritualidade. A taça, por sua vez, simboliza as emoções, o amor, o coração, a sensibilidade. O bastão é o simbolo da vontade e da sabedoria. Na caminhada espiritual, o "MARABÔ" representa o ponto de partida e a necessidade de fazer uma canalização de vibrações superiores para poder realizar uma evolução. "MARABÔ" representa o poder da mente em direcionar um projeto com maestria, concentrando esforços e inteligência para um determinado fim. Representa também a concentração sem esforço, pois trabalha e cria com naturalidade e espontaneidade. Pode representar ainda como uma necessidade de tomar uma iniciativa imediatamente, de ousar mais. Realização, perseverança, conquista. "MARABÔ" gosta de planejar, colocar em prática seus mais audaciosas planos, depois os controla e comanda pessoas para as suas conquistas materiais. Com "MARABÔ", temos a certeza de possuir condições para concretizarmos tudo o que queremos, pois temos as condições materiais, estruturais e financeira para a concretização. Além do mais, este período será de segurança e estabilidade com isso nos proporcionando uma satisfação interior muito grande. "MARABÔ" é o Avanço, progresso, início de algo novo. "MARABÔ" simboliza a vitória, direção, controle, esforço, confiança, o caminho. Com o "MARABÔ" há progresso, há projetos em andamento. Simboliza a ação, que se toma a seguir a uma decisão. Aquilo que foi resolvido está a ser executado, é a realização de projetos. A pessoa deve ter força e liderança suficientes para evitar que um anule o outro. Deve ter controle firme para manter o equilíbrio. Na caminhada espiritual,o"MARABÔ" representa o momento em que o viajante passou pela encruzilhada, tomou um rumo firme e está determinado a cumprir mais etapas evolutivas. Olha para o horizonte, sem qualquer expressão. Não há sensualidade, nem agressividade. Parece calma, equilibrado, limpa, ordenada. "MARABÔ" é o equilíbrio, processos judiciais (julgamento), leis, limites. Ele traz o equilíbrio, a isenção, a análise do passado. "MARABÔ" cumpre um papel, representa uma instituição. Também simboliza a colheita - "Cada um colhe aquilo que plantou". "MARABÔ" simboliza o plano material e o plano emocional, ou seja, os dois devem estar equilibrados, Ele representa a punição que pode distribuir a quem a merece. Na caminhada espiritual, "MARABÔ" representa um momento de equilíbrio, no qual se recebem as recompensas (ou punições) materiais e emocionais pelo caminho já percorrido. É inevitável, o Refletir sempre antes de tomar decisões, pois devem ser justas. Muitas vezes ele também simboliza o isolamento, restrição, afastamento. Algumas vezes "MARABÔ" isola-se para descobrir o conhecimento que o rodeia, na natureza, por exemplo, e também para se autoconhecer. O aspecto fundamental é que necessita de cortar os laços (temporariamente ou não) com a sociedade que o rodeia. "MARABÔ" é Fiel a si mesmo e sabedoria, representa o conhecimento da ciência oculta. Ele sé a prudência, que o acompanha em sua busca de orientar melhor, mostrando a luz da inteligência e da sabedoria, (a luz da verdade). Significa também que a luz atinge o passado, o presente e o futuro. E Nele existe austeridade. Ele segue sua viagem através do tempo com a sabedoria. "MARABÔ" se refere à acumulação de conhecimentos e está disposto a ouvir e ajudar os que o procuram. Representa o valor do conhecimento adquirido à custa de trabalho ininterrupto, que apenas mentes privilegiadas conseguem desenvolver."MARABÔ" está relacionado ao elemento terra, portanto à vida material, às conquistas financeiras, profissionais e a tudo que, enfim, representa aquilo que pode ser tangível em termos materiais, para ele a possibilidade de se conseguir conquistar a segurança material com trabalho, disciplina e esforço. O ser humano é ambicioso e a ambição tem relação como o naipe de ouros. "MARABÔ" é representa a dedicação, o esforço, o empenho dedicados aos estudos e ao trabalho; ligado ao elemento ar e está relacionado ao poder ambivalente da mente e do pensamento; ligado ao elemento água e ao mundo dos sentimentos, sendo o símbolo da taça relacionado ao coração, como receptáculo das nossas emoções. Ele corresponde ao elemento fogo que a tudo transforma sem ser alterado. Está ligado ao fazer e à criatividade.

DANÇA DO VENTRE

http://www.youtube.com/watch?v=Ny8cnoruN7Y

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

0RIXÁ EXÚ









1. ODÙ IFÁ ÒKÀNRÀN
Orixá correspondente a este Odu: EXU
PERSONALIDADE: São criativos, persistentes e de excelente memória. Possuem forte intuição. Tendem ao egoísmo e ao individualismo.
“Era um pobre peregrino que vivia migrando. Permanecia em diversos lugares, mas, depois de fazer as plantações, mandavam embora, ficando os donos das terras com tudo o que ele tinha feito. Por conselho de alguém, esse homem foi um dia a casa de um Oluwô, que lhe indicou um ebó (oferenda). Tendo tudo preparado, partiu o homem para a grande mata fronteiriça e, lá chegando deu início ao serviço. Mais tarde, ouvindo um barulho naquele lugar tão impenetrável, assustou-se. Era Ogum, o dono dessa mata misteriosa. Chegando perto, ficou Ogum espreitando o estranho, até que este, muito amedrontado, implorou misericórdia, perguntando a Ogum se queria se servir de alguma coisa servida no ebó. Que falasse sem cerimônia, pois estava tudo a sua disposição. Ogum aceitou tudo o que havia ali e ficou satisfeito. Perguntou, então, quem era tão perverso a ponto de mandar o peregrino para aquela paisagem impenetrável. O homem contou todos os percalços de sua vida. Então, Ogum, transfigurado, aterrorizante, bradou que ele pegasse o mariô e fosse marcar as casas dos seus amigos, pois ele, Ogum, iria aquela cidade à noite destruir tudo o que lá se achasse. Iria arrasar todos os haveres lá existentes, até o solo. Dito e feito...Ogum acabou com tudo, exceto as casas e os lugares que tinham sido demarcados pelo homem com a colocação de mariô em cima das portas. Tudo o que havia de riqueza ali Ogum deu para ele, tudo mesmo, conforme tinha prometido.
Essa história é sobre o Odu Okaran. Okaran tem o poder de reprodução, pois ele é muito fértil. Pôr isto, Okaran tornou – se muito orgulhoso. O que fez ele? Chamou Exu para os dois fazerem uma parceria e disse:
- Olhe, Exu, Você tem um grande poder com Ifá, pois quem traz o mistério para ele é você. E eu sou forte, bonito e brigão. Onde tem uma briga, eu lá estou. Podemos fazer poucas e boas. Mas veja, a casa de Ifá só vive cheia de gente à procura de teus conselhos e revelações, mas ele não lhe dá credito. E você é o grande responsável pelo que se fala em volta do mundo
Exu disse:
- Ah, é assim? Eu vou mostrar a ele com quantos paus se faz uma cangalha.
Exu pegou 21 grãos de atarê, pimenta- da- costa , pôs na boca e foi para a casa de ifá. Chegando lá, se envultou, e quando ifá foi fazer as adivinhações com o seu rosário, o opelé, nada conseguiu. Exu contou o acontecido a okaran, que ficou satisfeito e caminhou para a casa de ifá. Lá chegando, Okaran se sentou à frente de Ifá, que estava muito triste. Okaran foi logo dizendo:
- O que está havendo aqui? Sua casa sempre está cheia de gente e hoje não tem ninguém?
Mas Ifá já tinha ficado desconfiado ao vê-lo chegar, pois não era costume de Okaran o visitar. Então, Ifá disse:
- Eu desconfio de alguém responsável pôr está situação. Mas eu vou dizer, quem fez isto vai ser de hoje em diante eternamente escravo de Exu, e vai sofrer, que Exu não é brincadeira. Vai me pagar!
Okaran arregalou os olhos e disse:
- Ora homem, não faz isto! Você não sabe de nada.
- Ora se sei – respondeu Ifá
Okaran, a partir daí ficou dominado pôr Exu e suas melhores oferendas são as mesmas de Exu. Pôr isso, não deve mexer com quem está quieto.

COMO ÈXÙ TORNOU-SE ÒXIJÈ-EBÓ

Essa história revela o nascimento do 17o. Odù, como e de onde nasceu Òsetùwá, em decorrência, veremos a analise através de como ÈXÙ se tornou ÈXÙ ÒSIJÈ-EBÓ, otransportadoreencarregado de encaminhar as oferendas entre a terra e o òrun.
Quem deveria consultar o porta-voz-principal-do-culto-de-Ifá; a nuvem esta pendurada por cima da terra...
Bábálàwó dos tempos imemoriais; Os "siris" estão no rio; a marca do dedo requer Yèréòsùn (pó sagrado de Ifá).
Estes foram os Bàbáláwo que jogaram Ifá para os quatrocentos Irúnmolè, senhores do lado direito, e jogaram Ifá para os duzentos malè, senhores do lado esquerdo. E jogaram Ifá para Òsun, que tem uma coroa toda trabalhada de contas, no dia em que ele (Òsetùwá) veio a ser o décimo sétimo dos Irúnmolè que vieram ao mundo, quando Òlódumàrè enviou os òrìsà, os dezesseis, ao mundo, para que viessem criar e estabelecer a terra.
E vieram verdadeiramente nessa época. As coisas que Òlódumàrè lhes ensinou nos espaços do òrun constituíram nos pilares de fundação que sustentam a terra para a existência de todos os seres humanos e de todos os ebora. Òlódumàrè lhes ensinou que quando alcançassem a terra, deveriam abrir uma clareira na floresta, consagrando-a deOrò, oIgbó Orò. Deveriam abrir uma clareira na floresta, consagrando-a aEégún, oIgbóEégún, que seria chamadoIgbó Òpá. Disse que deveriam abrir uma clareira na floresta consagrando-a aOdù Ifá, oIgbó Odù, onde iriam consultar o oráculo a respeito das pessoas. Disse ele que deveriam abrir um caminho para os Òrìsà e chamar esse lugar deIgbó Òrìsà, floresta para adorar os òrìsà. Òlódumàrè lhes ensinou a maneira como deveriam resolver os problemas de fundação (assentamento) e adoração dosojóbo(lugares de adoração) e como fariam as oferendas para que não houvesse morte prematura, nem esterilidade, nem infecundidade, que não houvesse perda, nem vida paupérrima, não houvesse nada de tudo isso sobre a terra. Para que as doenças sem razão não lhes sobrevivessem, que nenhuma maldição caísse sobre eles, que a destruição e a desgraça não se abatessem sobre eles. Òlódumàrè ensinou aos dezesseis Òrìsà o que eles deveriam realizar para evitar todas as coisas. Ele os delegou e enviou à terra, a fim de executarem tudo isso. Quando vieram aoòde àiyé, a terra fundaram fielmente na floresta o lugar de adoração deOrò, o Igbó Orò. Fundaram na floresta o lugar de adoração deEégún. Fundaram na floresta o lugar de adoração de Ifá que chamamosIgbódù. Também abriram um caminho para os òrìsà, que chamamosIgbóòòsa. Executaram todos esses programas visando a ordem. Se alguém estava doente, ele ia consultar Ifá ao pé de Òrúnmìlá. Se acontecia queEégúnpoderia salvá-lo, dir-lho-iam. Seria conduzido ao lugar de adoração na floresta deEégúnaoIgbó-Igbàlè, para que ele fizesse uma oferenda paraEgúngún. Talvez que um de seus ancestrais devesse ser invocado como Eégún, para que o adorasse, a fim de que esse Eégún o protegesse. Se havia uma mulher estéril, Ifá seria consultado, a respeito dela, a fim de queOrúnmìlàpudesse indicar-lhe a decocção de Òsun, que ela deveria tomar. Se havia alguém que estava levando uma vida de miséria,Orúnmìlàconsultaria Ifá, a respeito dele. Poderia ser queOròestivesse associado à sua própria entidade criadora.Orúnmìlàdiria a essa pessoa que é aOròque ela devia adorar. E ela seria conduzida à floresta deOrò. Eles seguiram essa prática durante muito tempo. Enquanto realizavam as diversas oferendas, eles não chamavamÒsun. Cada vez que iam a floresta deEégún, ou à floresta deOrò, ou à floresta deIfá, ou à floresta deÒòsà, a seu retorno, os animais que eles tinham abatido, fossem cabras, fossem carneiros, fossem ovelhas, fossem aves, entregavam-nos aÒsunpara que ela os cozinhasse. Preveniram-na que quando ela acabasse de preparar os alimentos, não devia comer nenhum pouco, porque deviam ser levados aosMalè, lá onde as oferendas são feitas.Òsuncomeçou a usar o poder das mães ancestrais -àse Iyá-mi- e a estender sobre tudo o que ela fazia esse poder deIyá-mi-Àjé, que tornava tudo inútil. Se se predissesse a alguém que ele ou ela não fosse morrer, essa pessoa não deixava de morrer. Se fosse proclamado que uma pessoa não sobreviveria, a pessoa sobreviveria. Se se previsse que uma pessoa daria à luz um filho, a pessoa tornava-se estéril. Um doente a quem se dissesse que ele ficaria curado não seria jamais aliviado de sua doença. Essas coisas ultrapassavam seu entendimento, porque o poder deOlódumàrejamais tinha falhado. Tudo queOlódumàrelhes havia ensinado eles o aplicava, mas nada dava resultado. Que era preciso fazer? Quando se congregaram numa reunião, Orúnmìlà sugeriu que, já que eles eram incapazes de compreender o que se estava passando por seus próprios conhecimentos, não havia outra solução senão consultar Ifá novamente. Em consequência, Orúnmìlà trouxe seu instrumento adivinhatório, depois consultou Ifá. Contemplou longamente a figura do Odù que apareceu e chamou esse Odù pelo nome deÒsetùwá. Ele olhou em todos os sentidos. A partir do resultado definitivo de sua leitura,Orúnmìlàtransmitiu a resposta a todos os outrosOdù-àgbà. Estavam todos reunidos e concordaram que não havia outra solução para todos eles, osÒRÌSÀS-IRÚNMÀLÈ, senão encontrar um homem sábio e instruído que pudesse ser enviado aOlódumàre, para que mandasse a solução do problema e o tipo de trabalho que devia ser feito para o restabelecimento da ordem, a fim de que as coisas voltassem a normalizar-se, e nada mais interferisse em seus trabalhos. Ele,Orúnmìlà, deveria ir até aOlódumàrè.Orúnmìlàergueu-se. Serviu-se de seus conhecimentos para utilizar a pimenta, serviu-se de sua sabedoria para tomar nozes de obi, despregou seu òdùn (tecido de ráfia) e o prendeu no seu ombro, puxou seu cajado do solo, um forte redemoinho o levou, e ele partiu até os vastos espaços do outro mundo para encontrarOlódumàrè.
Foi lá queOrúnmìlàreencontrouÈXÙ Òdàrà.Èsùjá estava comOlódumàrè.Èsùfazia sua narração aOlódùmarè. Explicava que aquilo que estava estragando o trabalho deles na terra era o fato de eles não terem convidado a pessoa que constitui adécima sétimaentre eles. Por essa razão, ela estragava tudo,Olódumàrècompreendeu. Assim queOrúnmìlàchegou, apresentou seus agravos aOlódumàrè. EntãoOlódumàrèlhe disse que deveria ir e chamar a décima sétima pessoa entre eles e levá-la a participar de todos os sacrifícios a serem oferecidos. Porque, além disso, não havia nenhum outro conhecimento que Ele lhes pudesse ensinar senão as coisas que Ele já lhes havia dito. Quando Orúnmìlà voltou à terra, reuniu todos os òrìsà e lhes transmitiu o resultado de sua viagem. ChamaramÒsune lhe disseram que ela deveria segui-los por todos os lugares onde deveriam oferecer sacrifícios. Mesmo na floresta deEégún.Òsunrecusou-se: ela jamais iria com eles. Começaram a suplicar aÒsune ficaram prostrados um longo tempo. Todos começaram a homenageá-la e a reverenciá-la.Òsunos maltratava e abusava deles. Ela maltratavaÒrìsànlá, maltratavaÒgún, maltratavaOrúnmìlà, maltratavaÒsányín, maltratavaOrànje, ela continuava a maltratar todo mundo. Era o sétimo dia, quandoÒsunse apaziguou. Então eles disseram que viesse. Ela replicou que jamais iria, disse, entretanto, que era possível fazer uma outra coisa já que todos estavam fartos dessa história. Disse que se tratava da criança que levava no seu ventre. Somente se eles soubessem como fazer para que ela desse à luz uma criança do sexo masculino, isso significaria que ela permitiria então que ele a substituísse e fosse com eles. Se ela desse à luz uma criança do sexo feminino, podiam estar certos que esta questão não se apagaria em sua mente. Ficariam aí, pedaços, pedaços, pedaços. E eles deveriam saber com certeza que esta terra pereceria; deveriam criar uma nova. Mas se ela desse a luz a um filho-homem, isso queria dizer que, evidentemente, o próprio Olórun os tinha ajudado. Assim apelou-se paraÒrìsànláe para todos os outros òrìsà para saber o que deveriam fazer para que a criança fosse do sexo masculino. Disseram que não havia outra solução a não ser que todos utilizassem o poder -àse- queOlódumàrètinha dado a cada um deles; cada dia repetidamente deveriam vir, para que a criança nascesse do sexo masculino, Todos os dias iam colocar seuàse- seu poder - sobre a cabeça deÒsun, dizendo o que segue."Você Òsun ! Homem ele deverá nascer, a criança que você traz em si!"Todos respondiam "assim seja", dizendo"TÓ!"acima de sua cabeça...Assim fizeram todos os dias, até que chegou o dia do parto deÒsun. Ela lavou a criança. Disseram que ela deveria permitir-lhes vê-la. Ela respondeu "não antes de nove dias". Quando chegou o nono dia, ela os convocou a todos. Esse era o dia da cerimônia do nome, da qual se originaram todas as cerimônias de dar o nome. Mostrou-lhes a criança, e a pôs nas mãos de Òrìsà. QuandoÒrìsànláolhou atentamente a criança e viu que era um menino, gritou:"Músò"...!(hurra...!). Todos os outros repetiram"Músò"...!Cada um carregou a criança, depois o abençoaram. Disseram "somos gratos por esta criança ser um menino". Disseram "que tipo de nome lhe daremos". Òrìsà disse: "vocês todos sabem muito bem que cada dia abençoamos sua mãe com nosso poder para que ela pudesse dar à luz uma criança do sexo masculino, e essa criança deveria justamente chamar-seÀ-S-E-T-Ù-W-Á(o poder trouxe ela a nós)" Disseram: "acaso você não sabe que foi o poder doàse, que colocamos nela, que forçou essa criança a vir ao mundo, mesmo se antes ela não queria vir à terra sob a forma de uma criança do sexo masculino? Foi nosso poder que a trouxe à terra". Eis por que chamaram a criança deÀSETÙWÀ. Quando chegou o tempo, Orúnmìlà consultou o oráculo Ifá acerca da criança, porque todos devem conhecer sua origem e destino, colheram o instrumento de Ifá para consultá-lo. Eles o manipularam e o adoraram. Era chegado o momento de consultar Ifá a respeito dele, para saberem qual era seu Odù, para que o pudessem iniciar no culto de Ifá. Levaram-no à floresta de Ifá, que chamamosIgbódù, onde Ifá revelaria queÒsèeÒtùáeram seu Odù. Este foi o resultado que ele deu a respeito da criança. Orúnmìlà disse: "a criança que Òsè e Òtùá fizeram nascer, que antes chamamos de Àsetùwá", disse,"chamemo-la de Òsètùá". Foi por isso que chamaram a criança com o nome do Odù de Ifá que lhe deu nascimento,Òsètùá.Àsetùáera o nome que ele trazia anteriormente. Assim, a criança participou do grupo dos outros Odù, ao ponto de ir com eles a todos os lugares onde se faziam oferendas na terra. Foi assim que todas as coisas queOlódùmàrèlhes tinha ensinado deixaram de ser corrompidas. Cada vez que proclamavam que as pessoas não morreriam, elas realmente sobreviviam e não morriam. Se diziam que as pessoas seriam ricas, elas tornavam-se realmente ricas. Se diziam que a mulher estéril conceberia, ela realmente dava à luz. A própriaÒsundeu a essa criança um nome nesse dia. Disse ela:"Osó a gerou (significando que a criança era filho do poder mágico), porque ela mesma era uma ajé e a criança que ela gerou é um filho homem. Disse ela: "Akin Osò", (Akin Osò: poderoso mago; homem bravo dotado de um grande poder sobrenatural) eis o que a criança será!
É por isso que eles chamaramÒsetùádeAkin Osò, entre todos os Odù Ifá e entre os dezesseis òrìsà mais anciãos. Depois eles disseram que em qualquer lugar onde os maiores se reunissem, seria compulsório que a criança fosse um deles. Se não pudessem encontrar o décimo sétimo membro, não poderiam chegar a nenhuma decisão, e se dessem um conselho, não poderiam ratifica-lo. Finalmente, aconteceu! Sobreveio uma seca na terra. Tudo estava seco! Não havia nem orvalho! Fazia três anos que tinha chovido pela última vez. O mundo entrou em decadência. Foi então que eles voltaram a consultar Ifá,Ifà àjàlàiyé. (aquele que administra a terra)
QuandoOrúnmìlàconsultouIfá àjàlàiyé, disse que deveriam fazer uma oferenda, um sacrifício, e preparar a oferenda de maneira que chegasse aOlódùmàrè, para queOlódùmàrèpudesse ter piedade da terra, e assim não virasse as costas à terra e se ocupasse dela para eles. PorqueOlódùmàrènão se ocupava mais da terra. Se isso continuasse, a destruição era inevitável, era iminente. Somente se pudessem fazer a oferenda,Olódumàrèteria sempre misericórdia deles. Ele se lembraria deles e zelaria pelo mundo. Foi assim que prepararam a oferenda. Eles colocaram, uma cabra, uma ovelha, um cachorro e uma galinha, um pombo, uma preá, um peixe, um ser humano e um touro selvagem, um pássaro da floresta, um pássaro da savana, um animal doméstico. Todas essas oferendas, e ainda dezesseis pequenas quartinhas cheias de azeite de dendê que eles juntaram nesse dia. E ovos de galinha, e dezesseis pedaços de pano branco puro. Prepararam as oferendas apropriadas usando folhas de Ifá, que toda oferenda deve conter. Fizeram um grande carrego com todas as coisas. Disseram então, que o próprioÈjì-Ogbèdeveria levar essa oferenda a Olódumàrè. Ele levou a oferenda até as portas do òrun, mas não, lhe foram abertas.Èjì-Ogbèvoltou à terra. No segundo diaÒyèkú-Méjia carregou, ele voltou. Não lhe abriram as portas.Ìwòrí-Méjilevou a oferenda, assim fizeramÒdi-Méji; Ìrosùn-Méji; Òwórin-Méji; Òbàrà-Méji; Òkànràn-Méji; Ogúndá-Méji; Òsá-Méji; Ìká-Méji; Òtúrúpòn-Méji; Òtúá-Méji; Ìrètè-Méji; Òsè-Méji; Òfún-Méji.
Mas não puderam passar Olórun não abria as portas. Assim decidiram que o décimo sétimo entre eles deveria ir e experimentar o seu poder, antes que tivessem que reconhecer que não tinham mais nenhum poder. Foi assim queÒsetùáfoi visitar certos Babaláwo, para que eles consultassem o oráculo para ele. Esses Babaláwo traziam os nomes de Vendedor-de-azeite-de-dendê e Comprador-de-azeite-de-dendê. Ambos esfregaram seus dedos com pedaços de cabaça. Jogaram Ifá paraAkin Osò, o filho deEnìnàre(aquela que foi colocada na senda do bem) no dia em que ele conseguiu levar a oferenda ao poderoso òrun. Disseram que ele deveria fazer uma oferenda; disseram, quando ele acabasse de fazer a oferenda, disseram, no lugar a respeito do qual ele estava consultando Ifá, disseram, ali, ele seria coberto de honras, disseram, sucederá que a posição que ele ali alcançasse, disseram, essa posição seria para sempre e não desapareceria jamais. Disseram, as honras que ele ali receberia, disseram, o respeito, seriam intermináveis. Disseram: "Você verá uma anciã no seu caminho", disseram, "faça-lhe o bem". Assim, quandoÒsetùáacabou de preparar a oferenda, seis pombos, seis galinhas com seis centavos e quando estava em seu caminho, ele encontrou uma anciã. Ele carregava a oferenda no caminho que levaria aÈsù, quando encontrou essa anciã na sua rota. Essa anciã era da época em que a existência se originou. Disse:"Akin Osò! à casa de quem vai você hoje ?"Disse: "eu ouvi rumores a respeito de todos vocês na casa de Olófin, que os dezesseis Odù mais idosos levaram uma oferenda ao poderoso òrun sem sucesso".
Disse: "assim seja".
Disse: "é sua vez hoje?''
Disse: "é minha vez".
Disse: "tomou alimentos hoje?"
Respondeu ele: "eu tomei alimentos".
Disse ela "quando você chegar a seu sitio, diga-lhes que você não irá hoje".
Disse ela: "Esses seis centavos que você me deu", Disse: "há três dias não tinha dinheiro para comprar comida"
Disse: "diga-lhes que você não ira hoje".
Disse: "quando chegar amanhã, você não deve comer, você não deve beber antes de chegar ali".
Disse: "você deve levar a oferenda". Disse: "todos esses que ali foram, comeram da comida da terra, essa é a razão por que Olórun não lhes abriu a porta!"
QuandoÒsetùávoltou a casa deOba Àjàlàiyè, todos os Odù Ifá estavam reunidos lá. Disseram: "você deve estar pronto agora, é sua vez hoje de levar a oferenda ao òrun, talvez a porta seja aberta para você!" Disse ele que estaria pronto no dia seguinte, porque não tinha sido avisado na véspera. Quando chegou o dia seguinte,Òsetùá, foi encontrarÈsùe lhe perguntou o que deveria fazer.Èsùrespondeu: "Como! Jamais pensei que você viria me avisar antes de partir". Disse ele: "isso vai acabar hoje, eles lhe abrirão a porta !" Perguntou ele: "Tomou algum alimento?"Òsetùálhe respondeu que uma anciã lhe tinha dito na véspera que ele não devia comer absolutamente nada. EntãoÒsetùáeÈsùpuseram-se a caminho. Partiram em direção aos portões do òrun. Quando chegaram lá, as portas já se encontravam abertas, encontraram as portas abertas. Quando levaram a oferenda aOlódùmarèe Ele examinou.Olòdumarèdisse: "Haaa! Você viu qual foi o último dia que choveu na terra?! Eu me pergunto se o mundo não foi completamente destruído. Que pode ser encontrado lá?"Òsetùánão podia abrir a boca para dizer qualquer coisa.Olódùmarèlhe deu alguns "feixes" de chuva. Reuniu, como outrora, as coisas de valor do òrun, todas as coisas necessárias para a sobrevivência do mundo, e deu-lhas. Disse que ele,Òsetùá, deveria retornar. Quando deixaram a morada deOlódumarè, eis queÒsetùáperdeu um dos "feixes" de chuva. Então a chuva começou a cair sobre a terra. Choveu, choveu, choveu, choveu... QuandoÒsetùávoltou ao mundo, em primeiro lugar foi ver Quiabo. Quiabo tinha produzido vinte sementes. Quiabo que não tinha nem duas folhas, um outro não tinha mesmo nenhuma folha em seus ramos. Voltou-se em direção à casa do Quiabo escarlate,Ilá Ìròkòtinha produzido trinta sementes. Quando chegou a casa deYáyáá, esse havia produzido cinquenta sementes. Foi então até à casa da palmeira de folhas exuberantes, que se encontrava na margem do rioAwónrin Mogún. A palmeira tinha dado nascimento a dezesseis rebentos. Depois que a palmeira deu nascimento a dezesseis rebentos ele voltou à casa deOba Àjàlàiyé. Àse se expandia e se estendia sobre a terra. Sêmen convertia-se em filhos, homens em seu leito de sofrimento se levantavam, e todo o mundo tornou-se aprazível, tornou-se poderoso. As novas colheitas eram trazidas dos plantios. O inhame brotava, o milho amadurecia, a chuva continuava a cair, todos os rios transbordavam, todo mundo era feliz. QuandoÒsetùáchegou, carregaram-no para montar num cavalo (signo de realeza: só os mais poderosos podem-se permitir a criar ou montar cavalos em País Yorùbá). Estavam mesmo a ponto de levantar o cavalo do chão para mostrar até que ponto as pessoas estavam ricas e felizes. Estavam de tal forma contentes com ele, que o cobriram de presentes, os que estavam em sua direita os que estavam em sua esquerda. Começaram a saudarÒsetùá: "Você é o único que conseguiu levar a oferenda ao òrun, a oferenda que você levou ao outro mundo era poderosa! Disseram, "sem hesitação, rápido, aceite meu dinheiro e ajude-me a transportar minha oferenda ao òrun!Òsetùá! Aceite rápido!Òsetùáaceite minha oferenda!" Todos os presentes queÒsetùárecebeu, os deu todos aÈXÙ Òdàrà. Quando os deu aÈsù,Èsùdisse: "Como!" Há tanto tempo ele entregava os sacrifícios, e não houve ninguém para retribuir-lhe a gentileza."Você Òsetùá! Todos os sacrifícios que eles fizerem sobre a terra, se não os entregarem primeiro a você, para que você possa trazer a mim, farei que as oferendas não sejam mais aceitáveis".
Eis a razão pela qual sempre que os Babaláwo fazem sacrifícios, qualquer que seja o Odù Ifá que apareça e qualquer que seja a questão, devem invocar Òsetùá para que envie as oferendas a Èsù. Porque é só de sua mão que ÈXÙ aceitará as oferendas para levá-las ao òrun.
Porque quandoÈsùmesmo recebia os sacrifícios das pessoas da terra e os entregava no lugar onde as oferendas são aceitas, eles não demonstravam nenhum reconhecimento pelo que ele fazia por todos até o dia em queÒsetùáteve de carregar o sacrifício eÈsùfoi abrir o caminho apropriado para o òrun, para alcançar a morada deOlódumàrè. Quando se abriram as portas para ele. A qualidade de gentileza queÈsùrecebeu deÒsetùáera realmente muito valiosa para ele (Èsù). Então ele eÒsetùádecidiram combinar um acordo pelo qual todas as oferendas que deveriam ser feitas deveriam ser-lhe enviadas por intermédio deÒsetùá. Foi assim queÒsetùáconverteu-se no entregador de oferendas paraÈsù.ÈXÙ Òdàrà, foi assim que ele se converteu em O portador de oferendas para Olódumàrè,ÈXÙ Òsijé-Ebó, no poderoso òrun. É assim como este Itan (verso) Ifá explica, a respeito deÈXÙ E ÒSETÙÁ.

OXETUA OU OXETURA SÃO NOMES DO ODU QUE RESULTA DO ENCONTRO DE OXE COM OTURA.
OS NIGERIANOS COSTUMAM GRAFAR OSETÙÚÁ, OSÈTÙWÁOU OSETURA, O SIGNIFICADO É O MESMO.
O INCORRETO É CONSIDERAR-SE ESTE ODU, O DÉCIMO SÉTIMO ODU DE IFÁ E PRIMEIRO OMÓ ODU DE UMA SÉRIE DE 240, OU COMO UMA "QUALIDADE" DE EXU.
EMBORA SEJA O CAMINHO ATRAVÉS DO QUAL EXU RECEBE E CONDUZ AS OFERENDAS E EBÓS.

EXU LAROYÊ !

Exu é o mais sutil e o mais astuto de todos os orixás.
Ele aproveita-se de suas qualidades para provocar mal-entendidos e discussões
entre as pessoas ou para preparar-lhes armadilhas.
Ele pode fazer coisas extraordinárias como, por exemplo,
carregar, numa peneira, o óleo que comprou no mercado,
sem que este óleo se derrame deste estranho recipiente!
Exu pode ter matado um pássaro ontem, com uma pedra que jogou hoje! Se zanga-se, ele sapateia uma pedra na floresta, e esta pedra põe-se a sangrar!
Sua cabeça é pontuda e afiada como a lâmina de uma faca.
Ele nada pode transportar sobre ela.
Exu pode também ser muito malvado, se as pessoas se esquecem de homenageá-lo.
É necessário, pois, fazer sempre oferendas a Exu, antes de qualquer outro orixá.
A segunda-feira é o dia da semana que lhe é consagrado.
É bom fazer-lhe oferendas neste dia,
de farofa, azeite de dendê, cachaça e um galo preto.

Certa vez, dois amigos de infância, que jamais discutiam,
esqueceram-se, numa segunda-feira, de fazer-lhe as oferendas devidas.
Foram para o campo trabalhar, cada um na sua roça.
As terras eram vizinhas, separadas apenas por um estreito canteiro.
Exu, zangado pela negligência dos dois amigos,
decidiu preparar-lhe um golpe à sua maneira.
Ele colocou sobre a cabeça um boné pontudo
que era branco do lado direito e vermelho do lado esquerdo.
Depois, seguiu o canteiro, chegando à altura dos dois trabalhadores amigos e,
muito educadamente, cumprimentou-os:
“Bom trabalho, meus amigos!”
Estes, gentilmente, responderam-lhe:
“bom passeio, nobre estrangeiro!”
Assim que Exu afastou-se, o homem que trabalhava no campo à direita,
falou para o seu companheiro:
“Quem pode ser este personagem de boné branco?”
“Seu chapéu era vermelho”, respondeu o homem de campo à esquerda.
“Não, ele era branco, de um branco de alabastro, o mais belo branco que existe!”
“Ele era vermelho, um vermelho escarlate, de fulgor insustentável!”
“Ele era branco, trata-me de mentiroso?”
“Ele era vermelho, ou pensas que sou cego?
Cada um dos amigos tinha razão e estava furioso da desconfiança de outro.
Irritados, eles agarraram-se e começaram a bater-se
até matarem-se a golpe de enxada.
Exu estava vingado!
Isto não teria acontecido se as oferendas a Exu
não tivessem sido negligenciadas.
Pois Exu pode ser o mais benevolente dos orixás
se é tratado com consideração e generosidade.
Há uma maneira hábil de obter um favor de Exu.
É preparar-lhe um golpe mais astuto que aquele que ele mesmo prepara.

Conta-se que Aluman estava desesperado com uma grande seca.
Seus campos estavam áridos, a chuva não caía.
As rãs choravam de tanta sede e os rios
estavam cobertos de folhas mortas , caídas das árvores.
Nenhum orixá invocado escutou suas queixas e gemidos.
Aluman decidiu, então, oferecer a Exu grandes pedaços de carne de bode.
Exu comeu com apetite desta excelente oferenda.
Só que Aluman havia temperado a carne com molho muito apimentado.
Exu teve sede.
Uma sede tão grande que toda a água de todas as jarras que ele tinha em casa,
e que tinham, em suas casas, os vizinhos,
não foi suficiente para matar sua sede!
Exu foi à torneira da chuva e abri-a sem pena.
A chuva caiu.
Ela caiu de dia, ela caiu de noite.
Ela caiu no dia seguinte e no dia depois, sem parar.
Os campos de Aluman tornaram-se verdes.
Todos os vizinhos de Aluman cantaram sua gloria:

“Joro,jará,joro Aluman,
Dono dos dendezeiros, cujos cachos são abundantes!
Joro, jará, joro Aluman,
Dono dos campos de milho, cujas espigas são pesadas!
Joro, jará, joro, Aluman,
Dono dos campos de feijão, inhame e mandioca!
Joro, jará,joro Aluman!”

E as rãzinhas gargarejavam e coaxavam, e o rio corria velozmente para não transbordar!
Aluman, reconhecido, ofereceu a Exu carne de bode
com o tempero no ponto certo da pimenta.
Havia chovido bastante. Mais seria desastroso!
Pois, em todas as coisas, o demais é inimigo do bom.
Exù Elegbara guardião dos templos, das casas e das cidades, cólera dos Òrìsàs e das pessoas.

"Exù Elegbara dos Yorubas, Legba dos fon, encerra aspectos múltiplos e contraditórios que dificultam uma apresentação e uma definição coerentes. Vamos enumerar rapidamente suas principais características:
Exù é o mensageiro dos outros Òrìsà e nada se pode fazer sem ele.
É o guardião dos templos, das casas e das cidades.
É a cólera dos Òrìsà e das pessoas.
Tem um caráter suscetivel, violento, irascível, astucioso, grosseiro, vaidoso, indecente.
Os primeiros missionários, espantados com tal conjunto, assimilaram-no ao diabo e fizeram dele o símbolo de tudo que é maldade, perversidade, abjeção e ódio, em oposição a bondade, pureza, elevação e amor a Deus. Mas Exù de provocar acidentes e calamidades públicas e privadas, desencadear brigas, dissensões e mal-entendidos, se ele é o companheiro oculto das pessoas e as leva a fazer coisas insensatas, se excita e atiça os maus instintos, tem igualmente seu lado bom e, nisso, Exù revela-se e, talvez, o mais humano dos Òrìsà, nem completamente bom, nem completamente mal. Trabalha tanto para o bem como para o mal, é o fiel mensageiro daqueles que o enviam e que lhe fazem oferendas. Exù tem as qualidades de seus defeitos, é dinâmico e jovial. Foi ele também quem revelou a arte da adivinhação aos humanos. Seu lugar de origem é impreciso.
É a Exù que devem ser feitas as primeiras louvações e oferendas. A isso se chama, no Brasil, "despachar" Exù , com um duplo objetivo, o de despacha-lo como mensageiro para chamar e convidar os Òrìsà para a cerimônia e também de despacha-lo, envia-lo para longe, afin de que ele não venha a perturbar a boa ordem da festa por meio de gracejos de mal gosto. Os fios de conta das pessoas protegidas por ele são vermelhos e pretos e a segunda-feira é o dia que lhe é consagrado. Dizem na Bahia que existem vinte e um Exù ; outros falam de sete, ou de vinte vinte e uma vez vinte e um, mas ele é ao mesmo tempo múltiplo e uno. Eis os nomes de Exù , segundo um informante:
Elegbara, Alaketu, Lalu, Jelu, Run Danto."
Pierre Verger ( Notas Sobre o Culto aos Orixás e Voduns )
Exù Elegbára = senhor do poder
Exù Yangi = pedra vermelha de laterita, primeira protoforma existente - água + terra -
Exù Àgbá = pai-ancestre (representação coletiva de todos os Exù s individuais)
Exù Obá - rei-de-todos
Exù Alakétu = título dado a Exù pelos kétu da Bahia - rei do povo Kétu -
Exù Elebo = senhor-das-oferendas
Exù Ojìse-ebo = encarregado-e-transportador de oferendas
Exù Elérú = senhor do erú (carrego)
Exù Olòbe = proprietário e senhor da faca
Exù Enú-gbárijo = explicitador de mensagens
Exù Bara = o rei do corpo (obá + ara) (princípio de vida individual)
Exù Odara = aquele que guia (mostra o caminho, vai na frente)
Exú é o 1º nascido da existência e, como tal, o símbolo do elemento procriado. Mensageiro dos orixás , elemento de ligação entre as divindades e os homens, a um tempo mais próximo do mundo terreno e mais perto do elevadíssimo espaço celeste por onde transita Òrúnmìlà, é um orixá, é sempre a primeira divindade a receber as oferendas, justamente para que atue como um aliado e não como um rival que perturbe os procedimentos místicos desenvolvidos durante os rituais. Coerente com seu lugar mítico privilegiado, é ele que abre esse "corpus mitopoético" .
Princípio dinâmico e princípio da existência individualizada, Exú não pode ser isolado ou classificado em nenhuma das categorias. Ele é como o axé (que ele representa e transporta), participa forçosamente de tudo.
Segundo Ifá cada um tem seu próprio exú e seu próprio Olorún em seu corpo.
O nome de exú é conhecido, invocado e cultuado junto ao orixá. E é Ifá quem revela e permite-nos sabê-lo.
O Òkòtó representa o crescimento
Agbárá - poder que permite a cada um se mobilizar e desenvolver suas funções e seus destinos. Por isso recebe o título de Elegbára (senhor do poder).
Quem delegou esse poder à exú foi Olorún ao entregar-lhe o àdó-iràn , a cabaça que contém a força que se propaga. Esta cabaça está presente em seus "assentos", é uma cabaça de pescoço grande, e basta exú apontá-la a algo para transmitir seu axé.
Exú Elegbára é o companheiro de Ogun.
Exú Yangi, pedra vermelha de laterita, pedaços de laterita cravados na terra, indicam o lugar de culto à Exú. Yangi é a representação mais importante de Exú e, é assim invocado:
EXÚ YANGI OBÁ BABÁ EXÚ
EXÚ YANGI rei, pai de todos os Exú.
Exú Yangi é o Exú ancestre, o Exú Agbá.
Oxé-tuwá, representante direto de exú, simboliza um de seus aspectos mais importantes, o de ser encarregado e transportador das oferendas, Òjise-ebo.
Exú por ser resultado da interação de um par, é o portador mítico do sêmen e do útero ancestral e como princípio de vida individualizada ele sintetiza os dois, É por isso que frequentemente, e, é representado pela forma de um par, uma figura masculina e uma feminina, unidos por fileiras de búzios.
Exú está profundamente ligado à atividade sexual. Representados por um falo (pênis), ou suas representações simbólicas como: os penteados de forma fálica, sua arma, o ogó - bastão em forma de pênis -, sua lança; já as cabacinhas representam seus testículos.
Exù também está representado com objetos à sua boca; dedo, cachimbo e principalmente flauta, que vem representar a atividade sExù al, como absorção e expulsão, ingestão e restituição, com a flauta Exù chama seus descendentes. Portanto símbolo por excelência da fecundidade.
Exù jamais toma a forma de procriador.
Exù é cultuado tanto como lésè-égún, como lésè-orixá, e apenas por seu intermédio é possível cultuar os orixás e as Iyá-mi (mãe ancestre).
Não é apenas Òjisé-ebo, mas principalmente Òjisé, o mensageiro, fazendo a comunicação entre tudo que é oposto.
Com efeito a relação entre Exù e Ifá, é indiscutível, e Exù está representado em um dos principais emblemas característicos do culto à Ifá , o òpón, onde Exù tem sua representação em forma de rosto, de triângulos e losangos.
É no seu papel de princípio dinâmico, de princípio de vida individual e de Òjise ou elemento de comunicação, que Exù Bará está indissoluvelmente ligado à evolução e ao destino de cada indivíduo. Como tal ele também é senhor dos caminhos Exù Olònà, e ele pode abri-los ou fechá-los.
Exù fica à esquerda dos caminhos. O elemento procriado, é a prova do poder das Iyá-mi, é o pássaro, o Elèye.
Exù foi o primeiro a usar ekódide (pena de uma espécie de papagaio) na cabeça, e foi isto que o tornou decano de todos os orixás. Alguém que coloca ekódide na cabeça sem necessidade, provoca a cólera de Exù .
Enganosamente ou mal intencionados, os primeiros missionários que chegaram à África, compararam-no ao diabo, por algumas de suas formas, artimanhas e poderes atribuídos. Ele tem as qualidades dos seus defeitos, pois é dinâmico e jovial, havendo mesmo pessoas na África que usam orgulhosamente nomes como Èxúbíyìí (concebido por Exù ), ou Èxùtósìn (Exù merece ser adorado).
Como personagem histórica, Exù teria sido um dos companheiros de Odùduà, quando da sua chegada à Ifé, e chamava-se Exù Obasin. Tornou-se mais tarde, um dos assistentes de Orúnmilá, que preside a adivinhação pelo sistema de Ifá. Segundo Epega, Exù , tornou-se rei de Kêto sob o nome de Exù Alákétu.
É Exù que supervisiona as atividades do rei em cada cidade: o de Oyó é chamado Exù Akesan.
Como orixá, diz-se que veio ao mundo com um porrete, chamado, ogó, que teria a propriedade de transportá-lo, a centenas de quilômetros e de atrair, por um poder magnético, objetos situados a distâncias igualmente grandes.
Que Exù guie os caminhos de todos e que sempre, com sua velocidade estonteante, espalhe as sementes da paz pelo mundo.
Exù instaura o conflito entre Iemanjá, Oiá e Oxum.
Um dia, foram juntas ao mercado Oiá e Oxum, esposas de Xangô, e Iemanjá, esposa de Ogum.
Exù entrou no mercado conduzindo uma cabra.
Ele viu que tudo estava em paz e decidiu plantar uma discórdia.
Aproximou-se de Iemanjá, Oiá e Oxum e disse que tinha um compromisso importante com Orunmila.
Ele deixaria a cidade e pediu a elas que vendessem sua cabra por vinte búzios. Propôs que ficassem com a metade do lucro obtido.
Iemanjá, Oiá e Oxum concordaram e Exù partiu.
A cabra foi vendida por vinte búzios. Iemanjá, Oiá e Oxum puseram os dez búzios de Exù a parte e começaram a dividir os dez búzios que lhe cabiam. Iemanjá contou os búzios. Haviam três búzios para cada uma delas, mas sobraria um. Não era possível dividir os dez em três partes iguais. Da mesma forma Oiá e Oxum tentaram e não conseguiram dividir os búzios por igual. Aí as três começaram a discutir sobre quem ficaria com a maior parte.
Iemanjá disse: “É costume que os mais velhos fiquem com a maior porção. Portanto, eu pegarei um búzio a mais”.
Oxum rejeitou a proposta de Iemanjá, afirmando que o costume era que os mais novos ficassem com a maior porção, que por isso lhe cabia.
Piá intercedeu, dizendo que , em caso de contenda semelhante, a maior parte caberia à do meio.
As três não conseguiam resolver a discussão. Então elas chamaram um homem do mercado para dividir os búzios eqüitativamente entre elas. Ele pegou os búzios e colocou em três montes iguais. E sugeriu que o décimo búzio fosse dado a mais velha. Mas Oiá e Oxum, que eram a segunda mais velha e a mais nova, rejeitaram o conselho. Elas se recusaram a dar a Iemanjá a maior parte.
Pediram a outra pessoa que eu dividisse eqüitativamente os búzios. Ele os contou, mas não pôde dividi-los por igual. Propôs que a parte maior fosse dado à mais nova. Iemanjá e Oiá.
Ainda um outro homem foi solicitado a fazer a divisão. Ele contou os búzios, fez três montes de três e pôs o búzio a mais de lado. Ele afirmou que, neste caso, o búzio extra deveria ser dado àquela que não é nem a mais velha, nem a mais nova. O búzio devia ser dado a Oiá. Mas Iemanjá e Oxum rejeitaram seu conselho. Elas se recusaram a dar o búzio extra a Oiá.
Não havia meio de resolver a divisão.
Exù voltou ao mercado para ver como estava a discussão. Ele disse: “Onde está minha parte?”.
Elas deram a ele dez búzios e pediram para dividir os dez búzios delas de modo eqüitativo.
Exù deu três a Iemanjá, três a Oiá e tre a Oxum. O décimo búzio ele segurou.
Colocou-o num buraco no chão e cobriu com terra.
Exù disse que o búzio extra era para os antepassados, conforme o costume que se seguia no Orun.
Toda vez que alguém recebe algo de bom, deve-se lembrar dos antepassados. Dá-se uma parte das colheitas, dos banquetes e dos sacrifícios aos Orixás, aos antepassados. Assim também com o dinheiro. Este é o jeito como é feito no Céu. Assim também na terra deve ser.
Quando qualquer coisa vem para alguém, deve-se dividi-la com os antepassados. “Lembrai que não deve haver disputa pelos búzios.”
Iemanjá, Oiá e oxum reconheceram que Exù estava certo. E concordaram em aceitar três búzios cada.
Todos os que souberam do ocorrido no mercado de Oió passaram a ser mais cuidadosos com relação aos antepassados, a eles destinando sempre uma parte importante do que ganham com os frutos do trabalho e com os presentes da fortuna. [Lenda 24 do Livro Mitologia dos Orixás ]
Esú torna-se o amigo predileto de Orunmila.
Como se explica a grande amizade entre Orunmila e Exù , visto que eles são opostos em grandes aspectos ?
Orunmila, filho mais velho de Olorun, foi quem trouxe aos humanos o conhecimento do destino pelos búzios. Exù , pelo contrario, sempre se esforçou para criar mal-entendidos e rupturas, tanto aos humanos como aos Orixás. Orunmila era calmo e Exù , quente como o fogo.
Mediante o uso de conchas adivinhas, Orunmila revelava aos homens as intenções do supremo deus Olorun e os significados do destino. Orunmila aplainava os caminhos para os humanos, enquanto Exù os emboscava na estrada e fazia incertas todas as coisas. O caráter de Orunmila era o destino, o de Exù , era o acidente. Mesmo assim ficaram amigos íntimos.
Uma vez, Orunmila viajou com alguns acompanhantes. Os homens de seu séqüito não levavam nada, mas Orunmila portava uma sacola na qual guardava o tabuleiro e os Obis que usava para ler o futuro.
Mas na comitiva de Orunmila muitos tinham inveja dele e desejavam apoderar-se de sua sacola de adivinhação. Um deles mostrando-se muito gentil, ofereceu-se para carregar a sacola de Orunmila. Um outro também se dispôs à mesma tarefa e eles discutiram sobre quem deveria carregar a tal sacola.
Até que Orunmila encerrou o assunto dizendo: "Eu não estou cansado. Eu mesmo carrego a sacola".
Quando orunmila chegou em casa, refletiu sobre o incidente e quis saber quem realmente agira como um amigo de fato. Pensou então num plano para descobrir os falsos amigos. Enviou mensagens com a notícia de que havia morrido e escondeu-se atrás da casa, onde não podia ser visto. E lá Orunmila esperou.
Depois de um tempo, um de seus acompanhantes veio expressar seu pesar. O homem lamentou o acontecido, dizendo ter sido um grande amigo de Orunmila e que muitas vezes o ajudara com dinheiro. Disse ainda que, por gratidão, Orunmila lhe teria deixado seus instrumentos de adivinhar.
A esposa de Orunmila pareceu compreende-lo, mas disse que a sacola havia desaparecido. E o homem foi embora frustrado.
Outro homem veio chorando, com artimanha pediu a mesma coisa e também foi embora desapontado. E assim, todos os que vieram fizeram o mesmo pedido. Até que Exù chegou.
Exù também lamentou profundamente a morte do suposto amigo. Mas disse que a tristeza maior seria da esposa, que não teria mais pra quem cozinhar. Ela concordou e perguntou se Orunmila não lhe devia nada. Exù disse que não. A esposa de Orunmila persistiu, perguntando se Exù não queria a parafernália de adivinhação
Exù negou outra vez. Aí Orunmila entrou na sala, dizendo: "Exù , tu és sim meu verdadeiro amigo!".
Depois disso nunca teve amigos tão íntimos, tão íntimos como Exù e Orunmila. [ lenda 27 do Livro Mitologia dos Orixás]
Exù leva aos homens o oráculo de Ifá.
Em épocas remotas os deuses passaram fome. Às vezes, por longos períodos, eles não recebiam bastante comida de seus filhos que viviam na Terra.
Os deuses cada vez mais se indispunham uns com os outros e lutavam entre si guerras assombrosas. Os descendentes dos deuses não pensavam mais neles e os deuses se perguntavam o que poderiam fazer. Como ser novamente alimentados pelos homens ? Os homens não faziam mais oferendas e os deuses tinham fome. Sem a proteção dos deuses, a desgraça tinha se abatido sobre a Terra e os homens viviam doentes, pobres, infelizes.
Um dia Exù pegou a estrada e foi em busca de solução. Exù foi até Iemanjá em busca de algo que pudesse recuperar a boa vontade dos homens. Iemanjá lhe disse: "Nada conseguirás. Xapanã já tentou afligir os homens com doenças, mas eles não vieram lhe oferecer sacrifícios".
Iemanjá disse: "Exù matará todos os homens, mas eles não lhe darão o que comer. Xangô já lançou muitos raios e já matou muitos homens, mas eles nem se preocupam com ele. Então é melhor que procures solução em outra direção. Os homens não tem medo de morrer. Em vez de ameaçá-los com a morte, mostra a eles alguma coisa que seja tão boa que eles sintam vontade de tê-la. E que, para tanto, desejem continuar vivos".
Exù retornou o seu caminho e foi procurar Orungã.
Orungã lhe disse: "Eu sei por que vieste. Os dezesseis deuses tem fome. É preciso dar aos homens alguma coisa de que eles gostem, alguma coisa que os satisfaça.. Eu conheço algo que pode fazer isso. É uma grande coisa que é feita com dezesseis caroços de dendê. Arranja os cocos da palmeira e entenda seu significado. Assim poderás conquistar os homens".
Exù foi ao local onde havia palmeiras e conseguiu ganhar dos macacos dezesseis cocos. Exù pensou e pensou, mas não atinava no que fazer com eles. Os macacos então lhe disseram: "Exù , não sabes o que fazer com os dezesseis cocos de palmeira? Vai andando pelo mundo e em cada lugar pergunta o que significam esses cocos de palmeira. Deves ir a dezesseis lugares para saber o que significam esses cocos de palmeira. Em cada um desses lugares recolheras dezesseis odus. Recolherás dezesseis histórias, dezesseis oráculos. Cada história tem a sua sabedorias, conselhos que podem ajudar os homens. Vai juntando os odus e ao final de um ano terás aprendido o suficiente. Aprenderás dezesseis vezes dezesseis odus. Então volta para onde moram os deuses. Ensina aos homens o que terás aprendido e os homens irão cuidar de Exù de novo".
Exù fez o que lhe foi dito e retornou ao Orun, o Céu dos Orixás. Exù mostrou aos deuses os odus que havia aprendido e os deuses disseram: "Isso é muito bom".
Os deuses, então, ensinaram o novo saber aos seus descendentes, os homens. Os homens então puderam saber todos os dias os desígnios dos deuses e os acontecimentos do porvir. Quando jogavam os dezesseis cocos de dendê e interpretavam o odu que eles indicavam, sabiam da grande quantidade de mal que havia no futuro. Eles aprenderam a fazer sacrifícios aos Orixás para afastar os males que os ameaçavam. Eles recomeçavam a sacrificar animais e a cozinhar suas carnes para os deuses. Os Orixás estavam satisfeitos e felizes. Foi assim que Exù trouxe aos homens o If'á. [Lenda 28 do livro Mitologia dos Orixás]
Vodun Elegbara ( elebara )
Legbá-Vodun é filho da sétima gestação de Mawu-Lisa,portanto é o caçula da hierarquia dos Voduns. Acada Vodun filho seu,Mawu ensinou uma linguagem diferente, que deveria ser usada em seus próprios dominios de Djò ficou encarregado de ensinar a linguagem aos homens, mas todos se esqueceram como falar a linguagem de Mawu com exceção de Legbá, que nunca se separou de seus genitores.Assim todos os Voduns e toda a humanidade teria de recorrer a Legbá para se comunicar
com Mawu.Legbá-Vodun passou assim a estar em toda a parte, para levar e trazer mensagens dos seres criados por seus criador. Legbá, por ser muito arteiro e aprontar muitas brincadeiras perigosas e sem limites e também por ser o preferido de Mawu, foi mantido perto dos pais. Recebeu a incumbência de ser o mensageiro entre os irmãos Voduns e Mawu-Lisa. Recebeu o dom de saber todos os idiomas e dialetos para que pudesse e escutar tudo no céu e na terra e contasse para seus pais. Uma missão dificel que não poderia falhar, formando-se assim o controle Orun-Aiye.Embora o povo Fon cite somente o nome de Mawu como o Deus criador, eles têm conhecimento da existência de Lisa e o consideram o lado justiceiro de Mawu. No Benin os fetiches de Legbá-Vodun geralmente são representados por um montículo de terra com uma peça fálica, que representa a audácia de Legbá, como a coragem e a procriação. Existem duas definições para Tô-Vodun.Tanto podem ser um vodun cultuado por todos os habitantes de uma localidade, como sendo emblemático daquela localidade, independente dos laços familiares e tribais entre os habitantes;como também podem ser voduns cultuados por praticamente e todos os adeptos da religião Fon.Neste caso, Legbá,Fá, Gu, e talvez Agué, são Tô-Voduns. Algumas vezes essa atribuição pode ser estendida a voduns populares como Sakpatá, Dan, Lisa e Hevioso.
Não se deve confundir Tô-Vodun com Tó-Vodun, ou voduns das águas, como Agbê,Sinmenu-Sogbô, Naete, Avlekete, os Tohossu, etc.Embora sendo pertencente aos Tô-Vodun ele é um Vodun integrante aos Ayi-Vodun,os voduns do panteão da terra, por ter ele o controle desta, como também aos Ji-Vodun do panteão do céu por Legbá ter livre acesso ao Orun(céu).Vejamos então que Legbá esta sempre presente em todos os panteões de Voduns, por ser este o eixo da dinâmica e propulsor do ASE, fazendo com que este seja levado e distribuido a quem de direito tiver e fazer a cobrança dos que mal agirem.
Legbá-Vodun é nome fon do Orisá Exù da cultura Yorubá.Entre os fons e os Ewê, Legba possui um aspecto eminentemente fálico, e seus iniciados,os Legbasy,transportam os sacra de Legba (assentamentos), composto de uma complexa quantidade de asés, onde predominan cabaças e pequenas esculturas fálicas, para onde quer que forem e vestem uma saieta de ráfia tingida de roxo. Carregam ainda um falo de madeira esculpido chamado OGO, que nas festas públicas gostam de fazer exibição deste. Legbá pode ser encontrado em todos os templos, pois é ele quem abre o caminho para os demais Voduns poderem atuar. O Legba guardião dos templos, das aldeias e casas particulares,montado na forma de um monticulo de barro de onde sai um enorme falo ereto, é eminentemente uma entidade coletiva o AGBO-LEGBÁ, mas se conhece ainda um Legbá feminino ASSI-LEGBÁ ou LEGBAYONU que é montado e cultuado para proteger as mulheres e as crianças da comunidade, ainda que a mulher de Legbá, segundo os Fons seja AWOVI, cujo nome significa FILHA DO ENGANO e representa os acidentes, que é representada por uma estatueta de barro de aspecto feminino, sem cabeçae com os olhos no lugar dos seios e a boca na altura da vagina,normalmente maior do que a representação de Legba.
MINONA é a representação divinizada dos poderes mágicos atribuido às mulheres, e AYIZAN também são consideradas ora esposa, ora mãe de Legbá.Para os fons,Legbá foi encarregado neste mundo a contar as pessoas vivas e mortas, e assim noticiar ao todo poderoso sobre a quantidade de seres vivos e aqueles que deixaram a fce da terra visivel.Os fons acreditam que Legbá é um Vodun intransigente e independente das bontades dos próprios desejos do povo Fon. Haja, o grande temor que eese povo possui dos sacerdotes de Legbá.Originário da região do antigo Dahomey, Legba foi muito cultuado, para amendrontar os inimigos do povo Fon no caso os invasores brancos, ou usá-lo para atacar seus inimigos étnicos.Po isso com a chegada dos padres católicos e prostestantes nas épocas da colonização de África...
no que se refere ao culto de Legbá, que também é possuidor de culto a parte de outros Voduns, o mesmo foi caracterizado como um bárbaro sanguinário na visão leiga e completamente distorcida dos sacerdotes cristãos, os quais chamavam este Vodun de diabo. Para o povo Fon Legbá é muito poderoso e astuto sendo que, aquele que estiver em seu caminho é melhor sair de sua frente.Do culto de Legbá-Vodun originou-se o culto a Exù , entre os Yorubás, nas épocas das guerras e criações dos reinados vigentes naquelas regiões. Legbá-Vodun sempre é cultuado primeiro, do que qualquer Vodun, esta regra jamais é esquecida pelo povo Fon, pois é ele que se encarrega de deixar passar qualquer tipo de oferenda seja a que Vodun for.Mesmo nos casos de ebós e outros tipos de interversão espiritual praticada seja por qualquer sacerdote e de qualquer culto espiritual.Está encarregado em vigiar o bom andamento e atitudes do ser humano, seja benéficas ou maléficas. e se incumbirá das devidas cobranças.
Também devemos citar que Legbá-Vodun , é o unico Vodun masculino que tem acesso ao mundo espiritual da KENESSI (senhoras poderosas a grande Mãe Ancestre- YAMI OSORONGA)
Obs.: Imagens de Legba no Benin
No Benin os fetiches de Legbá-Vodun geralmente são representados por um montículo de terra com uma peça fálica, que representa a audácia de Legbá,
como a coragem e a procriação. Os antigos viajantes e pesquisadores muito falaram dessa divindade que a todos impressionava por seu apspecto erótico. PRUNEAU DE POMMEGORGE; foi o primeiro que, tanto quando podemos saber, descreveu um Legbá.Eis como apresenta o Legbá de Ouidah, onde permaneceu de 1743 a 1765; a um quarto de légua dos fortes dos dahomeanos ainda têm um deus Príapo,feito grosseiramente de terra, com seu principal atributo, que é enorme e exgerado em relação à proporção ao restante do corpo. As mulheres sobretudo, vão oferecer-lhe sacrificios, de acordo com sua devoção e com o pedido que lhe farão.Essa má estatua encontra-se debaixo do forro
Orikí (=Reza) Exù :
Iba Exù Odara
Exù Odara, inclino-me.
A Ba Ni Wa Oran Ba O Ri Da
Ele procura briga com alguém e encontra o que fazer.
O San Sokoto Penpe Ti Nse Onibode Olorun
Ele veste uma calça pequena para ser guardião na porta de Deus.
Oba Ni Ile Ketu
Rei da terra de Ketu.
Alakesi Emeren Aji E Aji E M(u) Ògùn
Aquele a quem se convida e que, tão logo acorda, toma um remédio.
A Lun ( se) Wa Se Ibini
Ele reforma Benin.
Laguna Jo Igbo Bi Orò
Laguna queima o mato como oro.
Exù Foli Fò O Fi Ókò Fo Oju Anan Re
Exù arrebenta facilmente os olhos de seus sogros com uma pedra.
L A Nyan Hamana
Ele caminha movendo-se com altivez.
Ika Kò Boro Boro
O malfeitor não morre depressa.
Kò Là Kò Rà O Ba Ona Oja Ile Su
Ele faz com que no mercado nada se compre e nada se venda.
Agbo L Ara A Yaba Má Pa ( Mo) Abemu
Agbo faz com que a mulher do rei não cubra a nudez de seu corpo.
O Se Firi Oko Ero Oja
Ele se torna rapidamente o senhor daqueles que passam pelo mercado.
Bara Fi Imu Fon Awon Sebi Okò L O Si
Quando Bara assoa o nariz, todo mundo acredita que o trem vai partir.
Ero Palemo Wara Wara
Os passageiros preparam-se rapidamente.
(Oriki recolhido do Livro "Notas sobre o Culto aos Orixás e Voduns" Pierre Verger Editora: Edusp)

Adúrà Awon Òrìsà - Èxú
ORÍKÌ TI Èxú
Iyìn o, iyìn o Èxú n má gbò o
Èxú escute o meu louvor à ti
Iyìn o, iyìn o Èxú n má gbò o
Èxú escute o meu louvor à ti
Iyìn o, iyìn o Èxú n má gbò o
Èxú escute o meu louvor à ti
Iyìn o, iyìn o Èxú n má gbò o
Èxú escute o meu louvor à ti
Èxú láaróyè, Èxú láaróyè
Èxú láaróyè, È s ú láaróyè
Iyìn o, iyìn o Èxú n má gbò o
Èxú escute o meu louvor à ti
Èxú Láàlú Ogiri Òkò Ebìtà Okùnrin
Èxú Láàlú Ogiri Òkò E bìtà O kùnrin
Iyìn o, iyìn o Èxú n má gbò o
Èxú escute o meu louvor à ti
Èxú òta òrìsà
Èxú inimigo de Orixá
Iyìn o, iyìn o Èxú n má gbò o
Èxú escute o meu louvor à ti
Osétùrá l'oruko bàbá mó ó
Oxeturá é o nome pelo qual é chamado por seu pai
Alágogo ìjà l'oruko ìyá npè o
Alágogo Ìjà, é o nome pelo qual sua mãe o chama
Iyìn o, iyìn o Èxú n má gbò o
Èxú escute o meu louvor à ti
Èxú Òdàrà, omokùnrin Ìdólófin
Èxú bondoso, filho homem da cidade de Ìdólófìn
O lé sónsó sórí orí esè elésè
Aquele que tem a cabeça pontiaguda fica no pé das pessoas
Iyìn o, iyìn o Èxú n má gbò o
Èxú escute o meu louvor à ti
Kò jé, kò jé kí eni nje gbe e mì
Não come e não permite que ninguém coma ou engula o alimento
Iyìn o, iyìn o Èxú n má gbò o
Èxú escute o meu louvor à ti
A kìì lówó láì mu ti Èxú kúrò
Quem tem riqueza reserva para È s ú a sua parte
A kìì láyò láì mu ti Èxú kúrò
Quem tem felicidade reserva para È s ú a sua parte
Iyìn o, iyìn o Èxú n má gbò o
Èxú escute o meu louvor à ti
Asòntún se òsì láì ní ítijú
Fica dos dois lados sem constrangimento
Iyìn o, iyìn o Èxú n má gbò o
Èxú escute o meu louvor à ti
Èxú àpáta somo olómo lénu
Èxú, montanha de pedras que faz o filho falar coisas que não deseja
O fi okúta dípò iyó
Usa pedra em vez de sal
Iyìn o, iyìn o Èxú n má gbò o
Èxú escute o meu louvor à ti
Lóògemo òrun a nla kálù
Indulgente filho do céu cuja grandeza está em toda a cidade
Pàápa-wàrá, a túká máse sà
Apressadamente fragmenta o que não se junta nunca mais
Iyìn o, iyìn o Èxú n má gbò o
Èxú escute o meu louvor à ti
Èxú máse mi, omo elòmíran ni o se
Èxú não me faça mal, manipule o filho do outro
Èxú máse, Èxú máse, Èxú máse
Èxú não faça mal, È s ú não faça mal, È s ú não faça mal
Iyìn o, iyìn o Èxú n má gbò o
Èxú escute o meu louvor à ti


ORIKI Èxú
ÈXÙ òta òrìsà.
Exú, o inimigo dos orixás.
Osétùrá ni oruko bàbá mò ó.
Osétùrá é o nome pelo qual você é chamado por seu pai.
Alágogo Ìjà ni orúko ìyá npè é,
Alágogo Ìjà é o nome pelo qual você é chamado por sua mãe.
ÈXÙ Òdàrà, omokùnrin Ìdólófin,
Exú Òdàrà, o homem forte de ìdólófin,
O lé sónsó sí orí esè elésè
Exú, que senta no pé dos outros.
Kò je, kò jé kí eni nje gbé mì,
Que não come e não permite a quem está comendo que engula o alimento.
A kìì lówó láì mú ti ÈXÙ kúrò,
Quem tem dinheiro, reserva para Exú a sua parte,
A kìì lóyò láì mú ti ÈXÙ kúrò,
Quem tem felicidade, reserva para Exú a sua parte.
Asòntún se òsì láì ní ítijú,
Exú, que joga nos dois times sem constrangimento.
ÈXÙ àpáta sómo olómo lénu,
Exú, que faz uma pessoa falar coisas que não deseja.
O fi okúta dípò iyò.
Exú, que usa pedra em vez de sal.
Lóògemo òrun, a nla kálù,
Exú, o indulgente filho de Deus, cuja grandeza se manifesta em toda parte.
Pàápa-wàrá, a túká máse sà,
Exú, apressado, inesperado, que quebra em fragmentos que não se poderá juntar novamente,
ÈXÙ máse mí, omo elòmíràn ni o se.
Exú, não me manipule, manipule outra pessoa.
O SENHOR ANCESTRAL - ÈSÚ YANGI
A trilogia Yorùbá, pelo que compreendo é composta por Obàtálá, o princípio masculino da Criação(o princípio do branco progenitor), e Odùduwà( o princípio do preto progenitor ), o princípio feminino. O terceiro elemento, é aquele criado diretamente por " Elédùmarè, ou seja, é Èsú ( o vermelho, princípio básico do elemento procriado), que como se sabe foi gerado da laterita vermelha, elemento este, que foi modelado por Elédùmarè, onde ele insuflou seu hálito, dando-lhe vida, sendo portanto um princípio da existência descendente. Èsú é a essência da existência e do movimento, em última análise, é o "Primogênito da Criação"( Mo jubá Akoda ), sem ele nem saberiamos que existimos. Mo jubá Èsú Yangi! Lóògemo Òrun, a nla kálù! Èsú, o indulgente filho de Deus, cuja grandeza se manifesta em toda parte! Àsé. Olóòrun criou Èsú a partir da lama [ Eerúpé ], deu-lhe a primogenitura, ou seja, transformou-o no nosso grande Agbá [Ancestre ], tornando-o o Irunmole responsável por transmitir aos seres e as coisas seu àsé de dinamização, transformação, mobilidade e desenvolvimento. Olóòrun determinou que tudo que venha a existir possua Èsú, ou seja, possua o àsé do movimento. Èsú é, então, a energia que está presente em tudo que existe. Èsú Yangi é chamado "O Senhor da Laterita Vermelha", más por ser o primeiro Imole é também o Èsú Agbá, ou seja "O Senhor Ancestral", ou Èsú Igba Keta "O Senhor da Terceira Cabaça" produto resultante da interação dos dois genitores primordiais o masculino e feminino. Então é por isso que ele é chamado Obá Bàbá Èsú "O Rei e Pai de todos os Èsús". Más nossa intenção é tratar somente do aspecto "Yangi" enquanto protoforma. Como sabemos, o Imole "ÈSÚ" é o princípio básico de movimento, restituição, e transformação, é o elemento de ligação entre as divindades e os homens, é o àsé descendente resultante da interação entre os princípios "masculino( IWÁ )" e o princípio "feminino( ABA )" primordiais, e é este o aspecto de Èsú que gostaria de abordar, ou seja, o "primordial" ou ÈSÚ YANGI ( ÀSÉ = Poder de realização). O Senhor da Laterita Vermelha, Èsú Ancestre, Èsú Igbá Keta, Èsú Agbá ou o "Obá Bàbá Èsú"). Èsú Yangi foi quem primeiro adquiriu uma forma material( laterita ) feito então, da mesma matéria que foi usada para formar a humanidade Eerúpé ( Lama = Água + Minerais ).
Èsú Yangi é a sua primeira forma e a mais importante é a que lhe confere o "status" de Imole ou "Divindade" nos Ritos da Criação, segundo a crença do povo Yorùbá:
Conta-se que o ar e as águas moveram-se conjuntamente e uma parte deles mesmos transformou-se em lama. Dessa lama originou-se uma bolha ou montículo, a primeira matéria dotada de forma, um rochedo avermelhado e lamacento. Olòórun admirou esta forma e soprou sobre o montículo, insuflando-lhe seu hálito e deu-lhe vida. Então esta foi a primeira forma dotada de existência "individual", e é por isso que a LATERITA, é a representação de Èsú Yangi". Sendo então Èsú Yangi um elemento Ancestral "Ara Òrun"(Ser do Além) por excelência, é lógico que ele esteja intrinsicamente ligado ao Culto dos Ara Òrun Kinkin(Bàbá Egún).
Em conclusão, más o que vem a ser geologicamente a "LATERITA"?
A "Laterita é um tipo de solo" muito alterado com "grande" concentração de hidróxidos de ferro e alumínio. Este processo de alteração do solo é designado por "laterização". Assim sendo, ela é o resultado de um longo processo de transformação do solo, iniciando-se com a ação do vento, da chuva sobre as pedras formando rachaduras e por uma série de outras alterações que resultam nela. A laterita pode ser encontrada em diversas formas na natureza; pó, aglomerados, grânulos etc.. O processo de alteração intempérica que leva a formação de "laterita ou laterito" denomina-se lateritização ou laterização. A alta concentração residual acompanhada do ressecamento desses hidróxidos de Fe e Al pouco solúveis leva a formação de uma crosta ou carapaça laterítica muito resistente aos agentes erosivos. Laterita:,s.f. Geol.- Produto do processo laterização. O mesmo que laterito. São formações superficiais ou subsuperficiais ferruginosas e aluminosas endurecidas, que se formam em regiões tropicais ou subtropicais. Quando se acumulam em grande quantidade formam uma camada superficial resistente que recebe o nome de canga laterítica, carapaça laterítica ou [[crosta laterítica]]. A presença de laterita em uma região onde atualmente o clima é mais ameno indica que esta região esteve sob clima tropical ou subtropical no passado. A laterita é composta principalmente por caolinita, goethita, hematita e gibbisita. Óxidos hidratados de ferro (amorfos)como a limonita podem estar presente na forma de concreções lateríticas. Etimologia: do latim later = tijolo, em referência ao fato de que é um material endurecido que se assemelha ao tijolo Laterizaçaõ: Processo pedogenético atuante em climas tropicais, onde uma profunda lixiviação (intemperismo químico) leva o solo a se enriquecer em hidróxidos de ferro e/ou alumínio.
Na laterização os elementos alcalinos e alcalinos terrosos são os primeiros a serem lixiviados e em estados mais agressivos (em função do pH das soluções), processa-se também a lixiviação da sílica livre e combinada em minerais silicatados, restando somente um produto de menor solubilidade que pode ser uma mistura de hidróxidos de ferro e alumínio. Caso haja predominância de alumínio o material residual recebe o nome de bauxita, importante minério de alumínio. A laterização é economicamente importante na formação de depósitos secundários de minérios, como a bauxita, produzida a partir de rochas alcalinas e de depósitos argilosos aluvionares. A laterização de rochas ultramáficas (serpentinitos, dunitos e peridotitos, contendo de 0,2 a 0,3% de Ni) levam a um considerável enriquecimento secundário em níquel e à formação de depósitos economicamente viáveis de Níquel. Concluindo, Lateritas são rochas vulcânicas porosas.
( * ). Èsú òta Òrìsà.. ÈSÚ máse mi, omò èlòmíràn ni ose. ( Exú, inimigo de outro Òrìxá.. Exú, não me manipule, manipule outra pessoa. )
Ervas, Rezas, banhos e simpatias.

SORTE Se você estiver sentindo falta dessa energia tão necessária à vida, faça este banho especial para ajudar no trabalho e também no amor. Separe erva-de-bicho, folha da fortuna, arruda-macho, arruda-fêmea, levante, quebra-tudo, guiné e espada-de-são-jorge. Coloque todas as ervas para ferver em 3 litros de água, abafe por 3 minutos e coe. Assim que esfriar, despeje algumas gotas da colônia de sua preferência e tome o banho em uma terça-feira à noite, durante a fase da Lua Crescente.
 PARA TRAZER FELICIDADE.
Adquira uma vela amarela e um maço de rosas da mesma cor. Acenda a vela e ofereça as rosas amarelas para Oxum, pedindo para que lhe traga felicidade e amor.
PURIFICAÇÃO
Se você quiser mandar as energias negativas para bem longe, faça este banho em uma quinta-feira de Lua Crescente, de preferência, à noite. junte as seguintes ervas: alecrim do campo, palma-de-santa-rita, rosas vermelhas, espada-de-são-jorge, louros verdes e erva-de-santa-bárbara. Coloque todas para ferver em 3 litros de água e, depois, coe o preparado. Separe as ervas e coloque-as ao sol. Após tomar um banho normal, despeje a mistura sobre seu corpo. Queime as ervas secas em um braseiro, juntamente com incenso de benjoim ou mirra. Enquanto as ervas queimam, diga as seguinte palavras: "Fogo de Deus, fogo celestial, fogo sagrado, que toda a impureza seja queimada e destruída em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, que a Santa Divina Trindade. Queimei, destruí e reduzi ao nada todas as más influências, assim como todo o mal".
 ENERGIAS POSITIVAS
 Quando sentir que colocaram olho gordo em você, faça este banho para se livrar das energias negativas. Primeiro, junte as ervas: arruda, catinga-de-mulata, guiné e alecrim e acrescente um pouco de sal grosso. Ferva tudo ligeiramente, coe e coloque num balde com 3 litros de água. Banhe-se do pescoço aos pés, mas antes tome um banho normal.
ALIVIO DE TENÇÕES (ou descarrego) Em meio balde de água coloque sal grosso a medida é a palma de sua mão, pegar uma vela de cheiro ou um incenso. Ascenda no banheiro a vela ou o incenso, apague a luz entre no chuveiro vá jogando a água com sal grosso em você... " Pensando que tudo que é ruim, inveja, olho gordo, está descendo tudo pelo ralo." Relaxe alguns minutos.
BANHO DE ATRAÇÃO
Ferver em 1 litro de água: 7 pétalas de rosa vermelha (símbolo da paixão) 7 gotas de óleo essencial de sândalo (afrodisíaco) 7 cravos da Índia (afrodisíaco) 7 pitadas de coentro (afrodisíaco) Coar e jogar do pescoço para baixo após o banho
SEGURANÇA TOTAL
Na fase da Lua Nova, faça este banho-de-cheiro em uma terça-feira. junte ramos de manjericão, guiné, arruda, comigo-ninguém-pode e coloque tudo em uma panela com água fervendo. Desligue o fogo e tampe a panela. Coe e despeje a mistura do pescoço para baixo, rezando um Pai-Nosso e uma Ave-Maria ao seu santo de devoção e ao seu anjo da guarda, pedindo muita proteção.
INVEJA Junte alguns ramos de rosas brancas, arruda e ferva em 3 litros de água. Deixe descansar e esquente de novo. Depois, passe tudo por uma peneira fina. Faça esse banho em uma segunda-feira de Lua Minguante.
 RELAXAMENTO
 Durante uma segunda-feira de Lua Minguante, junte as seguintes ervas: sabugueiro, kitoco, rabo-de-tatu, piteira imperial, zanga, angélica, alumã e brio-de-estudante. Coloque todas em 3 litros de água já fervida. Deixe um pouco de molho, retire do fogo e depois coe. Quando a água estiver morna, despeje o preparado do pescoço parta baixo. Aproveite para preencher a cabeça com pensamentos positivos e relaxar todos os músculos tensos. Tente esquecer os problemas e sentir corpo e a cabeça leves, como se você estivesse flutuando. Ao sair do banho. não se enxugue com uma toalha. Espere o corpo secar naturalmente. Antes de sair para a rua, faça uma oração invocando seu anjo da guarda, para que ele acompanhe e auxilie você em todos os momentos. SIMPATIA PARA CURAR CÓLICAS MENSTRUAIS.
Espete em um garfo um miolo de pão Torre-o no fogo e dê para a pessoa que esta com cólicas comer.
PARA SORTE E HARMONIZAÇÃO
4 litros de água mineral 2 colheres de sopa de óleo de amêndoa para o corpo 10 gotas de essência de rosas Pétalas de rosa branca, lírio e angélica 1 quartzo branco bruto 1 quartzo rosa bruto 1 citrino bruto 1 ametista Numa noite de lua crescente, coloque todos os ingredientes numa vasilha grande e deixe-a num local onde possa receber o frescor da noite e a luz da lua. Na manhã seguinte, após o banho higiênico, banhe-se na mistura, comprimindo as pétalas de rosa sobre a pele do corpo. Não se enxugue. Vista-se com um roupão e enrole uma toalha nos cabelos. Vista-se com roupas claras
REZA PARA PROSPERIDADE “Infinito e Eterno Espírito do Bem, dai-nos força nova para vencermos nossos defeitos. Dai-nos fé e fazei-nos ver cada vez mais claramente a lei, os caminhos, os meios e os métodos que nos trarão permanentemente saúde, paz, felicidade e prosperidade. Dai-nos perfeita confiança na lei da vida eterna". Clique para ver mais rezas e orações
BANHO AFRODISÍACO
Antes de um encontro amoroso ou sexual, ou também para atrair uma pessoa, podemos tomar o seguinte banho, carregando-nos com uma forte aura sedutora: Coloque em um balde ou bacia água quente (sem estar fervida) e coloque as seguintes essências; dez gotas de ylang-ylang (óleos essenciais), dez gotas de sândalo*, dez gotas de essências de rosas*, dez gotas de almíscar* e um punhado de cravo. Depois de tomado o seu banho normal, pegue o balde e com a ajuda de uma caneca, vá molhando novamente o seu corpo com essa água. Comece pela cabeça e vá molhando todo o restante do corpo. Feito isso, seque-se naturalmente, sem auxílio da toalha. Quando já estiver seco, coloque mais algumas gotas de almíscar nas palmas das mãos e acaricie o seu corpo todo. PRA AFASTAR MAU OLHADO OU QUEBRANTO
3 litros de água mineral 1 garrafa de cerveja clara Misture a cerveja com a água e banhe-se da cabeça aos pés, após o banho higiênico. Enrole uma toalha na cabeça e vista-se sem enxugar-se.
PARA CURAR HEMORRÓIDAS.
 Deixar secar uma fruta romã fervendo a casca, ferva as sementes separadas da casca. Com a casca fazer uma lavagem no local e com as sementes, um chá para tomar.
PARA ATRAIR O AMOR
2 litros de leite 4 colheres de mel 1 maçã vermelha ralada 2 pauzinhos de canela Ferva o leite e acrescente os demais ingredientes. Deixe esfriar. Coe e use após o banho higiênico, da cabeça aos pés. Cubra a cabeça com uma toalha e vista-se sem enxugar-se, ou coloque um roupão.
PARA OS RINS FUNCIONAREM BEM.
Pegue folhas de abacate, quebra-pedra, chuchu e faça um chá com três litros de água. Em seguida colocar o chá numa vasilha de vidro e ir tomando 2 colheres ao dia.
PARA CONQUISTAR AMOR
 Pegue flores de laranjeira, levante, alfazema, palma-de-santa-rita e flores brancas (de preferência mariquinhas). Lave-as e coloque dentro de uma panela com 3 litros de água. Ferva, deixe esfriar e coe. Pingue 7 gotas de seu perfume preferido na mistura e despeje do pescoço para baixo, lavando-se no chuveiro em seguida. Faça esse banho antes de sair de casa, rezando um Pai-Nosso e uma Ave-Maria para que encontre a pessoa amada e ela se sinta atraída por você.
PARA FARTURA E PROSPERIDADE
4 litros de água mineral 6 paus de canela pequenos 1 colher de chá de noz moscada ralada 6 folhas de louro 1 colher de sopa de erva-doce ou funcho 6 moedas douradas ou uma peça de ouro Pétalas de rosa amarela Num dia de lua cheia, ferva a água e acrescente os demais ingredientes, exceto as pétalas da rosa amarela. Coe. Guarde as peças de ouro e as moedas. Deixe esfriar e antes de utilizá-lo, acrescente as pétalas de rosa. Tome o seu banho habitual e utilize a mistura derramando-a generosamente da cabeça aos pés. Cubra a cabeça com uma toalha e vista-se sem enxugar-se, ou coloque um roupão.
 PARA PROTEÇÃO ESPIRITUAL
10 ramos de alecrim fresco, sem os galhos 30 gotas de essência de verbena 1 punhado de sal grosso 4 litros de água mineral Ferva a água, desligue a chama e coloque os ramos de alecrim e o sal grosso. Deixe esfriar. Macere o alecrim com as mãos, como quem esfrega uma roupa. Antes de utilizar o banho, acrescente as gotas de verbena. Banhe-se do pescoço para baixo e deixe a água secar naturalmente ou use um roupão. Duas horas depois, tome uma chuveirada, se estiver sentindo um sono anormal.
PARA TIRAR BERNE.
Arrumar um pedaço de toucinho fresco e amarrar sobre a ferida durante uma hora. Repetir essa simpatia durante 3
dias. PARA PAIXÃO
1 maçã vermelha ralada 1 maço de salsa fresca 4 litros de água mineral 4 colheres de mel de flor de laranjeira No primeiro dia da lua cheia, coloque a água numa vasilha grande e acrescente os demais ingredientes. Coloque a vasilha num local onde possa receber o frescor da noite e a luz da lua cheia. Na manhã seguinte, coe a mistura e utilize-a, após o banho habitual, da cabeça aos pés. Cubra a cabeça com uma toalha e vista-se sem enxugar-se, ou coloque um roupão. Os homens devem retirar a salsa e utilizar o banho apenas com os outros ingredientes.
SIMPATIA PARA CURAR PRISÃO DE VENTRE.
Faça um chá de cebola roxa e tome a gosto. Você vai começar a eliminar os gazes presos.
SIMPATIA PARA TER SORTE NA VIDA.
Materiais necessários: Um quilo de lentilha Meio quilo de trigo em grão Uma bacia branca Uma dúzia de rosas brancas Maneira de fazer: Na primeira noite de lua cheia assim que a mesma estiver despontando no céu. Se locomova ao seu quintal de posse dos materiais acima citado. Coloque a bacia sobre o solo Despeje a lentilha e logo após o trigo Retire as pétalas das rosas e as adicione em meio aos grãos Deixe a bacia contendo os ingredientes em um local onde a mesma possa receber a energia da lua (ou seja a claridade). Ao amanhecer se locomova ao local onde ficou exposto os ingredientes. Retorne para dentro de sua casa e adicione aos mesmo água e tome um banho da cabeça aos pés.
PARA RETIRAR A NEGATIVIDADE
4 litros de água mineral 2 punhados de sal grosso 2 dentes de alho roxo cortados em cruz 5 galhos de arruda macho 5 galhos de arruda fêmea Ferva a água com os dentes de alho cortados. Quando a água estiver morna, acrescente a arruda, tratando de macerá-la, até que esteja totalmente desfeita. Misture o sal. Deixe esfriar e coe. Use do pescoço para baixo, após o banho habitual. Passadas duas horas, tome uma chuveirada de água morna ou fria. Faça na lua minguante. PARA AFASTAR PESSÔA INDESEJADA.
Adquira um pouco de pelo de gato preto, pelo de cachorro preto e pelo de rato; juntamente com folhas de cansanção. Queime todos os ingredientes, triturando até formar um pó. Após isso feito, jogue o pó sobre a pessoa indesejada.
PARA A MULHER CONQUISTAR O HOMEM DE SEUS SONHOS.
Pegue um pedaço de papel branco e coloque-o sobre um prato. Desenhe um coração do tamanho do fundo do prato. Depois, recorte o desenho e escreva nas três primeiras linhas o nome do homem desejado. Em outras três linhas, escreva seu próprio nome. Coloque o desenho do coração no fundo do prato, derrame um pouco de mel sobre ele, juntamente com algumas pétalas de rosa branca. Depois, acenda uma vela branca bem no meio do prato, deixando-a queimar totalmente. Quando a vela acabar de queimar, firme o pensamento no homem desejado. Guarde o prato por sete dias. Depois, lave as pétalas e coloque-as dentro de um livro. O prato com o coração deve ser deixado num jardim onde existam espinhos.
PARA ACABAR COM A CASPA Pegue um lenço, ainda não usado, três limões galegos (o suco) e três pitadas de sal refinado, coloque num recipiente e misture bem. Depois faça com isso uma fricção no couro cabeludo. A seguir, amarre o lenço na cabeça por uma hora. Então lave os cabelos com água corrente, e jogue o lenço fora. Para dores nas pernas. Fazer uma "pomada" com tutano de boi, uma colher de óleo de fígado de bacalhau e meia xícara de farinha de trigo. Depois, aplique a "pomada" sobre o lugar desejado, fazendo uma massagem. Deixe ficar por uma hora. Depois lave com água morna e sabão neutro.
PARA CURAR DIABETE.
Pegar um mamão macho e tirar a tampa. A pessoa que tem diabete deve fazer xixi dentro do mamão e tampar novamente, prendendo a tampa com um palito. Enterre o mamão num local o qual o diabético nunca passe.
PARA ATRAIR CLIENTE PARA O COMÉRCIO
Jogue trigo no seu comércio e varra com uma vassoura feita de alecrim. Para atrair cliente para o comércio (III). Arrumar fezes de elefante (pegar no zoológico ou em um circo), deixar secar ao sol. Após seco. Acender carvão em um "tulibano" (recipiente próprio para defumar adquirido em casas de artigos religiosos), PARA AMENIZAR OS ÂNIMOS DE DUAS PESSOAS QUE ESTEJAM SE DANDO MAL.
. Adquira duas velas brancas de sete dias, uma caneta virgem, um copo virgem e um pires também virgens onde caibam as duas velas. Escreva o nome completo de uma pessoa na vela, de baixo para cima, e repita a operação na outra vela. Coloque água mineral no copo virgem e adicione mel e açúcar dentro do pires. Acenda as duas velas e coloque sobre o pires, colocando essa oferenda em um local onde as pessoas não vejam, e de preferência em lugar mais alto que a cabeça delas. Reze um Pai Nosso e uma Ave Maria em intenção ao anjo de guarda das pessoas. Após sete dias, pegue todos esses ingredientes e coloque em um jardim, com algumas balas e doces.
PARA CURAR ASMA. Pegar uma pedrinha de cânfora (tem em farmácias) e fazer um breve. Usar no peito, nas primeiras noites de lua minguante. Depois enterre o breve no canto esquerdo da casa onde mora. Se for apartamento, enterrar num vaso no canto esquerdo do apartamento. Fazer em 3 minguantes seguidas, nos 3 primeiros dias de cada minguante.
PARA CURAR BRONQUITE. Pegue um coco, fure-o naquele olho, tire a água. Coloque dentro mel puro de abelha. Fechar o buraco com uma rolha de cortiça. Embrulhe o coco num plástico e enterre, deixando assim por sete dias. Marcar a hora que enterrou e no sétimo dia, no mesmo horário; desenterre, dando 3 colheres do mel para a criança, se for adulto 3 colheres grandes (manhã, tarde e noite)
PARA ATRAIR CLIENTE PARA O COMÉRIO.
Jogar Wisk nos quatro cantos do comércio e deixar secar naturalmente.
 PARA DOR DE OUVIDO.
 Primeiramente, limpe cuidadosamente o ouvido. Se usar cotonete, não o introduza profundamente pois pode causar danos mais sérios. Extraia o suco de três dentes de alho ou de um galho de arruda, aqueça ligeiramente, molhe um pedaço de algodão e coloque-o no ouvido dolorido. Repita uma hora depois, se a dor não passar totalmente. Para dor de cabeça. Mesmo que a cabeça não esteja doendo, tome a cada três horas, meio copo de água morna com suco de limão. PARA GANHAR NA LOTERIA.
Arrume uma estrela do mar pequena e num dia de sexta feira ao meio-dia, coloque-a no bolso direito e no mesmo horário faça o seu jogo ou compre o bilhete. A meia-noite do mesmo dia troque-a de bolso e reze o pai-nosso.
PARA GANHAR UM AUMENTO DE SALÁRIO.
 Se você acha que está ganhando pouco, e quer um aumento de salário, faça assim: Pegue um pouco de fermento e ponha dentro de um prato de barro, firmando o pensamento e dizendo para si mesmo: "Assim como esse fermento faz crescer o pão, também fará crescer o meu salário".
PARA O HOMEM DEIXAR DE BEBER. Adquira com uma mulher de sua região que tenha acabado de parir, um pouco do leite que ela amamenta a criança recém nascida. Adicione esse leite na bebida preferida de seu marido e dê para ele beber, o restante do leite dê para um animal de estimação beber. Faça essa simpatia até ele começar a tomar nojo da bebida.
PARA QUE A PESSOA AMADA VOLTE.
Você brigou com o namorado? Ou a namorada? Ou seu marido fugiu? Então preste atenção nesta simpatia. Escreva o nome da pessoa num papel branco, à meia noite de uma sexta- feira, enterre o papel todo dobradinho debaixo de um pé de chorão, pense firme no seu retorno e urine em cima.
PARA SE LIVRA DA DOR DE CABEÇA. Comprar uma batata grande e cortá-la com casca em rodelas bem finas. Colocar as rodelas sobre a testa e nas fronte, colocar um pano úmido sobre as mesmas e deitar-se num quarto escuro.
PARA SE AFASTAR DA MISÉRIA.
 Uma vez por ano, na passagem do ano, a meia noite; escreva num pedaço de papel a palavra "miséria", coloque o papel sobre uma chapa de ferro ou qualquer outro recipiente de metal, despeje vinagre, álcool e coloque sete pedras de sal grosso ao redor. Em seguida, ateie fogo ao álcool e fique de costas até queimar tudo. Como o álcool é altamente inflamável, tome todas as precauções com seu recipiente, principalmente se ele for de plástico. Não se esqueça de repetir esta simpatia pelo menos 7 anos, que ficará longe da miséria
. SIMPATIA PARA CURAR FIREIRA ENTRE OS DEDOS DOS PES.
 Materiais necessários: Um limão galego Um cartucho de pólvora Uma porção de enxofre Maneira de fazer: Esprema o limão em um copo, adicione a pólvora e o enxofre. Misture tudo com uma colher e passe entre os dedos.
SIMPATIA PARA CURAR SINOSITE.
Bater no liquidificador um gengibre juntamente com banha de galinha; de maneira que vire uma pasta. Quando estiver com crises de sinusite passe a pasta sobre a testa; evite ventos frios.
 SIMPATIA PARA CURAR ÚLCERA.
Tome diariamente batido no liquidificador couve com leite, se preferir mentruz ou folhas de rosa. Se preferir tome um cálice de rum antes das refeições. SIMPATIA PARA LIVRAR-SE DA VISINHA FALADEIRA.
 Pegue um pedaço de pano vermelho e recorte em formato de língua, bem comprida. Escreva no pano o nome da vizinha faladeira e depois vá dando nós, enquanto diz: "Eu te amarro, língua de trapo, língua felina, língua mentirosa. Eu te amarro para sempre". A seguir enterre a língua num jardim ou no mato, longe de sua casa.
 MAIS UMA SIMPATIA PARA SE LIVRAR DO OLHO GORDO:
Uma ferradura de cavalo Uma figa feita de madeira de guiné Um vazo de 40 centímetros Terra preta Uma muda de planta comigo ninguém pode Uma cabeça se alho roxo Uma cabeça de alho branco Maneira de fazer: Coloque todos os materiais dentro do vazo, em seguida a terra e logo após plante a muda de planta. Depois de tudo pronto deixe o vazo em um lugar bem visível.
SIMPATIA PARA ACHAR DOCUMENTOS PERDIDOS.
A pessoa que perdeu os documentos deve bater o pé direito no chão sete vezes e pedir a São Lino para que ajude a encontrar. Quando os documentos aparecerem, rezar um Pai-Nosso e uma Ave-Maria.
SIMPATIA PARA ACHAR COISAS PERDIDAS. Esta simpatia funciona para achar qualquer objeto perdido. É só torcer um lenço e dar três nós, dizendo: "Amarro o rabo da macaca e, enquanto não achar o que procuro, não desamarro este rabo" Em seguida, sair procurando o que perdeu, sempre com o lenço amarrado de lado. Quando achar, não se esquecer de desfazer os nós.
SIMPATIA PARA FAZER UMA BOA PROVA.
Para ir bem nas provas, o estudante deve colocar três galhos de arruda dentro de um livro. A simpatia deve ser feita uma semana antes da prova. Depois da prova, os galhos devem ser jogados em água corrente.
Para não faltar dinheiro na sua carteira Material necessário:
 3 grãos de milho de galinha 3 moedas de qualquer valor 1 pedaço de pano branco pequeno Como preparar: Com o pano faça um saquinho, coloque tudo dentro dele e feche-o. Coloque este saquinho na sua carteira. Para não exagerar ao ingerir bebida alcóolica. Material necessário: 1 copo Água 3 gotas de vinagre Como preparar: Antes de sair para ir a uma festa, ou ao bar, tome um copo de água com as gotas de vinagre. Esta simpatia você deve fazer por livre e expontânea vontade e também quando você sente que está exagerando. Para desmanchar olho gordo Material necessário:- 1 figa de madeira ou metal 1 frasco com perfume Como preparar:- Coloque a figa dentro do frasco com o perfume, tampe-o e deixe por 13 dias. Após os 13 dias, coloque esta figa em sua bolsa ou bolso, pedindo para afastar o olho gordo. O frasco de perfume coloque num jardim. Para tirar o excesso de fome Material necessário: 1 vaso de violetas cor de violeta 1 litro de água Como preparar: Retire 3 violetas deste vaso, ferva no litro de água e reserve. Sempre que for fazer a sua alimentação, coloque este vaso no centro da mesa. A noite após o seu banho normal, jogue o banho reservado em seu corpo do pescoço para baixo. Para acabar com dores nas pernas Material necessário: 7 miolos de margaridas 1 litro de álcool Algodão Como preparar: Coloque os 7 miolos dentro do litro de álcool. Deixe em infusão por 7 dias. Após este período, passe o liquido com algodão nas pernas antes de deitar. Para aliviar as dores provocadas pelas varizes Material necessário: 7 miolos da flor do lírio 1 litro de álcool Como preparar: Coloque os miolos de lírio no litro de álcool e deixe em infusão por 7 dias, após este período, ao deitar, com um algodão passe este líquido em suas pernas. Esta simpatia, pode ser repetida por várias noites Para quem tem medo de sair de casa sozinho (Doença do Pânico) Material necessário: 1 pedaço de algodão Como preparar: Com este algodão faça 7 bolinhas. Vá a janela de sua casa coloque uma bolinha na palma de mão e sopre-a, dizendo:"Assim como esta bolinha sobe para o ar e fica livre, eu também quero ficar livre deste medo. Para fortalecer o seu amor Material necessário:- 1 prato de sobremesa branco virgem 1 pedra de quartzo rosa 1 pêra 1 maçã Como preparar:- Coloque a pedra de quartzo rosa no centro do prato, corte a maçã e a pêra ao meio colocando os pedaços em volta da pedra. Esta simpatia deve ser feita no primeiro dia da lua cheia. Faça o seu pedido para que seu amor seja fortalecido e deixe este prato durante o período da lua cheia em um lugar de sua casa onde ninguém mexa. Terminada a fase da lua, tire a pedra de quartzo e guarde com você. As frutas coloque num jardim.

Sobre os Ebós e Oferendas
Os ebós são oferendas feitas para Orixás, Odù, Eguns e outras divindades para diversas finalidade, sejam elas feitas para apaziguar algum problema, sejam feitas em forma de agradecimento de alguma graça atingida, por alcançar algum objetivo ou simplesmente como forma de agradar as divindades que ora está sendo cultuado. O princípio do Candomblé se baseia no ebó, nas oferendas propiciatórias obtendo a redistribuição do Axé e mantendo seu equilíbrio vital.
Através da hierárquica, todo ebó a ser ofertado, para que o Orixá tome conhecimento, devemos invocar a energia de outros Orixá, que tem o papel especifico de servirem de interligação entre nós e as divindades, sendo que sem a aceitação desses, os Orixá a qual estamos ofertando os ebós não saberão de sua existência.
Gostaríamos de salientar que na sempre ao fazer tais oferendas ou Ebós, se faz necessária a presença ou orientação de um zelador(a) para que seja colocado o Axé necessário para cada ato. Existem at´s
Ebó para Ògún
Para abrir caminhos, trazer dinheiro, prosperidade
1 inhame do norte assado, 1 alguidar médio, 21 moedas correntes, 21 taliscas de mariwô (folha de palmeira), 1 acaçá branco (bolinho de milho branco misturado com água, envolto em folha de bananeira), 1 acaçá vermelho (igual acaçá branco, porém com farinha de milho amarela), azeite de dendê e mel.
Como Preparar: Asse o inhame na brasa. Se necessário, raspe um pouco para eliminar o excesso de negrume. Colocar dentro do alguidar. Vá enterrando os talos de mariwô e chamando por Ògún, Faça o mesmo com as moedas. Coloque os acaçás, um em cada ponta do inhame. Regue com um pouco de dendê e mel, 1 pitada de sal. acenda uma vela e faça seus pedidos a Ògún. Deve-se colocar no muro, ao lado do portão, ou no chão, na entrada do portão. se você morar em apartamento, coloque dentro de sua casa, atrás da porta de entrada. Deixe 7 dias e após, despachar aos pés de uma árvore frondosa.
Presente a Oxun
Para acalmar a pessoa amada
5 batatas inglesas, mel, azeite doce, açúcar mascavo, 2 velas.
Como Preparar: Cozinhe as 5 batatas inglesas sem casca. Deixe esfriarem. Coloque um pouco de mel, azeite doce e açúcar mascavo em um prato de louça, vá amassando as batatas com as mãos e misturando tudo. Faça isso pensando na pessoa amada. Dê um formato de coração à massa. Acenda 2 velas amarelas de 30 cm ao lado. Ofereça a Òsún Àpáàrà.
Oferendas a Ogun
Material: 1 inhame; Azeite de dendê; Mel de abelhas; 1 palma de dendezeiro (mariwo), pode ser de coqueiro caso não ache o dendezeiro; 1 vela branca.
Modo de fazer: Asse o inhame. Retire os talinhos das folhinhas da palma do dendezeiro. Depois que o inhame esfriar monte-o enfiando os talinhos em toda o corpo do inhame, escreva o nome da pessoa que se deseja ajudar em um prato branco e coloque o inhame em pé sobre o nome, coloque o mel e um pouco de dendê sobre o inhame e os talinhos . Pede-se o desejado à Ogum. Coloque próximo ao portão da casa que se fez a oferenda.
Ebó para Èsù Lonan
Abrir Seus Caminhos, para tirar feitiço, olho-grande, inveja.
1 metro de morim vermelho, 1 alguidar médio, 7 velas brancas, 1 bife de boi cru, 7 moedas atuais, 7 búzios abertos, 1 farofa de dendê, com uma pitada de sal, 7 limões, 7 acaçás vermelhos, 7 ovos vermelhos, 1 obi.
Como Preparar: Abra o morim em sua frente. Acenda as velas. Passe o alguidar pelo seu corpo e coloque-o em cima do pano. Passe os ingredientes no corpo, pela ordem acima. Por último, abra o obi, e leve-o até a sua boca, fazendo seus pedidos. Deixe-o em cima do ebó. Feche o morim. Este ebó tem que ser despachado em rua de muito movimento, onde tenha muitas casas comerciais.
Oferendas a Exú
Material: Farinha; Azeite de dendê; Mel de abelhas; Farinha de milho branco; Fígado, coração e bofe de boi; Cebola; Camarão seco socado; Um alguidar.
Modo de fazer: Faça uma farofa com dendê, uma com mel e uma com água, separadamente. Faça o acaçá branco cozinhando a farinha de milho em água, deixe a massa bem consistente, depois coloque em um pedaço de folha de bananeira e enrole. Deixe esfriar. Corte os miúdos de boi em pedaços pequenos e coloque para refogar com dendê, cebola, um pouco de sal, o camarão e rodelas de cebolas. Coloque as farofas no alguidar sem misturar muito, ponha o refogado de miúdos sobre a farofa e coloque o acaçá no centro. Oferece-se para Exú pedindo o que se quer. Coloque em uma praça bem movimentada.
Ebó Para Caso de Prisão
Escrever o nome do preso em 21 ovos. Quebrar ao redor da delegacia ou presídio, chamando por Exu Tiriri e pedindo o que quer.
Fazer um caruru para sete crianças. Limpar as mãos na roupa da pessoa e despachar na cachoeira.
Se a pessoa ainda não tiver sido presa, limpe as mãos das crianças na roupa e no corpo da pessoa. Depois, despachar a roupa na cachoeira e dar um banho de cachoeira na pessoa.
Ebó Para Yansã - Oyá Onirá
Material Necessário:1 Abóbora moranga4 Búzios abertos4 Noz moscada4 Moedas4 Acarajés4 Metros de fitas vermelha / Branca1 Saco de morim
Maneira de Fazer: Fazer um buraco na abóbora, colocar o resto das coisas, depois de passadas no corpo. Tapar a abóbora, amarrar com fitas. Entregar a OYÁ ONIRA no alto de um morro, às 18:00 ou 24:00 horas, acender e pedir tudo de bom.
Ebó Para Resolver Problemas Difíceis
Material Necessário:2 Acaçás Brancos 2 Ovos Brancos 2 Quiabos 2 Moedas 2 Conchas 1 Oberó
Maneira de Fazer: Passa-se tudo no corpo e coloca-se num Oberó, colocar bastante mel e arriar numa praça e pedir a MEGE ou MEGIOKO que traga tudo de bom e em dobro. Este Ebó tem que ser feito com 2 pessoas, acompanhadas de duas crianças.
Nota: Este Ebó só pode ser feito nas terças-feiras.
Ebó de União
Colocar o nome das duas pessoas dentro de um Obi e enterrar em um pé de planta sem espinhos, colocar bastante mel e fazer os pedidos.
Ebó Para Deixar de Beber
1. Escrever os pedidos na fronha do travesseiro e depois despachar no mar.
2. Sacudir a pessoa com pipocas e um frango numa cova abandonada do cemitério, fazer pedidos e deixar tudo aquilo ali.
3. Torrar a maça de vaca e fazer o pó. Esse pó deverá ser colocado na bebida que a pessoa mais gosta ou comida.
4. Fazer uma infusão de cachaça, camarão pitu e restos das fezes do beberrão. Quando ele beber fará vômitos. Quando vomitar, junte o vômito e enterre numa cova abandonada, acendendo uma vela e fazendo pedidos.
Para Descobrir Um Orixá Que Não Aparece no Jogo
Colocar um Obi com uma moeda corrente dentro de uma folha da costa ( saião ) e colocar 3 noites debaixo do travesseiro da pessoa. Retirar e colocar no meio do jogo de búzios, pedindo à IFÁ e ORUMILA que apresente o Orixá.
Ebó Para Afastar Egun
Material Necessário:9 Ovos Brancos 9 Ecurus 9 Acaçás Brancos Canjica Branca Escaldada 9 Velas Brancas Morim Branco
Maneira de Fazer: Passar tudo pelo corpo e pedir à OYÁ EGUNITÁ para afastar todos os males e Eguns. Em seguida, tomar um banho de Abô e acender 7 velas para Omolu, fazendo os pedidos.
Depois, passa-se um pombo pelo corpo da pessoa e solta-se. Em seguida, a pessoa deverá tomar 7 banhos durante 7 dias seguidos, cumprindo preceito.
Ervas Necessárias:Dandá-da-costa - ralado Saco-Saco Erva D'Oshóssi Aroeira Branca Funcho
Oferendas Para Oxalá - Prosperidade
Local: Dentro de Casa
Horário: Diurno
Dia da Semana: Sexta-Feira
Material Necessário:
01 Tijela branca e 16 Acaçás
Modo de Fazer: Colocar na tijela branca 16 acaçás, pedindo a OXALÁ ajuda e melhoria de vida, colocar em cima do telhado, pedindo que OXALÁ o ajude e leve-o o alto AXÉ.
Ebó Para Atrair Clientes
Local: Terreiro de Candomblé.
Horário: O que lhe melhor lhe convir.
Dia da Semana: Terça, Quarta ou Quinta-Feira.
Material Necessário:
02 kilos de Milho Vermelho - 07 Moedas - 01 Omolocum - 09 Acarajés e 01 Ajebó.
Modo de Fazer: Colocar dois quilos de milho no fundo de uma panela. Colocar sete moedas. Sair pela manhã antes do sol nascer, fazer a volta jogando pela rua, e gritar por OGUN, entrar no,portão, tirar as moedas e colocar no jogo. Arriar um Omolocum para OXUN e nove acarajés para YANSAN, após vinte e um dias dar um Ajebó para XANGÔ, dentro de casa, com nove moedas, colocar no canto do quintal, as moedas colocar no jogo.
Oferenda a Obaluaiê ( Inveja e Olho Gordo )
Local: Terreiro de Candomblé.
Horário: Diurno
Dia da Semana: Sexta-Feira.
Material Necessário:
01 quilo de milho alho 10 orogbôs, 10 moedas correntes e 10 favas de olho de boi.
Modo de Fazer: Fazer do milho alho, pipoca ( flores do velho ), colocar dentro de um Oberó ( aguidá ), colocar 10 orogbô, passando um a um pelo corpo, passar em seguida as 10 moedas, uma uma pelo corpo, em seguida passar as favas de olho de boi, pelo corpo pedindo tudo o que quiser. Colocar tudo dentro do Oberó, em cima as pipocas.
Obs: Esta obrigação tem por finalidade segurar sua casa do mal, dos inimigos e dos invejosos. Afastando-se de sua casa e mais quem estiver prejudicando ou perturbando seu lar.
Oferenda a Oyá Onirá ( Bons Negócios )
Local: Alto de um morro
Horário: Diurno
Dia da Semana: Quarta-Feira.
Material Necessário:
01 abóbora, 04 búzios abertos, 04 nóz moscada, 04 moedas correntes, 04 metros de fita branca, 04 metros de fita vermelha, 01 papel com seu nome e da pessoa com quem quer realizar o negócio e mel de abelha.
Modo de Fazer: Corta-se a abóbora moranga em cima e, coloca tudo dentro do saco, colocando em seguida o saco dentro da abóbora, fecha-se a abóbora e amarra-se com fitas brancas e vermelhas, coloca no alto de um morro e entrega a Yansán Onirá.
Obs: Entrega-se a Yansán pelos caminhos de Obará.
Ebó Para Limpeza da Casa ( Moradia )
Local: Dentro de Casa
Horário: Qualquer um
Dia da Semana: Segunda-Feira.
Material Necessário:
01 Pombo branco e 01 metro de fita branca.
Modo de Fazer: Cava-se um buraco e coloca-se uma tigela com ovos gôros, cobrindo-os com prato branco, cobre-se o buraco com uma tampa. Sempre olhar os ovos, para ver se estouram, remove-los e substituí-los.
Obs: Despachar na encruzilhada. Por dentro do barracão em um canto, uma tigela com 07 ovos bons e água com sal grosso. Quando fizer sete dias, despacha-los em uma encruzilhada aberta, fica-se no meio da encruzilhada e joga-se os ovos para trás de si e sai sem olhar para trás, em seguida, coloca-se novos ovos no local.
Para Conseguir Um Bom Emprego
Um Galo Para Xangô Airá
Local: Pedreira
Horário: 18:00 horas
Dia da Semana: Quarta-Feira.
Material Necessário:
01 frango branco novo, 12 quiabos, 01 cebola, camarão seco, azeite doce e 06 acaçás brancos.
Modo de Fazer: Sacrificar o frango, tirar as tripas e limpar bem o frango com os Axés, depois colocar os miúdos dentro da barriga do frango, junto com os quiabos e a cebola e, bastante camarão. Fazer uns espetos e fechar o frango com eles. Colocar para cozinhar, depois de cozido, passar azeite doce até ficar dourado. Oferecer o galo e os acaçás.
Obs: Para que este trabalho saia, é necessário que se leve um fogareiro para a pedreira e as panelas.
Vinho Para Impotência Sexual
Local: Quintal de Casa
Horário: Qualquer um
Dia da Semana: Qualquer um
Material Necessário:
Mel de abelha, vinho mosacatel, gengibre e raiz de jurubeba.
Modo de Fazer: Ralar a raiz de gengibre e, misturar a raiz de jurubeba, também ralada, adicionar o vinho moscatel e o mel de abelhas, deixar tudo em infusão durante sete dias. Enterrar no fundo do quintal, deixando enterrado durante três meses. Após os três meses retirar o litro e começar a beber um cálice por dia, antes das refeições, mas antes fazer um Ebó.
EBÓ
Material Necessário:
10 Velas brancas, 10 acaçás brancos, 10 acarajés, 10 carretéis de linha branco, 02 metros de morim branco, 01 saco de estopa ( linha ) e 04 metros de cadarço
Obs: Passar o Ebó no corpo da pessoa e depois despachar no mar.
Ebó Para Impedir Que Uma Pessoa Faça Mal a Outra
Local: Dentro de Casa
Horário: Qualquer Um
Dia da Semana: Segunda-Feira.
Material Necessário:
Nome da pessoa que quer fazer o mal - 01 cebola, 02 pires virgens e 01 garrafa de pinga.
Modo de Fazer: Coloca-se o nome da pessoa dentro do pires, e em cima do nome coloca-se a cebola, joga-se a pinga em cima e cobre-se com o outro pires, pedindo para que a pessoa esqueça que você existe.
Ebó Para Ocultar Trabalhos e Não Serem Vistos Através dos Búzios
Quando estiver o trabalho, cobre-se a pessoa e o trabalho com 1 metro de morim branco virgem, enquanto o faz. Depois pode aproveitar o pano para outro trabalho qualquer.
Ebó de União de Casal
Local: Quarto do Orixá
Horário: 2 Horas da manhã
Dia da Semana: Segunda-Feira.
Material Necessário:
02 corações frescos, mel de abelha, 04 velas brancas, palha da costa, 02 palitos grandes ( suficientes para atravessar os corações ) e 01 oberó, nome do casal
Modo de Fazer: Abre-se uma das artérias de um coração por cima e, coloca-se o nome dentro. O outro coração fica intacto, junta-se os dois corações dentro do oberó e atravesse-os com os dois palitos separados um mais em cima que o outro. Prepara-se duas cordinhas com palha da costa, amarra-se os dois corações, dando um laço de cada lado, a entrada dos palitos e nas saídas, coloca-se este trabalho no mesmo dia na mata, ao pé de uma árvore, acende-se as três velas e fa-se o pedido ao entregar. Quando estiver fazendo este trabalho acender uma vela no ronkó, além disso, vai tirando as cantigas de Oxóssi.
Ebó de União
Local: Terreiro de Candomblé
Horário: Diurno
Dia da Semana: Sexta-Feira
Material Necessário:
Canjica cozida, 01 tigela branca, mel de abelha, 02 pombos brancos, 16 bolinhos de inhame e os nomes do casal.
Modo de Fazer: Cozinhar a canjica, por na tigela branca, colocar por cima o mel de abelha mais 16 bolinhos de inhame, dentro da canjica os nomes do casal. Matar um casal de pombo, mais mel, acender uma vela de 7 dias.
Ebó Para Resoluções Rápidas
Local: Entrada
Horário: Noturno
Dia da Semana: Segunda-feira
Modo de Fazer: Torrar feijão fradinho no azeite de dendê, colocar em um alguidar ou em folha de mamona, arriar em estrada de barro.
Ebó Para Trazer Uma Pessoa
Local: Casa da Pessoa
Horário: Diurno
Dia da Semana: Segunda-feira
Material Necessário:
01 Pinto novo sem asa, o nome da pessoa que deseja que volte, mel de abelha e uma panela de barro.
Modo de Fazer: Falar no ouvido do pinto o nome da pessoa sete vezes. Colocar no bico o nome da pessoa com bastante mel de abelha, enterrar tudo na panela de barro no quintal de casa e oferecer a Exú. Depois tomar um banho de Erva Doce, alfazema, açúcar Cristal, Nome da Pessoa. Do pescoço para baixo.
Ebó Para Tirar Influências Negativas ( Exú )
Local: Casa da Casa
Horário: Qualquer Um
Dia da Semana: Qualquer um, exceto Sexta-feira
Material Necessário:
03 Ovos, 01 cebola e 02 garrafas de água.
Modo de Fazer: Passar tudo no corpo da pessoa e despachar em uma mata fechada.
Ebó Exú Para Afastar Más Influências ( 1 )
Local: Cemitério
Horário: Meia-Noite
Dia da Semana: Segunda-feira
Material Necessário:
Um galo preto, verduras de todas as qualidades, um pedaço de carne seca, um pedaço de carne de porco salgada, 07 bolinhos de farinha e água com carvão, 07 farofas de azeite-de-dendê, 07 farofas de mel de abelha, 07 velas brancas, 1 metro de morim branco, Duburu, feijão preto cozido, feijão preto torrado, milho vermelho e galhos de aroeira.
Maneira de Fazer: Passar pelo corpo da pessoa todos os ingredientes acima descriminados, obedecendo a mesma ordem. Deixar tudo no local que fizer o Ebó. Levar a pessoa imediatamente para tomar banho de Abô.
Ebó Exú Para Afastar Más Influências ( 2 )
Local: Cemitério
Horário: Meia-noite
Dia da Semana: Segunda-feira
Material Necessário:
Um casal de galinhas brancas. Além de todos os ingredientes acima mencionados. A maneira de fazer é a mesma do Ebó acima.
Oferendas a Odé
Material: 1 milho verde com casca; Milho vermelho em grãos; Coco; 1 alguidar.
Modo de fazer: Cozinhe o milho vermelho e coloque dentro do alguidar, desfie a palha do milho verde deixando apenas o milho descoberto e as palhas desfiadas penduradas, desfiar sem arrancar a palha do milho. Corte o coco em fatias finas e enfeite sobre o milho cozido, coloque o milho verde em pé sobre o coco, apontado para cima e com as palhas escondendo os grãos e o coco que ficarão em baixo. Coloque em cima da casa ou em um lugar alto pedindo à Oxóssi o que se quer.
Oferendas a Ossain
Material: Batata doce; Cebola; Azeite de dendê; 1 alguidar
Modo de fazer: cozinha-se a batata-doce apenas em água. Depois, descasca-se e amassa-se feito purê. Aí, mistura-se num refogado de cebola ralada com azeite de dendê e coloca-se tudo no alguidar. Coloque próximo a plantas e faça seus pedidos.
Oferendas a Obaluaiê
Material: Milho de pipocas; Areia de praia; 1 alguidar; 1vela branca.
Modo de fazer: Este é o prato mais comum oferecido à Obaluaie ou Omolu. Coloque a areia de praia em uma panela e deixe esquentar, depois de quente coloque o milho de pipoca para estourar nesta areia. Quando estiver estourado, coloque o milho no alguidar e está pronta a oferenda, faça seus pedidos à esse grande Orixá.
Oferendas a Xangô
Material: 12 quiabos; mel de abelhas; azeite de oliva; água; 1 tigela branca.
Modo de fazer: Corte os quiabos em rodelas finas, coloque na tigela com água, ponha um pouco de mel e um pouco de azeite por cima e mexa com as mãos até que se forme uma baba viscosa, enquanto estiver amassando com as mãos vá pedindo o que se quer à Xangô, Depois coloque em um lugar alto .
Oferendas a Oxumarê
Material: Feijão fradinho; Milho vermelho em grãos; Cebola; Azeite de dendê; 1 prato colorido.
Modo de fazer: Cozinha-se o feijão fradinho em água. Separadamente, cozinha-se o milho vermelho também em água. Depois, juntar o feijão e o milho, misturar bem e depois colocar num refogado de cebola ralada e azeite de dendê que deverá estar pronto. Coloque no prato e coloque próximo as plantas oferecendo a Oxumarê e fazendo seus pedidos.
Oferendas a Yansã
Material: Feijão fradinho; Camarão seco ralado; Cebola ralada; Azeite de dendê; 1 prato de barro ou louça.
Modo de fazer: Coloque o feijão de molho de um dia para o outro. Descasque o feijão um a um. Triture o feijão e misture com cebola ralada e o camarão seco socado, mexa por um tempo até que se obtenha uma massa firme. Coloque a massa para descansar coberta com um pano e com uma pedra de carvão dentro. Coloque +/- um litro de dendê em uma panela funda e deixe esquentar bem, faça bolos da massa de feijão com uma colher e coloque para fritar. Quando estiverem todos fritos, coloque no prato e deixe esfriar. Ofereça-os para Yansã. Faça seus pedidos.
Oferendas a Obá
Material: Feijão fradinho; Cebola; Camarão seco socado; Azeite de dendê; Farinha de mandióca; 1 Alguidar; Flores e velas coloridas.
Modo de fazer: Cozinha-se o feijão fradinho em água. Depois,mistura-se num refogado de cebolas raladas, camarão seco socado, azeite de dendê e água. Por cima coloca-se a farinha de mondioca, fazendo um pirão e coloca-se no alguidar. Deixe esfriar e enfeite com flores por cima do prato. Coloque nas margens de um rio e acenda as velas coloridas pedindo o que se quer a Obá. Sendo por muitos divindade interligada ao amor.
Oferendas a Oxun
Material: 5 batatas doces brancas; mel de abelhas; velas amarelas; prato branco; fitas coloridas.
Modo de fazer: Coloque as batatas para cozinhar em água até que fiquem bem molinhas. Deixe esfriar e amasse estas batatas com mel pedindo o que se quer. Tenha muita concentração em amassar, depois de amassado, coloque no prato e molde um coração com a massa. Depois enfeite com flores e fitas. Ofereça à Oxum em uma lagoa ou riacho. Esta oferenda é muito eficaz em casos amorosos.
Oferendas a Logun Edé
Material: Milho vermelho; Feijão fradinho; Azeite de dendê; Cebola; Camarão seco socado; 1 Alguidar; 1 inhame; ovos cozidos; coco; mel de abelhas.
Modo de fazer: Cozinha-se o milho vermelho só em água. Separado, cozinha-se o feijão fradinho, também só em água. Refoga-se o feijão fradinho com azeite de dendê, cebola ralada e camarão seco socado. Coloca-se o feijão em uma metade do alguidar e, na outra, o milho vermelho cozido. Frita-se o inhame e coloca-se por cima em fatias, em volta, enfeita-se com ovos cozidos em rodelas, fatias de coco e coloca-se bastante mel de abelhas por cima. Pede-se o que se quer e oferece-se ao Orixá Logun Edé.
Oferendas a Exú
Material: Farinha; Azeite de dendê; Mel de abelhas; Farinha de milho branco; Figado, coração e bofe de boi; Cebola; Camarão seco socado; Um alguidar.
Modo de fazer: Faça uma farófa com dendê, uma com mel e uma com água, separadamente. Faça o acaça branco cozinhando a farinha de milho em água, deixe a massa bem consistente, depois coloque em um pedaço de folha de bananeira e enrole. Deixe esfriar. Corte os miúdos de boi em padaços pequenos e coloque para refogar com dendê, cebola, um pouco de sal, o camarão e rodelas de cebolas. Coloque as farófas no alguidar sem misturar muito, ponha o refogado de miúdos sobre a farófa e coloque o acaça no centro. Oferece-se para Exú pedindo o que se quer. Coloque em uma praça bem movimentada.
Ebós Odù
OGUM-MEJI-OKO
7 cocadas brancas
7 akaçás 7 bolinhos de farinha
1 pàdé de mel ou azeite doce
7 velas de aniversário
7 copos de guaraná
7 moedas corrente
1 obi
Colocar numa praça aberta
ÒGÚN - EJI-OKO
1oberó n. ° 06
Caruru no meio de todas as comidas de santo em volta com 2 velas, 1 cesta de fruta.
Coloca-se nos pés de Ibeji.
OGUM
Dar-se um Ajá para Ogum e aluá , se não souber dar, enfeite-o com fitas e ojás e apresente a ogun, soltar vivo em uma estrada e após dar comida a Ogum da preferência um bode e dar os banhos na pessoa
1 banho de milho vermelho
1 feijão fradinho torrado 1 banho de canjica
EBÓ PARA UM CASO DE PRISÃO
Escreve o nome do preso em 21 ovos
Quebrar em volta da delegacia ou presídio chamando por exú e pedindo.
Depois fazer um caruru para 7 crian ç as e faça com que as crianças coma com as mãos e despache na cachoeira, dar um banho com água de cachoeira.
ETAOGUNDA - PARA ABRIR CAMINHOS
1 oberó n ° 5
1 quilo de arroz cosido
3 rodelas de inhame
3 chaves de ferro
3 velas
Dendê
Bilhete com o pedido, por um pouco de arroz no ober ó , por o bilhete e resto de arroz, as chaves, regar com dend ê e por ú ltimo por as três rodelas de inhame; colocar em uma estrada de subida com bastante movimento ou embaixo de uma árvore oferecendo à Etá ogundá com as velas.
EBÓ ETAOGUNDA
1 prato com arroz branco bem cozido
3 rodelas de inhame
3 chaves
3 akaçás
3 velas
1 bandeira branca
Arriar para esú
IOROSSUN EBÓ D'OSOSSI
Miolo de boi
Farofa de mel ou água
Milho vermelho
7 moedas correntes
7 akaçás
7 velas
COMO ESSE ODU NO CAMINHO DE YANSA
4 ekurús .
4 velas
4 torcida de algod ã o
4 pedaços de morim
Passar tudo no corpo da pessoa depois colocar os acuras dentro de peda ç os de morim e vai batendo com elas pelo quintal at é o port ã o para mostrar a Oya o caminho da rua, levar tudo no bambuzal. Amarra-se tudo na ponta de um bambu e acende 4 velas em volta do bambuzal.
OSE - CAMINHO E PROSPERIDADE
1 estrela do mar com 5 pontas
5 velas
Milho vermelho
Feij ã o fradinho
Camar ã o seco
5 ovos
1 prato raso de dendê
Mel
Azeite doce
OSE-EBÓ PARA CAMINHO
5 punhados de deburu
• folha de pelegun
• velas para Oss ã e e Omulu
OSÊ - EBÓ PROSPERIDADE
5 bonecos
5 alian ç as
5 espelho
5 pentes
5 maçãs
5 sabonetes
5 Vidros de perfume
Mel
Fita branca e amarela
Cesta de vime
1 Omolocum com 5 ovos
Arriar no p é do santo ap ó s tr ê s dias colocar na cachoeira.
EBOS Ê PARA TIRAR NEGATIVIDADES
5 ovos cozidos - descasca-se a metade
5 charutos
5 inhames cozido
5 punhados de canjica cozida
1 miolo
5 moedas
1 panela de barro n ° 5
EBÓ PARA ESÚ OBARÁ
6 qualidades de legumes, cortado em 6
6 akaçás
6 velas
6 palmos de morim branco
6 punhados de milho vermelho
6 punhados de milho branco
6 bolas de farinha com mel
Passar pelo corpo e despachar em casa comercial ou banco em movimento.
EBÓ PARA DESPACHAR NEGATIVO
7 palmos de morim branco
7 akaçás branco
7 acarajés frito no azeite doce
7 folhas de pelegun
7 bolas de arroz
7 punhados de ebô
Passe o morim no corpo, depois o restante arrumar no muram e despachar. Em seguida passe pelo corpo:
2 maçãs
2 peras
1 melão
Bananas
2 uvas Itália 2 velas 2 moedas
Coloque em uma praça e regue com mel e põe-se as moedas e entregue a MEGI MEGI nos caminhos de (OBAR Á MEGI), pedir tudo de bom acompanhado de duas crianças.
EBÓ PARA DESPACHAR ODÚ ODI (AFASTAR)
7 saquinhos de pano vermelho
7 padês de dendê
7 pimenta da costa
7 nomes
passar em 7 encruzilhadas
Em cada encruzilhada deixar um saquinho e dizendo; Odi que fique com fulano. Ao voltar fazer para um Odu bom, para ficar num lugar do que se afastou , um mal vai parir um bom.
EBÓ PRA QUEBRA DIFICULDADES
1 peixe vermelho
7 carretéis de linha preta, vermelha, roxa e branca
Pàdé de azeite doce
7 quartinhas pequena
7 velas
1 prato de papelão
Colocar o p à d é num prato, por o peixe por cima, depois de passado no corpo da pessoa, pegar as quartinhas e mandar a pessoa desenrolar os carreteis colocar em cima do peixe, e falar ODI estou lhe quebrando assim como todas as dificuldades e falta de dinheiro.
Obs.: Quebrar as quartinhas uma a uma e depois agradar a um Odu de prosperidade passando tamb é m na pessoa.
EBÓ ODÍ LADO POSITIVO
7cocadas branca
7 velas
7 ovos
7 pad ê s demel
7 moedascorrente
7 akaçás
7 copos d' água com açúcar
Arriar este eb ô numa pra ç a aberta ou num pé de árvore, não olhar para trás de jeitonenhum,após fazer agrado para outro odú passando tamb é m na pessoa, od ú bom.
EBÓ EJÔNILÊ (SAÚDE E GUERRA )
1 cesta devime
1espadade madeira
1 bandeira
1 boneco
8 ekurús
8 bolos de farinha
8 bolas de arroz
3 velas
8 akaçás
8 punhados de ebô
8 frutas diferente
Passar tudo pelo corpo da pessoa, ir arrumando na cesta. Colocar em alto mar ou na praia.
Obs ao se escolher as frutas tem que entrar goiaba nessa lista.
EBÓ PARA SUSPENDER VIDA
1 gamela
1K quilos de quiabo (cortado fino)
1 Litro de mel
1 quilo de a çú car
1 pemba vermelha ralada
3 vidros de azougue
12 velas
1 caixa de fósforo
Bater tudo e passar no corpo. Colocar na gamela e após numa pedreira com a s velas e oferecer a Xangô .
EBÓ PARA TIRAR VÍCIO DE BEBIDA
7 garrafas de cachaça da pior qualidade 7 garrafas de água mineral sem gás 7 velas vermelha
Levar a pessoa na porta de sete bares, por uma garrafa de cacha ç a uma vela vermelha e uma garrafa de água mineral sem gás em cada bar e entregue a Esú Zé Pilintra.
EBÓ D'OSALÁ
1casaca de ibi 1 akass á branco
O nome dentro do akass á enfiado dentro do ibí , colocar dentro de uma tigela, por canjica em volta e cobrir com bastante a çú car, oferecer a Obatal á .
EBÓ PARA LIVRAR FEITIÇO
1 galo 5 obis Dendê
Passar no corpo e colocar no ober ó , por na encruza com 5 velas de madrugada.
RELAÇÃO DOS EBÓS
A forma de despachar os ebós, anunciando os nomes dos mensageiros dos recados, fala-se:
OXÉ-TURA-WAGBATÈTÈ- VENHA RECEBER DEPRESSA
OGUN - DAGBE -DE WÀ GBA TÈTÈ- CHEGUE PARA RECEBER
WORUN -OFUN -WÀ GBA TÈTÈ- VENHA RECEBER DEPRESSA OWORUN
SERE - O GBA - TÈTÈ- RECEBA DEPRESSA OTURÁ -
AYKÓ WA GBA TÉTÉ- VENHA RECEBER DEPRESSA
OTURUPON - OKARAN - WA GBA TÈTÈ- VENHA RECEBER DEPRESSA
OKARAN - OIERU - WA GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA
Observações Importantes:
OSOGUIAfoi o único Orixá que driblou a morte por isso ele é sempre chamado em caso de muita aflição.
Os odús vieram primeiro que os Orixás, o n.° 06 (Obara),se não quiser ser presenteado, o mesmo faz com que a pessoa peca tudo. Todos comem com ele e ele come com todos. Ao afastar ou tirar qualquer outro odú, também deve imediatamente lhe agradar para que o que esteja respondendo de forma negativa faça parir o bom.
Para se agradar o Odù Obara, nunca deve-se fazê-lo para apenas uma só pessoa, sempre coletivo. O mesmo para ser assentado, nunca deve ser assentado para uma só pessoa.


COMIDA PARA Exù

01.Mi-Ami-Mi Epô: É a farofa amarela ( farinha misturada com Azeite-de-Dendê ).

02.Mi-Ami-Mi Oiyn: É a farofa de Mel ( farinha de mandioca misturada com mel de Abelha ).

03.Mi-Ami-Mi Otím: É a farofa de com Gím ( farinha de mandioca misturada com Gím).

04.Acaçá Funfun (=Ekó): O acaçá feito de milho branco de canjica, moido e enrolado na folha da bananeira depois de cozido. O Acaçá é uma comida ritual do candomblé e da cozinha da Bahia. Feito com milho branco ou vermelho, que fica de molho em água de um dia para o outro, e deve ser depois passado em um moinho para formar a massa que será cozida em uma panela com água, sem parar de mexer, até ficar no ponto. Este se adivinha quando a massa não dissolve, se pingada em um copo com água. Ainda quente, pequenas porções da massa devem ser embrulhadas em folha de bananeira já limpa, passada no fogo e cortada em pedaços de igual tamanho, para ficar tudo harmonioso.
Colocar a folha na palma da mão esquerda e colocar a massa. Com o polegar dobrar a primeira ponta da folha sobre a massa, dobrar a outra ponta cruzando por cima e virando para baixo, fazendo o mesmo do outro lado. O formato que rExù lta é o de uma pirâmide retangular.
Todos os orixás recebem o acaçá como oferenda.

05.Eram peterê: Figado, coração e bofe de boi, cortados em pedaços muídos, misturados com Azeite-de-Dendê, camarão seco socado e cebolas cortadas em rodelas, num oberó (=alguidar). Erã peterê, eran peterê ou simplesmente peteran como é comumente chamado pelo povo de santo é o nome da comida ritual votiva, pertinente á vários rituais e orixás da cultura afro brasileira denominado de candomblé. Preparado com carne fresca de preferência dos rituais de sacrifícios, sal e rapidamente frita no azeite de dendê, em caso do orixá ser funfun(=branco), deve-se substituir o sal pela cebola e o dendê por azeite doce e oferecido ao orixá regente da obrigação.
A mesma comida ritual recheada de camarão defumado, chamado popularmente xinxin ou moqueca de carne é servida normalmente aos adeptos do candomblé nas festas de barracão, sendo uma comida votiva ao orixá Akeran por ter ligação ao eran (carne).

06.Ixú = Inhame (assado, cozido, fatiado, purê).

07.Feijão preto cozido.

08.Feijão preto tostado.

09.Feijjão fradinho cozido.

10.Feijjão fradinho tostado.

11.Milho de galinha cozido.

12.Milho de galinha tostado.

13.Abará é um dos pratos da culinária baiana e como o acarajé também faz parte da comida ritual do candomblé.
O abará tem a mesma massa que o acarajé: a única diferença é que o abará é cozido, enquanto o acarajé é frito.
O preparo da massa é feito com feijão fradinho, que deve ser quebrado em um moinho em pedaços grandes e colocado de molho na água para soltar a casca. Após retirada toda a casca, passa-se novamente no moinho, desta vez deverá ficar uma massa bem fina. A essa massa acrescentam-se cebola ralada, um pouco de sal, duas colheres de dendê.
Quando for comida de ritual, coloca-se um pouco de pó de camarão, e, quando fizer parte da culinária baiana, colocam-se camarões secos previamente escaldados para tirar o sal, que podem ser moído junto com o feijão, além de alguns inteiros.
Essa massa deve ser envolvida em pequenos pedaços de folha de bananeira, semelhante ao processo usado para fazer o acaçá, e deve ser cozido no vapor em banho-maria. É servido na própria folha.

14.Acarajé de orixá
Acará, Akará ou Acarajé, comida ritual do Candomblé.
Acarajé, comida ritual da orixá Iansã. Na África, é chamado de àkàrà que significa bola de fogo, enquanto je possui o significado de comer. No Brasil foram reunidas as duas palavras numa só, acara-je, ou seja, “comer bola de fogo”.Devido ao Modo de Preparo o prato recebeu esse nome.
O acarajé, o principal atrativo no tabuleiro, é um bolinho característico do candomblé. Sua origem é explicada por um mito sobre a relação de Xangô com suas esposas,Oxum e Iansã. O bolinho se tornou, assim, uma oferenda a esses orixás. Mesmo ao ser vendido num contexto profano, o acarajé ainda é considerado, pelas baianas, como uma comida sagrada. Por isso, a sua receita, embora não seja secreta, não pode ser modificada e deve ser preparada apenas pelos filhos-de-santo.
O acarajé é feito com feijão fradinho, que deve ser quebrado em um moinho em pedaços grandes e colocado de molho na água para soltar a casca. Após retirar toda a casca, passar novamente no moinho, desta vez deverá ficar uma massa bem fina. A essa massa acrescenta-se cebola ralada e um pouco de sal.
O segredo para o acarajé ficar macio é o tempo que se bate a massa. Quando a massa está no ponto, fica com a aparência de espuma. Para fritar, use uma panela funda com bastante azeite-de-dendê ou azeite doce.
Normalmente usam-se duas colheres para fritar, uma colher para pegar a massa e uma colher de pau para moldar os bolinhos. O azeite deve estar bem quente antes de colocar o primeiro acarajé para fritar.
Esse primeiro acarajé sempre é oferecido a Exù pela primazia que tem no candomblé. Os seguintes são fritos normalmente e ofertados aos orixás para os quais estão sendo feitos.
O acará Oferecido ao orixá Iansã diante do seu Igba orixá é feito num tamanho de um prato de sobremesa na forma arredondada e ornado com nove ou sete camarões defumados, confirmando sua ligação com os odu odi e ossá no jogo do merindilogun, cercado de nove pequenos acarás, simbolizando "mensan orum" nove Planetas. (Orum-Aye, José Benistes).
O acará de xango tem uma forma Ovalar imitando o cágado que é seu animal preferido e cercado com seis ou doze pequenos acarás de igual formato, confirmando sua ligação com os odu Obará e êjilaxeborá.

15.Lelê é um nome comum a dois tipos de comidas rituais votivas, inerentes aos orixás obá, xango e Yewá, quando feita de massa de milho verde, ou da massa de carimã votiva ao orixá nanã. Este alimento ritual é muito apreciado pelo povo do santo e pela maioria dos nordestinos e chamado popularmente de pamonha de milho verde e pamonha de carimã. Embora a palavra Lele seja descrito no dicionário Aurélio como o mesmo que abará, todavia pela primeira vez Raul Lody refere-se a esta iguaria feita com massa de milho verde.
Diferença: Lele de milho O milho verde é ralado e à massa rExù ltante é misturada ao leite de coco com parte do bagaço, sal e açúcar. Esta massa é colocada em "palha" da própria casca do milho, atados nas extremidades. As pamonhas são submetidas a cozimento submersas em água fervente por um período de 15 minutos.
Lelê de carimã O aipim previamente descascado é submergido por um período de quatro dias para obter uma massa chamada de carimã, misturada ao leite de coco com parte do bagaço, sal e açúcar. Esta massa é colocada em "palha de aguedé" (bananeira), atados nas extremidades. As pamonhas são submetidas a cozimento submersas em água fervente por um período de 25 minutos.
Lelê iguaria africana, doce feito com quirela de milho vermelho, coco ralado, açúcar e leite de coco.

16.Adô
Adô é um nome comum a dois tipos de comidas rituais votivas, feitas de farinha de milho, ou amendoim, previamente torrados, passado no moinho, misturado com farinha de mandioca, sal e açucar, também chamado de fubá de milho ou fubá de amendoim pelo povo de santo. Esta comida ritual é oferecido à vários orixas, principalmente a Obaluaye, oxumare e nanã, indispensável no ritual de olubajé. A mesma mistura acrescida de mel de abelha é muito apreciada pelo orixá oxum. Esta Comida ritual pode ser feita de milho vermelho torrado e moído em moinho e temperado com azeite de dendê e mel, é oferecido principalmente à Orixá Oxum.

17.Aberém é prato típico da cozinha da Bahia, bolinho de origem afro-brasileira, feito de milho ou arroz moído na pedra, macerado em água, salgado e cozido em folhas de bananeira secas. No candomblé, é utilizada como comida-de-santo, sendo oferecida a Omulu e Oxumaré.
O aberém pode ser servido como acompanhamento para pratos salgados ou como sobremesa.

18.Axoxô ou Oxoxô é como é conhecida a comida ritual dos Orixás Oxóssi e Ogum no candomblé e umbanda, que consiste em milho vermelho cozido. Quando oferendado pra o orixa ogum é refogado com cebola ralada, camarão seco defumado, sal e azeite de dendê. Quando oferendado para orixá oxóssi o milho cozido é misturado com melaço (Mel de cana de açúcar), não confundir com mel de abelha que é o grande ewo deste orixá, enfeitado com fatias de coco sem casca.
Nota. Esta mesma oferenda pode ser consagrado à Olokun.

19.Bobó de Camarão
2 kgs. de camarão branco fresco e limpo;
½ kg de mandioca;
4 colheres de sopa de azeite de dendê;
1 cebola média picada;
1 tomate;
1 pimentão picado;
2 colheres de coentro picado;
1 xícara de leite de coco (240 ml.);
Sal a Gosto.
Separe os camarões e coloque numa panela com água e leve ao fogo para fervura.
Escorra e reserve o caldo.
Corte as mandiocas em pedaços, descasque e cozinhe até ficar macia. Retire a mandioca da panela e reserve 2 ½ xícaras de caldo.
No liquidificador, coloque um pouco de caldo e acrescente aos poucos alguns pedaços de mandioca.
Bata e repite a operação, sempre colocando o caldo e batendo a mandioca aos poucos.
Numa panela com azeite de dendê, frite a cebola até começar a dourar. Junte o tomate e refogue bem.
Acrescente o camarão, tempere com o sal e o coentro. Abaixe o fogo e deixe cozihar por 3 minutos.
Acrescente o creme de mandioca e o leite de coco.

20.Ipeté
É um dos pratos da culinária baiana e como o acarajé também faz parte da comida ritual do candomblé, oferecida especialmente ao orixa Oxun.
inhame, azeite de dendê, cebola raladas, camarão sêco e defumado, gengibre ralado, camarões frescos inteiros e cozidos para enfeitar e sal.
Também oferecido ao Orixá Oxaguian, substituindo o dendê por azeite doce na festa do Pilão.
Tirar a casca do inhame e cortar em pedaços pequenos, cozinhar ao ponto de amassar com um garfo, colocar os temperos e um pouquinho de sal e bater com uma colher de pau até ficar no ponto de um purê.
Colocar em uma tigela e enfeitar com os camarões inteiros.

21.Moqueca de Peixe
1 cebola grande picada;
sal a gosto;
2 tomates picados;
1 pimentão vermelho pequeno cortado em rodelas;
1 pimentão verde cortada em rodelas;
3 galhos de coentro picado;
100 ml. de leite de coco;
3 colheres de sopa de azeite de dendê;
4 postas de robalo.
Tempere o peixe com sal e suco de limão. Deixe no tempero por 10 minutos.
Numa panela (de preferência de barro para ir direto do forno para a mesa), coloque o azeite e todos outros ingredientes.
Coloque as postas em 3 xícaras de água por aproximadamente 20 minutos
Depois despeje por cima o leite de coco.
Cozinhe por mais 5 a 10 minutos até completar o cozimento..
Retire do fogo todos os ingredientes , coloque na terrina e reserve.
Separe o caldo do cozimento para o preparo do pirão.
Sirva tudo junto.

22.Quiabada é um prato típico da cozinha do nordeste do Brasil, feito de quiabo, carne bovina, camarão seco e coentro. Geralmente é servido com molho de pimenta, farinha de mandioca e arroz.

23.Vatapá
O seu preparo pode incluir pão molhado ou farinha de rosca, fubá, gengibre, pimenta-malagueta, amendoim, castanha de caju, leite de coco, azeite-de-dendê,cebola e tomate.
Pode ser preparado com camarões frescos inteiros, ou secos e moídos, com peixe, com bacalhau ou com carne de frango, acompanhados de arroz. A sua consistência é cremosa.
Também é muito famoso no Pará, onde a receita sofre variações como a ausência de amendoim e outros ingredientes comuns na versão tradicional baiana.
O vatapá é influência da culinária africana trazida pelos escravos nos navios negreiros, a partir do século XVI. Com os ingredientes encontrados nesta nova terra e a necessidade de suplementar sua dieta alimentar, desenvolveram outros pratos, que passaram a ser típicos da culinária brasileira. São disso exemplos o angu e a feijoada, entre outros.

24.Xinxim de galinha
1 galinha
1 xícara de azeite de dendê
200 g de camarões (fresco ou seco)
1 colher (sopa) de farinha de amendoim
1 colher (sopa) de farinha de castanha
1 colher (sopa) de farinha de camarão
1 pimentão
3 tomates
l cebola
cheiro-verde à vontade
coentro
coentrão (nem todos gostam)
cebolinha
óleo
Cortar a galinha em pedaços pequenos, temperar com todos os temperos batidos no liquidificador. Dourar a cebola cortada em pedaços pequenos no óleo, coloque a galinha e deixe cozinhar. Quando estiver quase cozida, coloque os camarões, as farinhas e o dendê. Deixe cozinhar mais um pouco e experimente o sal, mexendo com cuidado para não desfiar e não pegar no fundo da panela. Servir com arroz e pirão.

25.Feijoada
1 kg de feijão preto,ou fradinho
700 g de charque
200 g de toucinho
500 g de carne bovina
400 g de rabo de porco
300 g de orelha de porco
600 g de costela de porco defumado
400 g de chouriço ou paio
200 g de tomate
250 g de cebola
5 ramos de hortelã
10 g de pimenta-do-reino moída
4 colheres (sopa) de extrato de tomate
5 folhas de louro
Sal a gosto
Deixe de molho as carnes de salpresas de um dia para o outro, trocando a água para retirar o sal. Refogue as carnes no toucinho acrescentado o feijão e a água necessária. Tempere com tomate, cebola, alho, hortelã, pimenta-do-reino, extrato de tomate e louro. A proporção que for cozinhado retire as carnes que forem amolecendo até que o feijão fique cozido.
Sirva com farinha de mandioca e/ou arroz natural

26.Buchada de Bode
Vísceras de 1 cabrito (bucho, tripas, fígado e rins)
4 limões grandes
Sal e pimenta-do-reino a gosto
3 dentes de alho esmagados
4 cebolas picadas
1 maço de cheiro verde picado
2 folhas de louro picadas
2 ramos de hortelã picados
1 xícara de vinagre
2 colheres de sopa de azeite
200 g de toucinho fresco picado
Sangue coagulado do cabrito
Limpar as vísceras, retirando a cartilagem e o sebo.
Limpar o bucho e esfregar o limão por dentro e por fora.
Deixar de molho em água fria com o suco de 1 limão por 5 h.
Picar em tirinhas as tripas e demais vísceras.
Temperar com sal, pimenta-do-reino, alho, cebola, cheiro verde, louro e hortelã.
Juntar o vinagre e deixar descansar.
Aquecer o azeite e adicionar o toucinho, deixando em fogo baixo até derreter, formando torresmos.
Retirar os torresmos e na gordura que se formou refogar todas as vísceras.
Juntar o sangue coagulado já picado e retirar do fogo.
Retirar o bucho do molho de limão, aferventar inteiro.
Colocar o refogado de vísceras e os torresmos no interior do bucho e costurar com agulha e linha.
Levar ao fogo uma panela com bastante água e sal e deixar ferver.
Colocar o bucho e cozinhar em fogo brando durante 4 h.
Servir com molho de pimenta forte e farinha de mandioca crua

28.Carurú
100 quiabos
1 xícara de castanha de caju
100 g de amendoim torrado e moído sem casca
2 xícaras de camarões defumados, descascados e moídos
2 cebolas grandes
2 xícaras de azeite de dendê
3 limões
2 colheres de sopa de sal
4 xícaras de água quente
pimenta
gengibre
Lava-se os quiabos, enxugando bem para não formar baba quando parti-los. Segundo a tradição, os quiabos devem ser cortados em cruz, no sentido longitudinal, e depois em rodelinhas bem finas; mas hoje já se corta nas facas do processador. Coloque os camarões secos e moídos, cebola ralada, sal, castanha e amendoim para rechear no azeite de dendê. Ponha os quiabos partidos, as xícaras de água e as colheres de sopa de limão para cortar a baba. Adicione ainda alguns camarões secos inteiros e grandes. Cozinhe tudo até ficar pastoso. Quando os caroços dos quiabos estiverem bem rosados, retire do fogo.

29.Efó
4 xícaras de língua de vaca aferventada
2 xícaras de camarões defumados descascados
1 xícara de castanha de caju e amendoim
2 cebolas grandes
1 xícara pequena de azeite de dendê
1 xícara de leite de coco
sal, pimenta e gengibre à vontade
Estenda, numa peneira, as folhas de língua de vaca aferventadas,cortando com uma faca até ficar uniforme. Esprema as folhas, deixando-as bem abertas para evaporar toda a água. A massa obtida, uma vez seca, é refogada com camarão seco, pimenta, cebola e sal. Leve para cozinhar no azeite de dendê. Cozinhe com a panela tampada, acrescentando, ao final, o leite de coco.

30.Cozido
1 ½ kg de charque
1 ½ kg de carne bovina
750 g de calabresa
250 g de bacon
5 kg de legumes e verduras
300 g de cebola
4 pimentões
5 ramos de hortelã
3 folhas de louro
50 ml de óleo
5 colheres (sopa) de extrato de tomate
1 colher (chá) de pimenta-do-reino
Sal a gosto
Retire o sal das carnes, refogue em óleo o bacon, charques, calabresa e carne bovina. Pronto o refogado coloque alho, cebola, tomates, pimentões cortados e demais condimentos, acrescentando água, legumes e verduras para cozinhar. Retire os legumes, verduras e as carnes à proporção que forem cozinhado. Sirva com pirão preparado do próprio caldo cozido.

31.Feijão de Azeite
1 kg de feijão fradinho
½ litro de camarão defumado
250 g de cebola
2 xícaras de azeite de dendê
sal
Cozinhe o feijão em água e sal. Escorra toda a água depois de cozido. Leve ao fogo uma xícara de azeite de dendê, com cebola e a metade dos camarões batidos no liquidificador.
Em seguida, junte o feijão e deixe refogar um pouco. Adicione o resto do azeite e dos camarões, deixando cozinhar até ficar meio seco.

32.Farofa de Dendê
Farinha de mandioca torrada
Azeite de dendê
Cebola
Camarões secos
Coloque o azeite de dendê numa frigideira e junte uma porção de cebola ralada ou picada. Em seguida, adicione a farinha de mandioca torrada e mexa até ficar crocante.

33.Dibô
Ebôya, eboia ou fava de iemanjá é uma comida ritual feito com fava cozido refogado com cebola, camarão, azeite de dendê ou azeite doce.
A mesma oferenda pode ser preparada com o milho branco na falta da fava, todavia recebe o nome de Dibô, possuindo o mesmo valor ritual. É uma comida oferecida especificamente ao orixá Iemanjá, podendo ser vista nos rituais de ori, bori e assentamento de cabeça, no sentido de dar equilíbrio espiritual.

34.EJÁ FUNFUN
- PESCADA BRANCA
-COENTRO
- CAMARÃO SECO
-CEBOLA SECA
-CHEIRO VERDE
-AZEITE DOCÊ
-ÓLEO DE URUCUM
-TOMATE
Tempere postas de peixe de água doce com sal. Reserve por pelo menos 1 hora.Em uma panela , refogue cebola , óleo de urucum e duas colheres de azeite doce. Reserve.Numa panela de barro untada, com uma colher de azeite, forre a metade da medida da cebola refogada com óleo de urucum e o azeite , metade de tomate picado. Acrescente as postas de peixe sem coloca-las uma por cima da outra. Cubra o restante com cebola refogada e com o tomate e acrescente o coentro e sal a gosto. Leve a panela tampada ao fogo aproximadamente 25 minutos.
Sacudindo de quando em vez para não grudar os Ingredientes.-

40.OBEGUIRI
Costela de rês , cebola machucada, alho, salsa, coentro, pimenta do reino e sal.Tudo refogado com a carne .Quiabo cortado em rodelas finas , camarões secos.Põe-se bastante azeite-de-dendê ,nesta comida. A carne pode ser substituida por bagre dependendo a finalidade.

AS ERVAS DOS ORIXÁS

As ervas detém grande quantidade de Axé (Energia mágico-universal, sagrada) quem bem combinadas entre si, detém forte poder de limpeza da aura e produzem energia positiva.
Um banho, com o Axé das ervas dos Orixá do Candomblé, age sobre a aura eliminando energias negativas, produzindo energias positivas.
Um banho de ervas reúne as ervas adequadas a cada caso, agindo diretamente sobre esses distúrbios, eliminando os sintomas provocados pelo acúmulo de energias negativas.
Ervas indicadas para preparar um banho
Esta relação, são as ervas mais utilizadas, e que são encontradas para uso, estão com a nomeclatura popular, científica, yorubana e para que orixás se destinam, ou são usadas.
- Babosa - aloe vera - exú - (ipòlerin, ipè erin)
- Melão são caetano-momordica charantia(oxumare,nanã)-èjìnrìn, wéwé
- Saião/Folha da costa- kalanchoe brasiliensis (oxala) - òdundún, elétí
- Erva de santa luzia - pistia stratoides (stratiotes) (osun) - ójuóró
- Nenúfar/lótus - nymphaea (lótus) alba (osun) - òsíbàtà
- Pimentinha dágua/Jambu - spilanthes acmella (filicaulis) (osun) - éurépepe, awere pepe, ewerepèpè
- Akòko - newbouldia laevis (osayn)
- São gonçalinho - cassiaria sylvestris (ogum, oxossi) - alékèsì
- Sete sangrias - cuphea balsamona (obaluaie) - àmù
- Tapete de oxala(boldo) - peltodon tormentosa (oxala) - ewé bàbá
- Bete cheiroso - piper eucalyptifolium (oxala) - ewé boyi
- Goiabeira - psidium goiava (oxossi, ogun) - àtòrì, gúábà
- Mamona - ricinus communis (exu, ossain) - lárà funfun, ewé lará
- Mamona vermelha - ricinus sanguneus (làrá pupa) - exu, ossain
- Peregun - dracaena fragans (ogun, oyá) - pèrègún
- Alumon - vernonia bahiensis (amugdalina)(ogun) - ewúro jíje
- Carqueja - borreria captata (oxosi) - kànérì
- Umbauba/embaúba - cecropia palmata (agbaó/agbamoda) -nanã, xangô, oyá (vermelha)
- Perpetua - alternanthera phylloxeroides (seu) - èkèlegbárá
- Gameleira branca - ficus maxima (tempo, sango) - ìrokó
- Canela de velho - molonia albicans (obalu)
- Macassá - tanacetum vulgaris - oxum, oxalá
- Melissa - melissa oficinalis - oxum
- Kitoko - pluchea quitoco (obalu ) xango
- Para raio/cinamomo - melia azeoarach - oyá - ekéòyìnbó
- Beti branco/agua de alevante - renealmia occidentalis sweet - kaia, oxalá
- Alfavaca(erva doce) - ocimum guineensis - oxalá - efínrín èrùyánntefé
- Folha da fortuna - bryophylum (eru oridundun, àbá modá)- exu
- Espada de yansã - rhoeo - oyá (ewé mesán)
- Aroeira branca - litrhea - ogum
- Poejo -mentha sp - (olátoríje)
- Erva prata
- Picão - elésin máso
- Patchouli - (ewé legbá) exu
- Anis - clausena anisata -oyá (agbásá, àtàpàrí òbúko)
- Aroeira - schinus sp - ogum
- Alecrim - rosmarinus officinais -oxossi - (sawéwé)
- Araça - psidium sp - oxossi - (gúrófá)
- Guiné - petiveria alliacea (ojusaju) - oxossi
- Louro - laurus nobilis - (ewe asá) ossain
- Macela
- Língua de vaca - rumex sp (enuum malu) - obá, oyá
- Alevante - menta sp - (olátoríje)ogum/exu
- Amoreira - rubus sp(morus celsa) - egun, oyá
- Dormideira - mimosa púdica (owérénjèjé, pamámó àlùro- caxixi) - oxumare
- Pata de vaca - bauhinia forficata
- Colônia/lírio de brejo - hedychium coronarium (toto) - oxalá
- Jibóia - jokónije
- Canfora
- Alfazema - ewe danda - oxum
- Algas marinhas - fucus - (ewe kaiá) - yemanjá.
Fórmula preparada com a Babosa
Indicada principalmente no tratamento de câncer, muito usada também para infecções e inflamações.
INGREDIENTES
0,5 Kg de mel de abelha; 2 folhas (se grandes) ou três de babosa (aloe vera); 3 a 4 colheres de araq, ou whisky, ou conhaque, ou cachaça, ou tequila.
PREPARO
Cortar espinhos bem de leve das folhas; Colocar tudo dentro do liquidificador; Bater bem.
USO
Antes de tomar, agitar o frasco; 1 colher de sopa, sempre antes das refeições (uma de manhã, uma meio dia, uma noite), uns 15 minutos antes é suficiente. Quanto mais em jejum melhor. Fórmula para 10 dias; Repetir + 2 vezes com intervalo de 21 dias.
Ervas indicadas para preparar um banho
Saião, conhecida como "folha gorda", São gonçalinho, Tapete de Oxalá ((boldo), Bete cheiroso, Goiabeira, Peregun (conhecido como pau dágua, é ideal que tenha em qualquer tipo de banho), Carqueja, Umbauba/embaúba, Macassá (excelente p/banho), Melissa, Kitoko, Beti branco, Alfavaca, erva doce, folha da fortuna, Erva prata, Patchouli, Anis, Alecrim, Araça, Guiné, Louro, Macela, Língua de vaca, Alevante, Amoreira, Pata de vaca, Colônia/lírio de brejo, Jibóia, Canfora, Alfazema.
ORIN EWÈ ( Cantigas de Folhas ):
A fi pa burúrú ( Nós usamos para matar complicações )
Etiponlá wa fi pá burúrú ( Erva-tostão nós usamos para matar complicações )
A fi pá burúrú ( Nós usamos para matar complicações )
Etiponalá wa fi pá burúrú ( Erva-tostão nós usamos para matar complicações )
Ita ifá ifá owó, itaomo( Pitangueira atrai dinheiro, pitangueira atrai filho )
Etiponlá wa fi pá burúrú ( Erva-tostão nós usamos para matar complicações )
ABILZEIRO: - ÌRÓKÒ, OXUM
ABRANDA FOGO: - ÈXÙ
ABRE CAMINHO: - ÒGÚN e ÒXÓÓSÌ
ACÁCIA FUREMA: - ÒXÓÒSÍ
AGAPANTO: - ÒÒXÀÀLÀ, NANÀ, OBALUWAIYE
AGRIÃO: - ÒGÚN
AGONIADA: - OMOLU
ÁGUA DE LEVANTE: - XÀNGÓ, YEMONJA e ÒÒXÀÀLÀ
AGUAPÉ: - YEMONJA E ÒXUN
AKÓKÓ: - ÒSÓNYÌN e ÒÒXÀÀLÀ
ALAMANDA: - OMOLÚ
ALCAPARREIRA: - OXUMARÉ
ALECRIM: - ÒXÓÒSÍ
ALECRIM DO CAMPO: - ÒXÓÒSÍ e ÒSÓNYÌN
ALFACE: - EGUN
ALFAVACA: ÒXÓÒSÍ
ALFAVAQUINHA: - ÒGÚN, ÒSÓNYÌN, ÒXÓÒSÍ, YEMONJA, OYA e ÒXUN
ALFAVACA ROXA: - NÀNÁ, XÀNGÓ, OMOLÚ
ALFAZEMA DE CABOCLO: OXÓSSI, OMOLÚ
ALGODÃO: - ÒÒXÀÀLÀ
ALTÉIA: - YEMONJA, OXUMARÉ
ALUMÃ: - XÀNGÓ, OXUM,ÒGÙN, OBALUAIE
AMENDOEIRA: - ÒSÓNYÌN e ÈXÙ
AMENDOIM: - ÒSÓNYÌN
AMOR DO CAMPO: - ÒXUN
AMOREIRA: - ÈXÙ e ÈGÙN
ANGELICÓ: - XÀNGÓ, OXUMARE
ANGELIM: - ÈXÙ e NÀNÁ
ARASSÁ DA PRAIA: - YEMONJA e YEMONJA
ARASSA DE COROA: - OXÓSSI
ARASSA DO CAMPO: - OXÓSSI
ARIDAN: - ÒSÓNYÌN
ARNICA: - ÒGÚN
AROEIRA: - ÒSÓNYÌN e ÈXÙ
AROEIRA BRANCA: - XÀNGÓ
AROEIRA ROXA: - XÀNGÓ
ARREBENTA CAVALO: - ÈXÙ
ARROZINHO: - YEWÀ
ARRUDA MIÚDA: - ÈXÙ e ÒXÓÒSÍ
ASSA-PEIXE: - ÈXÙ, OBÁ, NÀNÁ, ÒXUN, OMOLÚ
AVENCA: - NÀNÁ
AZEDINHA: - XÀNGÓ, OXUM
AZEVINHO: - ÈXÙ
AVINAGUEIRA: - ÈXÙ
BABA DE BOI: - OBALÚWÀIYÉ
BABOSA: - ÒXUN, OMOLÚ
BANANEIRA: - OXUM
BAMBU: - OYA, ÉGÚN
BARBA DE VELHO: - ÌRÓKÒ
BARBA DO DIABO: ÈXÙ
BARDANA: - ÈXÙ
BATATA DOCE: - ÒXÙMÀRÈ
BAUNILHA-DE-NICURI: - ÒSÓNYÌN
BEIJO VERMELHO: - XÀNGÓ
BELADONA: - ÈXÙ
BELDROEGA: - ÒGÚN, ÒXUN, ÒÒXÀÀLÀ , ÒSÖNYÌN , e ÈXÙ
BELDROEGA VERMELHA: - OMOLÚ
BEM-ME-QUER: - ÒXUN
BETE CHEIROSO: - XÀNGÓ e ÒÒXÀÀLÀ
BICO DE PAPAGAIO: - XÀNGÓ
BOLDO: - ÒÒXÀÀLÀ
BOMINA: - OMOLÚ e OYA
BREDO SEM ESPINHO: - ÒGÚN, ÒXÓÒSÍ, XÀNGÓ,YEMONJA, OYA e NÀNÁ
BRILHANTINA: - ÒXUN
BRINCO DE PRINCESA: - ÈXÙ
BROTO DE BEIJÃO: - NÀNÁ
BUCHEIRA: - ÒSÓNYÌN
CABELO DE MILHO: - OXÓSSI
CACTUS ( todos ): ÈXÙ
CAFÉ DO MATO: - OMOLÚ
CAIÇARA: - ÒSÓÓSÍ
CAJAZEIRA: - ÒGÚN
CAJUEIRO: - ÌRÓKÒ e ÈXÙ
CAMARÁ: - OXUM
CAMÉLIA: - YEMONJA
CAMOMILA: - OXUM
CAMPARÁ VERMELHO: - XÀNGÓ
CAMBOATÁ: - ÒGÚN
CANA-DE-AÇUCAR: - ÈXÙ
CANA DE MACACO: - ÈXÙ
CANA DO BREJO: - YEWÀ, ÒGÚN, YEMONJA, NÀNÁ e ÒXÙMÀRÈ
CANA FITA: - ÒXÓÒSÍ
CANELA DE MACACO: - ÒGÚN, YEMONJA, OYA, ÒXUN e ÒSÓNYÌN
CANELA DE VELHO: - OMOLÚ
CANENA COIRANA: - OMOLÚ
CANJERANA: - ÈXÙ
CANSAÇÃO: - ÈXÙ e XÀNGÓ
CAPEBA: - ÒXÓÒSÍ, XÀNGÓ, YEMONJA, ÒXUN, OYA e NÀNÁ
CAPIM LIMÃO: - ÒGÚN e OXÓSSI
CAPIXABA: - ÒGÚN
CAPIXINGUI: - OMOLÚ
CASTANHA DO PARÁ: - XÀNGÓ
CAROBINHA DO CAMPO: OMOLÚ
CARQUEJA: - ÒXÓÒSÍ e ÒGÚN
CARRAPATEIRA: - ÒSÓNÌYN
CARRAPICHO: - ÈXÙ,OXOSI, LOGUEDE
CASUARINA: - OYA
CATINGUEIRA: - ÈXÙ
CAVALINHA: - XÀNGÓ OXUMARÉ
CEBOLA: - ÒXUN
CEBOLA DO MATO: - OMOLÚ
CEDRINHO: - NANÃ
CELIDÔNIA: - ÒSÓNÌYN
CHAPÉU DE COURO: - ÒGÚN
CHOCALHO DE CHANGO: - XÀNGÓ
CIPÓ CABOCLO: - OXÓSSI
CIPÓ CRAVO: - OXÓSSI
CIPÓ CHUMBO: - ÒGÚN, ÒSÓNYÌN, OXUM, OMOLÚ
CIPRESTE: - NÀNÁN
COLONIA: - ÌRÓKÒ, YEMONJA, ÒXUN e ÒÒXÀÀLÀ
COMIGO-NINGUÉM-PODE: ÈXÙ
CONDESSA: - YEMONJA
COQUEIRO DE IRI: OXÓSSI
COQUEIRO DE VENUS: - ÒXÙMÀRÈ
CORDÃO DE FRADE: - ÒGÚN, OMOLÚ
CORDÃO DE SÃO FRANCISCO: - OMOLÚ
CORREDEIRA: - ÈXÙ
CRISTA DE GALO: - XÀNGÓ, ÌRÓKÒ e ÒGÚN
CRIZANTEMO: - OMOLÚCUNANÃ: - ÈXÙ
DANDÁ DA COSTA: - ÒGÚN
DANDÁ DO BREJO: - YEMONJA
DENDEZEIRO: - ÒSÓNYÌN, ÒÒXÀÀLÀ
DRAGOEIRO: - ÒGÚN
ERITRINA: - XÀNGÓ
ERVA CAPITÃO: - ÒXUN
ERVA-CIDREIRA (MELISSA ): OXUM
ERVA CURRALEIRA: - OXÓSSI
ERVA GROSSA: - XÀNGÓ
ERVA DE PASSARINHO: - OMOLÚ, ÒGÚN, ÒXÓÒSÍ, ÒXÙMÀRÈ, OYA , ÒSÓNÌYN e NÀNÁ
ERVA DE SÃO JOÃO: - XÀNGÓ
ERVA MOURA: - OMOLÚ
ERVA PRATA: - XÀNGÓ, YEMONJA e ÒÒXÀÀLÀ
ERVA PREÁ: - ÈXÙ
ERVA DE SANTA LUZIA: - YEMONJA, ÒXUN
ERVA-DE-SANTA MARIA: - OXUN
ERVA TOSTÃO: - ÒGÚN, OYA, XÀNGÓ e ÒSÓNYÌN
ERVA VINTÉM: - ÒSÓNYÌN
ESPADA DE SANTA BÁRBARA: - OYA
ESPADA DE SÃO JORGE: - ÒGÚN
ESPINHEIRA SANTA: - OMOLÚ
ESPINHO CHEIROSO: - ÒSÓNYÌN
EUCALIPTO: ÒGÚN
EWEBI: - ÒÒXÀÀLÀ
FEDEGOSO: - ÈXÙ e XÀNGÓ
FIGUEIRA PRETA: - ÈXÙ
FIXO: - ÒSÓNYÌN
FOLHA DA COSTA: - YEMONJA, ÒXUN, ÈXÙ, NÀNÁ e XÀNGÓ
FOLHA DA FEITICEIRA: - ÒXUN
FOLHA DE BICHO: - ÒÒXÀÀLÀ, ÒGÚN, XÀNGÓ e YEMONJA
FOLHA DA FORTUNA: - ÒXUN, ÒÒXÀÀLÀ, NÀNÁ, XÀNGO e ÈXÙ
FOLHA DE FOGO: - OYA e XÀNGÓ
FOLHA VINTÉM: - ÒXUN e ÒÒXÀÀLÀ
FUMO: - ÒSÓNYÌN
FUNCHO: OXALÁ
GAMELEIRA BRANCA: - XÀNGÓ e ÌRÓKÒ
GARRA DO DIABO: - ÈXU
GERVÃO ROXO: - OMOLÚ
GITÓ: - ÒSÓNÌYN
GOIABEIRA: - ÒGÚN e OXÓSSI
GRAVIOLA: - YEMONJA, OXUN, OXUMARE
GROSELHA: - ÒXÓÒSÍ
GRUMIXAMEIRA: - ÒGÙN
GUABIRA: - ÒSÓNÌYN
GUACO: - ÒÒXÀÀLÀ e OXÓSSI
GUARABU: - ÒGÚN
GUANDO: - OXUN
GUARAREMA: - OMOLÚ
GUAXIMA ROSA: - OXÓSSI
GUINÉ: ÒGÚN, OYA e OXÓSSI
HELICÔNIA: - ÒGÙN
HISSOPO: - OXÓSSI
HORTELÃ BRAVA: OMOLÚ
HORTELÃ DA HORTA: - OYA
INGAZEIRO: - ÒXÓÒSÍ,OXUMARÉ
INHAME: - ÒÒXÀÀLÀ
INHAME ACARÁ: - XÀNGÓ
IPÊ AMARELO: - OXUN
IRIRI: - ÌRÓKÒ
IVITINGA: - ÈXÙ
JABORANDI: - OYA e OYA
JABOTICABEIRA: - ÒGÙN
JACATIRÃO: - OXÓSSI
JAMBO: - ÒXUN e ÒGÙN
JAMELÃO: - ÈXÙ
JAQUEIRA: - ÌRÓKÒ e XÀNGÓ
JASMIM: - YEMONJA
JASMIM MANGA: - ÒXÓÒSÍ
JARRINHA: - ÒXUN, NÀNÁ, YEMONJA, OYA e XÀNGÓ
JATAI: - ÒGÙN
JATOBÁ: - ÒGÚN
JENIPAPO: - OMOLÚ
JEQUIRITI: - ÒSÓNYÌN
JITIRINA: - ÒÒZÀÀLÀ
JUAZEIRO; - ÈXÙ
JUCÁ: ÒGÚN
JURUBEBA: - ÈXÙ, ÒSÓNYÌN e OXÓSSI
LACRE: - IYA
LÁGRIMA DE NOSSA SENHORA: - YEMONJA, ÒXÓÒSÍ, ÒSÓNÌYN
LARANJEIRA DO MATO: - ÈXÙ
LEITEIRA: - XÀNGÓ
LIMÃO BRAVO: - ÒGÚN
LÍNGUA DE GALINHA: - OYA, NÀNÁ e ÒSÓNYÌN
LÍNGUA DE VACA: - ÒGÚN , ÒXÓÒSÍ, OXUMARÉ
LOSNA: - ÒGÚN
LOURO: - ÒÒXÀÀLÀ, OYA
MACAÇA: - YEMONJA, ÒXUN e ÒÒXÀÀLÀ
MACAÉ: - NÀNÁ
MACONHA: - ÈXÙ
MÃE BOA: - ÌRÓKÒ, YEMONJA, NÀNÁ, OXUM
MALMEQUER: - ÒXUN, OYA, ÒGÚN e ÒSÓNYÌN
MALVA BRANCA: - ÒXUN, YEMONJA e ÒÒXÀÀLÀ
MALVA CHEIROSA: - XÀNGÓ
MALVA DO CAMPO: - OXÓSSI
MALVARISCO: OXÓSSI
MALVA ROSA: - OYA
MAMÃO BRAVO: - ÈXÙ
MAMOEIRO: - ÒÒXÀÀLÀ
MAMONA: - OMOLÚ , ÒSÓNYÌN e ÈXÙ
MAMONA VERMELHA: - ÒSÓNYÌN
MANACÁ: - NÀNÁ e ÒÒXÀÀLÀ
MANGUEIRA: - ÒGÚN e ÈXÙ
MANJERICÃO: - ÒXUN, XÀNGÓ e ÒÒXÀÀLÀ
MANJERICONA: - OXUM
MANJERONA: - OMOLÚ e ÒÒXÀÀLÀ
MANJERIOBA: - ÈXÙ
MARACUJÁ-CAIANO: - OYA
MARAVILHA BONINA: - OYA
MARIA MOLE: - ÈXÙ
MARIA PRETA: - NÀNÁ
MARIAZINHA: - ÒXÙMÀRÈ
MARICOTINHA: - YEMONJA
MATA CABRAS: - ÈXÙ
MATA PASTO: - ÈXÙ
MELÃO DE SÃO CAETANO: - NÀNÁ, XÀNGÓ
MELANCIA: - YEWÀ
MELISSA: - ÒXUN
MILAME: - ÒXUN e ÌRÓKÒ
MILHO: - ÒXÓÒSÍ
MOLOLÔ: - OMOLÚ
MORANGUEIRO: - ZÀNGÓ
MULUNGU: - XÀNGÓ
MURICI: - ÒXÓÒSÍ
MUSGO: - OMOLÚ
MUSGO DA PEDREIRA: - XÀNGO
MUSGO MARINHO: - YEMONJA
MUSSAMBE: - ÈXÙ
MUTAMBA: - ÒXUN, OYA, ÒXÙMÀRÈ, NÀNÁ, ÒGÚN e XÀNGÓ
NARCISO: - ÒSÓNÌYN
NEGA MINA: - OYA, XÀNGÓ
NICURIZEIRO: ÒXÓÒSÍ
NOZ MOSCADA: - ÌRÓKÒ,XÀNGÓ
OBI: - ÒSÓNYÌN
OGBO: - ÒSÓNYÌN
OJUORO: - YEWÀ
ORA-PRO-NOBIS: - ÈXÙ
ORIPEPE: - ÒXUN
ORIRI: - ÒXUN
OXIBATA: - ÒXUN e YEMONJA
PAINEIRA: - ÒÒXÀÀLÀ,OMOLÚ
PALMEIRA AFRICANA: - ÈXÙ
PAPO DE PERU: - YEMONJA
PANACEIA: - XÀNGÓ
PARA-RAIO: - XÀNGÓ e OYA
PARIETÁRIA: - YEMONJA, OYA, ÒXUN, XÀNGO e ÒXÙMÀRÈ
PARIPAROBA: - OXÓSSI
PATA DE VACA: - YEMONJA
PATIÓBA: - ÒSÓNYÌN
PAU D'ALHO: - ÈXÙ
PAU PEREIRA: - XÀNGÓ
PAU ROSA: ÒGÚN
PAU SANTO: - ÈXÙ
PÉ DE PINTO: - ÒGÚN
PENTE DE OXUMARÉ: - ÒXÙMÀRÈ
PEREGUN: - ÒSÓNYÌN, ÒGÚN, OYA e ÒXÓÒSÍ
PERPÉTUA: - ÈXÙ
PESSEGUEIRO: - XÀNGÓ
PICÃO DA PRAIA: - ÈXÙ
PIMENTA DA COSTA: - ÈXÙ
PIMENTA MALAGUETA: - ÈXÙ
PINHÃO BRANCO: OYA e ÈXÙ
PINHÃO ROXO: - OYA e ÈXÙ
PITANGATUBA: - OXÓSSI
PITANGUEIRA: - ÒSÓNYÌN e ÒXÓÒSÍ
PIRI-PIRI: - ÒGÚN
PIXIRICA: - ÈXÙ
POINCÉTIA: - ÒGÚN
PORANGABA: - ÒGÚN
QUARESMA: - NÀNÁ
QUABRA-PEDRA: - ÒSÓNYÌN
QUIABEIRO: - XÀNGÓ
QUIOCO: - ÒXUN
QUITOCO: - OMOLÚ
QUIXAMBEIRA: - ÈXÙ e ÈGÙN
RABUJO: - OMOLÚ
RAMA DE LEITE: - ÒXUN, NÀNÁ, YEMONJA, OYA e ÒXÙMÀRÈ
ROMANZEIRO: - XÀNGÓ
SABUGUEIRO: - OMOLÚ
SAIÃO: - ÌRÓKÒ e ÒXÓÒSÍ
SALSA DA PRAIA: - YEMONJA
SÁLVIA: - OXALÁ
SAMAMBAIA: - NÀNÁ
SANGUE DE DRAGÃO: ÒGÚN
SANGOLOVO ( CANA DO BREJO ): YEWÀ e ÒÒXÀÀLÀ
SANTA BARBARA: OYA
SÃO GONÇALINHO: - ÒXÓÒSÍ e ÒGÚN
SEMPRE VIVA: ÈXÙ
SENSITIVA (DORMIDEIRA): - OYA, XÀNGÓ
SETE SANGRIAS: - OMOLÚ
SUSPIRO ROXO: - XÀNGÓ
TAQUARAÇU: - XÀNG;O, ÈGÙN
TAIOBA BRANCA: OYA, ÒXUN, NÀNÁ, ÒXÙMÀRÈ, YEMONJA,XÀNGÓ
TAJUJÁ: - ÈXÙ
TAMARINDEIRO: XÀNGÓ
TAMIARANGA: - ÈXÙ
TANCHAGEM: - ÒGÚN
TAPETE DE OXALÁ: - ÒÒXÀÀLÀ
TAPIXIRICA: - ÈXÙ
TAYUYA: - ÈXÙ
TINHORÃO ROXO: - ÈXÙ
TINTUREIRA: - ÈXÙ
TIRIRICA (DANDÁ-DA-COSTA): - ÈXÙ
TRAVESCÂNIA ( BROTO DE FEIJÃO PRETO ): - NÀNÁ
TROMBETA: - OYA
UMBAÚBA: ÒGÚN, YEMONJA e XÀNGÓ
UMBU: - OXALÁ
URTIGA: - ÈXÙ
URUCUN: XÀNGÓ
VASSOURINHA DE RELÓGIO: - ÒXUN
VELAME: - OMOLÚ
VENCE DEMANDA: - ÒGÚN, XÀNGÓ e ÒÒXÀÀLÀ
UNHA DE VACA: - YEMONJA
VIUVINHA: - Pertenca a todas Yabá.
XIQUEXIQUE: - ÈXÙ e XÀNGÓ.
OBSERVAÇÃO: As folhas de OXOSI podem ser usadas para OXUN e as de OBALUAIE para NANA e vice-versa.
Vocabulário Yorùbá
Família:
Babá-nla = avó, patriarca.
Babassá = irmão gêmeo.
Aua-mete = tio.
Okorim = esposo, marido.
Yá-lé = mulher favorita.
Omâm omoborim = filho.
Babá = pai.
Bi-egun = viúva.
Okebiã = noivo.
Obirim = esposa, mulher.
Mô-obirim e obirim-mim = minha mulher.
Exi omobirim = filha.
Ya-nla = avó.
Muturi = viúva.
Yá = mãe.
Ikobassu = solteiro.
Oko-Okorim = homem.
Ô-madê = menino.
Tata-mete = primo.
Okuamuri = casado.

Vestuário
Axó = roupa.
Ubatá = sapato.
Abatá e batá = sapatos.
Filá = gorro, capuz de Obaluayê.
Akêtê = chapéu.
Ojá = fita, faixa.
Peké-pe'é = chapéu-de-sol.
Axó-dudu = roupa suja.
Abadê = toalha.

Cores:
Dudu = preto
Fin-fun, mandulé = embombo e puti-branco.
Obádo = verde.
Eivikei = vermelho.
Okâm = azul.
Mucumbe = roxo.
Kiobambo = amarelo.

Bebidas
Omim = água.
Otin-nibé = cerveja.
Otin-dudu = vinho tinto.
Otin-fum-fum = aguardente.
Oin = mel
Aluá = Brasil, refresco feito de rapadura com casca de abacaxi ou tamarindo.
Xeketé = milho e gengibre.
emeium = feito com epô.
furá = feito com diversas frutas.

Utensílios:
Ilê = casa.
Ajaké e Tapacê = mesa.
Jajá = esteira.
Egui = carvão.
Nlê = teto.
Anda = rede.
Tainguém = mesa.
Tânta-laiá = lâmpada, luz, clarão.
Jará = quarto.
Aputi = banco.
Ilê-ageun = cozinha.
Cumbaú = cama.
Idiôçu = cadeira.
Ajeké-neulune = fogão.
Teçu = candieiro de querosene.
Odu-ikekê = panela grande.
Itá = travessa, tigela de louça vidrada.
Obé-farÁ = faca tridente ou garfo tridente ou lança tridente.
Ikkô = panela.
Obé = faca.
Oberó = alguidar.
Obé-nuxo-inxó = faca de ponta.

Corpo Humano:
Ará = corpo.
Ory = cabeça.
Ipakó = nuca.
Etu = orelha.
Imum = nariz.
Iban = queixo.
Irun = cabelo.
Irun-ban = barba e bigode.
Efin = dente.
Eeté = lábios.
Apá = braço.
Qué = mão.
Esse e Alessé = pé.
Itankó = coxas.
Idi-cu = ânus.
Kitaba e Ebeu = vagina.
Éepã = testículo.
Ogungum = osso.
Enum = boca.
Erã e Ancê = carne.
Ejé = Sangue.
Euú e oju = olhos.
Okan = coração.
Eigiká = ombros.
Obó = nádegas.
Akô = macho.
Abam = fêmea.
Mulembu = dedo.
Rivenum = barriga.

Animais:
Abô e Oubikó = carneiro
Coquém e Sacuê = galinha d'angola.
Adié = galinha.
Uabaodié = galinha, galo.
Malu = boi.
Aban-malu = vaca.
Ifé e Olofu = gato.
Akokorô = galo.
Pekeié e Apepeié = pato.
Exie atabexi = cavalo.
Patapá = burro.
Ajaú e Adiaia = cachorro
Eran e Abô = carneiro.
Aledá e Ledé = porco.
Agutan = ovelha.
Euré = cabra.
Taleu-taleu = peru.
Ajapá e Logozé = cágado.
Adjiniju = elefante.
Ouê-êyá = rabo grande.
Koji = leão.
Zamba = elefante.
Xenimi e xenifidam = sapo.
Abô-agutam = ovelha.
Oguri = peixe.
Eiyele = pombo.
Alodé = periquito.
Ohá e Dudô = macaco.
YORUBA PORTUGUÊS

O Yoruba é um idioma freqüentemente falado no culto aos Orisa em todo Brasil. É um idioma pertencente ao grupo sudânico de línguas e maior parte de seu vocabulário é formado de palavras mono e polissilábicas analisáveis em seus elementos monossilábicos. Por esta razão, o eloqüente professor Fernandez Portugal Filho indica através de acentos como deve ser a correta fonética destas palavras que acabam coincidindo como as pertencentes ao mesmo grupo lingüístico isolado que o chinês, e reforça que este idioma é por necessidade uma língua tonal. Este vocabulário foi consultado do livro abaixo e tenho a autorização do professor em divulgar estes pequenos trechos desta sua importante e maravilhosa obra literária.
Fonte de consulta e pesquisa
"Guia Prático da Língua Yorùbá"
Professor Fernandez Portugal Filho
Madras Editora



::: A :::
A dúpé
Obrigado(a)
Ààbò
Metade
Àáké
Machado
Aará
Raio
Aará Òrun
Relâmpago
Àbúrò
Irmã Mais Nova
Adé
Coroa
Adie
Galinha
Adití
Surdo
Adúrà
Oração
Aféfé
Vento
Àfin
Palácio
Afóju
Cego
Àga
Cadeira
Àgbàdo
Milho
Agbára
Poder
Agbèdù
Estômago
Àgbon
Coco
Agemo
Camaleão
Àgo Lónan
Com Licença
Àgòtàn
Ovelha
Ahón
Lingua
Àiya
Peito
Àiyé
Mundo
Ajá
Cão
Àjapá
Tartaruga
Àjé
Bruxa
Àkàrà Jé
Acarajé
Àkùko
Galo
Alagba
Senhor
Alàyé
Explicação
Àlubósà
Cebola
Apá
Braço
Apeja
Pescador
Apère
Exemplo
Arailé
Parentes
Àríwá
Norte
Àso
Roupa
Axé
Assim Seja
Ata
Pimenta
Atégùn
Brisa
Àwa
Nós
Àwó
Cor
Àwo Ewé
Verde
Àwo Ojú Òrun
Azul
Àwo Pako
Marrom
Àwodi
Gavião
Àwon
Eles(as)
Àya
Esposa

::: B :::
Bàbá
Pai
Bàbá nlá
Vovô
Bàbálórìsà
Pai-de-Santo
Balùwè
Banheiro
Béèni
Sim
Berè
Perguntar
Bèré
Começar
Bèru
Medo
Bi
Nascer
Buburú
Maldoso
Buruku
Mau

::: D :::
Dáda
Beleza
Dàgbà
Crescer
Dáhùn
Responder
Dára
Bom

Chegar
Dìde
Levantar
Dígí
Espelho
Dín
Fritar
Dudu
Preto
Dúpé
Agradecer
Dúro
De Pé

::: E :::
E Káàárò
Bom-Dia
E Káàsán
Boa-Tarde
E Kále
Boa-Noite
Ebi
Fome
Ebí
Família
Èdò
Fígado
Eegun
Osso
Ègbé
Comunidade
Ègbón
Irmão Mais Velho
Ègé
Aipim
Egúngún
Espírito
Ehín
Dente
Èhin
Costas
Eiye
Pássaro
Eiyelé
Pombo
Eja
Peixe
Èjè
Sangue
Èjìká
Ombro
Ejò
Cobra
Èkáná
Unha
Eku
Rato
Èlédà
Criador
Elìkan
Ninguém
Èmi
Eu
Ènia
Ser Humano
Enu
Boca
Epo
Óleo
Epo Pupa
Azeite de Dendê
Eran
Carne
Eranko
Animal
Erè
Lama
Ére
Estátua
Erin
Elefante
Erú
Cinza
Erú
Escravo
Èsin
Religião
Eti
Ouvido
Èwà
Feijão
Ewé
Folha
Ewu
Perigo
Èwúre
Cabra
Eya
Tribo
Eyin
Vós
Eyin
Ovo

::: F :::

Raspar
Fàdákà
Prata
Fári
Raspar a Cabeça

Amar
Féran
Gostar
Fìlà
Chapéu

Quebrar

Lavar
Fún
Dar
Funfun
Branco

::: G :::
Gbìn
Plantar
Gbó
Ouvir
Gbogbo
Todos

Cortar
Gé Irun
Cortar o Cabelo
Gibá
Jogar
Gúgúrú
Pipoca

::: I :::
Ìbanújé
Tristeza
Ibéjì
Gêmeos
Ìbere
Origem
Ìbí
Nascimento
Ìbínu
Raiva
Idà
Espada
Ide
Pulceira
Ìdi
Nádega
Ìdódò
Umbigo
Ifá
Adivinhação
Ìfun
Intestino
Igbe
Grito
Ìgbín
Caracol
Ihò
Buraco
Ìjà
Briga
Ìjábà
Acidente
Ìjéta
Anteontem
Iji
Árvore
Ìka
Dedo
Ìkú
Morte
Ilá
Quiabo
Ìlà Òrùn
Leste
Ilé
Casa
Ilè
Terra
Ilé Okú
Cemitério
Ìlú
Cidade
Imú
Nariz
Inón
Fogo
Ìpàdé
Reunião
Ìrépo
Harmonia
Ìresì
Arroz
Irin
Ferro
Iró
Mentira
Irun
Cabelo
Ìsinkú
Enterro
Ìtàn
História
Ìwà
Respeito
Iwájú orí
Testa
Ìwé Ìrohin
Notícia do Jornal
Ìwo
Tu
Ìwo
Chifre
Ìwò Òrùn
Oeste
Ìyá
Mãe
Ìyá nlá
Vovó
Ìyálórìsà
Mãe-de-Santo
Iyo
Sal

::: J :::
Jáde
Sair
Je
Comer

Dançar
Jóko
Sentar
Júbà
Respeitar
Juwó
Acenar

::: K :::
Kàwé
Lêr
Kékeré
Pequeno

Aprender
Kò Tòpé
De Nada
Korin
Cantar

::: L :::
Labalábá
Borboleta
Lála
Sonhar
Lálé
De Noite
Láná
Ontem
Lo
Ir
Lóla
Amanhã
Lóní
Hoje
Lósàn
De Tarde

::: M :::
Malú
Vaca
Malú Ako
Boi

Conhecer
Mu
Beber

Pegar

::: N :::

Bater

Falar
Ni
Ter
Ni Àárò
De manhã
Nínú
Dentro
Nítorípè
Porque

::: O :::
Oba
Rei
Òbe
Faca
Obinrin
Mulher
Òbo
Vagina
Òbo
Macaco
Òbukó
Bode
Ode
Caçador
Odò
Rio
Odù
Destino
Odún
Ano
Òfurufú
Respirar, Ar, Espaço
Ògá
Chefe
Ògèdè
Banana
Ogun
Guerra
Ògún
Orixá da Guerra e Metais
Ohùn
Voz
Òjìji
Sombra
Òjò
Chuva
Ojó Ajé
Segunda-feira
Ojó Ìségun
Terça-feira
Ojó Rú
Quarta-feira
Ojó Bò
Quinta-feira
Ojó Etí
Sexta-feira
Ojó Àbáméta
Sábado
Ojó Àikú
Domingo
Ojú
Olho
Ojú Òrun
Céu
Okan
Coração
Òkè
Montanha
Oko
Esposo
Okó
Pênis
Òkú
Cadaver
Òkun
Mar
Okunlin
Homem
Òkúta
Pedra
Olódùmarè
Supremo
Olórun
Deus
Olùkó
Professor
Omi
Água
Omi Dúdú
Café
Omo
Filho
Omodé
Criança
Onje
Comida
Onje Àárò
Café da Manhã
Onje Alé
Jantar
Onje Òsán
Almoço
Oòrùn
Sol
Òpè
Palmeira
Òpolo
Sapo
Òrè
Amigo(a)
Orí
Cabeça
Orin
Cantiga
Orúko
Nome
Òrùn
Pescoço
Orúnkún
Joelho
Òsa
Lagoa
Osàn
Laranja
Òsè
Semana
Òsé
Sabão
Òsí
Esquerda
Osó
Bruxo
Osù
Mês
Òsupá
Lua
Otí Bìá
Cerveja
Òtún
Direita
Òun
Ele(a)
Owo
Não
Owó
Dinheiro
Oyin
Mel

::: P :::
Pa
Matar
Pàdé
Encontrar
Pákí
Mandioca
Pamó
Esconder
Paríwò
Barulho

Chamar
Pépéiye
Pato
Pupa
Vermelho
Púpò
Muito

::: R :::

Apodrecer
Rárá
Não
Rérìn
Rir

Ver
Rìn
Andar

Pensar
Rúbo
Sacrifício
Rúsúrúsú
Amarelo

::: S :::
Sáré
Correr

Cozinhar
Simi
Descansar
So
Amarrar
Sòrò
Falar
Sùn
Dormir
Sùrú
Paciência

::: T :::

Urinar
Tóbi
Grande
Tútù
Gelado

::: W :::
Wàrà
Leite

Banho

Vestir
Wolé
Entrar
Wúrà
Ouro

::: S :::
Correspondente a Letra "X"

Saju
Antes
Sirè
Diversão



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NOTA:
INTRODUÇÃO AO CONCEITO DE ODU IFÁ
Buzios e Ifá
De acordo com os mitos iorubanos, a adivinhação por meio de búzios foi introduzida pela deusa do rio Oxum. Ela aprendeu com Orunmila (Ifá) no tempo em que viveu com ele, apesar de alguns de seus devotos negarem isso. Numa das versões ela começou a jogar para alguns dos consultantes de Orunmila enquanto ele não estava em casa. Ao ficar sabendo disso ele mandou-a embora, motivo pelo qual ela não aprendeu integralmente a adivinhação de Ifá. Ha outros mitos que contam histórias diferentes.
O jogo de Ifá e o de búzios são distinguidos tanto pelos nomes quanto pelos adivinhos, que também diferem por sexo, pelo aparato usado, pelo numero de configurações envolvidas, pela escolha entre alternativas específicas, e pelas divindades que presidem.
Para os adivinhos de Ifá conhecidos por babaláwo e precisam ser homens, o jogo manipula dezesseis nozes de Kola nas mão do adivinho ou uma corrente divinatória comnhecida como Ifá.
No érìndílógún, os adivinhos são conhecidos como awo olorìsà podendo ser de ambos os sexos. O jogo manipula dezesseis bzios nos quais existem dezessete configurações permitindo-se escolher apenas entre duas altenativas específicas, e a divindade que preside o jogo é Òrìsà Olùfòn, conhecido também por Òrìsalá.
Há todavia uma série de similitudes. Tanto o babaláwo e o awo olorìsà são chamados de awo, ambos são herbalistas bem como adivinhos. Em ambos os sistemas as configurações são conhecidas por odù e os versos como ese.
Os nomes e as configurações assemelham-se. Os versos memorizados constituem o âmgo de ambos sistemas, e também são distintos de outros jogos de adivinhação conhecidos pelos iorubas, tal como os de quatro búzios, os de quatro nozes de kola (obi), os de quatro nozes de kola amarga ( orobô), os de olhar a sorte na água, o de expressar-se através do transe, as marcas na areia do Islã, o jogo de quatro correntes (agigba), sendo que esta ultima possui pequenos versos associados a ela.
Tanto no Ifá quanto nos búzios os versos contem as predições sagradas e os sacrifícios a serem realizados e o cliente escolhe o verso apropriado a seu caso. O propósito dessas adivinhações é a de determinar qual o sacrifício adequado para repelir o mal e assegurar as benção que foram preditas.
Em ambos os jogos de Ifa e de buzios alguns versos são similares.
Há no Brasil uma grande curiosidade das pessoas em conhecer o orixá de cabeça; quem é seu pai ou sua mãe. É compreensível. Creio, porém, que não devemos perder a dimensão de que é mais importante conhecer o odu pessoal que o orixá de cabeça. Vou tentar explicar a razão . Vamos ao primeiro passo.
Odu é uma espécie de signo que rege o nascimento de cada pessoa. A tradição iorubá aponta a existência de dezesseis signos principais, cujas combinações perfazem 256 odus. Cada um de nós é regido por um desses odus. Cada odu é composto de uma infinidade de poemas, relatando a história da criação e o papel que os orixás e uma série de outras espiritualidades exerceram nessa história primordial. O conjunto dos odus forma, então, o texto canônico sobre o qual se sustenta a tradição de Ifá.
Dentro dos odus estão os caminhos e as possibilidades que cada um de nós carregará para o resto das vidas. Nesse sentido, odu é o destino possível de cada um. Meu odu, por exemplo , contém as coisas que devo evitar, os eventos que podem colocar em risco a minha vida, as comidas que me fazem bem, as comidas que me fazem mal, minhas aptidões profissionais, minha relação com meus ancestrais, as folhas que me curam, as folhas que me matam, os ebós que me salvam, os orixás que me acompanham ... O que salva, no meu odu , pode matar, no odu de outra pessoa. Nenhum homem escapa ao seu odu. Vive os caminhos irê (positivos) ou ibi (negativos) , mas não escapa. Odu é o designo de Olorum, o deus maior.
Em cada odu, os poemas relatam as histórias dos orixás e de outros elementos encantados da natureza. Eu, por exemplo, sou filho de Ogum. No meu odu, Ogum não aparece como o guerreiro violento e conquistador. Ogum surge como o inventor do arado; agricultor e mestre ferreiro. A tendência é que a energia de Ogum se manifeste na minha vida dessa forma mais branda.
Tenho irmãos de Ifá filhos de Ogum que, entretanto, possuem odus onde os poemas que envolvem o orixá falam de violência e guerra. É assim que a energia de Ogum pode se manifestar para eles. Não se compreende a natureza do orixá de cabeça sem o conhecimento do odu e dos caminhos em que nele o orixá se apresenta. Para efeito de comparação, quem conhece apenas meu orixá sabe em que cidade eu moro. Já é muita coisa. Quem conhece meu odu pessoal, com seus caminhos, e sabe como a energia do meu orixá se manifesta nele, tem uma cópia da chave da minha casa.
Não se faz - ou não se deveria fazer - santo na cabeça de uma pessoa sem o conhecimento prévio do odu da mesma. Exemplifico. Digamos que o iaô que vai se iniciar seja filho de Xangô. Há um dos 256 odus - daqueles famosos, que todo babalaô conhece - em que Ifá revela que a energia de Xangô é forte demais para ser consagrada na cabeça de alguém. A simples menção do nome deste odu evoca os poderes do fogo. Imaginem raspar Xangô no ori de um noviço que seja desse signo. Não se raspa em nenhuma hipótese. Assim Ifá ensina, assim o sacerdote deve agir. Osa Irosun nos diz em um de seus versos : Só Orunmilá pode revelar o orixá de cabeça de cada pessoa e só Orunmilá pode determinar que orixá deve ser consagrado na cabeça de cada um. É por isso que conheço exemplos louváveis de grandes mães de santo que não fazem orixá na cabeça de ninguém sem antes consultar um babalô, para confirmar se os procedimentos litúrgicos adotados estão de acordo com as ordens do único orixá que pode estabelecer isso : Orunmilá.
Após essa rápida introdução, surge a dúvida : como se revela o odu de cada um ? A resposta envolve a realização de uma cerimônia de iniciação relativamente complexa.
Não se entende a amplitude da religião de Ifá sem uma compreensão do papel que nela representa o Imole Exu. Reconhecer a importância deste orixá é um passo fundamental para uma visão correta sobre o sistema religioso iorubá.
Diz Ifá que Olorum criou Exu a partir da Érupé (lama) e deu a ele o atributo de ser o grande Âgbá (ancestral). Sua função é a de dotar os seres de capacidade de movimento. Exu é a energia que está presente em tudo que existe. Dinamização, transformação e mobilidade são possibilidades inauguradas por esse orixá. A ausência de Exu é, portanto, a negação da vida.
Os iorubás acreditam que o homem tem a possibilidade de conhecer e alterar o seu destino. O conhecimento é revelado pelo oráculo de Ifá, sistema adivinhatório regido pelo orixá Orunmilá, que por determinação de Olodumare é o Eleripin (testemunha do destino) de todos os homens. A partir do conhecimento do destino, a alteração das coisas maléficas pode ser conseguida com a realização de ebós, oferendas e sacrifícios determinados por Orunmilá. A realização do ebó evoca energias dotadas de axé (força) suficiente para transformar o ona buruku (mau caminho) em ona rere (bom caminho).
Neste sistema, Exu é um personagem fundamental. Uma de suas atribuições é a de ser o fiscal de Olorum. É ele, portanto, que fiscaliza o babalaô, sacerdote que consulta o oráculo, para que este não minta ao consulente.
Exu é também o Elebó, senhor das oferendas. É sua função verificar se as oferendas estão sendo feitas conforme a determinação de Ifá e cabe a ele levá-las ao Orum para que sejam aceitas. Caso o ebó seja bem sucedido, Exu cumpre a determinação de trocar os maus caminhos pelos positivos. Se as oferendas não forem feitas conforme o estabelecido, Exu é aquele que, na qualidade de fiscal de Olorum, pune os responsáveis.
É Exu, portanto, que dinamiza um dos pilares fundamentais da religião dos orixás, a consulta oracular como caminho de transformação do destino de cada um. Sendo assim, fica claro que, para o iorubá, destino é sinônimo de possibilidades que se realizam ou não. O porvir, ao ser previamente conhecido, pode ser alterado.
Vale mencionar, e esse é um aspecto fundamental, que o ebó não se destina simplesmente a resolver problemas. Há percalços que são inevitáveis, e estão no odu que rege o nascimento de cada um. A função do ebó é , então , dotar a pessoa de axé para que os problemas possam ser enfrentados com maiores possibilidades de sucesso. O portador do axé é Exu.
É neste sentido que Exu costuma ser representado fumando cachimbo e tocando flauta. Ele fuma o cachimbo como quem absorve e ingere as oferendas, e toca a flauta como quem restitui o axé, a energia vital.
Outra representação famosa de Elegbara é a do falo ereto. O pau duro de Exu, que tanto chocou os pudicos missionários cristãos que foram à África no século XIX, nada mais é que o exemplo maior de dinamismo, movimento e vitalidade, atributos do senhor da transformação.
Foi provavelmente esta última imagem, um Exu teso e viril, que levou os europeus a vinculá-lo ao demônio judaico-cristão. Obcecados pelas noções de culpa e pecado, produziram em seus estudos uma visão que, pelo desejo de dominação, pelo medo, pela desonestidade e, sempre, pela ignorância, distorceu e comprometeu a compreensão do papel primordial desempenhado por Exu no sistema religioso iorubá. Recuperá-lo em sua dimensão legítima é, portanto, função de todos os que professam a religião que Orunmilá ensinou aos homens.
OS PRIMEIROS DEZESSEIS ODUS DEIFÁPARA INICIANTES NO ESTUDO DA ADIVINHAÇÃO DEIFÁPELO
AWO OLOWASINA KUTI EGBEIFÁOGUN TI ODE REMO
Introdução Em 1989 viajei para Ode Remo e fui abençoado com a iniciação na sociedade dos tradicionais adivinhadores, chamadaIfá. Na altura da minha primeira viagem a África, eu considerava-me algo como uma autoridade emIfáporque eu lia todos os livros que conseguia encontrar sobre este assunto em inglês. Como sou um produto da educação americana, eu falsamente assumia que como tinha lido muito numa área de conhecimento em particular, eu tinha muito conhecimento sobre o assunto. Fiquei chocado e humilhado no meu primeiro dia em Ode Remo. Depressa verifiquei que as crianças da vila sabiam mais sobreIfádo que o que vinha em todos os livros que eu já havia lido. Isto para mim significa que a idéia dos mais velhos foi a de testar a minha capacidade de avaliação e entendimento por mim próprio.
Alguns americanos vão a África, são iniciados, voltam para os Estados Unidos e assumem que a sua experiência ritual os torna “experts”, sábios sobre o assunto. É claro para mim que a primeira função da Iniciação emIfáé para receber a autorização para um estudo sério e conscencioso do ritual Yoruba tradicional. Estes estudos envolvem os mecanismos do sistema e o receber directrizes dos meus professores para o desenvolvimento do bom carácter.Ifáé uma tradição oral. Para mim é claro que o método de ensino usado numa tradição oral é para as crianças de 6 anos ensinarem as de quatro e as de oito ensinarem as de seis e assim por diante. AprenderIfánuma família tradicional Yoruba começa normalmente na idade de 7 anos. Apesar de na altura ter quarenta
anos, compreendi que a única maneira de começar a estudar seriamenteIfáera começar a apreender com as crianças. Na minha primeira viagem a Ode Remo a maior parte da minha instrução veio de um jovem Awo (adivinhador) chamado Wasu. Ele ensinou-me o protocolo apropriado, ele ensinou-me as cantigas e as rezas. Ele giou-me através do processo de desenvolvimento de um Yawô (noviço) e proporcionou-me o conhecimento de parte significativa da minha iniciação. Nessa altura Wasu tinha nove anos de idade. Na minha segunda viagem a África eu estava apto a convencer os adolescentes, aqueles que estavam agora a entrar na fase adulta de suas vidas, que eu era um estudante sério e dedicado. Eles arranjaram tempo para escrever alguma da informação elementar que os anciões exigem que os estudantes adultos memorizem.. este material tornou-se a base dos meus estudos quando eu estava longe dos meus professores, em minha casa nos Estados Unidos. A maior parte da informação que recebi dizia respeito ao estudo das rezas e invocações. Na minha terceira viagem, Awo Sina Kuti escreveu-me os primeiros dezasseis versos do OduIfá, texto usado na adivinhação. Os textos completos envolvem duzentos e cinquenta e seis versos de escrita sagrada que são a base para a próxima etapa que é a memorização dos mesmos e a sua transmissão oral. Baba Kuti foi generoso o suficiente para escrever os versos para que assim eu pudesse continuar os meus estudos quando voltasse para casa. Baba Kuti pediu-me para tornar este material acessível para os estudantes sérios deIfáaqui nos Estados Unidos. Alguns reclamaram de que este material era “secreto” e que não devia ser mostrado para aqueles que não são iniciados. Em Ode Remo as histórias, provérbios e a história sagrada encontrada em OduIfáé um conhecimento comum de toda a população, tal como as histórias da Bíblia são conhecidas na maior
parte das comunidades no mundo. O que é segredo é a maneira como estas histórias são usadas num ritual. A utilização destas histórias como parte de um ritual é limitada aqueles que sabem fazer um ritual, como resultado da sua iniciação emIfá. Eu disponibilizo o material que me foi entregue pelo Baba Kuti aos estudantes sérios deIfáque não têm acesso a professores em África, para que possam começar o processo de memorização, contemplação e análise dos Odu como uma fonte de inspiração e guia. Este material é geralmente aprendido com a idade de 14 anos. Segue-se um período de 10-15 anos para aprender e memorizar os restantes 240 versos. Incluí os nomes dos restantes versos na sequência em que eles são aprendidos em Ode Remo. Também incluí (entre parêntesis) o nome dos Odu tal como eles são chamados no dialecto de Ijebu, falado em Ode Remo. Tenho esperança que este material seja usado, estudado, reproduzido e discutido como base para um maior entendimento e apreciação de uma verdadeira maneira de ver a vida. Porque esta maneira de viver, esta filosofia de vida tem milhares de anos, é claramente do domínio público. Isto quer dizer que ninguém pode reclamar direitos sobre este material , tendo em vista que se o fizesse, atentaria contra a lei e estaria a tentar confiscar uma forma de vida tradicional e a cultura que nos ensina a partilhar o conhecimento do Espírito do Mundo. É minha esperança que os futuros estudantes deIfánão caiam no erro que eu cometi, acreditando que a vasta cultura deIfápode ser capturada pelos escritos e que comecem pelo verdadeiro processo de aprendizagem que só vem com o desenvolvimento de uma disciplina oral. Toda a vez que falei com um adivinhador (Awo) na Nigéria e fiz uma pergunta, a resposta à pergunta vinha sempre antecedida por uma citação da sabedoria deIfá, dos ancestrais. Este é o elemento chave no
processo de trazer a eterna verdade para o momento presente. A secção dos comentários serve para a interpretação dos versos. Não é uma parte do material que tradicionalmente seja memorizado. O material sugerido para fazer as oferendas pode ser modificado, dependendo das circunstâncias específicas da adivinhação. A chave para efectivamente fazer adivinhação, é a habilidade para ver claramente o objectivo e procurar soluções para alcançar o objectivo em todos os recursos disponíveis do adivinhador. Ase o. Awo Fa’lokun Fatunmbi I I I I I I I I ÈJIOGBÈ Não-há-lugar-na-Terra-onde-não-possa-encontrar-afelicidade, jogouIfápara Òdùnkún (Batata Doce) no dia em que ele partia para a Terra de Isu (inhame) e Agbàdó (cereal).Ifáaconselhou Òdùnkún a fazer ebo para a sua vida ser tão doce quanto Isu e Agbàdó. Isu e Agbàdó foram saboreados pelas gentes da Terra e eles não são tão doces quanto Òdùnkún. Foi nesse dia que Òdùnkún dançou e cantou dizendo que podia fazer o ebo novamente e repetir vezes sem conta.Ifáavisou: “Não há valor em repetir o ebo. Òdùnkún cantou e dançou em honra do Awo, enquanto o Awo louvavaIfáe enquantoIfálouvava Olodunmaré. Quando Òdùnkún começou a cantar, Èxú colocou-lhe uma canção na sua boca e Òdùnkún começou a cantar: Ayé Sènrén ti dun, o dun ju oyin lo. Ayé Sènrén ti dun, o dun ju oyin lo. Òrísà je aye mi o dun, Aláyun Gbáláyun. Òrísà je aye mi o dun, Aláyun Gbáláyun. A vida da Batata Doce é tão doce quanto o mel A vida da Batata Doce é tão doce quanto o mel
Imortais, deixem a minha vida ser doce, o Aláyun Gbáláyun Imortais, deixem a minha vida ser doce, o Aláyun Gbáláyun Comentário:Ifádiz que a pessoa está prestes a iniciar uma viagem.Ifádiz que há a benção de uma longa vida, abundância e descendência.Ifádiz que a estrela da pessoa brilhará sobre todos os que encontrar na sua caminhada.Ifádiz que a pessoa deve comer batatas doces como medicina para a boa sorte. Etutu (Oferenda) : 4 eiyelé (pombos), 4 akuko (galos), 1 epo (garrafa de dendê), 1 prato branco, 4 eko (acaçás), áàdùn (farofa de azeite), e muitas coisas doces (mel, açúcar, doces) e 25 nira (moedas), oferecendo tudo a Obàtálá e Ògún. Akogi–l’apa–amarrando–ele–próprio–com–corda lançouIfápara o Difamador em casa, o Difamador na rua e Òrúnmilà no dia em que todos disseram para fazer ebo dentro de casa e fora de casa, na rua. O Difamador dentro de casa e o Difamador na rua recusaram-se a fazer o ebo. Òrúnmilà fez o ebo e saiu vitorioso sobre os seus inimigos dentro de sua casa e sobre os inimigos fora de casa. Òrùnmilà ficou muito feliz e começou a cantar e a dançar em louvor ao Awo, enquanto o Awo louvavaIfá, enquantoIfálouvava Olodumare. Quando Òrùnmilà começou a cantar, Èxú colocou-lhe uma canção na boca. Òrùnmilà cantou: Elénìní Ilé, Elénìní òde o. Elénìní Ilé, Elénìní òde o. Kini mo ra lowo yin. Elénìní Ilé, Elénìní òde o. Difamador em casa, Difamador na rua. Difamador em casa, Difamador na rua. O que eu comprei de vocês? Difamador em casa, Difamador na rua. Comentário:Ifádiz que os Imortais insistem na justiça.Ifádiz que esta pessoa irá receber a benção da abundância.Ifá
diz que há muita gente a difamar esta pessoa, tanto em casa como mo trabalho.Ifádiz que esta pessoa ascenderá sobre seus inimigos.Ifádiz que esta pessoa deverá dedicar-se aIfá. Etutu (Oferenda): 3 eiyelé (pombos), 1 epo (garrafa de dendê), 3 eko (acaçás), 16 nira (moedas), e oferecer tudo a Obàtálá e Ogun. Éèwò (tabu, Interdições) : nozes moídas, cogumelos e roupas pretas. II II II II II II II II ÒYEKÚ MÉJÌ Alegria-recebida-em-casa-não-é-tão-forte-quantoalegria-recebida-na-quinta, jogouIfápara Onikabidun no dia em que Onikabidum queria aumentar a sua alegria.Ifáaconselhou Onikabidun para receber 5 enxadas tratadas com medicina deIfá. Onikabidun levou as enxadas para sua casa. As pessoas da casa levaram as enxadas para a quinta, e as pessoas da quinta levaram as suas enxadas para a sua casa. Ambos os grupos se encontraram na estrada entre a casa e a quinta. As pessoas da quinta disseram que as suas enxadas foram usadas para escavar riquezas. As pessoas da casa disseram que as suas enxadas foram usadas para sepultar tristezas. Onikabidun estava muito feliz, ele começou a cantar e a dançar em honra do Awo, enquanto o Awo louvavaIfá, enquantoIfálouvava Olodunmare. Quando Onikabidun começou a cantar, Èxú colocou-lhe palavras na boca. Assim canta Onikabidun: Ìyòyò ke wa yo fun mi o. Ìyòyò ke wa yo fun mi o. A mi yò nilé, a mi yo lájò. Ìyòyò Aye e, Ìyòyò. Júbilo, deixe as pessoas virem até mim com alegria. Júbilo, deixe as pessoas virem até mim com alegria.
Alegria em casa, alegria na quinta. Júbilo, deixe as pessoas virem até mim com alegria. Comentário:Ifádiz que a pessoa receberá a benção da alegria.Ifádiz que qualquer que seja a alegria na vida desta pessoa, ela será redobrada.Ifádiz que a benção da alegria inclui abundância e crianças.Ifádiz que as coisas não correrão bem na vida desta pessoa enquanto não fizer ebo.Ifádiz que a vida desta pessoa anda em zig zag entre a boa e a má sorte.Ifádiz que esta pessoa tem problemas em aceitar a alegria na sua vida e a sua atitude deve mudar. Etutu (Oferenda): 4 eiyelè (pombos), 4 abo adìe (galinhas), 1 eku (rato), 1 Eja aro (peixe-gato preto), 1 epo (óleo de dendê), 1 prato branco, dinheiro (tal como for determinado pelo Awo), e oferecer tudo aos Ibeji. O Awo deverá marcar este odu com iyerosun em 5 enxadas para serem guardadas dentro de casa e noutras 5 para serem mantidas fora de casa. Minha-mão-direita-Oye-minha-mão-esquerda-Oyedois-Oyes-tornam-se-verdade-em-frente-da-tina jogouIfápara Ape com Cabeça-de-dendê e Alagoro Opero no dia em que Ape não queria perder tudo o que possuía.Ifáaconselhou Ape a fazer ebo. Ape fez ebo no dia em que ele guardou as coisas que lhe pertenciam. Desde esse dia, quando Ape volteia junto às árvores com o filho ao colo, a criança não cai. Ape está muito feliz, ele começou a cantar e a dançar em louvor do Awo, enquanto o Awo louvavaIfá, enquantoIfálouvava Olodumaré. Quando Ape começou a cantar, Èxú colocou-lhe palavras na boca. Ape cantou: Mo ru iyán, mo ru iyán o. Ilè edun pa pòjù. Ilè edun pa pòjù Mo ru iyán, mo ru iyán o. Ilè edun pa pòjù. Eu ofereci arráteis de inhame. A casa não tem infortúnio. Eu ofereci arráteis de inhame. A casa não tem infortúnio.
Comentário :Ifádiz que a pessoa deve fazer ebo para assegurar que não perderá o que ganhou até agora.Ifádiz que oferendas de adimu (comida) com úm arrátel de inhame devem ser dadas ao seu Òrisà.Ifádiz que a pessoa deve “vestir” o assentamento do seu Òrisá pessoal.Ifádiz que orações devem ser ofertadas para afastar uma inesperada morte ou infortúnio.Ifádiz que a pessoa tem lutado muito e que receberá a benção da paz. Etutu (Oferenda): 5 eiyelè (pombos), 4 abo adìe (galinhas), 1 prato branco, 1 epo (óleo de palma), iyan (inhame pilado), dinheiro (em quantidade estabelecida pelo Awo), e oferecer aos Ibeji. Éèwò (tabu, Interdições) : ratos cinzentos, não cobrir a cabeça com folhas quando chove. II II I I I I II II ÌWÒRI MÉJÌ O-almofariz-que-usamos-para-pilar-inhame-não-éusado-para-esburacar-o-velho-e-usado-vaso-tapadodurante-meses jogouIfápara Olu no dia em que ele queria ir para Ilé Olókun (casa do Deus do Oceano) e a Ilé Olosa (casa da Deusa da Lagoa).Ifáaconselhou a fazer ebo para a viagem ser abençoada pelos Deuses. Olu fez o ebo. Chegou à casa de Olókun e ganhou 3 vezes no jogo ayo (jogo de azar). Olókun tinha prometido que daria metade da sua fortuna a quem o vencesse a jogar ayo. Olu foi a casa de Olosa e ganhou-lhe 3 vezes ao jogo ayo. Olosa tinha prometido que daria metade da sua riqueza a quem a ganhasse a jogar ayo. Isto foi no dia em que Olu recebeu a benção da abundância. Olu cantou e dançou em honra do Awo, enquanto o Awo louvavaIfá, enquantoIfálouvava Olodunmare. Quando Olu começou a cantar, Èxú pôs-lhe na boca uma canção. Olu cantou:
Mo bolu t’ayo mo kan re o. Mo bolu t’ayo mo kan re o. Mo bolu t’ayo lóyìnbó o. Mo bolu t’ayo mo kan re o, o, o, o. Eu joguei ayo com Olu, eu recebi a benção. Eu joguei ayo com Olu, eu recebi a benção. Eu joguei ayo com Olu na casa do estrangeiro. Eu joguei ayo com Olu, recebi a benção. Comentário:Ifádiz que a pessoa deve fazer ebo a pedir a benção que necessita.Ifádiz que a pessoa deve ter prática em jogos de azar.Ifádiz que a pessoa deve oferecer um carneiro ao seu Eleda.Ifádiz que a pessoa encontrará a boa sorte pela mão de um estranho. Etutu (Oferenda): 1 eiyelè (pombo), 1 abo adìe (galinhas), 1 prato branco, eko (acaçás) e dinheiro (em quantidade a ser determinada pelo Awo), e oferecer tudo a Obàtálá. O-que-tu-gostas-eu-não-gosto-qual-ficará-entre-nós jogouIfápara Onimuti Iwori, filhos daqueles que montam cavalos com arrogância em frente de Olu no dia em que iam começar a ser tratadas como se estivessem mortas.Ifáaconselhou as crianças a fazerem ebo. As crianças fizeram o ebo. O adivinho disse que a imagem da pessoa morta nunca foi sepultada. A partir desse dia as crianças souberam que estavam entre os vivos. Comentário :Ifádiz que a pessoa deve fazer ebo para precaver-se da morte e da doença.Ifádiz que esta pessoa deve fazer ebo de modo a que o mundo não o trate como se estivesse morto ou moribundo.Ifádiz que a pessoa deve receber 2 imagens de Ibeji, uma imagem feminina e outra masculina, para colocar no seu oratório pessoal.Ifádiz que os Ìbeji dar-lhe-ão protecção contra os inimigos, morte e doença. Etutu (Oferenda): 4 eiyelè (pombos), 4 abo adìe (galinhas), 1 prato branco, eko (acaçás), eku
(pequeno rato), 1 epo (óleo de dendê) e 50 nira (moedas) e oferecer tudo a Ìbeji e Obàtálá. Éèwò (tabu, Interdições) : cão e òri (fruta). I I II II II II I I IDÍ MÉJÌ Os-dois-apoios-que-uso-para-me-sentar-sãoconfortáveis jogouIfápara Onibode Ejiejiemogun no dia em que Onibode Ejiemogun queria ser agraciado com a boa sorte várias vezes ao dia.Ifáaconselhou Onibode Ejiejiemogun a fazer um ebo para que a boa sorte não passasse a seu lado. Onibode Ejiejiemogun fez o ebo. A partir desse dia a boa sorte passou a visitar Onibode Ejiejiemogun várias vezes ao dia. Comentário :Ifádiz que a pessoa receberá benções se o ebo for feito.Ifádiz que esta pessoa acredita que a boa sorte lhe passou ao lado.Ifádiz que quando, no passado, a boa sorte veio até esta pessoa, escapou-se-lhe entre os dedos.Ifádiz que esta pessoa continua optimista sobre o futuro e que deve oferecer orações ao Òrisà pedindo que o ajude a alcançar os seus sonhos.Ifádiz que as constantes orações transformarão os sonhos desta pessoa em realidade. Etutu (Oferenda): 4 eiyelè (pombos), todas as comidas (oferenda de comidas secas), 4 eko (acaçás), 1 epo (óleo de dendê), 1 prato branco e 40 nira (moedas) e oferecer tudo a Èxú. Eetalewa-com-gbagdegbagada-olhos jogouIfápara Òrunmilá no dia em que Òrunmilá carregava o peso dos seus problemas até aos três lugares de reunião da morte. Ele era o pato a quem chamamos sojiji e o peso dos seus problemas estava sendo carregado para os três lugares de reunião da morte.Ifáaconselhou Òrunmilá a fazer ebo para a morte, doença e toneladas de problemas não o cumprimentassem nos três lugares de reunião da morte. Òrunmilá fez o ebo e
passou sem problemas nos três lugares de reunião da morte com os seus problemas. Ambos fizeram a viagem desarmados. Òrunmilá começou a cantar e a dançar em elogio ao Awo, enquanto o Awo louvavaIfá, enquantoIfálouvava Olodumare. Comentário :Ifádiz que a pessoa deve fazer ebo para que as pedras jogadas pela morte e doença não o alcancem. Etutu (Oferenda): 3 Ako okuta (pedras duras), 3 eiyelè (pombos), 1 eko (acaçá), 1 àgbo (carneira), 1 prato branco e dinheiro em quantia determinada pelo Awo, oferecendo tudo a Èxú. Éèwò (tabu, Interdições) : Se um inhame se partir quando for removido do seu recipiente, não deve ser comido. Não escavar buracos perto da entrada da cidade.
I I II II I I II II
ÌROSÙN MÉJÌ
Sua-boca-sua-boca jogouIfápara Apeni no dia em que ele foi ameaçado pelas bocas do mundo.Ifáaconselhou Apeni a fazer ebo para evitar a morte e a destruição provocadas pelas bocas do mundo. Apeni fez o ebo. Apeni foi protegido da morte e da destruição causadas pelas bocas do mundo. Apeni cantava e dançava e louvava o Awo, enquanto o Awo louvavaIfá, enquantoIfálouvava Olodumare. Quando Apeni começou a cantar, Èxú pôs uma canção em sua boca. Apeni cantou: Enu won, enu won è le pa Àpéni. Enu won, enu won è le pa Àpéni. Sua boca, sua boca não pode matar Apeni. Sua boca, sua boca, não pode matar Apeni. Comentário:Ifádiz que esta pessoa deve fazer ebo para ser protegido dos seus inimigos.Ifádiz que as oferendas devem ser feitas à família Egungun. Etutu (oferenda): 4 eiyelé (pombos), 4 abo adie (galinhas), 1 epo (óleo de dendê), akara (acarajés), moin-moin (bolas de farinha) e 16 nira (moedas), e oferecer tudo a Ori e Egungun. Porogun-de-Igbodu-com-a-base-de-madeira jogouIfápara Okansusu Irosu no dia em que Okansusu Irosu fez a viagem de casa dos ancestrais para a casa das gentes da terra.Ifáaconselhou Okansusu Irosu a fazer ebo e que quando Okansusu Irosu moesse inhame ele veria a criança a comê-lo, quando Okansusu Irosu preparasse sopa, ele veria a criança a comê-la. Okansusu Irosu fez o ebo e viu a criança a comer tudo o que ele cozinhava. Okansusu Irosu começou a cantar e dançar em honra do Awo, enquanto o Awo louvavaIfá, enquantoIfálouvava
Olodunmaré. Assim que Okansusu Irosu começou a cantar, Èxú colocou uma canção na sua boca. Okansusu Irosu cantou assim: Baba ma je nikan jé, iyán ti mo gún. Baba ma je nikan jé, Obè ti mo se. Baba ma je nikan jé. Pai, não me deixes comer sozinho, os inhames que eu preparei. Pai, não me deixes comer sozinho, a sopa que eu preparei. Pai, não me deixes comer soxinho. Comentário:Ifádiz que a pessoa ou alguém perto dela procura engravidar.Ifádiz que fazendo o ebo ele trará a benção de filhos. Etutu (Oferenda): iyan (inhame pilado), eba (sopa), coisas doces, 1 eiyelé (pombo), 1 abo adie (galinha), 1 prato branco, 1 epo (óleode dendê) e 35 nira (moedas). Oferecer a Ori e a Egungun. Éèwò (tabu, Interdições) : Cobra, roupa vermelha. II II II II I I I I ÒWÓNRÍN MÉJÌ (OHENREN MÉJÌ) Ladrão-mas-não-o-ladrão-que-fez-o-awo-levar-nossas-coisas-na-nossa-presença jogouIfápara a Folhagem Owon no dia em que ela queria ter o poder de um chefe do mar.ifáaconselhou a Folhagem Owon a fazer um ebo para assim poder receber a benção da fama. A Folhagem Owon fez o ebo e tornou-se um chefe. A Folhagem Owon começou a cantar e a dançar em honra do Awo, enquanto o Awo louvavaIfá, enquantoIfálouvava Olodunmaré. Quando a Folhagem Owon começou a cantar, Èxú colocou-lhe uma canção na boca. Folhagem Owon cantou assim: Owon mì jó, Owon mì yò. Owon ti mú ota oye b’odò. Owon mì jó, Owon mì yò. Owon dança de dia, Owon canta de dia. Owon ficou com o poder de um chefe do mar. Owon dança de dia, Owon canta de dia. Comentário:Ifádiz que a pessoa deve fazer ebo para que possa receber um importante título ou posição.Ifádiz que a pessoa tem a cabeça de um líder.Ifádiz que a pessoa deve assumir a posição de responsabilidade dentro da sua família.Ifádiz que a pessoa pode ajudar um familiar a resolver um problema. Etutu (Oferenda): 6 eiyelé (pombos), 6 abo adie (galinhas), 6 eku (ratos pequenos), 6 eja aro (peixe-gato preto), 1 prato branco e 25 nira (moedas), e oferecer a Obàtálá e Èxú. É-a-grande-árvore-que-tem-um-sino-de-latão-escuro-que-debaixo-da-pequenapalmeira-soltou-insultos-dizendo-que-ninguém-devia-puxar-a-cabaçagradualmente-para-além-deles quem jogouIfápara Ologbo Jigolo (gato preguiçoso), no dia em que Ologbo Jigolo se encontrou atacado por aqueles que atiram pedras.Ifáaconselhou Ologbo Jigolo a fazer ebo. Ologbo Jigolo fez o ebo. A partir desse dia Ologbo Jigolo viajou sem preocupações. Ologbo Jigolo começou a dançar e a cantar em honra do Awo, enquanto o Awo louvavaIfá, enquantoIfálouvava Olodunmaré. Quando Ologbo Jigolo começou a cantar, Èxú colocou-lhe uma canção na boca. Ologbo Jigolo cantou: Òlógbò dúdú esse, gòòlò ma se lo, gòòlò ma se bo. Gato preto, preguiçoso eu irei, preguiçoso eu voltarei.
Comentário:Ifádiz que se esta pessoa está planeando viajar ela deverá fazer ebo para se prevenir contra as pedradas, os problemas.Ifádiz que depois de fazer o ebo esta pessoa deverá usar ervas Eyonu pata atrair coisas boas enquanto viajar. Etutu (Oferenda): 10 okete (ratazanas), 1 epo (óleo de dendê), 1 prato branco e 50 nira (moedas), oferecer a Obàtálá e a Èxú. I I II II II II II II ÒBÀRÀ MÉJÌ Lavando-a-mão-direita-com-a-mão-esquerda-e-lavando-a-mão-esquerda-com-amão-direita jogouIfápara Awun (madeira branca) no dia em que ele queria ter a sua cabeça limpa.Ifáaconselhou Awun a fazer ebo. Awun fez o ebo. Isto foi no dia em que Awun recebeu uma cabeça boa. Awun cantou e dançou em honra do Awo, enquanto o Awo louvavaIfá, enquantoIfálouvava Olodunmaré. Quando Awun começou a cantar, Èxú colocou-lhe uma cançao na sua boca. Awun cantou: Awún de na, Awún dèrò. Orí ire l’Awún nwe. Awún de na, Awún dèrò. Orí ire l’Awún nwe. Awun chegou, Awun desembaraçou-se. É a boa sorte que Awun usa no banho. Awun chegou, Awun desembaraçou-se. É a boa sorte que Awun usa no banho. Comentário:Ifádiz que a pessoa deve ter a sua cabeça limpa para que a mão do Awo possa livrá-la da carga.Ifádiz que a pessoa deve adorarIfápara que a sua carga possa continuar aliviada. Etutu (Oferenda): 4 eiyelé (pombos), 4 abo adie (galinhas), 1 epo (óleo de dendê), 6 iyan funfun (inhame branco), 6 eko (acaçás) e 50 nira (moedas), e oferecer a Èxú. Abarere Awo Odán jogouIfápara Odán no dia em que ele se preparava para se reestabelecer.Ifáaconselhou Odán a fazer ebo para que a área tivesse sombra. Odán fez o ebo. A área começou a ter sombra. Odán começou a cantar e a dançar em honra do Awo, enquanto o Awo louvavaIfá, enquantoIfálouvava Olodunmaré. Quando Odán começou a cantar, Èxú colocou-lhe uma canção na boca. Odán cantou: Odán nbi, Odán ti múlè Ibùdó o. Odán nbi, Odán ti múlè Ibùdó o. Odán nasceu, Odán sobreviveu, Odán estabeleceu-se. Odán nasceu, Odán sobreviveu, Odán estabeleceu-se. Comentário:Ifádiz que é uma boa altura para esta pessoa começar um novo projecto.Ifádiz que esta pessoa quer movimentar-se na altura certa.Ifádiz que esta pessoa está prestes a entrar numa relação e que esta relação será boa.Ifádiz que esta pessoa receberá a benção da abundância e a benção de um bom relacionamento. Eturu (Oferenda): 4 eiyelé (pombos), 4 abo adie (galinhas), 1 epo (óleo de dendÊ), 1 prato branco, 4 eko (acaçás) e 100 nira (moedas), e oferecer a Èxú. Éèwò (tabu, Interdições) : Caçar pássaros pequenos. II II II II II II I I ÒKÀNRÀN MÉJÌ
A-madeira-dura-da-floresta-usada-para-fazer-Osunsun-não-dá-sumo-enquanto-aárvore-usada-para-fazer-Atori-faz-desenhos-de-sangue jogouIfápara Sakoto no dia em que ele viajava para a cidade de Owa.Ifáaconselhou Sakoto a fazer ebo. Sakoto fez o ebo. Quando Sakoto viajava a caminho de Owa encontrou Èxú e deulhe um acaçá. Èxú agarrou no acaçá e transformou-se numa mulher. Èxú transformado numa mulher perguntou a Sakoto o que lhe poderia dar. Sakoto deu à mulher um acaçá. Èxú agarrou no acaçá e transformou-se numa criança pequena. Èxú transformado numa criança pequena perguntou a Sakoto o que é que ele lhe daria. Sakoto deu-lhe um acaçá. Na viagem Sakoto deu 3 acaçás. Èxú perguntou a Sakoto para onde ele ia. Sakoto disse que estava viajando para Owa. Èxú disse a Sakoto que as gentes de Owa sofriam há muito tempo de uma longa seca. Èxú apontou um caminho para o ado (pequena cabaça usada para transportar medicamentos) e disse a Sakoto para ir até lá. Èxú disse que alguém no ado lhe diria: “arranca-me” e os outros ficariam em silêncio. Sakoto foi instruído a apanhar um dos ado enquanto o resto ficaria em silêncio e que devia cortá-lo por cima. Èxú disse a Sakoto que quando se aproximasse da entrada de Owa ele deveria colocar o ado em cima da cabeça e anunciar que trazia chuva. Sakoto fez tal como lhe tinham dito e entrou na cidade dizendo: “Povo de Owa, eu trago chuva.” Imediatamente começou a chover. No dia seguinte o Oba de Owa mandou o mensageiro dozer ao seu povo que queria encontrar-se com o estrangeiro que tinha dito que trazia a chuva. Sakoto foi levado à presença do Oba e o Oba dividiu toda a sua riqueza e pertences, dando metade a Sakoto. Foi no dia em que Sakoto recebeu as bençãos que tinha pedido. Sakoto começou a cantar e dançar em honra do Awo, enquanto o Awo louvavaIfá, enquantoIfálouvava Olodunmaré. Quando Sakoto começou a cantar, Èxú colocou-lhe uma canção na boca. Sakoto cantou: Sàkòtò mo léwà, awo ire dun bo n’ife. Sàkòtò mo léwà, awo ire dun bo n’ife. Sakoto é belo, boa adivinhação é doce de louvar. Sakoto é belo, boa adivinhação é doce de louvar. Comentário:Ifádiz que a pessoa vai partir em viagem.Ifádiz que a pessoa deve fazer ebo para que a viagem lhe traga fama e abundância.Ifádiz que quando a pessoa chegar ao seu destino será capaz de resolver um problema, o que lhe trará boa sorte.Ifádiz que a pessoa deve oferecer acaçás a Èxú antes de viajar.Ifádiz que quando esta pessoa chegar ao seu destino receberá muitos benefícios. Etutu (Oferenda) : 4 eiyelé (pombos), 4 adie (galos), 1 epo (óleo de dendê), 1 prato branco, 4 eko (acaçás) e 20 nira (moedas), e oferecer a Ògún e Èxú. Há-vários-caminhos-para-encontrar-a-terra-dos-ancestrais jogouIfápara Igbegbe (rato) no dia em que iam vender ratos no mercado.Ifáaconselhou Igbegbe a fazer ebo para poder ver as coisas claramente. Igbegbe fez o ebo e ficou com uma visão clara. Comentário:Ifádiz que esta pessoa não está vendo as coisas claramente.Ifádiz que esta pessoa deve fazer ebo para se afastar da confusão. Etutu (Oferenda) : 2 4 eiyelé (pombos), 3 adie (galos), 1 epo (óleo de dendê), mariwo (pó de folhas de palmeira), 1 prato branco e 25 nira (moedas), e oferecer a Ògún e Èxú. I I I I I I II II ÒGÚNDÁ MÉJÌ
Pó-de-folhas-de-palmeira jogouIfápara o Tigre no dia em que o Tigre ia caçar.Ifáaconselhou o Tigre a fazer ebo para ele recolher os frutos dos seus esforços. O Tigre estava relutante em fazer o ebo. O Tigre foi à caça e capturou um veado que colocou debaixo de uma palmeira. Quando estava prestes a comer o veado, pó das folhas de palmeira caíram da árvore e tornaram o veado sagrado. O Tigre continuou a caçada e capturou um antílope que colocou perto de um formigueiro. Quando ele ia comer o antílope, ficou coberto de formigas. O Tigre voltou ao Awo e perguntou o que deveria ser feito para recolher os frutos dos seus esforços.Ifáaconselhou o Tigre a fazer ebo. O Tigre fez o ebo. A partir desse dia, o Tigre come toda a presa que captura na sua caçada. Comentário:Ifádiz que esta pessoa deve fazer ebo para recolher os frutos do seu trabalho. Etutu (Oferenda) : 4 eiyelé (pombos), 4 adie (galos), 1 pedaço de couro, 1 epo (óleo de dendê), 1 prato branco, e 55 nira (moedas), e oferecer a Ògún eIfá. Eluku-não-tem-Oro-e-não-tem-sino-de-metal jogouIfápara o povo de IdenaMagbon no dia em que toda a cidade foi suplicar por boa sorte.Ifáaconselhou o povo de Idena-Magbon a fazer ebo para que eles pudessem obter boa sorte e assim colocar um fim ao seu desespero. O povo de Idena-Magbon fez o ebo. Isto foi no dia em que o povo de Idena-Magbon recebeu a benção da boa sorte. Comentário:Ifádiz que a pessoa deve fazer ebo para se assegurar que a boa sorte vem aos seus caminhos.Ifádiz que muitas bençãos estão próximas mas há o risco de serem perdidas se o ebo não for feito. Etutu (Oferenda) : 2 agogo (sinos de metal), 2 eiyelé (pombos), 2 adie (galos), 2 Osunsun (varetas usadas para tocar os agogos) e dinheiro na quantia determinada pelo Awo. Os agogo serão marcados com iyerosun. Um agogo é para o awo e o outro é para a pessoa que recebeu este Odu. Éèwò (tabu, Interdições) : Carregar dinheiro numa bolsa ou carteira abençoada para protecção. II II I I I I I I ÒSÁ MÉJÌ A-roda-dianteira-carrega-o-dinheiro-enquanto-a-roda-traseira-carrega-grãosenquanto-Ògèdègédé-se-mantiver-a-brilhar-no-alto-do-rio jogouIfápara Òrúnmilà no dia em que ele se preparava para ir para lugares longínquos.Ifáaconselhou Òrúnmilà a fazer ebo antes de começar a viagem. Òrúnmilà fez o ebo. Òrúnmilà ofereceu cachaça a todos os que viajavam com ele. Quando terminaram de beber, olharam-se uns aos outrose disseram que o homem a quem quiseram prejudicar lhes tinha oferecido bebida. Disseram todos que já não queriam prejudicar Òrúnmilà. Desde esse dia Òrúnmilà nunca mais foi prejudicado. Comentário:Ifádiz que esta pessoa vai trabalhar para o estrangeiro e que deve ir em frente e aceitar o trabalho.Ifádiz que esta pessoa deve viajar até à lagoa onde haverá uma brisa (isto é uma referência a um tipo de rompimento numa iniciação).Ifádiz que esta pessoa tem muitos inimigos.Ifádiz que se esta pessoa fizer ebo os seus inimigos dar-lhe-ão uma chance no seu coração.Ifádiz que esta pessoa deve oferecer 2 garrafas de cachaça, uma deve ser dada aos seus inimigos e a outra deve ser dada ao Awo.Ifádiz que antes de dar o cachaça aos seus inimigos, esta pessoa deve tomar uma bebida da garrafa na presença deles.
Etutu (Oferenda) : 4 eiyelé (pombos), 4 adie (galos), 1 epo (óleo de dendÊ), 4 sacos de farofa, 1 prato branco, 2 oti (garrafas de cachaça ou aguardente) e 100 nira (moedas), oferecer tudo a Iyáàmi. Enquanto-fazemos-tudo-bem-ninguém-diz-nada-quando-nos-enganamos-as-máspessoas-começam-logo-a-falar foi quem jogouIfápara Ejipabileseigi no dia em que ele procurava fama e fortuna.Ifáaconselhou Ejipabileseigi a fazer ebo. Ejipabileseigi fez o ebo. A partir desse dia Ejipabileseigi foi conhecido como um grande homem. Comentário:Ifádiz que a pessoa deve fazer um ebo em nome dos ancestrais.Ifádiz que se a pessoa fizer o ebo não perderá o que já tem.Ifádiz que esta pessoa ajudou muitas outras e que algumas não apreciaram a ajuda.Ifádiz que a pessoa deve ignorar aqueles que não apreciam o seu trabalho e continuar a fazer boas coisas no mundo.Ifádiz que o bom trabalho em breve lhe trará boa fortuna. Etutu (Oferenda) : 4 eiyelé (pombos), 4 adie (galos), obi (noz de kola), orogbo (kola amarga), 1 prato branco, 1 epo (óleo de dendê) e 25 nira (moedas). Éèwò (tabu, Interdições) : Comer sopa directamente da panela. II II I I II II II II
ÌKÁ MÉJÌ
O-pássaro-voa-no-céu-enquanto-o-desconhecido-viaja-no-mar-enquanto-o-cãovem-buscar-seu-nome foi quem jogouIfápara Erelu do Mar, o filho do barco do mar, o santuário no alto do mar, no dia em que ele procurava por abundância.Ifáaconselhou Erelu do Mar a fazer ebo. Erelu do Mar fez o ebo. A partir desse dia Erelu do Mar recebeu todas as bençãos que pediu. Erelu do Mar começou a cantar e a dançar em honra do Awo, enquanto o Awo louvavaIfá, enquantoIfálouvava Olodunmaré. Quando Erelu do Mar começou a cantar, Èxú colocou-lhe uma canção na boca. Erelu do Mar cantou assim: Okò mi sí, okò mi gbò. Okò mi sí, okò mi gbò. Èbuté ire 1 oko mi lo. Èbuté ire 1 oko mi lo. O barco do mar vem, barco do mar agitado. O barco do mar vem, barco do mar agitado. É um mar bom onde o barco navega. É um mar bom onde o barco navega. Comentário:Ifádiz que a pessoa deve fazer ebo se vai partir numa viagem.Ifádiz que a pessoa deve fazer ebo se ela ganha a vida com um barco.Ifádiz que a pessoa ficará rica se trabalha com um estranho. Etutu (Oferenda) : 1 prato branco, 1 pequeno barco de madeira (para colocar no prato branco), ògedè wéère (banana), eyin (ovo), 1 epo (óleo de dendê), 1 adie (galo) e dinheiro a ser determinado pelo Awo. Oferecer a Èxú. Tu-és-mau-eu-sou-mau jogouIfápara Agbadu (cobra) que era maciona barriga, no dia em que Agbadu ia ser coroado chefe.Ifáaconselhou Agbadu a fazer ebo. Agbadu recusou-se a fazer o ebo. A partir desse dia, sempre que alguém vê Agbadu, foge. Comentário:Ifádiz que a pessoa passa por um período difícil no seu relacionamento.Ifádiz que se a pessoa é casada, está a ter problemas no seu casamento.Ifádiz que esta pessoa está demasiado ansiosa e que isso proporciona as condições para que
os seus problemas aumentem.Ifádiz que há pessoas que a querem ajudar mas que ela as afasta do seu caminho.Ifádiz que a pessoa precisa de coragem. Etutu (Oferenda) : 1 ori agbadu (cabeça de cobra), 1 eiyelé (pombo), 1 adie (galo), 1 epo (óleo de dendê) e dinheiro em quantia a ser determinada pelo Awo. Oferecer a Èxú. Éèwò (tabu, Interdições) : Macacos cinzentos. II II II II I I II II ÒTÚRÚPÒN MÉJÌ Cabeça-macia-de-palmeira foi quem jogouIfápara Ikusigbade (morte esqueceme) no dia em que a morte olhava para ela.Ifáaconselhou Ikusigbade a fazer ebo. Ikusigbade fez o ebo e recebeu a benção de uma longa vida. Comentário:Ifádiz que se esta pessoa está grávida deve fazer ebo para prevenir abiku.Ifádiz que o bébé prometeu aos outros espíritos que voltaria em breve para a terra dos ancestrais.Ifádiz que o ebo deve ser feito para que o bébé mude a sua promessa de voltar para junto dos ancestrais antes de crescer. Etutu (Oferenda) : Mariwo (folhas de palmeira), 1 eiyelé (pombo), 1 adie (galo), 1 epo (óleo de dendê), 1 prato branco e 50 nira (moedas), e oferecer aos Ibeji. Dilui-o-couro-que-cobriu-a-cara-do-Egungun foi quem jogouIfápara Yaya e Yàyá no dia em que ambos queriam construir uma casa.ifáaconselhou Yaya e Yàyá a fazer um ebo. Yaya recusou-se a fazer o ebo. Yàyá fez o ebo. A casa construída por Yaya ruiu. A casa feita por Yàyá permaneceu de pé o resto da sua vida e ele lá viveu confortavelmente a partir desse dia. Comentário:Ifádiz que esta pessoa está procurando um novo lugar para viver.Ifádiz que esta pessoa deve fazer um ebo para encontrar um lugar confortável para viver. Etutu (Oferenda) : adimu aos ancestrais, oferecendo a Egungun e Ibeji. Éèwò (tabu, Interdições) : Obi com 3 lados. I I II II I I I I
ÒTÙRÁ MÉJÌ
Como-a-água-flui-sobre-o-caminho-o-caminho-flui-sobre-o-rio-Eri foi quem jogouIfápara Muslim das longas vestes no dia em que Muslim das longas vestes tentava seguir o caminho dos ancestrais.Ifáaconselhou Muslim das longas vestes a fazer ebo. Muslim das longas vestes fez o ebo. A partir desse dia as coisas correram suavemente na vida de Muslim das longas vestes. Comentário:Ifádiz que a pessoa deve levar uma vida devota para receber bençãos. Etutu (Oferenda) : 4 eiyelé (pombos), 4 adie (galos), 2 terços de grãos, 1 epo (óleo de dendê), 1 prato branco e dinheiro em quantia a ser determinada pelo Awo. Oferecer a Obàtálá. É-o-ovo-que-rejeitou-o-espírito-da-criança-é-o-esperma-que-rejeitou-o-espíritoda-criança quem jogouIfápara Terra e os poderes destrutivos que vivem na terra, no dia em que a Terra queria ir vender no mercado.Ifáaconselhou a Terra a fazer ebo para que a Terra não fosse prejudicada pelos poderes destrutivos que vivem na terra. A Terra fez o ebo. A partir desse dia, o lucro permaneceu com a Terra. Comentário:
Ifádiz que esta pessoa deve fazer um ebo para que os ancestrais destrutivos da sua família não lhe roubem a abundância.Ifádiz que esta pessoa deve fazer uma oferenda ou agrado aos seus companheiros para que eles não se tornem ciumentos, invejosos e destruidores. Etutu (Oferenda) : 1 eiyelé (pombo), 1 adie (galo), 1 prato branco, 1 epo (óleo de dendê) e 100 nira (moedas) e oferecer a Obàtálá. Éèwò (tabu, Interdições) : Óleo cru. I I I I II II I I ÌRETÈ MÉJÌ Àmukíkùtù jogouIfápara o povo de Ipere Amuyo no dia em que eles iam usar aguardente para adormecer as suas crianças.iFáaconselhou o povo de Ipere Amuyo a fazer ebo. O povo de Ipere Amuyo fez o ebo. A partir desse dia, as crianças de Ipere Amuyo desenvolveram bom carácter. Comentário:Ifádiz que esta pessoa terá muitos filhos.Ifádiz que esta pessoa deve fazer ebo para que eles tenham abundância e bom carácter. Etutu (Oferenda) : 1 adie (galo), 1 eiyelé (pombo), 1 garrafa de óleo de dendÊ, 1 prato brancoeko (acaçás) e 40 nira (moedas). Oferecer a Osun e aIfá. O-grão-inferior-da-esquerda-e-o-grão-inferior-da-direita-nunca-discutiram-entre-si foi quem jogouIfápara Imò Omi no dia em que ela ia abortar.Ifáaconselhou Imò Omi a fazer ebo. Imò Omi fez o ebo. Imò Omi recebeu a benção de ter filhos. Imò Omi cantou e dançou em honra do Awo, enquanto o Awo louvavaIfá, enquantoIfálouvava Olodunmaré. Quando Imò Omi começou a cantar, Èxú colocou-lhe uma canção na boca. Imò Omi cantou: Ko de si omo láte, omo wun ju ileke. Ko de si omo láte, omo wun ju ileke. Não há crianças à venda. Eu amo crianças mais do que amo os grãos. Não há crianças à venda. Eu amo crianças mais do que amo os grãos. Comentário:Ifádiz que a mulher que quer ter filhos deve fazer um ebo com as suas jóias e pedir aos ancestrais a benção de ter crianças. Etutu (Oferenda) : 1 eiyelé (pombo), 1 adie (galo), grãos, eko (acaçás), 1 epo (óleo de dendê), 1 prato branco e 45 nira (moedas), e oferecer a Osun e aIfá. Éèwò (tabu, Interdições) : Galo, espinafres. I I II II I I II II ÒSÉ MÉJÌ Pòròmìsolè jogouIfápara Òtú no dia em que Òtú viajava para Ijebu.Ifáaconselhou Òtú a fazer ebo. Òtú fez o ebo. A partir desse dia Òtú foi uma pessoa importante. Comentário:Ifádiz que esta pessoa deve fazer ebo para ser olhada como uma pessoa importante. Etutu (Oferenda) : 1 eiyelé (pombo), 1 adie (galo), acarajés, 1 epo (óleo de dendê), eko (acaçás) e 40 nira (moedas), oferecendo tudo ao Orí. Quando-a-noite-cai-as-folhas-da-floresta-transformam-se-enquanto-as-folhas-doGbòdògi-se-transformam-em-pessoa, foi quem jogouIfápara Túwase Ihuloko no dia em que Túwase Ihuloko queria que as coisas boas do Orun viessem ter com ele
à terra.Ifáaconselhou Túwase Ihuloko a fazer ebo. Túwase Ihuloko fez o ebo. A partir desse dia, as coisas boas do Orun viajaram para a terra. Comentário:Ifádiz que a boa sorte desta pessoa está dividida entre a parte espiritual e a parte humana.Ifádiz que esta pessoa deve fazer ebo para receber as bençãos dos Espíritos da Terra. Etutu (Oferenda) : 4 eiyelé (pombos), 4 adie (galos), 1 epo (óleo de dendê), 1 prato branco e 30 nira (moedas), oferecidos a Orí. II II I I II II I I ÒFÙN MÉJÌ (ORAGUN MÉJÌ) Ogbe-o-estrangeiro foi quem jogouIfápara Òrisànlá no dia em que Òrisànlá procurava por abundância.Ifáaconselhou Òrisànlá a fazer ebo. Òrisànlá fez o ebo. A partir desse dia Òrisànlá teve todas as bençãos que precisava. Kiki ire (reza para a boa sorte): Ogbe funfun kenewen o difa fun Òrisànlá won ni ko rúbo, Pe gbogbo nkan to n’to ko ni wó, o rúbó ojo ti gbogbo nkan to N’to ko wo mó niyen. Ase. Ogbe o estrangeiro jogouIfápara Òrisànlá a quem disse para fazer ebo para que tudo o que ele fizesse corresse bem, ele fez o ebo e todos os dias recebe as bençãos que necessita. Possa assim ser. Comentário:Ifádiz que esta pessoa deve adorar Obàtálá.Ifádiz que esta pessoa é um adorador de Obàtálá e que deve fazer ebo de Obàtálá para pedir abundância.Ifádiz que a oferenda deve ser feita com a recitação deste Odu. Etutu (Oferenda) : adimu de Obàtálá. Todas-as-coisas-aparecem-como-os-espinhos-que-ferem-os-pés foi quem jogouIfápara Eléjìòràngún no dia em que ele estava no meio dos seus inimigos.Ifáaconselhou Eléjìòràngún a fazer ebo. Eléjìòràngún fez o ebo. A partir daquele dia Eléjìòràngún derrotou os seus inimigos. Comentário :Ifádiz que esta pessoa deve fazer ebo para Oro.Ifádiz que Oro ajudará esta pessoa nos seus esforços para derrotar os seus inimigos. Eturu (Oferenda): 4 eiyelé (pombos), 4 adi e (galos ou galinhas), 1 epo (azeite de dendê), 1 prato branco, eko (acaçás) e dinheiro, determinados pelo adivinho e oferecer tudo a Oro.
ORDEM DE MAIORIDADE DOS OMO ODU
(COM OS NOMES DE INVOCAÇÃO)
OGBE
17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 35. 36. 37. 38. 39. 40. 41. 42. 43. 44. 45. 46. 47. 48. 49. 50. 51. 52. 53. 54. 55. 56. 57. 58. 59. 60. 61. 62. Ogbe – Oyeku (Ogbe’Yeku) Oyeku – Ogbe (Oyeku l’Ogbe) Ogbe – Iwori (Ogbewehin) Iwori – Ogbe (Woribogbe) Ogbe – Odi (Ogbe’di) Odi – Ogbe (Idigbe) Ogbe – Irosun (Ogbe’rosu) Irosun – Ogbe (Irosu Ogbe) Ogbe – Oworin (Ogbeworin) Oworin – Ogbe (Oworinsogbe) Ogbe – Obara (Ogbe Bara) Obara – Ogbe (Obarabogbe) Ogbe – Okanran (Ogbekoran) Okanran – Ogbe (Okanransode) Ogbe – Ogunda (Ogbedunga) Ogunda – Ogbe (Odundabede) Ogbe – Osa (Ogbesa) Osa – Ogbe (Osagbe) Ogbe – Ika (Ogbe ka) Ika – Ogbe (Ikagbe) Ogbe – Oturupon (Ogbe Turupon) Oturupon – Ogbe (Oturupon’gbe) Ogbe – Otura (Ogbetura) Otura – Ogbe (Otura Oriko) Ogbe – Irete (Ogbe ate) Irete – Ogbe (Irete – agbe) Ogbe – Ose (Ogbe’se) Ose – Ogbe (Osomina) Ogbe – Ofun (Ogbe’fun) Ofun – Ogbe (Pfun’gbe) OYEKU Oyeku – Iwori (Oyeku Wori) Iwori – Oyeku (Iwori’yeku) Oyeku – Odi (Oyeku’di) Odi – Oyeku (Idi’yeku) Oyeku – Irosun (Oyeku’rousu) Irosun – Oyeku (Irosu’yeku) Oyeku – Oworin (Oyeku Wonrin) Oworin – Oyeku (Oworin’yeku) Oyeku – Obara (Oyeku Bara) Obara – Oyeku (Obara’yeku) Oyeku – Okanran (Oyeku lekan) Okanran – Oyeku (Okonron’yeku) Oyeku – Ogunda (Oyeku Eguntan) Ogunda – Oyeku (Ogunda’aiku) Oyeku – Osa (Oyeku Gasa) Osa – Oyeku (Osa’yeku)
63. 64. 65. 66. 67. 68. 69. 70. 71. 72. 73. 74.
Oyeku – Ika (Oyekubeka) Ika – Oyeku (Ika’yeku) Oyeku – Oturupon (Oyekubatutu) Oturupon – Oyeku (Oturupon’yeku) Oyeku – Otura (Oyekubatuye) Otura – Oyeku (Otura – aiku) Oyeku – Irete (Oyeku’rete) Irete – Oyeku (Irete’yeku) Oyeku – Ose (Oyekuse) Ose – Oyeku (Osesaiku) Oyeku – Ofun (Oyeku’fun) Ofun – Oyeku (Ofun’yeku)
IWORI
75. 76. 77. 78. 79. 80. 81. 82. 83. 84. 85. 86. 87. 88. 89. 90. 91. 92. 93. 94. 95. 96. 97. 98. 99. 100. 101. 102. 103. 104. 105. 106. 107. 108. 109. 110. 111. Iwori – Odi (Iwori’di) Odi – Iwori (Idiwori) Iwori – Irosun (Iwori Wosu) Irosun – Iwori (Irosu Wori) Iwori – Owonrin (Iwori Wonrin) Owonrin – Iwori (Owonrin Wori) Iwori – Obara (Iwori Bara) Obara – Iwori (Obara Wori) Iwori – Okanran (Iwori Okanran) Okanran – Iwori (Okanran Wori) Iwori – Ogunda (Iworiwogunda) Ogunda – Iwori (Ogunda Wori) Iwori – Osa (Iworiwosa) Osa – Iwori (Osa Wori) Iwori – Ika (Iworiwoka) Ika – Iwori (Ika Wori) Iwori – Oturupon (Iwori’turupon) Oturupon – Iwori (Oturupon Wori) Iwori – Otura (Iworiwotura) Otura – Iwori (Otura Wori) Iwori – Irete (Iwori – ate) Irete – Iwori (Irete Wori) Iwori – Ose (Iworiwase) Ose – Iwori (Ose Wori) Iwori – Ofun (Iworiwofun) Ofun – Iwori (Ofun Wori) ODI (IDI) Odi – Irosun (Idi osu) Irosun – Odi (Irosu’di) Odi – Owonrin (Ido Owonrin) Owonrin – Odi (Owonrin’di) Odi – Obara (Idi Obara) Obara – Odi (Obara’di) Odi – Okanran (Idi Okanran) Okanran – Odi (Okanran Di) Odi – Ogunda (Idi Ogunda) Ogunda – Odi (Ogunda’di) Odi – Osa (Idi’sa)
112. 113. 114. 115. 116. 117. 118. 119. 120. 121. 122. 123. 124.
Osa – Odi (Osa’di) Odi – Ika (Idika) Ika – Odi (Ika Di) Odi – Oturupon (Idi Turupon) Oturupon – Odi (Oturupon Di) Odi – Otura (Idi Otura) Otura – Odi (Otura Di) Odi – Irete (Idi Irete) Irete – Odi – (Irete Di) Odi – Ose (Idi Ose) Ose – Odi (Ose Di) Odi – Ofun (Idi Ofun) Ofun – Odi (Ofun Di)
IROSUN
125. 126. 127. 128. 129. 130. 131. 132. 133. 134. 135. 136. 137. 138. 139. 140. 141. 142. 143. 144. 145. 146. 147. 148. 149. 150. 151. 152. 153. 154. 155. 156. 157. 158. 159. 160. Irosun – Owonrin (Irosu Wonrin) Owonrin – Irosun (Owonrin’rosu) Irosun – Obara (Irosu Obara) Obara – Irosun (Obara’rosu) Irosun – Okanran (Irosu Okanran) Okanran – Irosun (Okanran’rosu) Irosun – Ogunda (Irosu Ogunda) Ogunda – Irosun (Ogunda Rosu) Irosun – Osa (Irosu Osa) Osa – Irosun (Osa Rosu) Irosun – Ika (Irosu Oka) Ika – Irosun (Ika’rosu) Irosun – Oturupon (Irosu Turupon) Oturupon – Irosun (Oturupon Rosu) Irosun – Otura (Irosu Tura) Otura – Irosun (Otura Rosu) Irosun – Irete (Irosu Rete) Irete – Irosun (Irete Rosu) Irosun – Ose (Irosu Ose) Ose – Irosun (Ose’rosu) Irosun – Ofun (Irosu Ofun) Ofun – Irosun (Ofun’rosu) OWORIN Owonrin – Obara (Owonrin’bara) Obara – Owonrin (Obara wonrin) Owonrin – Okanran (Owonrinkanran) Okanran – Owonrin (Okanran Won) Owonrin – Ogunda (Owonringunda) Ogunda – Owonrin (Ogundawonrin) Owonrin – Osa (Owonrin’sa) Osa – Owonrin (Osa Wonrin) Owonrin – Ika (Owonrin’ka) Ika – Owonrin (Ika Wonrin) Owonrin – Oturupon (Owonrin Turupon) Oturupon – Owonrin (Turupon Wonrin) Owonrin – Otura (Owonrin Otura) Otura – Owonrin (Otura Wonrin)
161. 162. 163. 164. 165. 166. 167. 168. 169. 170. 171. 172. 173. 174. 175. 176. 177. 178. 179. 180. 181. 182. 183. 184. 185. 186. 187. 188. 189. 190. 191. 192. 193. 194. 195. 196. 197. 198. 199. 200. OGUNDA 201. 202. 203. 204. 205. 206. 207. 208.
Owonrin – Irete (Owonrin’rete) Irete – Owonrin (Irete Wonrin) Owonrin – Ose (Owonrin’se) Ose – Owonrin (Ose wonrin) Owonrin – Ofun (Owonrin’fu) Ofun – Owonrin (Ofun wonrin) OBARA Obara – Okanran (Obara Konran) Okanran – Obara (Okanran’bara) Obara – Ogunda (Obara Ogunda) Ogunda – Obara (Ogunda’bara) Obara – Osa (Obara’sa) Osa – Obara (Osa’bara) Obara – Ika (Obara’ka) Ika – Obara (Ika’bara) Obara – Oturupon (Obara Turupon) Oturupon – Obara (Oturupon’bara) Obara – Oura (Obara’tura) Otura – Obara (Otura’bara) Obara – Irete (Obara’rete) Irete – Obara (Irete Obara) Obara – Ose (Obara Ose) Ose – Obara (Ose – Obara) Obara – Ofun (Obara’fu) Ofun – Obara (Ofun’bara) OKANRAN Okanran – Ogunda (Okanran’gunda) Ogunda – Okanran (Ogunda’kanran) Okanran – Osa (Okanran’sa) Osa – Okanran (Osa’karan) Okanran – Ika (Okanran’ka) Ika – Okanran (Ika’karan) Okanran – Oturupon (Okanran Turupon) Oturupon – Okanran (Oturupon’karan) Okanran – Otura (Okanran’tura) Otura – Okanran (Otura’kanran) Okanran – Irete (Okanran-ate) Irete – Okanran (Irete Okanran) Okanran – Ose (Okanran’se) Ose – Okanran (Ose’kanran) Okanran – Ofun (Okanran’fu) Ofun – Okanran (Ofun’kanran)
Ogunda – Osa (Ogunda’sa) Osa – Ogunda (Osa’gunda) Ogunda – Ika (Ogunda’ka) Ika – Ogunda (Ika’gunda) Ogunda – Oturupon Oturupon – Ogunda (Oturupon’gunda) Ogunda – Otura (Ogunda Tura) Otura – Ogunda (Oturagunda)
209. 210. 211. 212. 213. 214. 215. 216. 217. 218. 219. 220. 221. 222. 223. 224. 225. 226.
Ogunda – Irete (Ogunda’rete) Irete – Ogunda (Irete’gunda) Ogunda – Ose (Ogundase) Ose – Ogunda (Ise-Eguntan) Ogunda – Ofun (Ogunda’fu) Ofun – Ogunda (Ofun – Eguntan) OSA Osa – Ika (Osa’ka) Ika – Osa (Ika’sa) Osa- Oturupon (Osa’turupon) Oturupon – Osa (Oturupon’sa) Osa – Otura (Osa’tura) Otura – Osa (Otura’sa) Osa – Irete (Osa’rete) Irete – Osa (Irete’sa) Osa – Ose (Osa’se) Ose – Osa (Ose’sa) Osa – Ofun (Osa’fu) Ofun – Osa (Ofun’sa)
IKA
227. 228. 229. 230. 231. 232. 233. 234. 235. 236. 237. 238. 239. 240. 241. 242. 243. 244. Ika – Oturupon (Ika Turupon) Oturupon – Ika (Oturupon’ka) Ika – Otura (Ika Otura) Otura – Ika (Otura’ka) Ika – Irete (Ika’rete) Irete – Ika (Irete’ka) Ika – Ose (Ika Ose) Ose – Ika (Ose’ka) Ika – Ofun (Ika Ofun) Ofun – Ika (Ofun’ka) OTURUPON Oturupon – Otura (Oturupon’tura) Otura – Oturupon (Otura Turupon) Oturupon – Irete (Oturupon’rete) Irete – Oturupon (Irete Turupon) Oturupon – Ose (Oturupon’se) Ose – Oturupon (Ose’turupon) Oturupon – Ofun (Oturupon’fun) Ofun – Oturupon (Ofun Turupon)
OTURA
245. 246. 247. 248. 249. 250. 251. Otura – Irete (Otura’rete) Irete – Otura (Irete’tura) Otura – Ose (Otura’se) Ose – Otura (Ose’tura) Otura – Ofun (Otura’fu) Ofun – Otura (Ofun’tura) IRETE Irete – Ose (Irete-se)
252. 253. 254.
Ose – Irete (Oseb’Irete) Irete – Ofun (Irete’fu) Ofun – Irete (Ofun’rete)
OSE
255. 256. Ose – Ofun (Ose’fu) Ofun – Ose (Ofun’se)
PARA CONHECER O ODU PESSOAL
Para se conhecer o Odu pessoal só há um caminho - perguntar a Orunmilá . Segundo o conhecimento revelado, Orunmilá é o único orixá que testemunha a escolha do destino de todos os homens. O iorubá acredita que cada um de nós escolheu um destino ( Odu ) no momento de sair do Orum (o invisível ) para vir ao Ayê ( o nosso mundo ). Orunmilá foi o único orixá que recebeu de Olorum o poder de assistir a essa escolha. É ele, portanto, que conhece o Odu de cada um. Basta , para se conhecer o Odu pessoal, perguntar a quem já o conhece - Orunmilá. E como Orunmilá responde ? Conto rapidamente , e de forma resumida, uma bela história de Ifá para que os amigos compreendam :
Orunmilá tinha oito filhos. Um dia , em virtude da realização de um importante ritual , Orunmilá reuniu toda a sua prole. Sete dos seus filhos lhe renderam homenagens, ofereceram-lhe sacrifícios e prostaram-se aos seus pés. Um deles, porém, desrespeitou o pai . Orunmilá, indignado , abandonou o Ayê e foi para o Orum . A desgraça abateu-se sobre a terra. A chuva não vinha, os animais não procriavam e as plantas não cresciam. A terra sofria com a ausência de Orunmilá.
Os filhos de Orunmilá resolveram ir ao Orum procurar o pai e clamar pela sua volta. Não adiantou. Orunmilá não viria mais ao Ayê. Com pena dos filhos, entretanto, Orunmilá os entregou dezesseis nozes de dendê e disse : Esses dezesseis caroços de dendê devem ser consultados todas vez que os homens desejarem falar comigo. Por meio deles eu indicarei , sempre que preciso, os sacrifícios necessários para que todos os problemas sejam resolvidos. Por meio deles eu revelarei os destinos de todos os homens e como eles devem proceder para ter a vida longa e a boa reputação. Quando tiverem problemas, consultem os caroços - eles são a palavra de Ifá.
Esse é um dos caminhos que falam sobre a criação do oráculo. É através da consulta a este oráculo - o ikin Ifá - que Orunmilá fala com os homens e revela a cada um o seu Odu pessoal.
A consulta para se conhecer o Odu da vida de cada um , porém , não é simples. Implica em uma cerimônia mais complexa que , em geral , tem a duração de três dias. Somente no terceiro dia o sacerdote - um Babalawo - consulta os caroços de dendê e revela a palavra de Orunmilá. É uma cerimônia magnífica e uma das mais fortes e simbólicas da religião. É , enfim , a revelação do destino.
Os amigos podem se indagar : Mas em qualquer consulta ao oráculo não há a revelação de um Odu ? Sim. Mas a consulta simples revela um Odu circunstâncial. Fala sobre uma gama de situações que o consulente está vivendo em determinada circunstância. A revelação do Odu de vida demanda cerimônias elaboradas para que o Axé esteja potencializado e o destino - os segredos da vida e da morte - se revele. Não se tira um Odu pessoal , por exemplo , sem procedimentos que prestem contas aos eguns ancestrais do consulente e , sobretudo , sem alimentar a cabeça da pessoa .
A cerimônia de conhecimento do Odu é, inclusive, a única que eu acredito que qualquer pessoa, independentemente da crença ou da religião , deveria fazer. É um mergulho esclarecedor no que há de mais profundo - a essência que cada um escolheu no Orum, diante de Olorum e Orunmilá; os caminhos para a boa vida e , sobretudo , para a boa reputação após a morte. Não há nada melhor que conhecer os caminhos do nosso Odu , para potencializar aqueles que são positivos, evitar aqueles que são negativos e transformar os ibis ( potencialidades negativas como a morte precoce, os inimigos, a miséria , as espiritualidades ruins ) em irês ( potencialidades positivas que o destino de cada um apresenta ) .

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A esposa de Orunmila Sacerdote Supremo Ifayemi Elebuibon
Apetebii
O Awise (sábio) de Oshogbo
Athelia Henrietta Editora, Inc.
Brooklyn, N.Y. Direitos autorais © 1994 Ifayenü Elebuibon (Todos os direitos reservados)
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Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida por qualquer forma ou meio, à exceção da inclusão de notas em uma revisão, sem permissão escrita do editor. Para informar-se sobre permissão para reproduzir trechos do livro, escreva para Permissões, Editora Athelia Henrietta, 1194 Nostrand Avenue, Brooklyn, New York 11225 Desenhos por Roland Francis Gráficos por David O'Donnell Editado por Betty Goubert ISBN 0-9638787-1-9 Impresso nos Estados Unidos da América. Athelia Henrietta, Press, Inc. Uma divisão da R. Francis ,Inc. Publicado em nome de Orunmila 1194 NOSTRAND AVENUE BROOKLYN, NEW YORK 11225 TELEFONE (718) 493-4500 - (718) 774-5800 FAX(718) 467-0099 - (718) 774-5800
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PARA: Yetunde Alake Elebuibon Porque o ontem é hoje O hoje é amanhã Porque hoje cuidamos do amanhã.
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ÍNDICE Introdução A função das mulheres A primeira e principal esposa de Orunmila (Ejiogbe) Notas sobre a esposa principal de Orunmila Apetebii a esposa de Orunmila (Obara Eguntan) Notas sobre Apetebii, esposa de Orunmila Iya, a filha de Oluiwo (Ogbeyonu) Notas sobre Iya, a filha de Oluiwo Epo, a filha de Olota Odo (Irete Olota) Notas sobre Epo, a filha de Olota Odo Aworoseju, a filha de Olooyayun (Owonrin Sindin) Notas sobre Aworoseju, a filha de Olooyayun Biojela, a filha de Olofin (Irosun Agbe) Notas sobre Biojela, a filha de Olofin Tefun, a esposa sincera de Orunmila (Obara Kosun) Notas sobre Tefun, a esposa sincera de Orunmila Iwa, a esposa de Orunmila (Ogbe Alara) Notas sobre Iwa, a esposa de Orunmila Ofun Gbadara a filha de Alara (Ofun Nagbe) Notas sobre Ofun Gbadara, a filha de Alara Erelu, a esposa de Orunmila (Idingunda) Notas sobre Erelu, a esposa de Orunmila Aje, a esposa de Orunmila (Ogundaborogbe) Notas sobre Aje, a esposa de Orunmila 44 Orunmila e suas duas esposas (Osedin) Notas sobre Orunmila e suas duas esposas Adi, a esposa negra e bonita de Orunmila (Ogundadir) Notas sobre a esposa negra e bonita de Orunmila Odu, a esposa mítica de Orunmila (Ofunmeji) Notas sobre Odu, a esposa mítica de Orunmila Glossário Sobre o autor Posfácio 8 17 20 21 22 24 25 26 27 28 29 31 32 34 35 37 38 39 40 41 43 45 47 48 48 50 51 53 55 56
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Templo de Ogbeyonu Foto de Linda Randall (Osunyoyin) Osogbo, 1983 - ~ -
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Limpando e lavando objetos para o assentamento, com alguns dos filhos de santo do sacerdote Yemi Elebuibon, São Paulo, Brasil. Eles vieram para reativar os Orisha deles. Ao centro, Leopodino, à direita, Awoboye e Sacerdote Yemi Elebuibon. Foto por Linda Randall (Osunyoyin) 1983
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INTRODUÇÃO
A cada quinto dia, que marca o dia da semana de Ifa, também conhecido como Ojo Ose, minha mãe tinha que pintar o altar de Ifa, limpar o assoalho e colocar esteiras novas. Banhou as crianças e vestiu-nos com belas roupas. Eu costumava perguntar a minha mãe: “Qual é a cerimônia de hoje?” e ela responderia. “Hoje é o dia da semana de Ose”. Meu pai, quem algumas vezes havia saído para uma inspeção ocasional de sua fazenda, assegurava-nos que voltaria para casa na véspera do dia da semana de Ifa. Nós tínhamos tanto a semana grande quanto a semana pequena, Ojomode. Após a limpeza, minha mãe e todos os membros da família reuniam-se no santuário com suas nozes de cola (Obi Ose). Faziam preces e dava a noz de cola a Ifa à tarde. Preparavam um bom almoço, cuja melhor parte, o Iru era dada ao Ifa. Este cozido é doce. Eu adorava aquilo. Preparei este trabalho para esclarecer às pessoas mais jovens da função e dos objetivos do Iyawo Ifa (a esposa de Ifa e a esposa de Babalawo), como conhecemos atualmente. Apetibii ou Iyawo Ifa, para muitos uma jovem dama, não é para o prazer, porque os Babalawos muitas vezes são homens pobres e velhos. Alguns jovens não querem se tornar Babalawos porque a disciplina é dura, e não é fácil tornar-se Babalawo. É certo que se nasce Babalawos, Babalawos não são feitos. Apesar deste entendimento, a questão ainda permanece: por que a obrigação deve ser tão dura que ninguém gosta de se tornar Babalawo e nenhuma mulher quer se tornar esposa de Babalawo? Iyawo Ifa ou Apetibii não deve mentir, tem que ser honesta com seu marido e não deve incorrer em ato errado, como ter um amante. Se ela fizer isso, Ifa descobrirá. A Iyawo Ifa deve ser capaz de manter o asseio de seu lar, e lembrar o dia da semana de Ifa, Ojo Ose, seja qual for a sua profissão. Ela precisa respeitar seu marido e receber bem os visitantes que vêm a sua casa, mesmo o marido não estando em casa. Ela precisa cuidar dos negócios do marido. Qualquer Babalawo é seu marido por respeito. É muito difícil se divorciar. A união é para o melhor e o pior e qualquer uma que escolha ser Iyawo Ifa ou Apetebii está sob proteção daquele Ifa que a recebeu. Assim, se ela não está com o Babalawo, ela está desprotegida e vulnerável para o mal do qualIfápoderia a proteger. Uma vez que as pessoas não estão cientes de seus destinos nem o que Ifa irá fazer por elas, elas se recusam a estar vinculados a ele. Isto pode acontecer a um homem que foi escolhido para seguir Ifa. Se ele recusa, pode não viver muito tempo ou não será bem sucedido no que for que faça sem se tornar um Babalawo. E para muitas pessoas tornar-se Babalawo parece um trabalho duro e idiota. Somente aqueles que podem seguir as formigas podem ser seguidores de Ifa (Ehi o tele Ifa lê tele eera) e podem ser bem sucedidos.Ifánão tem pressa, e ele assegurará que tudo seja seguro e bom para seu seguidor. Mas para
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aqueles que perderam o caminho,Ifánão está pronto para cuidar destes; ele beneficia aqueles que acreditam nele e que observam seus ensinamentos e devoção. Eis porque um sacerdote tem um nome louvável, tal como “Aquele que faz a má sorte se transformar em boa sorte”, pelo qual Orunmila diz: para aqueles que estão próximos dele apesar da má sorte, ele dedicará um tempo para substituir isto. Além disso, porque ser Babalawo não é uma profissão na qual se enriquece rapidamente, muitos jovens a rejeitam. Mas é uma profissão de dignidade, afinal. É fantástico ser Babalawo. Uma vez que você é bem informado, você terá o respeito da comunidade, do rei, dos chefes, dos homens de negócio, mulheres, homens, de todo o povo. Mas se mentir uma única vez, ninguém mais o respeitará. O Babalawo é o pai do mistério, o pai dos segredos, o médico da vida. Babalawo é aquele que memoriza as 256 fases do Odu Ifa e que pode interpretar Ifa em quatro a seis versos, no mínimo, quando um Odu aparece. O Babalawo é também uma pessoa treinada para curar muitas enfermidades. É um prolongado programa de treinamento que segue pela vida inteira. Outro aspecto da cultura que impede que jovens se interessem em se tornarem Iyawo Ifa é talvez o dote que tem que ser pago aos pais da noiva. O marido não paga um dote, no entanto espera-se que ele saiba cuidar da esposa, provendo alimentação e roupas para ela, e assegurando seu bem-estar. Uma mulher pode se tornar Iyawo Ifa três dias após o nascimento, quando a Estenaye da nova criança é feita. Se for revelado por Odu Ifa que ela deve esposar um Babalawo, isto tem que ser feito de modo que ela tenha uma vida confortável, sem problemas e longa, assim como conceber muitas crianças. Se a criança é pequena, a avó deve realizar as tarefas de sua filha. Ela deve fazer Ose a cada cinco dias na casa do marido da filha dela. No caso de uma mulher que é Abiku, nascida para morrer, o templo de Ifa é limpo e dá-se obi para o Ikin a cada cinco dias de modo a evitar o mal que possa acontecer a ela. Isto diz respeito ao marido, o Babalawo, que prepara remédios especiais de Ifa de vem em quando para que ela tenha uma longa vida. O marido cuidará para que sua esposa esteja em segurança, mas para isso é necessário que ele consulteIfá. O Ikin Ifa de um Babalawo em especial, aquele Babalawo que é capaz e já recebeu Apatebii. Ifa tem o poder de resolver problemas na vida; por esta razão, o Babalawo tem que ter um bom conhecimento do Ifa. Também ajuda se ele está protegido, apesar de que isto nem sempre é necessário, porque Ifa fornecerá segurança para ele. Existem algumas mulheres que por fim se transformam em Iyawo Ifa depois de terem ignorado os avisos do Ifa nos primeiros anos de suas vidas. Mas no momento em que a mulher cresce, ela começa a ter problemas: seja por erros no casamento ou por ser estéril ou parir crianças abiku. Por não ser capaz de desvendar o que é responsável por suas desgraças na vida, essa mulher deve procurar um sacerdote de Ifa. E este lhe dirá que deve casar-se com um Babalawo e isso vai ajudá-la a alcançar seus objetivos na vida. De outra forma esses problemas podem permanecer sem solução. Tudo isso está
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relacionado com o destino de cada pessoa no céu. Ifa é uma testemunha do destino, Elerii-Ipin, que conhece o destino de cada pessoas na terra e é muito difícil ir-se contra o destino, o Ipin. Ayanmo O ju Koole laye (no sentido de estar no mesmo plano) e Ifa está ali para corrigir todos os erros na vida de todas as pessoas. Vai guiá-las e protegê-las, de forma que elas alcancem o que desejam. Deixe-nos ver o que Odu Ifa (Idin Kaa) diz: O abutre não é um pássaro para apaziguar Ifa. Nem a águia é um pássaro para apaziguar Ope. Apenas Osin, um belo pássaro, é dado para acalmar Ifa. Adivinhação por Ifa foi feita por Asoso a quem foi dito para ficar em casa e venerar Ifa. Ele disse que não podia ficar em casa e venerar Ifa. A Morte o levou e o deixou em seu lugar no céu. A adivinhação por Ifa foi também feita por Woso Woso. A ele foi dito para ficar em casa e aprender a honrar Ope. Mas a morte o levou até seu lugar no céu. Awokonikunyungba é a verdadeira descendência de Agbonuiregun. Awokonikunyungba, ninguém que fica com Ikin morre cedo. Ninguém que fica próximo de Ikin tem falta de algo. (Idin Kaa) Estes versos ressaltam que algumas pessoas perdem suas vidas por recusarem–se a fazer o que deveriam para ter vida longa. Acredita-se que se houvessem feito, permaneceriam vivos por muito tempo. Também se acredita que quem quer que seja que se mantenha próximo ao Ikin no cumprimento da veneração, conseguirá tudo o que deseja na vida. Ifa, ou por outro lado, Oke Ipori, está algumas vezes guiando e protegendo em espírito a esposa do Babalawo. Neste período o Babalawo está proibido de tocar em sua esposa. Mas é difícil perceber-se este período, a menos que se consulte Ifa, e é por isso que os Babalawos são separados de suas esposas – de forma a permanecer limpo e honesto. Isto aconteceu ao próprio Orunmila no OduIfáOwonrinwofun quando as coisas não estavam calmas, estavam tempestuosas. Orunmila consultou Ifa Owonrinwonfun que apareceu e disse-lhe para dar uma perna de um bode ao seu Ikin ou Oke Ipori para que seu Ifa o perdoasse e lhe abrisse o caminho do sucesso. Não vejo um homem ajoelhado a nos seguir Assim não podemos nos molhar com o orvalho. Adivinnhação por Ifa foi feita por Orunmila que tirou a coxa de Osumilaya e pagou a coxa do bode. Após Orunmila ter executado o sacrifício, tudo acalmou-se outra vez. Ele então chamou a atenção de seu discípulo que ele precisava saber a hora certa de estar com sua esposa, pois Iyawo Ifa ou Apetibii está limitada para seu marido e para Ifa, tal como o
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Akapo ou Babalawo está sob controle de Oke Ipori e, portanto, não deve abusar do corpo dela. Apesar de ao Babalawo ser permitido casar de acordo com sua própria capacidade – Ifa não dita o número de esposas que ele pode ter – Orunmila determina diversas condições em vários versos de Ifa. Um exemplo é Oyekumeji, para quem Ifa disse que somente uma esposa é suficiente. Quando elas passam para duas Elas se tornam ciumentas. Quando aumentam a três A casa se arruína. Se aumentam para quatro Elas zombam umas das outras. Se passam a ser cinco Uma acusa a outra de destruir o patrimônio de seu marido Se aumentam para seis Tornam-se perversas Quando são sete Elas se tornam feiticeiras Quando são oito Se acusam mutuamente de ser a mãe daquele cabeçudo Aquele que inicia os problemas Quando elas são nove Elas dizem esta mulher limpou a fazenda de nosso marido Quando aumentam para dez Dizem, todos os dias, esta mulher visita nosso marido. Isto é o que diz Oyekumeji. Mas algumas vezes é difícil para um Babalawo limitar suas mulheres, pois de tempos em tempos, através da adivinhação, Ifa pode apontá-lo como marido de outra mulher que nem ele mesmo esperava. Isto, em geral, não é rejeitado. Se o Babalawo está satisfeito por já ter tido esposas suficientes, ele pode dar esta esposa para seu filho ou seu discípulo, apesar de ser ele que agirá como marido e é sua a responsabilidade sobre os problemas que possam surgir na casa de sua esposa. Também é importante ressaltar que Ifa não perdoa se Apetebii se divorciar. Não somente faz com que Iyawo Ifa receba punição por este ato, como também todos aqueles que a incentivaram nesse ato. Esta é a razão pela qual as famílias são sólidas e estáveis. Entretanto, a Apetebii pode reclamar de seu marido para a família ou aos Anciões, explicando-lhes as desavenças que surgem. Este é um meio de evitar a separação. No entanto, se a separação acontece, geralmente é a Apetebii que se arrepende e deve desculpar-se pedindo para voltar. E neste caso deve oferecer um cabrito e um obi para acalmar seu marido e Oke Ipori de modo que Ifa possa perdoá-la, e tudo volte a ficar em ordem. Vejamos o que diz Ogunda Errin:
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Eni ti o fi ni nii gbobinrin ode Ereyanti o fi yan peeyan nii gbobinrin Eni o Keru si Koto To wa gegele wa mosuka Oun naa nii gbobinrin Oni Babalawo AdIfa fum Ogiri sasa Agbe Yoo gbobinrin Edu Eerun yii le o medu loba Para o que temos a seguinte tradução: Aquele que não tem respeito É aquele que toma a mulher de um caçador Aquele que é negligente É aquele que toma a mulher de um ervateiro A pessoa que escavou sua própria sepultura Vem à tona para empacotar sua carga Foi este que roubou a esposa de um sacerdote de Ifa Adivinhação por Ifa foi realizada para um fazendeiro muito trabalhador que tomou a mulher de Edu É por isso que você vai respeitar Edu Como o rei. Apetebii ou Iyawo Ifa possui seu próprio alto grau de respeito entre as pessoas. Eles não a devem contrariar, a menos que queiram problemas sobre a cabeça dela. E não é porque o Babalawo ficará raivoso e fará trabalho negativo contra sua esposa, é o próprio Ifa que virá em socorro dele mas devido aos tipos de problemas que Ifa cuidou para esta mulher, ele não mais cuidará, e por isso mesmo, vão pensar que Ifa está lutando por eles. Quando isso acontece e antes que se estenda por muito tempo, esta mulher precisa preparar seu retorno e pedir auxílio ao marido. De modo contrário, o problema permanecerá sem solução. Nos dias atuais, a maioria dos jovens não pede opinião aos pais quando se trata de escolha para casamento. Isto possibilita uma porção de casamentos fracassados, pois a mulher necessita saber quem é o marido certo para ela, assim como um homem deve saber qual a mulher certa para ele. Isto é feito consultando-se os mais velhos e pela adivinhação por Ifa voltada para os comportamentos familiares, assim como através de uma série de histórias orais sobre o passado da família do marido ou da esposa. Vejamos outro OduIfáque trata do divórcio da mulher de Babalawo. OOdúIfáOgbeyono determina (Abaixo texto em língua original) Oloma Okika
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Adifa fun olomo orubutu kan Olomo orubutu kan Adifa fun olomo opaiaba kan Ati Oiomo orubutu kan Ati Olomo opalaba kan Awon lo difa fim won nife Ooyilagbomoro Won o laya kan naa Won o gbe okan naa lo gbe ra I ra I Ifa o si nile ni won nyan mije Nigba o ba de ni o gbija mi Obara Ose feree de Onigb ja Ogebeyanu Eni to ba gbaya awo Idi lomi won a mole dile won Ifa a si nilee mi wan nyan mi je Igba o bade mi o gbi ja mi Obara Ose feree de Onigbi ja Ogbeyonu Eni o ba gbaya awo Awasa ni o wasa gbogbo won kan run Ifa o si nile ni won nyan mi je Obara Ose feree de Onigbija ja Ogbeyonu Eni o ba gbaya awo Ewe Akawoleri mo lo tete mi Eni o ba gbaya awo Kos ai Kawo leri Sunkun Poroporo Ifa o si nile mi won nyan mi je Nigba o bade ni Ogbija mi Obara Ose feree de Onigbija Ogebeyonu Para que temos a seguinte tradução Descendência de Okika Adivinhação por Ifa foi feita pelos descendentes de Orubutu. Os descendentes de Orubutu. Façam a adivinhação por Ifa (Opalaba) para a garrafa quebrada. A prole de Orubutu e Opalaba Realiza a adivinhação por Ifa para aqueles em Oyilajbomono Eles têm apenas uma esposa E eles a trouxeram furtivamente de longe
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Ifa não está em casa Eis porque as pessoas me ridicularizam. Quando ele chegar, ele me socorrerá. Obara Ose é aquele que recupera Ogbeyonu. Qualquer um que toma a mulher do sacerdote de Ifa A folha Idi vai criar problemas em sua casa Ifa não está em casa Eis porque me ridicularizam Quando ele vier vai me redimir Obara Ose logo vai trazer a salvação para Ogbeyonu Ele que roubou a mulher do sacerdote de Ifa O rato gigante vai cavar o túmulo de todos e levá-los para o céu Ifa não está em casa Por isso estão me ridicularizando Quando ele chegar vai me resgatar. Obara Ose logo vai trazer a salvação para Ogbeyonu Ele que levou a esposa do sacerdote de Ifa A folha Akawoleri mo lo tete Certamente eles chorarão como o orvalho cai sobre a folha Ifa não está em casa Por isso me ridicularizam Quando ele chegar, vai me resgatar Obara Ose logo trará salvação para Ogbeyonu. Agora, afora as obrigações semanais de limpeza, que é de responsabilidade de Apetebii antes que se mude para a casa de seu marido, é também responsabilidade da família dela fazer todos os arranjos para o casamento. Além disso, o futuro marido necessita acalmar seu Ikin com um animal de quatro patas. No dia em que a Iyawo Ifa ou que Apetibii chega, este animal é fornecido para sua família. Esta foi a ordem de Orunmila no Odu Ifa Idin Ileke. Orunmila deu sua filha Ogbegi para um dos seus discipúlos (Omo awo) cujo nome é Arira Gboke Gohun, o sacerdote de Oluweri. Daquele momento em diante, Orunmila decretou que aquele tipo de cerimônia deveria continuar depois dele, que o sacerdote deve seguir o padrão dele. Também contém um aviso para o Babalawo: Golpeio-os – suavemente. O sacerdote de Egba Que – tem – uma – conta – na – nuca. O sacerdote de Ijero O- trovão- que-ecoa-no-alto. O sacerdote de Oluweri Existiam três discípulos na casa de Orunmila; Orunmilá ensinou como moldar Ikin Ifa, que é Dida Owo, como fazer os signos de Ifa em uma bandeja, que é Ounte-ale, e mais ainda, Okara egbó, que é como fazer o sacrifício. Depois que todos aprenderam a arte e a prática de Ifa, Orunmila exortou-os a serem honestos e a não colocar o amor das mulheres no mais alto de seus corações ou, do contrário, perderiam o desejado caminho do sucesso. Qualquer Babalawo que deseja ser bem sucedido em sua área deve resistir às mulheres.
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Um dia Orunmila sentiu necessidade urgente de comer obi e seu Oke Ipori queria receber sangue. Orunmila estava desassossegado e não podia atinar com o que estava errado naquele momento. Chamou sua filha Ogbegi, e lhe deu algum dinheiro para que descobrisse o que era responsável por sua inquietude. Ogbegi chegou à casa do primeiro sacerdote “Golpeie-os suavemente”, o sacerdote de Egba. Após uma breve saudação, Aboru boye, o sacerdote imediatamente começou a cortejá-la, tocando seus seios e admirando o formato de suas nádegas. Ogbegi explicou-lhe sua missão, que tinha vindo para descobrir quais os problemas para seu pai. Quando este sacerdote “Golpeie-os suavemente”, o sacerdote de Egba, fez adivinhação, ele nada identificou, nem foi capaz de prever nada, apenas disse da beleza da pele dela, de seus olhos, etc. Ogbegi ficou furiosa. Disse-lhe que não foi para isso que tinha vindo e voltando para seu pai, contou-lhe tudo. Orunmila a convenceu procurar um segundo sacerdote, cujo nome era “O – que – tem – uma – conta – na – nuca”, o sacerdote de Okeijero. Ele fez a mesma coisa. Ogbegi ficou ainda mais furiosa, de modo que começou a maltratar o sacerdote. Então voltou para casa e explicou tudo ao pai, que assegurou-lhe que não se preocupassse, porque esses dois sacerdotes iriam se arrepender de seu comportamento. Orunmila disse para Ogbegi para ir à casa de um outro sacerdote, de nome “O- trovão – que ecoa- no- alto”, o sacerdote de Oluweri. E foi ele que fez adivinhação para Ogbegi, filha de Orunmila. Ele disse a Ogbegi: “Seu pai está desassossegado e acha que tem alguma coisa de errado com ele.” Ele disse: “Nada há de errado com Orunmila – apenas demasiada sabedoria; tudo o que ele precisa é acalmar seu Oke Ipori com um bode dado por sua mãe”. Também lhe disse: “ Você é Apetebii, mulher de Ifa”. Ogbegi agradeceu e partiu de imediato. Ela não se incomodou em informar seu pai; ela explicou as coisas para sua mãe que imediatamente providenciou o sacrifício, dandolhe um bode, o qual ela levou como um animal doméstico para o santuário, convidando Orunmila a dá-lo a Oke Ipori. No mesmo momento em que o sangue tocou o Ikin Ifa, Orunmila se acalmou e respirou tranquilamente. Ele então perguntou: “Quem disse para você fazer isso?”. Ogbegi respondeu: ““O- trovão – que ecoa- no- alto”, o sacerdote de Oluweri”. Orunmila disse para sua esposa Osunmilaya vestir sua filha Ogbegi. Ela pôs-lhe contas nos pulsos e pescoço e deu-lhe roupas caras. Eles a levaram ao sacerdote O- trovão – que- ecoa- no- alto, sacerdote de Oluweri. Orunmila entregou à sua filha uma franga, peixe seco, um rato seco e obi. E disse-lhe que entregasse essas coisas ao sacerdote que adivinhou para ela como acalmar o seu Ikin Ifa. Quando Ogbegi chegou, ela explicou isto para o sacerdote de Ifa e ambos ajoelharamse no santuário de Ifa. Fizeram orações para agradar o Ikin Ifa. Mais tarde cozinharam alimentos e os comeram. À noite, Ogbegi quis voltar para seu pai, mas o sacerdote de Ifa disse-lhe que a cerimônia ainda não havia terminado, porque quando uma mulher usa contas no pescoço e nas pernas como ela usava, significava que ela era Iyawo Ifa,
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mulher de Babalawo. Conseqüentemente, ela não iria a lugar nenhum. Ogbegi, que nada entendia, chorou uma noite e um dia inteiros e insistiu em ver o pai. O sacerdote de Ifa disse-lhe que seu viria visitá-la e ela lastimou-se: Ele me enganou, oh! Orunmila. O discípulo de Ifa me enganou Ela cantava e chorava enquanto faziam amor e “O – trovão – que – ecoa – no – alto”, o sacerdote de Oluweri respondia: Eu ajo de acordo com os ditames de Ifa Eu ajo de acordo com as instruções de Ifa. No dia seguinte, a família inteira se reuniu e foi abençoá-los. Fizeram um banquete do quais todos se divertiram e no quinto dia seguinte após o banquete, que era o dia da semana de Ifa, Orunmila veio visitar sua filha e seu discípulo. Quando Ogbegi viu seu pai chegando, começou outra vez a chorar e lhe contou como o sacerdote de Ifa a havia tratado. Orunmila disse que ele tinha feito o correto. Abençoou a ambos e disse “O- trovão – que- ecoa- no- alto”, sacerdote de Oluweri, que precisava manter-se honesto como sempre fora; disse-lhe como seus dois companheiros se haviam comportado e que pelo comportamento deles, Ogbegi tinha se tornado sua esposa naquele dia. Então, as pessoas e Orunmila cantaram: “Golpei-os suavemente” o Sacerdote de Egba São as nádegas de uma mulher que o confundem “Aquele - que- tem- contas- em- seu- pescoço”, o sacerdote de Ajero São as nádegas de uma mulher que o confundem. E Orunmila advertiu seus discípulos contra a beleza e as nádegas de uma mulher – o que pode facilmente deixar as pessoas confusas. Desde então, quando se faz necessário para uma pessoa dar seu filho ou sua filha para um Babalawo, esta pessoa deverá ser responsável por todo o cerimonial do casamento e não receberá dote. Orunmila disse a sua filha Ogbegi para respeitar o marido e realizar a cerimônia de limpeza do santuário a cada cinco dias, semanalmente. Este é dever de uma Iyawo Ifa ou Apetebii: limpar o altar, lavar a bandeja de madeira de Ifa, pintá-la com efun, ajudar o marido a atender os visitantes que vêm para ver Ifa, e também receber e entreter os convidados que o Babalawo recebe de sua própria região ou de outras cidades.
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O PAPEL DA MULHER
Da mesma forma que existem homens de conhecimento e muita cultura que praticam o trabalho espiritual do Ifa, também existem mulheres de grande integridade. Osun foi a primeira a dar início à emancipação feminina. Em um dos Odu Ifa, Osetura, Osún era a única mulher entre as divindades, Irunmale, a quem o Deus Supremo, Olodumare enviou a este planeta para manter o mundo com o conhecimento de todos. Porque Osun era uma mulher, os outros não a convidavam para suas reuniões. Para demonstrar que ela era a rainha de todas as feiticeiras, ela destruiu todos os seus planos. Eles retornaram a Olódumaré e ele perguntou como estava a mulher entre eles. Eles responderam que não a convidaram para seus encontros por se tratar de uma mulher. Olodumare disse que eles a convidassem e se desculpassem com ela pelo que fizeram e as coisas se acalmaram. Osun solicitou que a permitissem ver todos os seus segredos e exigiu ser admitida para assistir todas as reuniões e depois ela os perdoaria com o que eles concordaram. Em outro Odu Ifa, Osún chegou a iniciar algumas pessoas em Ifa enquanto seu marido estava fora em uma viagem espiritual. É importante salientar que como esposa de Orunmila, uma mulher não deve ver Olofin enquanto estiver passando pela iniciação. Isto é proibido. Esta é a razão pela qual temos duas cerimônias diferentes para a iniciação: elegan, para aqueles que não tem Odu ou Olofin durante a iniciação, e olodu para pessoas que fazem o ipana durante a cerimônia. O papel da mulher não está limitado à cerimônia do culto e a realizar a limpeza, a celebração semanal. Existem algumas, Akapo de Ifa, a quem não é permitido estudar a arte e a prática do Ifa. Algumas são Agbarmate, aquelas que recebem o Ikin Ifa sem passar pela iniciação. Outras, chamadas Iyalase, só cuidam do Ifa aprendendo as cantigas e as danças do culto, mas não possuem um saber mais profundo sobre o Ifa. É através do conhecimento e do treinamento que uma pessoa pode ser reconhecida como Babalawo, ou sacerdote de Ifa. As mulheres que estudam e aprendem a arte e prática de Ifa, entretanto, não podem ser chamadas de Babalawo. Elas são vistas como Iyanifa, mulher que tem conhecimento sobre o Ifa. Da mesma forma, a iniciação não transforma de imediato uma pessoa em sacerdote. Uma cerimônia de iniciação pode ser feita para um garoto de cinco anos, mas isso não significa que ele virou um sacerdote imediatamente. Ele ainda necessitará ser treinado antes de poder ser um sacerdote de qualquer que seja o orixá para o qual foi iniciado. Reis, chefes, homens de negócios têm que fazer a iniciação e receber o Ikin Ifa. Mas isto não os faz sacerdotes. É minha esperança que este livro lance luz na escuridão e nos mostre mais sabedoria recebida de nossos ancestrais. Yemi Elebuibon Sábio de Osogbo
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A PRIMEIRA PRINCIPAL MULHER DE ORUNMILA
Osumilaya, também conhecida como Osumileyo, foi a primeira principal mulher de Orunmila, mesmo tendo em conta que Orunmila teve diversas outras mulheres. O nome de Osumilaya foi o mais famoso dentre todas essas esposas. Teve vários filhos dele e tiveram um feliz casamento. O rei Olofin enviou para Orunmila e seus discípulos, os olhos de Oju e Ikun. Os três Babalawos foram para o palácio. Eles adivinharam para Olofin e Ejiogbe apareceu. Oju, como o mais novo, foi o primeiro a ler uma interpretação de Ifa para o rei: Ele disse que foi por causa de crianças que Olofin os convidou para adivinhar Ele disse que Ifa viu a benção de uma criança para o rei e que seria uma menina e que para a proteção dela, ela deveria casar-se com um sacerdote de Ifa, ele mesmo, Oju. Ikun foi o segundo a interpretar Ifa para o rei: Ele disse queIfáviu a benção de uma criança para o rei Olofin e que seria uma menina que, para sua própria sorte e proteção, deveria casar-se com ele, Ikun. O terceiro e último, mas não o menos importante, era Orunmila que destacou todos os problemas para o rei Olofin e disse-lhe que uma outra criança iria nascer e que seria mulher e deveria casar com um sacerdote de Ifa, ele mesmo, Orunmila. O rei Olofin realizou a oferenda necessária e esta foi aceita. A primeira criança recebeu o nome de Tee E foi dada a Oju como esposa. A segunda recebeu o nome de Oyin E foi dada a Ikun como esposa A terceira recebeu o nome de Osumilaya E foi dada a Orunmila, o grande sacerdote de Ootu Ife, como esposa. Depois de certo tempo Orunmila e seus discípulos partiram de Ile-Ife e só retornaram dezesseis anos depois. Tee foi afastada de Oju. Oyin foi afastada de Ikun. Também Osumilaya foi afastada de Orunmila. Isto deixou Orunmila aborrecido e fez com que a casa de Olofin se tornasse escandalosa e quente. Então eles devolveram Tee a Oju. E devolveram Oyin a Ikun. Também Osumilaya foi entregue de volta a Orunmila.
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Se alguém é belo, é comparada a Tee, a esposa de Oju. Se alguém é gordo, eles se referem como “tão gorda como Oyin”, mulher de Ikun. Ninguém separa Tee de Oju ou Oyin de Ikun. Também é assim com Osumilaya: impossível separa-la de Orunmila. De todas as esposas que Orunmila teve segundo a revelação do Ifa, só Osumilaya lhe deu muitos filhos. Entre os nomes famosos da descendência de Orunmila temos Amosun e Dosunmu. Odu Ifa também dá os nomes de vários outros filhos de Osumilaya, tais como: Ako a jo lola Aguala losu Omo bokun omo eni abe ide Omo eni o sedi bebere Ka fi Ileke si idi omo elomiram Omo eni lama eni je ...etc. Um cão tem honra; Venus é a lua Uma criança recusou as contas de Okun e, ao invés, recebeu cobre Uma criança tem as contas em suas nádegas Você não pode retirar as contas dele e colocar nas nádegas de outra criança Seu filho é seu filho...etc. (Ejiogbe) Você não pode retirar as contas dela e colocar nas nádegas de outras crianças Seu filho é seu filho...etc (Ejiogbe) Referência: Ejiogbe.
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LEGENDA: Apetebii amassando inhame para o dia semanal do Ifa. Foto de Linda Randall (Osunyoyin) Osogbo, 1983. NOTAS Agui ala losu – o arco iris se transformou na lua Ako aja lola – o cão tem honra Babalawo – sacerdote deIfá, o pai dos segredos Ejiogbe – o principal Odu de Ifa Ikun – estômago Ka fi ileke si idi omo elomiran – aquele que não pode colocar contas nas nádegas de outra pessoa Oju – os olhos Olofin – rei de Ile Ifé Omo eni o se ai bebere – criança que tem bunda grande Omo bokun – criança que produziu preciosas contas, ela se tornou cobre. Ootuife - a primeira Ile-Ife Orunmila – “o céu sabe aqueles que deverão ser salvos”. O profeta antigo. Osumilaya – filha do rei Olofin, foi a primeira esposa de Orunmila e é também conhecida como Osumileyo. Oyin – felicidade, alegria. Tee – algo que está no alto.
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APETEBII, A ESPOSA DE ORUNMILA
Orunmila viajou para Ootufe, quando o rei de Asedo enviou-lhe uma mensagem para que viesse predizer para ele e o povo de sua cidade que estavam necessitando de trabalho espiritual. Orunmila enviou-lhe três sacerdotes para fazer advinhação: Obara Egun Tan Egun Pin Pin Pin Pin lomo odo segun. A adivinhação por Ifa foi realizada para Orunmila no dia em que ele estava indo para a cidade de Asedo para os trabalhos espirituais. O sacerdote de Ifa disse-lhe que era necessário um sacrifício para que tudo que fizesse em Asedo tivesse sucesso. Orunmila realizou o sacrifício. O sacerdote também o alertou que ele não rejeitasse ninguém e que havia uma mulher em sua vida em Asedo e que ele não a podia negligenciar. Logo em seguida, Orunmila foi para Asedo. Quando ele estava quase entrando na cidade, começou a chover. Era uma chuva tão forte que Orunmila teve que parar em um bosque antes da cidade. Ele encontrou uma cabana, mas não encontrou seu dono. Orunmila entrou e se deparou com uma mulher lá dentro. A mulher foi muito gentil e recebeu Orunmila com muito carinho. Preparou-lhe o que comer. E tomou suas roupas molhadas para secar. Como a chuva ainda não tinha parado quando escureceu, Orunmila concordou em permanecer na cabana e ali pernoitar. A mulher estava muito feliz em receber Orunmila. Ela pediu a Orunmila passar a noite e em seguida informou-o que não tinha marido e que este era o maior problema de sua vida. Ela implorou mesmo para que ele fosse seu marido. Orunmila concordou e dormiram até a manhã seguinte. Quando Orunmila estava pronto para ir para o palácio, viu claramente a mulher, viu que era uma leprosa. Agradeceu-lhe por sua hospitalidade e prometeu ajudá-la quando quer que pudesse. Orunmila partiu e se encaminhou para o palácio de Asedo. O rei o recebeu gentilmente e deram-lhe um quarto no palácio como um convidado especial. Logo começou seu trabalho para o rei, para o chefe, para o pobre e para o rico. Orunmila permaneceu em Asedo por vários anos e tudo o que fez frutificou. O rei e seus súditos estavam cheios de agradecimentos a ele. Como resultado, Orunmila tornou-se um homem bem sucedido, com muitos escravos, cavalos, dinheiro e várias esposas. E se estabeleceu confortavelmente em Asedo. A cada cinco dias ele e alguns sacerdotes de Asedo iam ao palácio para as consultas do rei. Realizaram sacrifícios para ele e deram-lhe recomendações espirituais.
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Certo dia, quando Orunmila e seus discípulos voltavam do palácio real, havia uma leprosa esperando por ele. Ela reconheceu Orunmila apesar de suas roupas caras, a coroa e seus colares no pescoço. Ela refreou Orunmila e pediu que ele se lembrasse de sua promessa a ela. Todo o corpo da guarda dos sacerdotes de Orunmila ficou enfurecido e queriam enxotar a mulher. Quando ela tentou tocar suas vestes, eles a empurraram. Mas Orunmila os convenceu a deixá-la expor sua questão. Ela chorava: “Você é meu marido. Você me rejeitou”. Orunmila então lhe perguntou quando isso aconteceu. Ela o fez lembrar do dia anterior a sua entrada na cidade de Asedo, quando chovia e ele não pôde continuar sua jornada até o palácio de Asedo. Então Orunmila se lembrou e perguntou: “Você não era leprosa?” Ela respondeu que sim e pediu a Orunmila que permitisse que ela fosse até a casa dele para uma consulta e preparasse um remédio para curar sua lepra. A partir disso, ela começou a ter filhos de Orunmila, a maioria mulheres. Quando elas cresceram, Orunmila deu, uma a uma, em casamento a um Babalawo. Quando o sacerdote de Ifa perguntou a Orunmila a razão porque fazia aquilo ele explicava que “a-criança-cuja-mãe-curamos-da-lepra deveria ser chamada de Apa-ete-bii” . Desde então, todas as esposas de sacerdotes de Ifa são chamadas de Apetebii e, algumas vezes, antes de uma mulher se casar com um Babalawo, ela é chamada de Iyawo Ifa, mas uma vez casada é chamada de Apetebii. Referência: Obara Eguntan. NOTAS Apa-ete-bii – “A filha cuja mãe curamos da lepra” Asedo - a cidade de Asedo não é conhecida atualmente, o lugar pode ter sido destruído durante a guerra. Babalawo - Sacerdote deIfá, o pai do mistério Obara Egutan -O nome do sacerdote deIfá
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IYA, FILHA DE OLUIWO
Úlceras no estômago não ajudam O perseverante é o pai dos documentos O mais velho que tem paciência, tem tudo Este tipo de pessoa desfruta o fruto de seu trabalho A adivinhação por Ifa foi feita para Orunmila No dia que ele viajou para a cidade de Iwo, para fazer previsões para o rei. Orunmila estava em Ootu Ifé quando o rei Oluiwo mandou chama-lo para consultar Ifa para organizar sua vida. Antes de começar a jornada, Orunmila retirou o seu Oke Ipori para fazer adivinhação e acima nomeado sacerdote de Ifa foi convidado. Ele disse para Orunmila ser paciente e que tudo para o qual ele fosse convidado a fazer seria bem sucedido, mas que ele necessitava de paciência e por ser paciente ele seria recompensado.Aconselharam-no a fazer uma oferenda. Após todos os rituais e sacrifícios necessários, ele partiu para Iwo. O rei e o chefe o receberam gentilmente e ele fez as previsões e foi capaz de dar soluções para todos os problemas. Aqueles que queriam dinheiro, tiveram-no. Aqueles que queriam filhos, tiveram. Tudo estava bem em Iwo. Um dia, Orunmila resolveu partir. Informou ao rei sua intenção, mas o rei não queria que ele partisse. O Chefe Oluiwo achou que, talvez, se ele conseguisse uma esposa para Orunmila como reconhecimento por seu trabalho, ele permaneceria mais tempo ali. Foi feito o arranjo para dar a princesa Iya, filha de Oluiwo, como esposa para Orunmila. No dia seguinte, o rei persuadiu Orunmila a ficar mais um tempo, com o que ele concordou após esclarecer através da consulta aIfáse isso era apropriado. O dia do casamento foi marcado pelo rei. Foi um grande dia. Em Iwo, foi oferecida a Orunmila uma bela e agradável celebração de casamento. Quando Iya e Orunmila já viviviam um curto tempo como casados, Orunmila percebeu o que seu Oke Ipori lhe tinha dito, que no início Iya poderia ser um grande problema para ele, porém mais tarde ela seria uma boa esposa. No início, Iya era desobediente. Se Orunmila dizia-lhe para preparar comida, a comida não ficava pronta na hora. Algumas vezes ela pegava o Iroke, um dos instrumentos de adivinhação de seu marido, e o usava como madeira para fazer fogo. Ela usava o pelo do rabo-de-cavalo para jogálo no fogo para que este se acendesse mais rápido. Como Orunmila tinha sido avisado porIfáanteriormente, ele não se queixou. Mais tarde Iya mudou sua atitude e tornou-se uma boa esposa e deu a Orunmila muitos filhos.
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Quando Orunmila chegou a Ootuife, as pessoas que não o viam há bastante tempo começaram a lhe fazer perguntas como: quando ele se havia casado com a nova esposa? Orunmila então lhes informou que dali em diante ninguém mais deveria usar o termo esposa. Então eles lhe perguntaram que novo nome ele daria para a esposa e Orunmila respondeu-lhes dizendo que era Iya, significando “punição”. Disse-lhes ainda que quem queira se casar tem de ser capaz de suportar duros castigos das mulheres – o castigo que Orunmila tinha sofrido pela cidade de Iwo chamou-se Iyawo. A partir daquele dia passaram a chamar todas as jovens que estavam aptas ao casamento de Iyawo. Antes disso o termo usado era “Aya”, e era costume chamar mulheres e esposas de “aya mi”, minha esposa. Mas desde que Orunmila mudou o nome, passou a ser “Iyawo mi”, minha esposa, e todos os problemas financeiros e sofrimentos que alguém encontra durante sua relação amorosa são Iya Iwo. Referência: Ogbeyonu. NOTAS: Aya – esposas Iwo – nome de uma cidade no estado de Oyo, na Nigéria. Iya – punição (= sofrimento), filha de Oluiwo. Oke Ipori – o avô de Orunmila. Oluiwo – rei de Iwo
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EPO, A FILHA DE OLOTA ODO
Os problemas de um lar Não são tão grandes quanto os de um bosque. Os problemas do bosque Não concernem àquele que está dentro de sua própria casa. A adivinhação por Ifa foi feita para Olota Odo O sacerdote lhe disse para dar a princesa em casamento ao sacerdote de Ifa. O rei Olota Odo era famoso e rico, pois costumava enviar seus guerreiros à guerra e ficar com todo o saque. Entre os poderosos guerreiros que foram à guerra pelo rei Olota Odo estavam: Asan eegun mo juku, o grande guerreiro de Olota Odo, Apa-nkeke ija mose, Afi Omori odo run ona ofun gbun-run-gbun. Todos eles eram guerreiros do rei Olota Odo. Orunmila estava em Ootuife. O rei mandou buscá-lo para que Orunmila fizesse predições e sacrifício para ele, de forma que sua vida ficasse tranqüila, estável e para prolongar sua vida. Orunmila fez os trabalhos e revelou ao rei Olota Odo que se ele quisesse realizar seus desejos, uma de suas filhas, Princesa Epo, aquela de tez clara, teria que casar com um Babalawo. Orunmila lhe indicou os ingredientes restantes para o sacrifício. O rei concordou, sem saber que um de seus guerreiros já cortejava Epo. Quando o rei contou sua intenção de presentear Epo a Ifa, como Orunmila havia instruído, o líder dos guerreiros disse ao rei que quando a guerra batesse em sua porta, seria Orunmila quem iria lutar por Olota Odo. O rei explicou o Odu Ifa que caíra na consulta, mas o guerreiro não conseguia entender isto e, por esta razão, o rei Olota Odo mudou de opinião, e Epo poderia casar com qualquer um de seus guerreiros para evitar uma revolta no reino. Não demorou muito e Orunmila partiu para uma cidade próxima para prosseguir com seu trabalho espiritual. Epo crescera. Era uma mulher pronta para o casamento. Orunmila retornou a Ota para visitar o rei Olota Odo. Foi recebido gentilmente como convidado especial e lhe foi dado um quarto especial no palácio. No dia seguinte aconteceu um acidente no rio. A princesa Epo tinha ido até o rio buscar água. Um crocodilo estava quase engolindo-a. Ela gritou, mas sozinha não pode se livrar do crocodilo. O rei enviou todos os seus guerreiros. Lançaram flechas contra o crocodilo, mas de nada adiantou. Então atiraram. Quando a munição acabou, estavam todos angustiados. Então o rei se lembrou que Orunmila estava no palácio. Mandou chamá-lo e Orunmila pediu-lhes para trazer um cão, óleo de palma e uma galinha. Ele fez o sacrifício: abriu o peito do cão e ali dentro colocou os outros elementos do sacrifício. Pediu uma canoa na qual levaria a oferenda para o rio. As margens do rio estavam cheias de pessoas que vieram ver o incidente.
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Quando Orunmila estava chegando perto do crocodilo, ele lançou encantamentos deIfá. Ele então mostrou o cachorro ao crocodilo. Quando este viu seu alimento predileto, o crocodilo deixou a princesa cair na canoa em que Orunmila estava e pôs-se a comer o cão. Orunmila então se regozijou cantando: Iworo ota ewa woran oo Iworo ota e wa woran Ewa wo omo olota lomi Ewa womo edu loke. Todos os cidadãos de Ota venham e vejam Habitantes de Ota venham e observem Venham e vejam a filha de Ota no rio Venham e vejam a descendência do edu antes de tudo. Depois de um período de regozijo e dança, Orunmila apresentou a princesa Epo ao rei Olota Odo e foi aí que o rei disse que esta deveria ser a razão pela qual Ifa tinha dito que a jovem deveria casar-se com um sacerdote de Ifa. O incidente poderia não ter tido solução se Orunmila não estivesse ali naquele dia. Epo poderia ter sido engolida pelo crocodilo e, uma vez que Orunmila foi seu salvador, não havia razão para que ela não se casasse com ele. Desde então o rei Olota Odo não pôde recusar as instruções de Orunmila, porque ele é o caminho e conhece o amanhã. Assim, qualquer mulher queIfáescolher para casar com um sacerdote, ela pode estar segura de que é para sua segurança e proteção. Referência: Irete Olota. NOTAS “Afi omori Odu run ona fun gbun-run gbun” – aquele-que-usa o pilão para limpar sua garganta Apa-nekeke ija mose – Aquele que colocou doença em suas pernas Asan Eegun moju ku – aquele que coloca trava nos olhos Epo – o nome da princesa de Olota Odo, uma mulher de pele clara. Olota Odo – o rei de Ota, no estado de Ogun, Nigeria.
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AWOROSEJU, FILHA DE OLOOYAYUN
Quando despertamos pela manhã Se encontrarmos uma boa pessoa no caminho Isto nos inspira; dá-nos energia. Se encontrarmos uma pessoa desprezível, isto nos deprime. Somente uma pessoa boa é bom de se encontrar. As predições de Ifa foram feitas para Orunmila. No dia em que ele se dirigiu à casa de Elesinoyan Orunmila disse: Elesinoyam, o que você prefere: Nome ou título? Os títulos são passageiros Só o nome persiste até o fim da vida de uma pessoa. Igba cresce como Igba Emi cresce como Emi. É a mão pequena que se usa para pegar uma tartaruga. As predições de Ifa foram feitas para Orunmila No dia em que foi para a casa de Olooyayun. Olooyayun era uma mulher rica e idosa. Apesar de sua idade, ela fazia tentativas várias de engravidar, mas não acontecia. Ela ouviu sobre os feitos miraculosos de Orunmila, que corriam por toda a cidade. Ela enviou um de seus escravos para convidar Orunmila à sua casa de modo a abençoá-la e fazer predições. Ela queria ter uma visão sua antes de morrer. Nada na vida era problema para ela, exceto um filho. Orunmila estava no palácio do rei Elesinoyan. Ele dissera ao rei para não confiar em títulos e coisas suntuosas na vida. Ele disse: logo um título pode deixar a pessoa, mas o nome perdura, até a morte. Não apenas isso, mas suas boas ações e caráter fariam o nome durar pela eternidade. Este foi o sermão de Orunmila no palácio de Elesynoyan. Antes de seguir para o Odumu de Adagbaa, ele pregou a mesma coisa. E indo para Okinkin tii je eyin erin ofon ele finalmente chegou à casa de Olooyayun que recebeu carinhosamente o grande mestre. Ela disse a Orunmila que queria uma consulta e gostaria que Orunmila fizesse predições para ela. E ele disse que foi devido à infertilidade que ela tinha consultado Ifa eIfálhe disse que ela teria uma menina, mas que a menina teria que se casar com um sacerdote de Ifa (Orunmila) porque ela nasceria para morrer. Para que tivesse uma vida longa, esta criança deveria ser dada para Ifa, para ser protegida. Olooyayun ficou feliz e preparou todas as oferendas necessárias. Logo Orunmila deixou-a, partindo para Ile-Ife. Após a partida de Orunmila, Olooyayun ficou grávida. Ela ficou feliz e muito agradecida a Ifa. Nasceu uma menina, tal como Orunmila havia previsto, mas Olooyayun não conseguia encontrar o nome certo para a filha. Fez uma grande festa com comida, música e dança. Após um certo tempo, a missão de Orunmila levou-o de volta à casa de Olooyayun. Ela ficou feliz ao vê-lo de volta e deu-lhe muitos presentes. Quando Orunmila lhe perguntou pelo nome da criança, Olooyayun disse que não pôde lhe dar
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nenhum nome e que aguardara a volta de Orunmila. Ele então olhou para a criança que também o olhou sem pestanejar. Orunmila disse então que uma criança que encara alguém sem piscar deveria se chamar Aworoseju. Foi assim que Aworoseju apareceu. Orunmila alertou Olooyayun que não esquecesse de entregar a menina a um sacerdote. Abençoou-a e partiu. A vida seguiu e Aworoseju cresceu e teve uma boa vida de cuidados e atenção, porque sua mãe era rica, tendo tudo à disposição. Durante seu crescimento ficou sabendo que tinha que se casar com um sacerdote, como sua mãe sempre lhe repetia. Ela se recusou; ela disse que não queria se casar com Orunmila, um homem negro e grande, com dentes muito brancos. Sua mãe continuou tentando persuadi-la, mas ela insistia que nunca se casaria com Orunmila. Mais tarde, Olooyayun mandou chamar Orunmila e pediu que ele marcasse a data do casamento, mas Orunmila não estava em casa e não pôde responder à mensagem. Aworoseju ouviu os planos da mãe. Olooyayun resolveu entregar Aworoseju para Orunmila mesmo sem avisá-lo. Ela organizou uma bela cerimônia, convidou muitos de seus amigos e comprou muitos presentes para Aworoseju – roupas e pertences pessoais. Quando a cerimônia atingiu seu clímax, Aworoseju desmaiou e morreu. Agora iria se encontrar com seus companheiros no céu. Ela viu Orunmila no templo do Todo Poderoso, Olodumare, recebendo uma mensagem. Enquanto isso se fazia muitos esforços para revivê-la. Cantaram encantamentos e realizaram rituais e sacrifícios. Ela disse a Orunmila: você é a pessoa de quem ando fugindo. E quando chego aqui, é você novamente. Orunmila disse para ela voltar para sua mãe, não permita que ela seja faça infeliz e aceite Ifa como seu guardião, para protegê-la e dar vida longa. Ela então despertou e disse para sua mãe que agora estava disposta a casar com Orunmila. Olooyayun organizou um outro dia para o casamento. E Aworoseju cantava e se regozijava com sua mãe. Ela é hoje orgulhosa de ser esposa de Orunmila, um homem negro e forte com dentes muito brancos. Aworoseju, filha de Olooya Se morro na terra Vou para o céu de Orunmila. Referência: Owonrin Sindin. NOTAS Aworoseju – ela olha sem fechar os olhos. Elesinoyan – aquele que tem um cavalo de cor cinza Emi – árvore cujo tronco sai leite, butyrospermum Igba – árvores centenárias, árvore africana com favas de grãos verdes Okin kin tii je eyin ofon – o branco e brilhante que faz a presa do elefante sonora Olooyay yun – ela que tem pentes de coral
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BIOJELA, FILHA DE OLOFIN
Aquele que segura o cutelo firmemente Aquele que segura o porrete firmemente As coisas-que-fazem o chefe da família pegar o cutelo de madeira foram que fez a esposa mais velha reapertar a corda A previsão por Ifa foi realizada para Agbe imo-nmo Aquele que tomou Biojela, filha do Rei Olofin, como esposa. O rei Olofin convidou o sacerdote Agbe para fazer predições. Durante o processo de predição, Ifa revelou para o rei Olofin que ele tinha uma filha princesa que ele deveria entregar a um sacerdote do Ifa como esposa de modo que ela vivesse segura e serena durante toda a vida dela. A guerra estava chegando à porta de Ootu Ife e este foi o motivo pelo qual o rei consultou Ifa. Ifa lhe disse que fizesse oferendas e assim a guerra não ultrapassaria as portas de Ife. Isto foi feito e o rei perguntou a Ifa quem, entre os sacerdotes de Ifá, iria casar com Biojela e Ifa apontou Agbe como seu marido. Biojela era uma Abiku, nascida para morrer, mas eles não se importaram com isso, ela já morrera muitas vezes. Era por isso que se chamava Biojela (Talvez ela se salve). Depois de todo o ritual e oferendas necessários para Biojela, o rei e a rainha concordaram em dar sua filha a Agbe quando ela crescesse. Enquanto o tempo passava Biojela se transformou em uma bela princesa e um bom número de pretendentes, até reis, vinham de todos os cantos, para cortejá-la. Seus pais haviam esquecido o que Ifa dissera. Um dia fizeram um acordo de casamento. Ela iria casar com um homem rico. Sendo princesa não queria se casar com um homem pobre. A cerimônia de casamento foi generosa, com muitas pessoas vindas de todos os locais, para testemunhar a ocasião. Houve uma salva de cem tiros, música e dança antes que Biojela se dirigisse à casa de seu noivo. Ela possuía tudo o que uma mulher poderia ter. Após um certo tempo ela ficou doente. À medida que o tempo passava, ela emagrecia e estava pálida. Não podia comer, pois vomitava tudo. O rei e sua esposa gastaram muito dinheiro. Convidaram ervateiros que vieram de todos os lugares, mas Biojela não melhorava. Certo dia, alguém de Lori lembrou ao rei o dia em que ele consultou Ifa e que, naquela ocasião, Ifa dissera que ela deveria casar-se com um sacerdote. Ninguém mais se lembrara disso e o rei mandou buscar Agbe, o sacerdote do Ifa que deveria casar com Biojela. Quando o sacerdote de Ifa chegou, o rei implorou para que perdoasse seu desrespeito para com Ifa e que, por favor, aceitasse casar com Biojela. Nessa época, Biojela estava quase morrendo e quando Agbe a viu, a recusou. Ele disse: “Agora você quer que eu case com uma pessoa morta”. Quando Agbe recusou terminantemente, o rei Olofin mandou procurar Orunmila para lhe pedir que persuadisse seu sacerdote a aceitar sua esposa. Orunmila interferiu no assunto e assegurou a Agbe que Biojela não morreria.
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Então vestiram Biojela com ricas roupas, colares etc. para que se tornasse atraente para Agbe. Todas as mulheres do palácio vieram se ajoelhar para pedir a Agbe que aceitasse casar com Biojela, enquanto cantavam: Nós a vestimos lindamente Agbe, por favor, aceite Biojela, filha do rei Olofin Colocamos pulseiras em seu tornozelo Agbe, por favor, aceite Biojela Princesa de Olofin E Agbe com voz de arrependimento disse: “Não deveria aceitar isso de vocês, mas Ifa disse que eu aceitasse, vocês convidaram um herbalista e gastaram muito dinheiro e onde eles estão agora?” Agbe prosseguiu: Biojela, ela-que-tanto emagreceu Biojela, aquela que vomita tantas vezes Biojela, aquela que não fica boa. O rei e Orunmila o persuadiram e Agbe levou Biojela para casa e, após uma série de rituais e sacrifícios, ela ficou boa e agradeceu a Ifa e Agbe. Desde então, o rei Olofin disse que era obrigação de qualquer uma que Ifa escolhesse para casar com um sacerdote, fazê-lo de bom grado. Referência: Irosun Agbe NOTAS Abiku – criança que nasce para morrer Agbe – o nome do sacerdote de Ifa Biojela – talvez ela seja salva Irosun Agbe – o nome do Odu Ifa no qual esta história tem origem. Olofin – rei de Ile-Ife
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TEFUN, A FIEL ESPOSA DE ORUNMILA
Esisi, o sacerdote da fazenda A predição foi feita para Orunmila No dia em que ambos olhavam um para o outro Orunmila estava em Ootufe, com sua querida esposa Tefun e alguns discípulos. Já fazia um bom tempo que Odidere e Leopardo, ambos discípulos de Orunmila, estiveram com ele; mais tarde Orunmila os permitiu permanecer em suas próprias casas vindo apenas para as aulas, sempre que necessitassem. No dia da semana de Ifa, Orunmila fez predições e Ifa disse-lhe que logo ele deveria fazer uma jornada, mas antes deveria realizar um sacrifício para que voltasse rapidamente para casa, pois o lugar seria tão bom para ele que corria o risco de não voltar para casa a tempo. Depois de fazer todos os sacrifícios necessários, Orunmila recebeu uma mensagem de Akure, que todos os seus habitantes queriam a presença de Orunmila para que fizesse as predições para que a vida corresse bem para todos. Rapidamente Orunmila embalou todos os seus objetos de Ifa. E combinou com seus dois discípulos que eles deveriam visitar Tefun, pois ela poderia precisar da ajuda deles e providenciou dinheiro para a comida e solucionou todos os problemas domésticos. Orunmila fez adivinhações em Akure, realizando vários outros trabalhos espirituais para os que necessitavam de dinheiro, para as mulheres inférteis, para os abikus, para fazendeiros que desejavam aumentar suas colheitas e homens de negócio que desejavam maiores lucros. Todos eles agradeceram a Orunmila, e este agradeceu ao Todo Poderoso, Olodumare. Cada vez que Orunmila pensava voltar para casa, surgiam pessoas com mais problemas. Apesar de tudo isso, ele estava sempre com o pensamento em sua esposa Tefun e em sua casa. Um dia, eles resolveram fazer de Orunmila, um rei. Ofereceramlhe quatro belas mulheres, escravos, servos e cavalos. Tudo isso foi colocado nas mãos de Orunmila de modo que ele não pensasse tanto em seu lar e desse toda a atenção para eles. Em Ile-Ife, Tefun estava sozinha. Ela desejava rever seu marido que partira já há vários anos. Quando ela viu um sacerdote de Ifa, fez um jogo para saber sobre o marido. Todos os discípulos de Orunmila, incluindo o Papagaio e o Leopardo visitavam Tefun diariamente para estar em sua companhia e para ajudá-la em todos os problemas domésticos. Opele, entretanto, se mantinha distante. Como Tefun não via Opele por um bom tempo, quando ele apareceu, Tefun pediu que ele fizesse adivinhação para ela. Mas Opele não conseguiu atender as recomendações de Ifa e começou a cortejá-la tocando seus seios. Tefun ficou furiosa e lembrou-lhe que tocá-la era um tabu para os discípulos de Orunmila. Opele disse-lhe então que Orunmila nunca voltaria e, por isso, aconselhava Tefun a fazer amor com ele. Tefun recusou-se e ele então implorou para que ela não contasse o ocorrido a alguém.
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Durante o dia de semana de Ifa, Papagaio e Leopardo foram visitá-la novamente e ela pediu-lhes que adivinhassem para ela. E eles disseram que se ela queria que seu marido voltasse para casa, ela necessitava fazer um sacrifício com Okete (rato gigante), dezesseis búzios, e um pombo. Tefun imediatamente partiu para o mercado para comprar esses ingredientes. Enquanto isso, em Akure, Orunmila jogava para ver sua esposa e Ifa lhe disse para fazer a mesma oferenda. Ele enviou um de seus escravos em busca de um rato gigante. Buscaram em cada canto da cidade, mas não havia nenhum rato gigante, mas sugeriram-lhe que enviasse seus escravos ao mercado de Ojugbomekun, em Ile-Ife. Só havia um único rato gigante no mercado de Ile-Ife quando chegou o mensageiro que vinha de Akure. Tefun chegara primeiro, mas ela tinha barganhado o preço, com esperança de que pudessem baixa-lo. O mensageiro de Akure pagou mais que o preço pedido e, assim, comprou o rato. Quando Tefun voltou decidida a comprar o rato, a vendedora disse que este havia sido vendido. Tefun estava aborrecida e perguntou quem comprara Okete, o rato gigante. A mulher disse ter sido alguém de Akure. Tefun correu atrás do mensageiro e o fez parar. “Qual a pessoa que lhe pediu para comprar meu rato gigante?” – perguntou Tefun. O escravo respondeu: “O senhor meu rei”. “Quem é este rei?” – ela perguntou. “Vou segui-lo até o palácio para descobrir”. E foi assim que Tefun seguiu o escravo até o palácio em Akure. Tefun colocou seu olhar sobre Orunmila novamente e Orunmila colocou seus olhos em Tefun. Ela estava mais do que feliz e Orunmila também se alegrou. Ele disse a seu povo que fizesse um grande banquete e a apresentou a todo mundo. Um pouco depois ela passou a contar a Orunmila tudo que aconteceu em sua ausência. Tefun disse a Orunmila: Ela isode em sua ausência O rato foi usado para elevar um rei com a sua morte Orunmila disse que o rato estava adequado Eles são da mesma mãe Isto era conveniente e correto Tefun disse: Orunmila Em sua ausência foi Amogide Que veio substituir Leopardo Após a morte de Leopardo Orunmila disse que estava adequado Eles são da mesma mãe Isto era conveniente e correto. Tefun disse: Ela isode Em sua ausência Eles escolheram Aganran fefe para ser rei Após a morte de Odidere (Parrot) Orunmila disse que estava adequado Eles eram da mesma mãe
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Isto era conveniente e correto Tefun disse: Orunmila, em sua ausência Opele, a corrente divina, tocou meus seios Orunmila disse: Ah! Opele, você é meu discípulo Você não vai encontrar riquezas Você vai trabalhar, mas não desfrutará do fruto de seu trabalho. A partir daí, Orunmila rejeitou Opele como seu discípulo e o maldição caiu sobre sua cabeça. Se o Babalawo quisesse consultar, ele usaria Opele para o jogo e para prescrever o tipo de oferenda, dinheiro, cabrito, roupas etc. mas depois do sacrifício, Opele não era acalmado ou lhe davam qualquer coisa do material das oferendas. Ele apenas trabalhava como sacerdote de Ifa sem nada receber em troca. Assim, depois disso, tornou-se proibido para qualquer estudante do Ifa acariciar a mulher de seu mestre Oluiwo. O castigo estará sobre suas cabeças e eles serão aqueles que não alcançarão sucesso em sua profissão. Referência: Obara Kosun NOTAS: Akure – capital do estado de Ondo, na Nigeria. Amogidi – família do leopardo. Ela isode – louvação a Orunmila Esisia –espécies de tragia (Euphorblaceae) Odidere – papagaios. Oluiwo – título dado ao sacerdote de Ifa que tem muito conhecimento; em outras palavras, Oluiwo é um mestre, na mesma posição que Araba, o chefe de todos os sacerdotes de Ifa. Opele – corrente divinatória; o nome de uma semente de Ifa que os sacerdotes de Ifa usam em suas previsões. O sacerdote coleta essas sementes na floresta e abre o fruto. Dentro tem que ser um jogo completo de oito ou quatro unidades. Eles usam um colar para mantê-las, ou uma corrente, algumas vezes, rosário. Deve ter quatro em cada lado e seu nome foi dado a um homem que foi um dos discípulos de Orunmila antes de ser o nome de uma árvore. Este discípulo tentou fazer amor com a esposa de seu mestre e, como resultado, Orunmila o amaldiçoou. Ele trabalha e trabalha sem recompensa. Todos os sacerdotes de Ifa usam-no como instrumento para prescrever todos os itens de um sacrifício; eles dão oferendas a Ikin Ifa, mas não a Opele. Ikin Ifa é uma noz sagrada de palmeira.
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IWA, A ESPOSA DE ORUNMILA
Oosa foi quem criou a paw paw como fruta O que torna sua boca grande e grossa De modo que o filho de um homem pode brincar com ela Eles fizeram adivinhação por Ifa para Orunmila No dia em que ele iria escolher Iwa como sua esposa A personalidade de Iwa, o seu jeito, é de mulher. Ela não é linda, mas é bonita. Além disso, não é arrogante nem desobediente, e é por esta razão que muitos tentavam conquistá-la, entre eles Orixás, além dos seres humanos. Orunmila também queria casar com Iwa, e assim consultou Ifa e o sacerdote explicou-lhe que ele iria ser feliz com ela; seria uma grande benção. Entretanto era necessário fazer uma oferenda para que ela ficasse com ele por muito tempo. Se ela abandonasse Orunmila, as coisas não seriam tão fáceis como inicialmente eram. Orunmila fez o sacrifício para que Iwa casasse com ele, mas não aquele para que ela permanecesse longo tempo com ele. Após as devidas cerimônias, Iwa tornou-se esposa de Orunmila e foram ambos muito felizes. A vida seguia tanquila e com sucesso e Orunmila se tornou famoso. De todos os lugares vinham pessoas para ver Orunmila. E o dinheiro era abundante. Orunmila não prestou atenção a algumas coisas que Iwa queria fazer e por isso, ela resolveu abandona-lo. Depois de sua partida, as coisas ficaram tão difíceis que Orunmila quase não tinha o que comer; não tinha dinheiro e nem trabalho. Então Orunmila pediu ao sacerdote para fazer um jogo. Ifa revelou-lhe que se ele quisesse sua mulher de volta ele necessitava fazer um sacrifício e uma viagem. Orunmila fez a oferenda e saiu em busca de sua mulher. Logo conseguiu saber que ela estava no palácio do rei Alara. Orunmila ficou aborrecido. Por que o rei Alara não tinha retido Iwa e enviado uma mensagem para ele? Ele partiu para lá. À porta do palácio, Orumila cantou: Rei Alara Você encontrou Iwa para mim? Iwa, é Iwa que nós todos estamos buscando Se uma pessoa tem dinheiro Mas não tem caráter O dinheiro pertence a outro. Se uma pessoa tem uma esposa E ela não age corretamente Esta esposa pertence a outro Rei Alara Você encontrou Iwa para mim Iwa, é Iwa que procuro. O rei Alara respondeu que Iwa tinha ido para o reino de Ajero. Orunmila disse que iria brigar com Alara, pois ele não reteve sua esposa. Orunmila partiu para o palácio do rei Ajero. À entrada do palácio de Ajero, Orunmila cantou:
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Rei Ajero, você encontrou Iwa para mim? Iwa, é Iwa que todos nós estamos buscando. Ajero, você encontrou minha esposa para mim? Iwa, é Iwa que todos nós estamos buscando. Se uma pessoa tem dinheiro Mas não tem caráter O dinheiro pertence a outro. Se uma pessoa tem uma esposa E ele não age corretamente Esta esposa não é dele Pertence a outro. Se uma pessoa tem filhos E eles não têm bom caráter Esses filhos não pertencem a ele Pertencem a outro. Ajero, você encontrou minha esposa para mim? Iwa, é Iwa que todos nós estamos buscando. Rei Ajero respondeu que Iwa tinha partido há pouco para o palácio de Owarangun Aga. Orunmila amaldiçoou Orangun por não tê-la detido sabendo que era sua esposa. Orunmila, que deixava as brigas para sua viagem de volta, cantou: Owarangun, você encontrou minha esposa? Iwa, é Iwa que todos nós estamos buscando Se uma pessoa tem dinheiro Mas não tem caráter O dinheiro pertence a outro. Iwa, é Iwa que todos nós estamos buscando Se uma pessoa tem uma esposa E ela não age corretamente Esta esposa pertence a outro Iwa, é Iwa que todos nós buscamos. O rei Owarangun disse que Iwa partira há pouco. Ela partira para o palácio de Aseyin. E Orunmila partiu para o palácio de Aseyin. Na entrada do palácio, Orunmila cantou: Aseyin, você encontrou Iwa para mim? Iwa, é Iwa que todos nós buscamos, Iwa Se uma pessoa tem dinheiro Mas não tem caráter Esse dinheiro pertence a outro Iwa, é Iwa que todos nós buscamos, Iwa. Se uma pessoa tem uma esposa E ela não tem boas ações Ela pertence a outro Iwa, é Iwa que todos nós buscamos, Iwa
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Aseyin disse para Orunmila: “Não se preocupe muito. Iwa está aqui. Eu estava justamente lhe enviando uma mensagem para dizer que sua esposa estava aqui.” Orunmila disse (Bi a ba se keke ija ka mu ti Aseyin kuro): se você quer brigar com qualquer um, exclua Aseyin porque os outros reis são seus melhores amigos e ele os ajudará. Ele fez consultas e também oferendas para eles. Tornaram-se poderosos e famosos. Como os outros não puderam deter sua esposa e nem lhe mandar mensagens, ele agradeceu a Aseyin e levou sua esposa de volta. Depois que os três outros reis tornarem-se cientes do aborrecimento de Orunmila, eles pediram perdão e Orunmila ensinou a todos os seus discípulos e devotos, que Iwa, caráter ou atos, é o mais importante para uma mulher. E que se Iwa não fosse boa esposa e importante para seu marido, ele não teria passado por todos aqueles problemas que envolveram a busca de Iwa. Assim, tornou-se um provérbio e uma canção que seja o que for que você tenha em riqueza e fama, se você não tem Iwa, bom caráter, tudo é em vão, mesmo que você seja um rei ou um presidente. Referência: Ogbe Alara NOTAS Ajero - rei de Ijero Ekiti, no estado nigeriano de Ondo. Alara – rei de Ilara, na fronteira de Ekiti, no estado de Ondo. Aseyin – rei de Iseyin, no estado de Oyo, na Nigéria. Iwa – feito, caráter, ela é uma mulher, a filha de Olokun. Ogbe Alara – o nome de um Odu Ifa, de onde vem esta história; se Iwa está perdida, então tudo está perdido para homens e mulheres, Iwa é o mais importante. Oosa – ou Orisaala, deus da criação, aquele que molda a cabeça de um bebê é também conhecido com Obatala e Obatarisa. Owarangun Age – rei de Ila Orangun, no estado de Oyo, na Nigéria.
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OFUN GBADARA, FILHA DE ALARA
Ofungbada, a filha de Alara Ofungbadara, a filha de Ajero Peregunsusu, a filha de Osun A previsão de Ifa foi feita para Orunmila O dia em que ele ia se tornar marido de três esposas. Depois de uma longa série de preparações e oferendas do Príncipe para o rei, Alara decidiu recompensar Orunmila dando-lhe sua única filha, a Princesa, como esposa. Logo depois o rei Ajero, decidido a competir com o rei Alara, deu sua filha a Orunmila. Ofungbadara era a princesa de Alara e Ofungbada era a princesa de Ajero. Assim como Orunmila era o conselheiro espiritual de divindades, reis e pessoas comuns, Osunmeri costumava também se aconselhar com ele. Osunmeri começou a ver os eficientes trabalhos de Orunmila como grande sacerdote, e também deu sua filha para Orunmila. Agora Orunmila tinha três esposas de três povos importantes. Como princesas, elas amavam ter espécies de coisas que Orunmila não podia prover. Isto, algumas vezes, causava uma série de aborrecimentos. Além disso, estavam aparecendo poucos trabalhos para Orunmila e todos lhe diziam para buscar outras profissões. Mas Orunmila insistia em não fazer qualquer outro trabalho a não ser espalhar a mensagem do Ifa e todos os seus trabalhos tradicionais. Mas algumas vezes não ganhava tanto dinheiro quanto suas esposas gostariam. Um dia, Ofungbara, a filha de Alara, Ofungbadara, a filha de Ajero e Peregun Susu, a filha de Osunmeri, cobraram dinheiro juntas. E o deram a Orunmila como uma contribuição para fazer com que Orunmila começasse uma nova carreira de negócios de modo que a situação deles pudesse melhorar. Após muita persuasão, Orunmila concordou. Elas disseram a Orunmila: “Você não vê seus irmãos Ogun, Xangô e Obatalá: Eles vão à guerra. E também começaram a negociar, viajando para mercados distantes para comprar e vender coisas lá e foi assim que eles agora têm dinheiro”. Elas disseram a Orunmila o nome do mercado e as coisas que ele podia comprar e trazer para casa de forma a ganhar muito dinheiro. Em um dia de feira, Orunmila levantou-se cedo e estava pronto para partir em sua viagem de negócios. No caminho, encontrou algumas pessoas como ele, todos ansiosos por chegar ao mercado antes que este fechasse. Depois de um tempo, Orunmila chegou a um lugar onde ouviu canções de Ifa. Pareceulhe que estavam realizando uma nova iniciação. E Orunmila parou para observar, e eles cantavam e o canto e a dança atraíram Orunmila de modo que ele esqueceu tudo sobre a feira. A canção seguia: Nós buscamos boas pessoas Boas pessoas quem chamamos Ejiogbe venha e nos abençoe Abençoe-nos com as boas pessoas que buscamos ...etc
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Depois de um tempo, o sacerdote chefe da cerimônia viu que Orunmila estava embarcando em algo que não era bom para ele. E disse-lhe para fazer uma oferenda com todo o dinheiro que trazia, um pombo e uma ave. Orunmila assim fez e retornou a casa sem nada. As três esposas estavam aguardando Orunmila e ficaram surpresas quando Orunmila contou-lhes o acontecido. Não podiam acreditar. “Mas como, Orunmila? Você não gosta do mundo dos negócios?” E ele respondeu: “Não”. Seu criador Olodumare não o enviou para fazer este tipo de negócios na terra. Ele estava aqui para ajudar os enfermos a terem boa saúde, o pobre a ficar rico e as estéreis a terem filhos. Esta era a sua missão no planeta. Em uma segunda ocasião as três esposas deram dinheiro a Orunmila para ele se tornar um negociante, mas outra vez aconteceu a mesma coisa. E assim as três esposas resolveram deixar Orunmila. Uma a uma, todas as três o abandonaram. Mas Orunmilá não se preocupou. Logo após elas partirem, os trabalhos apareceram para Orunmila, tanto que ele não dava conta. Reis, rainhas, ricos e pobres, todos vinham consultá-lo e ele começou a acumular muito dinheiro, presentes e recompensas, uma após outra. Orunmila construiu uma nova casa e comprou cavalos e roupas caras. E se tornou famoso. Suas três esposas então quiseram voltar, mas Orunmila as rejeitou. Então ele cantou: Se eu vou ficar rico Quem sabe, quem sabe meu futuro, Quem sabe? Se vou ter esposas Quem sabe? Quem sabe meu futuro? Quem sabe... etc.? Referência: Ofun Nagbe. NOTAS Ajero - rei de Ikere, ambos no estado de Ondo, Nigeria. Alara – rei de Ilara Obatalá – a divindade da Criação Ogun – a divindade do ferro e da guerra; patrono de todos os ferreiros Olodumaré – Deus Todo Poderoso Osunmeri – divindade dos rios, mãe benfeitora de todas as crianças Peregun – dracena fragans Xangô – divindade do trovão
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ERELU, A ESPOSA DE ORUNMILA
Aquele – que – levanta – a – madeira conhece a lâmina Aquele – que – colhe – sementes – de – palmeira se ramificará em uma palmeira A consulta por Ifa foi feita para Erelu, a esposa de Orunmila. Erelu é uma bela esposa de Orunmila. Viviam ambos em Ile-Ife antes de se casarem. Havia muitos homens, chefes e reis que gostariam de tê-la como esposa. Um príncipe de Iwoye por muito tempo batalhou para conquistar Erelu e, quando ela se tornou esposa de Orunmila, este homem continuou a pressioná-la para casar-se com ele, mas Erelu recusou e disse-lhe que este casamento era um tabu. Como este homem não deixava de insistir para que Erelu se casasse com ele, ela e Orunmila decidiram fixar-se em um local distante chamado Iwoye. E um dia Erelu fingiu que estava doente e desfaleceu. Todos os esforços para revivê-la falharam. No passado eles não enterravam corpos no chão. Penduravam-no em uma árvore ou o repousavam atrás de uma árvore. Erelu e seu amante sabiam disso e seus planos eram que após levá-la para a floresta do descanso (Igbo Ifeyinti), mais tarde ele iria lá, a libertaria de forma que pudessem fugir juntos. Assim que abaixaram o corpo de Erelu sobre o solo, o príncipe de Iwoye apareceu e desatou todos os panos que tinham sido usados para envolvê-la, e os dois fugiram. Logo depois este homem veio para sua cidade natal, Iwoye, onde foi coroado rei. Assim, Erelu se tornou rainha e ali se estabeleceram. Mas Erelu ficava sempre preocupada com Orunmila e seus filhos. Ela disse, Orunmila não é fácil de se enganar. Ele vai descobrir um dia e meu castigo será sério”. Seu amante estava sempre contrário a sua opinião, uma vez que eles estavam muito longe, em um lugar onde ninguém sabia sobre eles. Em frente ao palácio havia uma feira, e ali Erelu montou um quiosque, onde vendia quiabo. Pessoas vinham de todos os lugares para o mercado de Iwoye. Um dia, um dos discípulos de Orunmila veio a Iwoye para buscar certos ingredientes e descobriu Erelu. Ficou surpreso, pois se acreditava que Erelu estava morta. Quando chegou em casa, contou o acontecido a Orunmila. Orunmila, então, fez um jogo para descobrir se Erelu estava morta ou viva e Orunmila decidiu ir e trazê-la para casa. Foi dito a Orunmila que não esquecesse seu tabu. Para acalmar Egungun ele devia também comparecer à cerimônia. Após todos os necessários sacrifícios e rituais, Orunmila e seus discípulos puseram-se a caminho. Quando alcançaram Iwoye, eles foram hospedados na casa de (Alagbaa), responsável pelo culto de Egungun e enviaram uma mensagem ao rei Oluwoye que uma companhia de máscaras de Ile-Ife queria entretê-lo. Erelu estava então começando a suspeitar de alguma coisa e o rei disse-lhe que era Egungun, e não um trabalhado de adivinhação. Erelu insistiu que antes de acreditar nisso, ela queria que o rei mandasse procura-los e perguntar sobre sua proibição. Eles
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responderam ao rei que não tinham nenhuma interdição. Então Erelu assegurou ao rei que não eram pessoas de seu marido e que eles poderiam vir, pois ela sabia que seu marido Orunmila tinha uma proibição, Ele era proibido de beber água do dia anterior e era também proibido comer comidas do dia anterior. Ele estava acostumado a tudo fresco. Foi, então, afixado um dia para que se apresentassem na corte. Orunmila e seus discípulos usaram máscaras e começaram a fazer soar gongos ao partir do lugar em que estavam alojados. Um grupo de pessoas os seguia para ver o espetáculo e eles cantavam: Deixem-nos brincar Deixem-nos brincar na cidade de Iwoye Deixem-nos brincar. Quando alcançaram o palácio de Oluiwoye, o líder dos mascarados fez uma breve introdução explicando que o show que iriam assistir naquele dia era único e que sua origem era da antiga cidade de Ile-Ife. Egungun então deu início ao espetáculo que mostrava a forma como Erelu fingiu estar doente e como seu amante veio para fugir com ela. Erelu ficou surpresa e chocada. Ela disse ao marido que era Orunmila, mas o rei disse que não. Quando o espetáculo chegou ao clímax Orunmila então apareceu em pessoa e confrontando o rei disse que iria levar, naquele dia, sua esposa de volta para casa. “Erelu venha para casa comigo”. Erelu não conseguia dizer uma palavra. Ela apenas seguiu Orunmila e os discípulos dele cantavam: Erelu pare de mentir Erelu pare de enganar a cidade de Iwoye Erelu pare de mentir Como mulher Como traidora. Como uma traidora Como uma mulher Como um amigo Como um inimigo Tão inimigo quanto amigo Erelu pare de mentir Erelu pare de enganar a cidade de Iwoye Erelu pare de mentir. Assim foi difícil para Erelu ter qualquer caso fora de seu casamento. Desde então ela devotou sua vida a Orunmila sem pensar em fugir outra vez. Referência: Idingunda. NOTAS Alagbaa –chefe dos cultos de Egungun
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Apetebii – uma esposa de Orunmila e o nome pelo qual é chamado todas as esposas de Babalawo hoje. Egungun – mascarado, espírito ancestral Erelu – título dado à mulher entre os membros do culto secreto Ogboni, mas neste caso é o nome de uma mulher que primeiro recebeu este nome. Igbo Ifeyinti – bosque onde os mortos descansam antes que as pessoas o enterrem. Iwoye – cidade próxima a Ede, que está a nove quilômetros de Osogbo, no estado de Oyo, Nigéria. Oluwoye – rei de Iwoye
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AJE, A ESPOSA DE ORUNMILA
Em frente da casa No quintal da casa Adivinhação por Ifá foi feita para Orunmila O dia em que ele receberia Aje como esposa. Orunmila reuniu alguns de seus discípulos para que fizessem predições para ele. Aje era uma mulher importante, uma divindade, como ministro do comércio. Era rica e tinha muitos escravos. Entre seus escravos havia um de nome (Onipansan Owere), aqueleque-tem-um-chicote-pequeno e Anamo naye aquele-que-castiga-filho-e-mãe. Orunmila também tinha um guarda-costas corajoso, um escravo chamado Odogbo, que era um homem muito forte e ele tinha um encantamento podereoso que usava quando guerreava. Aje era, como mulher, responsável pela limpeza semanal do templo de Orunmila, limpando o chão, pintando o santuário com as folhas de índigo depois de todos terem feito preces e dado obi a Ifa. Como mulher de negócios, Aje podia fazer suas próprias viagens de negócios. Na Feira de Ojugbomekun, onde consumava vender seus artigos, ela tinha um escravo para carregar suas mercadorias. Chegou a um ponto que aconteceu uma venda no mercado. Foi uma época em que muitas pessoas compravam roupas nas mãos de Aje e ela ganhava muito dinheiro. Ela mal tinha tempo para seu trabalho semanal em casa. Por seis semanas ela não esteve em casa para ajudar seu marido com os trabalhos de limpeza. E certa vez Orunmila disse-lhe que comprasse obi e desse a um de seus escravos para que ele trouxesse o obi para Orunmilá em casa, mas devido à multidão, Aje estava ocupada vendendo e comprando e ela esqueceu. Mais tarde, quando voltou para casa, disse a Orunmila que esquecera. Quando ela repetiu a mesma coisa muitas vezes, Orunmila ficou tão aborrecido que chamou seu escravo Odogbo e mandou-o ao mercado punir Aje. No dia imediatamente seguinte, Aje apareceu no mercado. Costumava haver sacerdotes no mercado, para aqueles que precisassem de serviços. Um deles viu Aje chegando e fez a predição. Ele disse que Aje que ela estava com problemas com o marido e que a única forma de se salvar era comprar obi e o maior peixe seco, levá-los para casa e oferecer ao Oke Ipori de seu marido. Também advertiu que ela não devia voltar para casa pelo mesmo caminho pelo qual costumava vir para o mercado. Odogbo estava pronto para o conflito com Aje na entrada da floresta. Depois de compras e vendas, Aje comprou o obi e um grande peixe seco e usou a outra entrada para ir para casa. Ela foi para o altar de Orunmila e colocou sua cabeça no chão. Ajoelhou-se (Yirika) e pediu a Orunmila para perdoá-la e deu o obi para seu Oke Ipori. Orunmila ficou surpreso e perguntou “Quem lhe disse para fazer isso?”. Após persuadila, Orunmila concordou e a perdoou. Odogbo estava no caminho para o mercado e esperou em vão por Aje. Quando Odogbo descobriu que Aje não ia passar por aquele
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caminho, voltou para casa sedento, com fome e furioso. Seus olhos estavam vermelhos. Quando Orunmila o viu, pediu-lhe que fizesse o favor de baixar a espada que ele havia empunhado. Odogbo recusou-se. Quando Odogbo não quis ouvir Orunmila, este se pôs a cantar: Odogbo baixe sua espada Odogbo baixe sua espada Aje me deu obi e peixe Odogbo baixe sua espada. Orunmila teve que lhe dar óleo de palma para beber e Odgbo se acalmou. Odogbo disse para seu mestre: “Nunca me envie uma pessoa quando você sabe que vai poupála”. Orunmila pediu-lhe que não ficasse zangado. Aje então prometeu nunca mais fazer tais coisas novamente. A partir de então é importante que todas as esposas de Babalawo observem um dia da semana em casa. Referência: Ogunbaborogbe. NOTAS Aje – dinheiro, rica divindade feminina que controla mundo, um ministro das finanças. Odogbo – guarda-costas de Orunmila. Ogundaborogbe - nome de Odu Ifa, onde esta história se origina. Oke Ipori – o avô de Orunmila
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ORUNMILA E SUAS DUAS ESPOSAS
Osedii bela entre os Odu de Ifa Ogunbere bela entre as serpentes Ganancioso e ladrão são iguais Prostituta e abiku são a mesma coisa As predições por Ifa foram feitas para Orunmila No dia em que ia casar com a simpática e bela filha de Alara Também com desprezível filha de Ijero. Foi Orunmila quem convidou o sacerdote acima nomeado para vir fazer predições para ele. O Odu que apareceu foi Osedii e ele disse para Orunmila que Ifa tinha visto duas esposas para ele, mas que ele necessitava fazer um sacrifício de modo que ambas as esposas pudessem ter filhos. De fato, Orunmila estava apaixonado por Afinju, princesa de Alara. Ele jogou Oke Ipori para saber o resultado do casamento. E o Ifa viu uma benção de uma outra esposa. Então ele realizou o sacrifício necessário e Afinju tornou-se sua esposa. Ela era muito suave, limpa e bela. Cuidava muito bem de Orunmila; preparava a comida na hora, lavava e mantinha limpos o templo e a casa. Orunmila estava muito feliz. Depois de um tempo o rei de Ijero mandou uma mensagem para Orunmila que sua filha Obunradiradi seria dada a Orunmila como reconhecimento por tudo que ele havia feito. O Ifa também confirmou isto. Eles marcaram o dia e Orunmila esperou sua nova esposa. Fizeram todos os rituais necessários. Obun, a filha de Ajero, chegou, mas como um nome sempre descreve uma pessoa, Obun era uma pessoa sórdida e sem asseio. Era preguiçosa e esquecia de cuidar do templo. Isto marcou uma grande diferença. Afinju estava mais próxima a Orunmila, mas não tinha filhos. Ao passo que Obun começou a dar muitos filhos a Orunmila. À medida que o tempo passava, Afinju e Obun resolveram visitar seus pais, aos quais não viam havia bastante tempo. Após alguma pressão, Orunmila concordou em acompanhá-las para visitar os sogros. A estrada que leva a Ijero é à esquerda e a estrada de Ilara, é à direita. Quando estas estradas se cruzaram, Orunmila são sabia a que esposa seguir. Decidiu-se por seguir Afinju, aquela que o tratava carinhosamente em se tratando de alimentação e que era agradável. Mas todas as crianças atrás de Obun se puseram a gritar: “papai, papai, não vá, papai não vá”. Orunmila ficou tão confuso que se pôs a rezar para Ifa. Ele recitou Iyere: As coisas são como são A prole de Agbonuiregun. Coro: Hin-in (sim) Osedii, linda pelo Odu Ifa Coro: Hin-in (sim) Oguinbere bela entre as cobras Ganancioso e ladrão
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Eles são todos iguais Cor: Hin-in (sim) Prostitutas e abiku são o mesmo A adivinhação por Ifa foi feita para Orunmila No dia que ele gostaria de casar com Afinju, a filha de Alara Coro: Hin-in (sim) A sordidez não é boa, eu agradeço a todos vocês Coro:Hin-in (sim) A sordidez não é boa O Ifa vai seguindo, “aquela-que-tem-alimentos- e-cozinha-os-alimentos”. Coro: Ifa vai seguindo, “aquela-que-tem-alimentos- e-cozinha-os-alimentos”. A sordidez não é boa Ifa vai seguindo, “aquela-que-tem-alimentos- e-cozinha-os-alimentos”. Neste momento, Elegbara apareceu e falou para Orunmila que não abandonasse seus filhos por causa de comida. Ele disse: ”Orunmila, neste momento você está confuso” e, assim, Orunmila decidiu seguir Obun. Mas então Afinju começou a reclamar. Ela disse: ”Orunmila, você agora esta me rejeitando porque não lhe dei filhos”. E chorava. Orunmila ficou ainda mais confuso; ele não sabia o que fazer e de novo recitou: As coisas são como são A prole de Agbonuiregun. Coro: Hin-in (sim) Osedii, linda pelo Odu Ifa Coro: Hin-in (sim) Oguinbere bela entre as cobras Ganancioso e ladrão Eles são todos iguais Cor: Hin-in (sim) Prostitutas e abiku são o mesmo A adivinhação por Ifa foi feita para Orunmila No dia que ele gostaria de casar com Afinju, a filha de Alara Coro: Hin-in (sim) E Obun Radiradïï a filha de Ijero Coro: Hin-in (sim) Uma mulher sem filhos não é bom Coro: Him-in (sim) Uma mulher sem filhos não é bom, agradeço a todos Coro: Hin-in (sim) Uma mulher sem filhos não e bom O Ifa segue mães de crianças Coro: Hin-in (sim) Juntos: Uma mulher sem filhos não é bom Ifa segue mães de crianças E e e e.
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Uma mulher sem filhos não é bom Ifa segue mães de crianças Orunmila O o o. Elegbara e Orunmila agora estavam juntos. Ele recomendou a Orunmila fazer uma consulta para solucionar seus problemas, ele disse que se ele estivesse naquela posição ele viria a Orunmila para aconselhamento espiritual. Orunmila agradeceu-lhe. Depois que Elegbara partiu, Orunmila e suas duas esposas decidiram voltar para casa. Quando Orunmila e as esposas voltaram a Ile-Ife, ele fez predições para Afinju, a filha de Alara, e fez todos os trabalhos para que Afinju também tivesse filhos, de forma que ela ficasse mais feliz. E Obun também aprendeu uma lição: para estar mais próxima e respeitar seu marido. Todos encontraram a felicidade e tiveram uma maravilhosa relação. Referência: Osedin NOTAS Afinju – pessoa asseada e linda Agbonuiregun – algumas vezes se refere à Orunmila, nome de um dos antigos profetas. Ajero – rei de Ijero, Ekiti. Alara – rei de Ilara, fronteira de Ekiti, estado de Ondo, Nigéria. Elegbara – também conhecido como Esu Odara, responsável pelas entradas, um policial do céu Iyere – poesia de Ifa. Obun radi radi – pessa sórdida Ogunbere – nome de uma árvore. Oke Ipori – avó de Orunmila. Osedi – o nome de um Odu Ifa
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ADI, A NEGRA E BELA ESPOSA DE ORUNMILA
Você trabalhou muito bem, em seu caminho, Mas no passado, você trabalhou errado A adivinhação por Ifa foi realizada para Epo e a esposa de Ogun E para Adi, esposa de Orunmila. Epo era uma mulher de pele clara, esposa de Ogun e Adi era a esposa de Orunmila. Ela era negra, bela e de pele cor de ébano. Ambas consultaram um sacerdote de Ifa e ele disse às duas amigas que elas seriam esposas de pessoas importantes e que deveriam ser honestas e fiéis a seus maridos. Ogun era um guerreiro, patrono de todos os ferreiros, e sempre consultava Orunmila para ouvir conselhos e obter determinações. Houve fome e seca, e muitos estavam morrendo. Não havia dinheiro Alguns mudavam de profissão para fazer qualquer coisa para conseguir um prato de comida diariamente. O próprio Ogun não foi mais à guerra. Tornou-se um comerciante, comprando valiosos produtos em mercados distantes e trazendo-os a Ile-Ife, vendendo-os e assim conseguindo dinheiro imediatamente. Certo dia, Ogun veio até Orunmila e Ogun aconselhou-o a iniciar um negócio, assim como ele o fazia. Mas Orunmila disse-lhe que Olodumare não o enviara à Terra para se tornar um homem de negócios, mas apenas para cuidar dos problemas dos seres humanos, para ser um profeta e um curandeiro. Ogun então aconselhou a Orunmila dar permissão para que sua mulher Adi o acompanhasse ao mercado para que ele lhe mostrasse como fazer uma transação, e assim ela poderia se tornar uma comerciante e contribuir para a economia familiar. Orunmila concordou e, confiando em seu amigo, deu a esposa Adi algum dinheiro e a permissão para seguir com Ogun para os mercados distantes. Esta jornada criou uma aproximação entre Ogun e Adi. Logo Ogum estava propondo que Adi fizesse amor com ele. Mas Adi recusou, insistindo que seu marido era esperto e cheio de sabedoria. Não haveria nada que ela fizesse em segredo que Ifa não expusesse a Orunmila. Foram para o mercado e tiveram sucesso e Adi ganhou bastante dinheiro. Mas Ogun não parou de assediar Adi, mas apesar de ela não gostar do assédio, após muita pressão, Ogun fez amor com Adi em uma pousada onde pararam no caminho de volta para casa. Orunmila estava em casa fazendo as previsões semanais de Ifa. E Ifa lhe mostrou que Adi estava tendo casos fora do casamento. Antes que Ogum e Adi regressassem, Orunmila já esperava por eles. Orunmila rejeitou Adi e disse para Ogun que continuasse a fazer amor com ela. Ele disse para Ogum que lhe desse Epo, a mulher de pela clara. Desde então é proibido a qualquer pessoa oferecer Adi a Orunmila. Referência: Ogundadir.
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NOTAS Adi Palm kernel oil – nome dado a uma pessoa negra e bonita. Epo – nome dado a uma pessoa de pele clara Ifa – a previsão, saber de Orunmila dado pelo Todo Poderoso. Ogun – a divindade da guerra e patrono dos ferreiros. Olodumare - o supremo Todo Poderoso.
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ODU, A MÍTICA ESPOSA DE ORUNMILA
Kalanchoe tem folhas fortes O espinafre pontiagudo tem um pé forte para caminhar Observe a orelha de uma lebre E veja uma folha de kalanchoe São a mesma coisa. A adivinhação por Ifa foi feita para Orunmila No dia em que ia tomar Oro Modi Modi como esposa Oro Modi Modi é também conhecida como Odu ou Olofin. É um nome sagrado para todos os sacerdotes de Ifa. Ela é lembrada como mãe de todas as esposas dos sacerdotes do Ifa. Odu ou Oro Modi Modi tornou-se Orisa após ter se casado com Orunmila. Certa vez, em um dia da semana de Ifa em que se faz limpeza, Orunmila e alguns de seus devotos estavam no templo, com a cerimônia de obi em andamento. Surgiu que Orunmila receberia um hóspede e que este hóspede era uma mulher de grande importância espiritual. Foi revelado também que Orunmila deveria ser cuidadoso em entretê-la, e que deveria obedecer as instruções dela. Tão logo terminaram com a celebração semanal, a visita entrou na casa de Ifa. Orunmila lhe deu as boas-vindas, acolhendo-a gentilmente. Aquela mulher ficou impressionada pela forma com que Orunmila a recebia e prometeu auxiliar Orunmila em todas as suas grandes tarefas. Também quis casar com ele e ditou-lhe várias condições, entre essas que, mesmo estando casada com Orunmila, ela deveria ter um quarto particular. Ninguém poderia trazer luz para ver seu rosto. Ninguém podia comer com ela,. Também não poderia ver a face das outras esposas de Orunmila. E elas não poderiam ver sua face. A mulher não era bonita. Tinha marcas por todo rosto e corpo. No princípio, Orunmila não gostou da idéia de esposá-la, mas quando lembrou-se do que Ifa havia predito, concordou em se casar com ela, porque ela lhe traria ajuda no futuro. Por isto Orunmila chama e avisa às outras esposas que elas não podem abrir a porta do quarto onde Oro Modi Modi estava vivendo, e ninguém deveria levar luz para lá dentro. Quando preparassem sua comida, deveriam deixá-la no chão, em frente ao quarto. Ela mesma levaria a comida para dentro. Um dia, uma das mulheres de Orunmila resolveu abrir a porta do quarto para ver a estrangeira, pois se perguntava como era possível ser proibido ver uma hóspede para quem levava comida todos os dias. Isso aconteceu uma noite em que Orunmila não estava em casa. Ela pegou uma lâmpada (fitila) para olhar nos olhos de Oro Modi Modi. A visitante ficou furiosa quando viu a luz. E lançou uma maldição sobre a mulher de Orunmila, que morreu instantaneamente. Orunmila estava intranqüilo e descobriu pelos sinais, que alguma coisa estava acontecendo em sua casa e descobriu o corpo de sua
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mulher no chão e que Oro Modi Modi tinha desaparecido. Orunmila cantou um Iyere para chamá-la. Ele recitou: Kalanchoe tem folha forte Coro: Hin-in (sim) O espinafre pontiagudo tem um pé forte para caminhar Coro: Hin-in (sim) Veja a orelha de uma lebre E veja uma folha de kalanchoe Coro: Hin-in (sim) São a mesma coisa A adivinhação dói feita para Orunmila Coro: Hin-in (sim) No dia que recebeu Oro Modi Modi como esposa Coro: Hin-in (sim) Oro Modi Modi Eu não me comprometi com você matar minha esposa E E E E!! Oro Modi Modi Eu não me comprometi com você matar minha esposa E Oro Modi Modi respondeu. Ela disse: Kalanchoe tem folha forte Coro: Hin-in (sim) O espinafre pontiagudo tem um pé forte para caminhar Hin-in (sim) Veja a orelha de uma lebre E veja uma folha de kalanchoe Coro: Hin-in (sim) São a mesma coisa A adivinhação foi feita para você Orunmila No dia em que você gostaria de casar comigo Fazer de Oro Modi Modi sua esposa Hin-in (sim) Eu não me comprometi com você para botarem luz no meu rosto Orunmila OOOO EEEE Orunmila, eu não me comprometi com você para botarem luz no meu rosto Então ficou claro para Orunmila que uma de suas esposas não respeitara a proibição e por isso morrera. Odu, Oro Modi Modi recusou-se a voltar a viver com Orunmila. Ela preferiu seguir como espírito e guia e proteger Orunmila levando luz para a escuridão na vida de Orunmila. Ela prometeu abençoá-lo e o avisou que quando um sacerdote de Ifa estivesse recebendo Odu ou Olofin não deveria haver uma mulher por perto e que toda a comida
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para ele não deve ser preparada por mulheres e que todo sacerdote de Ifa que recebe Olofin ou Odu são supremos e poderosos . Eis porque até hoje uma mulher não deve ver Odu ou Olofin. Referência: Ofunmeji NOTAS Fitila – uma lâmpada feita de argila, usada antigamente. Odu - nome dos signos de Ifá, composto de 256 signos e incontáveis estórias relacionadas. Oro Modi Modi – também conhecido como Odu ou Olofin, aquele que os sacerdotes de Ifa veneram em segredo, sem a interferência de qualquer mulher. Ifa Ose – dia da semana de limpeza do santuário de Ifá.
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GLOSSÁRIO
Abiku –criança nascida para morrer; tipo da criança renascida com a mesma identidade e com a promessa de que retornará para junto de seus companheiros no céu. Existe um trabalho especial de Ifa que permite que permaneça por mais tempo na terra. Aboru aboye – uma saudação na casa de um sacerdote de Ifá significando: que o sacrifício possa ser aceito. Agba mate - aquele que recebe o Ikin Ifá, sem iniciação. Agbonuiregun – avô de Orunmila Akapo - o devoto de Ifa Akawoleri – um tipo de folha usada para lutar. Coloca-se a folha sobre a cabeça de uma pessoa e ela chora Apetebii – a pessoa que curou a lepra de sua mãe; título dado a todas as esposas dos sacerdotes de Ifa Airagbokefonun – o trovão que soa das alturas Asedo – a cidade onde Orunmila curou a mulher leprosa e deu-lhe filhos; a pedinte para um sacerdote de Ifá e foi batizada como Apetebii; Asoso – nome de um pássaro; Awokonkun yungba – um tipo de pássaro Ayanmo – destino; é impossível para qualquer um rejeitar seu carma sobre a terra Babalawo – pai da palmeira sagrada chamada Ope Ifa. Essa é diferente, pois tem três, quatro ou cinco olhos enquanto as palmeiras comuns têm apenas dois olhos Dida Owo – previsões feitas jogando-se com as mãos. Jogar ikin com as mãos durante o processo de consulta Edu – outro nome de Orunmila; Egba – nome de uma tribo na Nigéria. O povo Egba está localizado em Abeokuta, capital do estado de Ogun, na Nigéria Egun Pin – A maldição parou Eguntan – fim da maldição; Elegan – aqueles que não tem Odu durante a cerimônia de Ifa EIerii-Ipin – a testemunha do destino; um nome de louvor a Ifa; Esentaye – três dias após o nascimento de uma criança é feita a previsão de Ifa para se conhecer o futuro e as interdições do recém-nascido. Serve também para se saber se há um avô reencarnado; a perna que o recém nascido primeiro coloca no planeta. Uma cerimônia para se saber o futuro e a reencarnação de um antepassado naquela criança. Idin Ileke - nome de Odu Ifa; um dos menores Odu Ifa Idin Kaa – o nome de um Odu Ifá com 71 capítulos Ifa - conhecimento de Orunmilá. A sabedoria que Olodumare deu a Orunmila e que abrange todas as coisas; Ifé Ooyelagbomoro – existem várias Ile-Ife. Este é aquela que foi salvo da destruição Ikin – coquinho da palmeira sagrada; Ikin Ifa – coquinho da palmeira usado para Ifá Ipanadu – apagar a luz para Odu, estas são cerimônias durante iniciação de Ifá
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Iroke – um dos instrumentos de Ifa, usado para limpar a bandeja durante o processo de adivinhação Iru – vagem Irunmale – duzentas divindades que descem do céu Iya lase – são os que tomam conta do Ikin Ifa, sem qualquer treinamento formal para se tornarem sacerdotes de Ifa Iyanifa – mulher que estudou a arte e a prática de Ifa; mulher que tem conhecimento sobre Ifa; Iyawo Ifa – esposa de um sacerdote de Ifa; assim é também designada uma pessoa de iniciação recente Ijero – fronteira de Ekiti, no estado de Ondo, na Nigéria; Obara Ose – nome do 120º Odu Ifa; outro nome do Odu Ifa; Obi – obi Odu Ifa – palavras sagradas que saíram da boca de Olodumare para Orunmila e que contém 256 signos e inúmeras estórias Ogbe yonu – o nome do 24º Odu Ifa; um Odu menor Ogbegii – filha de Orunmila; nome da filha de Orunmila; Ogunda Eerin – Odu Ifa menor; Ogundaulonrin, este é o 142º Odu Ifa Ohunte Ale – o risco de Odu Ifa no tabuleiro; é conhecer cada um dos Odu e saber risca-los no tabuleiro Ojo Ose - dia da semana dedicado a Ifa Ojomode – uma semana curta Okara ebo – saber como se faz uma oferenda Oke Ipori – o avô de Orunmilá, o legítimo antepassado. Okika – um tipo de árvore cujas sementes são comestíveis Olodu – aqueles que são sacerdotes do Rei, vistos como superiores, mas um provérbio diz que tanto Elegan quanto Olodun pertencem ao mesmo antepassado. Olodumare - O Supremo; Deus Todo Poderoso; Olofin – também conhecido cm Odu; é proibido a uma mulher vê-lo ou recebê-lo como Orixá; também é conhecido como Ajalaye, rei de Ile-Ife; Oluweri – divindade dos rios Omo-awo – um discípulo de Ifa; aquele que se pode tornar sacerdote de Ifa; Ooyilagbemoro – comunidade de pessoas em Ile-Ife; Ope – coco de palmeira usada para Ifa; Orunmila - o Profeta antigo; o céu conhece aqueles que serão escolhidos Osetura - nome de Odu Ifá, é o 239º Odu Ifa Osin – águia que come peixes (aypohiera angolensis); Osunmilaya – nome da primeira esposa de Orunmila Osunmileyo – a primeira esposa principal de Orunmila; Osun – a divindade dos rios; aquela que abençoa a mulher estéril para que ela tenha filhos; a única mulher entre as divindades que Olodumare enviou a este planeta; Owonrinwofun – o nome de Odu Ifa; é 106º Odu Ifa; Oyekumeji – o segundo mais importante Odu de Ifa; Pin Pin Pin Lomo Odo Segun – terminou, terminou, este é o som do pilão; Woso Woso – um tipo de pássaro.
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SOBRE O AUTOR
Yemi Elebuibon vem de uma família aclamada como autoridade na cultura Yorubá em Osogbo, atual capital do estado de Osum, Nigéria. Ele é da família real Olutimehin, cujo grande ancestral foi um dos co-fundadores da cidade de Osogbo. Yemi é um poeta e dramaturgo yorubá e também sacerdote de Ifa. É um expoente da cultura e tem uma serie sobre Odu Ifa (Ifa Olokun Asorodayo) na Televisão Nacional da Nigéria, Ibadan a série apresenta a cosmologia da crença Yorubá em Ifa e espelha a sociedade contemporânea. Suas viagens levaram-no a percorrer a África, Europa, o Extremo Oriente, Estados Unidos e América do Sul. É bolsista internacional residente na Universade Estadual de San Francisco. É conselheiro espiritual do Teatro Negro Nacional de Nova York e do Instituto Cultural Wajumbe, em S. Francisco. È ainda autor de muitos livros, incluindo: As aventuras de Obatala; A Voz poética de Ifa; Opoder Regenerador da Oferenda; Os espíritos das águas da terra Yorubá; Eleri-Ipin, A Testemunha do Destino; Coleção de Estórias de Odu Ifa; Akewi Nsoro – Uma coleção de poemas. Já realizou inúmeras conferências sobre crenças culturais e tradicionais do Ifa e é Sacerdote Chefe de Ifa, tendo iniciado diversos discípulos e feito leituras de forma continuada.
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POSFÁCIO
Como parte de meu trabalho espiritual e viagens para conferências pelos Estados Unidos, fui convidado por algumas sociedades Afro-Cubanas em Miami e, assim, realizei várias palestras e cerimônias espirituais. Os líderes do grupo Jose Miguel Gómez e Toni Cordova foram muito hospitaleiros e me fizeram sentir muito bem. Durante a palestra no Departamento de Estudos Afro, na International University, uma mulher do meio da audiência me perguntou se uma mulher poderia se tornar uma Sacerdotisa de Ifa. Minha resposta foi um inequívoco SIM. A resposta pareceu surpreender um bom número de pessoas. Minha resposta foi qualificada de heresia pelos Santeiros e Santeiras presentes. As notícias saíram no jornal Miami Herald na semana seguinte a 16 de dezembro de 1978 – tanto na edição em inglês quanto naquela em espanhol. Foi uma grande crise para a comunidade religiosa. Fizeram ligações telefônicas para a Nigéria para verificar a veracidade da declaração. Os sacerdotes e sacerdotisas de Ifa não ficaram satisfeitos porque por mais de trezentos anos eles não haviam permitido a qualquer mulher receber Ikin Ifa. De fato, as mulheres são proibidas de tocar nos objetos sagrados do ritual - presumivelmente devido ao período menstrual da mulher. Tentei explicar meu conhecimento sobre o Ifa e o que o Ifa ensina e especialmente como ele é praticado na Nigéria, mas tais explicações foram insatisfatórias. Isto me levou a entender que há muitas pessoas que não entendem a religião tradicional Yoruba mais profundamente - principalmente no Novo Mundo. Um outro incidente ocorreu em 1984, quando uma senhora judia D’HIFA aproximou-se de mim devido a alguns problemas que estava vivendo. Problemas que estavam registrados em um livro que ela havia publicado. Disseram-lhe que ela precisava receber Ikin Ifa, mas de imediato ela constatou que nenhum sacerdote cubano e ninguém da crença da Santeria faziam isso. Concordei em fazer a cerimônia em Nova York. Ela então partiu para Porto Rico para fazer uma entrevista em uma revista popular o que tornou meu nome conhecido. De súbito, todos aqueles que eram desinformados sobre a prática tradicional do Ifa e da Santeria passaram a fazer críticas negativas a mim. Os poucos que tinham um conhecimento mais profundo do Ifa não estavam por perto para combater aquelas alegações. Essas e outras me motivaram a escrever este livro para esclarecer qualquer pessoa sobre o papel da mulher na tradicional instituição Ifa. Uma mulher que estuda e pratica o Ifa é chamada de IYANIFA e o tipo de cerimônia pela qual ela passa tem forma diferente daquelas previstas para homens. Aquelas que não podem ver Odu ou Olofin são chamadas de ELEGAN e aquelas que executam o Ipanadu são chamadas de AWO OLODU. Entretanto, a uma mulher é permitido, como concordado por todas as outras divindades, e OSUN pratica e participa de todas as cerimônias do culto ao Orixá. Este livro resultou de uma profunda pesquisa e estudos dos versos do Ifa. Esperamos que ele abra uma mais profunda compreensão entre nossos irmãos e irmãos que praticam Santeria e são Santeiros.

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