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A CASA DO APRENDIZ

"MARABÔ" Centro de Cultura, Documentação, Pesquisa e Estudos das Ciências Esotéricas.

"MARABÔ" Centro de Cultura, Documentação, Pesquisa e Estudos das Ciências Esotéricas, mantém encontros periódicos para o treinamento, exercícios, troca de experiências, comemoração dos Sabbáths e Esbbáths, além de trabalhar juntos em outros rituais. A disciplina é essencial na formação de uma consciência mágica comum ao grupo e de uma Egrégora (que é, para simplificar, a força mágica do grupo e sua repercussão no Astral). "MARABÔ" Centro de Cultura, Documentação, Pesquisa e Estudos das Ciências Esotéricas tem seu próprio símbolo e nome, suas regras, suas características, seu método de estudo e "carisma mágico próprio". "MARABÔ" Centro de Cultura, Documentação, Pesquisa e Estudos das Ciências Esotéricas pode e deve trocar influências, porém sempre respeitando a individualidade de cada membro. Mais que tudo,"MARABÔ" Centro de Cultura, Documentação, Pesquisa e Estudos das Ciências Esotéricas é um organismo vivo, pulsante, que responde segundo seus membros. Se alguém está doente, mal-intencionado, desequilibrado, angustiado, isso tudo se reflete no desempenho do grupo, nos resultados dos rituais. Por outro lado se há alguém extremamente bem, feliz, disposto, energizado, isso também é dividido com os membros que sentem a energia desta Comunhão com "O ABSOLUTO". "MARABÔ" é o Local para o Culto a Sabedoria, ao Conhecimento, das Diversas Culturas Étnicas e Correntes Filosóficas, a Teosofia, a kaabalah, entre outras, Ciências Esotércas. "MARABÔ" dá início à caminhada espiritual. Indica sempre que algo novo está a começar. Tem uma mesa à sua frente, onde se podem ver quatro objetos simbólicos: uma taça, um punhal, um pergaminho e uma moeda, que pode ter a imagem do pentagrama. Parece que precisa de ajuda superior para tomar uma decisão e por isso ergue um pequeno bastão para o alto, captando energia e dirigindo-a para baixo, com a outra mão. É como se ele fosse o elo entre as energias divinas e o mundo material, mas precisa de ajuda porque ainda é um aprendiz. O punhal é o simbolo da luta, da energia sexual, do poder e da vitória. A moeda é o simbolo do mundo material, dos bens e do dinheiro. O pergaminho é a inteligência, o estudo, a espiritualidade. A taça, por sua vez, simboliza as emoções, o amor, o coração, a sensibilidade. O bastão é o simbolo da vontade e da sabedoria. Na caminhada espiritual, o "MARABÔ" representa o ponto de partida e a necessidade de fazer uma canalização de vibrações superiores para poder realizar uma evolução. "MARABÔ" representa o poder da mente em direcionar um projeto com maestria, concentrando esforços e inteligência para um determinado fim. Representa também a concentração sem esforço, pois trabalha e cria com naturalidade e espontaneidade. Pode representar ainda como uma necessidade de tomar uma iniciativa imediatamente, de ousar mais. Realização, perseverança, conquista. "MARABÔ" gosta de planejar, colocar em prática seus mais audaciosas planos, depois os controla e comanda pessoas para as suas conquistas materiais. Com "MARABÔ", temos a certeza de possuir condições para concretizarmos tudo o que queremos, pois temos as condições materiais, estruturais e financeira para a concretização. Além do mais, este período será de segurança e estabilidade com isso nos proporcionando uma satisfação interior muito grande. "MARABÔ" é o Avanço, progresso, início de algo novo. "MARABÔ" simboliza a vitória, direção, controle, esforço, confiança, o caminho. Com o "MARABÔ" há progresso, há projetos em andamento. Simboliza a ação, que se toma a seguir a uma decisão. Aquilo que foi resolvido está a ser executado, é a realização de projetos. A pessoa deve ter força e liderança suficientes para evitar que um anule o outro. Deve ter controle firme para manter o equilíbrio. Na caminhada espiritual,o"MARABÔ" representa o momento em que o viajante passou pela encruzilhada, tomou um rumo firme e está determinado a cumprir mais etapas evolutivas. Olha para o horizonte, sem qualquer expressão. Não há sensualidade, nem agressividade. Parece calma, equilibrado, limpa, ordenada. "MARABÔ" é o equilíbrio, processos judiciais (julgamento), leis, limites. Ele traz o equilíbrio, a isenção, a análise do passado. "MARABÔ" cumpre um papel, representa uma instituição. Também simboliza a colheita - "Cada um colhe aquilo que plantou". "MARABÔ" simboliza o plano material e o plano emocional, ou seja, os dois devem estar equilibrados, Ele representa a punição que pode distribuir a quem a merece. Na caminhada espiritual, "MARABÔ" representa um momento de equilíbrio, no qual se recebem as recompensas (ou punições) materiais e emocionais pelo caminho já percorrido. É inevitável, o Refletir sempre antes de tomar decisões, pois devem ser justas. Muitas vezes ele também simboliza o isolamento, restrição, afastamento. Algumas vezes "MARABÔ" isola-se para descobrir o conhecimento que o rodeia, na natureza, por exemplo, e também para se autoconhecer. O aspecto fundamental é que necessita de cortar os laços (temporariamente ou não) com a sociedade que o rodeia. "MARABÔ" é Fiel a si mesmo e sabedoria, representa o conhecimento da ciência oculta. Ele sé a prudência, que o acompanha em sua busca de orientar melhor, mostrando a luz da inteligência e da sabedoria, (a luz da verdade). Significa também que a luz atinge o passado, o presente e o futuro. E Nele existe austeridade. Ele segue sua viagem através do tempo com a sabedoria. "MARABÔ" se refere à acumulação de conhecimentos e está disposto a ouvir e ajudar os que o procuram. Representa o valor do conhecimento adquirido à custa de trabalho ininterrupto, que apenas mentes privilegiadas conseguem desenvolver."MARABÔ" está relacionado ao elemento terra, portanto à vida material, às conquistas financeiras, profissionais e a tudo que, enfim, representa aquilo que pode ser tangível em termos materiais, para ele a possibilidade de se conseguir conquistar a segurança material com trabalho, disciplina e esforço. O ser humano é ambicioso e a ambição tem relação como o naipe de ouros. "MARABÔ" é representa a dedicação, o esforço, o empenho dedicados aos estudos e ao trabalho; ligado ao elemento ar e está relacionado ao poder ambivalente da mente e do pensamento; ligado ao elemento água e ao mundo dos sentimentos, sendo o símbolo da taça relacionado ao coração, como receptáculo das nossas emoções. Ele corresponde ao elemento fogo que a tudo transforma sem ser alterado. Está ligado ao fazer e à criatividade.

DANÇA DO VENTRE

http://www.youtube.com/watch?v=Ny8cnoruN7Y

sábado, 9 de janeiro de 2010

Culinaia Cigana

Receita de Chamuças

Ingredientes:
massa:
2 colheres (sopa) de água
80 g de margarina
300 gramas de farinha
1 ovo
sal

recheio:
250 g de carne cozinhada, limpa e triturada (frango, vaca, etc)
1 raminho de salsa picada
1 colher (sopa) de farinha de trigo
1 colher (chá) de pó de caril
2 folhas de hortelã verde
2 colheres (sopa) de azeite ou óleo
30 g de margarina
1 dente de alho picado
1 cebola picada
100 ml de leite
sal
piri-piri
cravinho em pó
noz-moscado

Modo de Preparo:
Prepare a massa tenra e deixe-a repousar durante meia hora.

Para preparar o recheio:
deite num tachinho a margarina e o óleo. Acrescente depois o alho e a cebola e leve ao lume. Logo que comecem a ficar alouradas, junte a carne e mexa bem. De seguida, espalhe a farinha e o pó de caril sobre a carne e, com a colher de pau, volte a mexer muito bem. Vá mexendo sempre, sobre o lume, para não pegar e, depois de tudo bem misturado, adicione o leite. Continue a mexer e, logo que comece a borbulhar, tire do lume, junte-lhe a salsa picada e as folhas de hortelã também bem picadinhas. Tempere a seu gosto com os condimentos recomendados - a carne deve ficar picante - e deixe arrefecer o recheio.
Estenda porções de massa, deixando-as muito finas e em tiras compridas, com a largura aproximada de 12 cm. Apare dos lados para a massa ficar direitinha e corte-a em triângulos, dando-lhe a forma das chamuças. Aproveite as aparas para estender novamente.No centro de cada triângulo, coloque uma porçãozinha de recheio. De seguida, dobre as pontas da massa umas sobre as outras até formar uma espécie de almofadinha triangular. Para fechar melhor, antes de dobrar a última parte, pinte-as mesmo com água. Frite em óleo quente e, depois de fritas, deixe escorrer. Pode servir decoradas com verduras.

Receita de Kofta

Ingredientes:
1kg de acém ou músculo moído duas vezes
1 colher de sopa de curry
1 colher de chá de sal
4 ovos batidos
1 colher de chá de pasta de pimenta
ou 5 pimentas malagueta amassadas
6 dentes de alho amassado
Gergelim branco em quantidade suficiente para enrolar os bolinhos
1 litro de óleo de soja

Modo de Preparo:
Em uma bacia grande, colocar a carne moída, acrescentar o curry, o sal, os ovos batidos, a pasta de pimenta e o alho amassado. Misturar bem até dar liga. Enrolar os bolinhos em forma de kibe pequenos, passar no gergelim e fritar em óleo abundante e quente.
Receita de Lentilha à Moda Indiana

Ingredientes:
450 gramas de lentilha
1 litro de água
4 gramas de sal
5 gramas de açafrão
1 cebola
6 dentes de alho
2 pimentas malaguetas
Meio grama de cominho em grão
20 milímetros de óleo de soja

Modo de Preparo:
Escolha bem a lentilha e lave-a sob água corrente. Ferva em uma panela a água com a lentilha, o sal, o açafrão, três dentes de alho picado e pimenta bem picada. Cozinhe até a lentilha ficar mole e reserve-a. Na hora de servir, frite a cebola picada, três dentes de alho em fatias e o cominho no óleo. Despeje a mistura bem quente sobre a lentilha e sirva.

Dica:
Alguns cozinheiros recomendam deixar a lentilha de molho na água de um dia para o outro para que ela amoleça. Outros defendem que duas horas são suficientes.

Receita de Pão Indiano

Ingredientes:
1 xícara de chá de farinha de trigo integral
1 xícara de chá de farinha de trigo
1/2 colher de chá de sal
3/4 de xícara de chá de água morna
3 colheres de sopa de manteiga

Modo de Preparo:
Numa tigela, misture as farinhas e o sal. Adicione a água e trabalhe bem a massa até que não grude nas mãos. Se estiver muito seca, acrescente aos poucos, mais água morna para que a massa fique bem fofinha. Polvilhe uma superfície lisa com farinha de trigo e trabalhe bem a massa até que fique elástica. Faça uma bola, coloque numa tigela ligeiramente untada com óleo e cubra com um pano úmido. Deixe descansar por 30 minutos. Mais uma vez, polvilhe com farinha uma superfície lisa, trabalhe a massa mais uma vez e divida em 10 a 12 bolas. Abra as bolinhas em discos bem fininhos com um rolo de macarrão. Aqueça uma frigideira anti-aderente grande, coloque os discos, um por vez, e cozinhe até que inche, cerca de 1 minuto. Vire e cozinhe mais uns segundos, até dourar. Espalhe a manteiga num dos lados do pão, e coloque numa cestinha. Cubra com um pano para mantê-lo aquecido até a hora de servir.


http://www.webbusca.com.br/culinaria/culinaria201-indiana.asp

MISTICOS DA KUMPAÑIA BUENA DICHA


TARO
RUMAS
BUZIOS
Cartas Ciganas
Cartas Tradicionais
QUIROMANCIA " Leitura das mãos "
Borra de Café
Mapa  Astral
Numerologia Karmica

Runas


Runas

A origem das Runas data de tempos imemoriais, oriundas do norte da Europa, muito antes do aparecimento do cristianismo. Os mestres rúnicos da antigüidade riscavam os seus símbolos sagrados em seixos ou em gravetos de uma árvore frutífera, utilizando até o próprio sangue para dar-lhes a força mágica espiritual que almejavam. As Runas não representam um simples alfabeto de uma escrita antiga, mas sim, cada letra é um símbolo sagrado e autônomo. Cada Runa representa um arcano ligado a entidades representativas de Deuses da mitologia nórdica. Os símbolos por sua vez, tem uma energia individual e uma vibração característica que se expressa na força específica de cada Runa. O campo vibratório se altera na medida em que vários símbolos são conjugados para um trabalho em grupo. É essa força que estimula a intuição do "runamal" (cujo significado é a Runa falada ou os intérpretes que faziam as Runas falarem, o que recebiam esse cognome). Na antigüidade, o profundo conhecimento acumulado era transmitido de geração a geração a um círculo de homens sábios e mulheres de conhecimento que haviam sido iniciados para isso, mas mesmo assim, ele jamais foi monopolizado e concentrado na mão de um grupo restrito como freqüentemente acontece quando o poder é manipulado. Muitos mestres adicionavam novas revelações recebidas durante a convivência intensiva com o oráculo mantendo assim a chama das Runas acesa durante milênios. Mesmo no mundo material da atualidade, os símbolos rúnicos continuam vivos e alcançáveis por quem quer que se interesse por eles. O convívio estreito com o oráculo faz com que o "runamal" ou mesmo o próprio consulente, ganhe uma intuição quase infalível. Embora as Runas representem o oráculo europeu mais antigo não quer dizer que elas não se adaptem a jogos da modernidade. Elas funcionam em forma de baralho, ou em jogos eletrônicos, com a mesma presteza. A resposta do oráculo será tão precisa como seria se pintássemos os seus símbolos em seixos com o próprio sangue. Todavia, seja qual for o meio de adivinhação rúnica aplicada, sempre deverá ser precedido por um momento de introspeção e concentração para que a sintonia do interlocutor em relação ao campo rúnico possa se estabelecer e que a energia flua corretamente entre os dois pólos estabelecidos. A simbologia rúnica é o portal que se abre para nos conceder acesso ao subconsciente. A pergunta formulada pelo consulente deverá ser clara e objetiva, como : A QUESTÃO É O MEU CASAMENTO. - ou A QUESTÃO É A SAÚDE. etc. A resposta do oráculo sempre será uma revelação direta, porém envolta em sutilezas que farão com que o interlocutor se auto-analise e mergulhe no fundo de seu ser. A própria raiz da palavra Runa, o "ru", em língua germânica arcaica, é sempre ligado a segredos e mistérios ou a algo muito confidencial. Runwita era um sábio ou conselheiro do rei, conhecedor de todos os "segredos". Runa em alemão arcaico tem o mesmo significado que "raunen" em linguagem atual e quer dizer sussurrar ou confidenciar. O "roun" dos escoceses antigos e o "rún" da Islândia tem a mesma conotação, sempre associado a mistérios e segredos.

Na ocasião em que a atual Grã-Bretanha foi colonizada pelo anglo-saxãos, existiram alfabetos rúnicos com o número de símbolos diferenciados (28 letras e posteriormente 29.) Na região norte da Inglaterra, acima do rio Humber, um pouco mais tarde haviam 33 símbolos. - O verdadeiro alfabeto, que além de ser a base para as escritas nórdicas e teve seu uso em magias, rituais e oráculo é o F U TH A R K , composto de 24 símbolos, agrupados em 3 "aetts", ou seja, conjuntos de 8 letras cada, lidas da direita para a esquerda.

O primeiro "aett" corresponde às Runas Fehu, Uruz, Thurisaz, Ansuz, Raido, Kano, Gebo e Wunjo e a sua regência é de Freyr e Freyja, divindades da fertilidade e da criatividade.

O 2º grupo de "aetts" é composto de Hagalaz, Nauthiz, Isa, Jera, Eihwaz, Perth, Algiz e Sowelu. regidas por Hemdal e Mordgud , respectivamente o Deus da proteção pessoal e a Deusa, guardiã das entradas para os mundos subterrâneos.

O 3º "aett", tem a proteção do Deus Tyr e de sua companheira Zisa. São entidades guerreiras que em especial, resguardam a autodefesa do individuo. As Runas são: Teiwaz, Berkana, Ehwaz, Mannaz, Laguz, Inguz, Othila e Dagaz.



Taro









Em geral, para quem é chamado a se embrenhar pelo fascinante simbolismo do Tarô, pouco importa sua origem. Mas não deixa de ser curioso compreender que a profusão de baralhos hoje disponível em qualquer livraria pode, na realidade, ser fruto de um baralho criado no início do século XV, no norte da Itália, usado unicamente para um jogo semelhante ao Bridge, conhecido como Jogo de Triunfos. De acordo com Ana Correa, também há registros que as cartas eram usadas para o ensino de virtudes para as crianças.

Nessa época, os baralhos de cartas de jogar já eram comuns na Europa. Há documentos que atestam a existência, por volta de 1440, de um baralho de “cartas de triunfos”, com pinturas alegóricas de animais. Em 1450, o recém-instalado duque de Milão, Francesco Sforza, escreveu uma carta a um de seus subalternos requerendo que ele comprasse vários pacotes de cartas de triunfos para serem usadas na corte. Esta mensagem é interessante porque o duque menciona as cartas de triunfo e as cartas de jogar, distinguindo-as claramente, pois este último baralho seria sua segunda opção de compra. De acordo com registros históricos, as primeiras cartas datariam do reinado de Filippo Maria Visconti, duque de Milão, no período de 1416 a 1447.


Mapa da Itália na Renascença
Naquela época a Itália era uma colcha de retalhos de cidades-estado. O Vaticano controlava a maior parte do centro do país, e o reino da França fazia fronteira com o reino de Savoya. Rapidamente, as cartas de triunfo se espalharam pela França. Foi por volta de 1530 que a palavra tarochi (ancestral da francesa tarô) apareceu pela primeira vez. Aparentemente, a razão para a mudança de nome foi uma inovação feita pelos jogadores, que descobriram que o jogo de triunfos poderia ser jogado com um baralho de cartas comum, se eles simplesmente declarassem que um determinado naipe servia como “triunfos”, no início do jogo. Logo, “triunfo” se tornou um termo ambíguo e uma nova palavra era necessária para se referir ao tradicional jogo que usava as cartas com figuras como trunfos permanentes e que havia se tornado tremendamente popular, particularmente entre a nobreza italiana e francesa da época. Foi assim que a palavra tarochi começou a ser usada, embora sua etimologia permaneça sujeita a conjecturas.

Embora evidências históricas documentem que as cartas de triunfos nasceram como cartas de jogo, existe a possibilidade de que as 22 cartas que formam os arcanos maiores do Tarô tenham sido criadas com outros propósitos. Embora nenhum documento tenha sobrevivido para corroborar esta hipótese, o fato é que os símbolos e imagens deste baralho não parecem ter sido selecionados arbitrariamente.

Um dos possíveis criadores desse inventivo jogo de cartas pode ter sido o sábio Marziano de Tortona, que foi tutor do duque Filippo Maria Visconte. Ele era especialista em astrologia (ou astronomia, pois nessa época essas duas disciplinas ainda caminhavam juntas) e lhe servia como secretário.

Sabe-se com certeza que em algum momento em torno de 1515, o duque ordenou que Marziano inventasse um jogo de cartas de acordo com suas instruções. Ao invés dos naipes comuns, o novo baralho representava virtude, riqueza, pureza e prazer, simbolizados por figuras de pássaros: águias, fênix, rolas e pombas. A cada naipe também havia quatro cartas maiores retratando divindades clássicas. Essa concepção de baralho é um antecedente da idéia de “triunfos”, mas embora essas não sejam as cartas que hoje conhecemos como Tarô, Marziano chegou a escrever um livro para acompanhar esse baralho de cartas. Seu livro não fornecia significados divinatório nem regras para um jogo de cartas, seu foco era o significado alegórico das figuras e sua hierarquia. Talvez não seja exagerado supor que algum tempo mais tarde, o duque Filippo tenha instruído seu secretário a conceber outro baralho com cartas alegóricas que, desta vez, significavam as forças que controlam o destino humano.

Outras versões atestam que os Tarocchi de Veneza teriam sido os primeiros a conter a fórmula dos baralhos de tarô conhecidos hoje: 78 lâminas, subdivididas em 22 arcanos maiores e 56 menores. Estes últimos tinham quatro naipes – Denari (dinheiros), Coppe (cálices ou copas), Spade (espadas) e Bastoni (bastos ou bastões) -, cada um deles integrado por um rei, uma rainha, um cavalheiro e dez cartas numeradas.

Tarô e o ocultismo

O interesse moderno do Tarô como um instrumento divinatório teria se originado no séc. XVIII, a partir do movimento ocultista francês e, mais tarde, inglês.

Formado em teologia e pastor da Igreja Reformada, Antoine Court Gebelin (1725-1784) devotou 20 anos à pesquisa que resultou em nove volumes publicados sob o nome de Le Monde Primitif, analysé et compare avec leê monde moderne. No primeiro volume de sua obra, Gebelin apresenta a teoria de que as cartas de Tarô nasceram das páginas do Livro de Thot salvo das ruínas dos templos egípcios. Conta-se que tal livro possuiria as respostas para todos os problemas da humanidade e foi concebido por sacerdotes após consultas com o deus da magia, Thot, que também seria o Mercúrio egípcio. Esses sacerdotes teriam ocultado esse conhecimento secreto no baralho de tarô.

Gebelin também acreditava que os ciganos eram na verdade egípcios que se dispersaram pela Europa, e teria sido deles que se originou o costume de ler a sorte nas cartas. Entretanto há inúmeras evidências que demonstram que os ciganos, forçados a sair da Índia no começo do século XV, só estenderam suas peregrinações pela Europa quando as cartas - que devem ter sido introduzidas na continente pelos árabes - já eram conhecidas há algum tempo.

Gebelin deixou inúmeros seguidores. Muitos ocultistas dizem reconhecer nas cartas do tarô as páginas de livros hieroglíficos que contêm os princípios da filosofia mística dos egípcios numa série de símbolos e figuras emblemáticas.

Um de seus maiores seguidores, o peruqueiro Alliete, inverteu a ordem de seu nome, e como Etteilla publicou muitos livros, entre eles, seu famoso trabalho Manière de se récréer avec lê Jeu de Cartes nommés Tarot.

Etteile sabia como arrebatar a imaginação e a mente do povo da sua época. Adaptou o baralho do tarô ao seu próprio sistema e promoveu ao máximo a cartomancia. Desse modo, Alliette transformou-se no grande adivinho Etteilla e, instalado no Hotel De Crillon, em Paris, pressagiou o destino de muitos franceses que seriam vitimados pelos acontecimentos de 1789.

Enquanto Gebelin e Etteilla procuraram, zelosamente, provar a origem egípcia das cartas do tarô, Eliphas Levi acreditou que elas fossem um alfabeto sagrado e oculto, atribuído, pelos hebreus, a Enoch, filho mais velho de Caim; pelos egípcios, a Hermes Trimegistus, ao deus egípcio Thoth; e, pelos gregos, a Cadmus, que fundou a cidade de Tebas.

Eliphas Levi foi um filósofo e um simbolista profundo. Padre da Igreja Romana, seu verdadeiro nome era Alphonse Louis Constant. Mas por causa de suas obras filosóficas e ocultistas, traduziu seu nome para o hebreu – Eliphas Levi Zahed.

Levi encontrou no tarô uma síntese da ciência e a chave universal da Cabala, pois as dez esferas ou emanações que formam o diagrama cabalístico conhecido como Sephiroth, ou Árvore da Vida, são interligadas por 22 caminhos, cada qual representado por uma das 22 letras do alfabeto hebraico.

Levi, portanto, proclamou que as 22 cartas dos Arcanos Maiores poderiam ser corretamente atribuídas a cada uma das letras do alfabeto hebraico, constituindo, assim, uma unidade completa de letras, cartas e caminhos.

Outro autor que contribuiu significativamente para o ocultismo do Tarô e para a adaptação das 22 cartas-trunfo do baralho às 22 letras do alfabeto hebraico foi Gerard Encausse (1865-1917), médico francês que escreveu sob o nome de Papus. Fundador e líder da Ordem espiritual e maçônica dos Martinistas e membro da Ordem Cabalística da Rosa Cruz, Papus baseou a sua filosofia ocultista na doutrina teosófica concernente ao nome divino YHVH. Os conceitos e aplicações dos códigos e dos diagramas de Papus são apresentados no seu famoso trabalho The Tarot of the Bohemians - Absolute Key to Occult Science.

Autor de um dos mais famosos baralhos de Tarô, Dr. Arthur Edward Waite (1857-1942) foi membro da Ordem do Golden Dawn e um genuíno estudioso e pesquisador do ocultismo. Entre seus livros está The Key to the Tarot e The Holy Kabbalah. Para ele, a chave do Tarô reside única e exclusivamente no simbolismo das cartas, que formam uma espécie de alfabeto capaz de infinitas combinações que sempre fazem sentido. “O Tarô incorpora as representações simbólicas das idéias universais, por trás das quais estão todos os subentendidos da mente humana”, disse Waite. “É nesse sentido que ele contém a doutrina secreta, que é a percepção, por uns poucos, de verdades encerradas na consciência de todos, muito embora elas não tenham sido claramente reconhecidas pelas pessoas comuns”.

Tipos de baralho :

Tarô de Marselha

Um dos mais velhos desenhos que hoje se encontram a nossa disposição, o Tarô de Marselha surgiu no final do século XV, na França, e tornou-se popular em toda a Europa. Para Ana Correa, é o baralho que tem a simbologia mais próxima da cultura ocidental, e é o que ela costuma introduzir a seus alunos. Embora alguns de seus exemplares sejam vendidos acompanhados de um texto explicativo, originalmente o Tarô de Marselha é vendido só como baralho e seus símbolos e figuras servem de ponte para que a intuição do leitor alce vôo e interprete sua linguagem.


Tarô de Etteilla

As cartas do tarô de Etteilla, conhecidas como as cartas do Grande Etteilla, são um conjunto de cartas emblemáticas baseadas nos desenhos dos tarôs típicos e acompanhadas por uma série numeral, começando com o número 1, Ettelila questionnant (Etteila consultando) e indo até o número 78, Folie (A Loucura). Os desenhos de Etteilla representam um afastamento em relação às figuras simbólicas padrão, encontradas na maioria dos outros baralhos de Tarô. Os desenhos das cartas são quase todos de figuras de corpo inteiro. Os títulos estão em ambas extremidades das cartas e variam levando em consideração os significados invertidos.

Esse conjunto de cartas, desenhado e preparado para fins divinatórios por Etteilla, vinha acompanhado de um livro de explicações e orientações, intitulado Maniére de tirer - Lê Grand Etteilla où tarots Egyptiens.


Tarô Rider-Waite

Famoso baralho criado por Arthur Edward Waite e desenhado, sob a sua supervisão, por Miss Pámela ColmanSmith. O baralho foi editado primeiramente pela Rider&Co., em 1910, e por isso ficou conhecido como baralho Rider. Tornou-se o mais popular em países de língua inglesa. Neste Tarô, Waite presumiu, corretamente, que O Bobo, sendo uma carta sem número e representado por O, não devia ser colocado entre as cartas número 20 e 21, conforme fora sugerido por Levi e por Papus, mas que a suas seqüência natural seria antes do Mago, como um atributo da primeira letra do alfabeto hebraico, o Aleph. Ele também mudou de lugar as cartas da Força e da Justiça. Geralmente mostrada com o número XI, a Força é indicada por Waite com o número VIII, trocando de lugar com a Justiça. Outra inovação de Waite foi trazer figuras simbólicas nas cartas numeradas, ao invés de apenas o símbolo do naipe. Com esta mudança, cada carta do baralho faz uma sugestão psicológica imediata na mente do leitor.


Tarô de Thoth

Outro membro famoso da Ordem do Golden Dawn, o famoso ocultista Aleister Crowley criou o Tarô de Thoth (deus egípcio da magia), pintado por Lady Frieda Harris, em 1940, mas publicado somente em 1966. Esse baralho tem figuras psicologicamente intensas (beirando o psicodelismo) e um desenho bastante abstrato e visceral. Embora as interpretações de Crowley tenham conexões com as de Waite, essa cartas afastam-se completamente dos desenhos usuais de tarô.

Tarô de Wirth

As 22 cartas dos Arcanos maiores que acompanham o livro de Oswald Wirth, Le Taro dês Imagiers du Moyen Age, contêm letras hebraicas desenhadas no canto inferior direito de cada carta. Por exemplo, o Aleph é atribuído à carta número I, Lê Bateleur (O Mago). As cartas de Wirth são impressas em admiráveis cores metálicas e ostentam algarismos romanos na parte de cima.


O baralho de Case

Paul Foster Case, em seu livro The Taro, A Key to the Wisdom of the Ages, usa, para as 22 cartas dos Arcanos Maiores, desenhos que em alguns casos são similares aos desenhos de Waite. As cartas de Case trazem um número arábico no canto inferior esquerdo e uma letra hebraica no canto inferior direito. O Aleph, por exemplo, é atribuído ao Bobo, enquanto que Beth é atribuído ao Mago. Os desenhos em branco e preto do baralho Case permite que a pessoa lhes dê o colorido que preferir.


Tarô de C.C. Zain

O baralho do tarô usado por C.C. Zain em seu livro The Sacred Tarot, publicado pela Igreja da Luz, também é em branco e preto e se presta para colorir. Embora as cartas sejam ricas em matéria de simbolismo egípcio, elas se afastam completamente dos símbolos usuais de Tarô.


The Motherpeace Tarot

Este é o primeiro baralho de cartas circulares. Ele promove uma espiritualidade feminista, dentro de um contexto shamanico e de cultura tribal.


Osho Zen Tarot

Embora contenha 78 cartas que podem ser postas em correspondência com as dos baralhos de tarô tradicionais, esse tarô suprimiu totalmente a distinção entre arcanos maiores e menores. Cada carta é uma bela e psicológica imagem em si, pretendendo ser profundamente transformadora.


Tarô Mitológico

Criados por Juliete Charman-Bourke e Liz Greene, todos os arcanos deste tarô são representados por entidades e histórias da mitologia grega. O conjunto de cartas que forma cada naipe dos arcanos menores retrata um mito ou tragédia grega: o de Copas a lenda de Eros e Psiqué; o de Paus, ao mito de Jasão e Os Argonautas em busca do Velocino de Ouro; o de Espadas, a tragédia de Orestes e a maldição da Casa de Atreu, o de Ouros, a história Dédalus, arquieto, escultor e artesão ateniense que construiu o labirinto para o rei Minos de Creta.

Quiromancia









No mundo da magia e do oculto, as mãos são símbolos de individualidade. Não há, no mundo, duas pessoas com mãos iguais. São consideradas verdadeiras tábuas sagradas do destino, um grande livro onde está escrita a história de cada um. A quiromancia é a arte de prever as tendências do futuro e estudar a personalidade de uma pessoa através das linhas e contornos das mãos. Quando um ocultista se prepara para ler a mão, é necessário ser analítico e cada linha, monte, etc., deve ser descrito separadamente, não esquecendo, porém, de interrelacionar todas as características. Cada linha deve ser estudada em conjunção com todas as outras marcas da mão, senão a leitura não terá harmonia. Além disso, cada mão deve ser relacionada com a outra porque a esquerda representa a disposição hereditária da pessoa, enquanto a direita reflete o que faz de sua vida, ou seja, suas reações positivas ou negativas diante de seu destino. Pessoas destras tendem a ser mais lógicas por estarem conectadas ao lógico, lado esquerdo do cérebro. Pessoas canhotas tendem a ser mais criativas por estarem conectadas à intuição, lado direito do cérebro.Quiromancia é a arte sagrada de interpretar as linhas e os sinais da palma das mãos. É uma prática divinatória antiguíssima conhecida por vários povos do oriente, entre eles, os ciganos. Segundo os estudiosos a quiromancia é oriunda da Índia, mais precisamente dos textos sagrados da literatura védica hindu. Através da quiromancia é possível conhecer o destino de uma pessoa, seus desafios, limites e possibilidades de êxito profissional, afetivo e familiar. Os fatos e ventos relevantes de nossas vidas estão desenhados no conjunto de sinais e caminhos traçados pelas linhas de ambas as mãos, sendo que, a esquerda diz respeito aos eventos passados e a direita, ao que está por vir.Aliando conhecimento técnico e intuição, o quirólogo aconselha, faz prognósticos e mostra como o consulente pode lidar melhor com sua vida. Um dos aspectos mais significativos do trabalho com a quiromancia é a sua ligação com a astrologia, assim, os planetas enquanto centros irradiadores de energia, moldam o caráter da pessoa, pois há uma correspondência entre os dedos e montes da mão com a simbologia planetária.As linhas mais representativas do destino de uma pessoa são: a da cabeça, responsável pela vibração mental, a do destino, ou linha da vida, que trata dos assuntos importantes de nossa trajetória de vida e a linha do coração, que retrata os aspectos emocionais, as escolhas afetivas e a maneira como nos relacionamos a dois.A análise pormenorizada das linhas tece boa parte do enredo de nossas vidas, que se completam com o estudo de outros elementos presentes nas mãos, como a própria anatomia (desenho) dos dedos, as saliências, também chamadas de montes, os anéis, ou junções de linhas entre outros sinais característicos.A função da quiromancia é o mapeamento de nossas vidas. Através de uma análise personalizada de nossas mãos podemos alterar nossa rota, minimizando os efeitos de nossos sofrimentos e limitações , adotando novos referenciais de vida. Apesar do estreito vínculo da quiromancia com os processos cármicos (resgates), é possível adquirir uma nova consciência sobre nós mesmo, num único e simples gesto, abrir as mãos.

Tipos de Mãos

Quadrada: Achatada e pequena, revela pessoas organizadas, práticas e meticulosas, com talento para liderar. Por terem uma abordagem burocrática da vida, às vezes perdem espontaneidade e tendem à arrogância.



Cônica: Afilada na base e nas pontas dos dedos, mostra uma pessoa refinada, com forte senso artístico. Seu mal é a inconstância, pois é guiada por impulsos e primeiras impressões. É caprichosa e tende à teimosia.



Espatulada: Indica pessoas enérgicas e autoconfiantes, que agem mais do que pensam. Tendem a ser criativas e extrovertidas e o convívio com elas é divertido. Mas, também podem ser vaidosas, frias e agressivas.



Intuitiva: Rara, está associada a pessoas sensíveis, espiritualizadas e idealistas, dotadas de bom senso e imaginação. Também se impressionam facilmente e têm dificuldade em lidar com as questões práticas da vida.



Elementar: Pessoas com esse tipo de mão vivem basicamente em seu mundo pessoal: família, trabalho, etc., ou seja, não têm grandes aspirações a não ser que satisfaçam suas necessidades mais primárias.



Linhas Principais


Linha da Vida: traços gerais do destino da pessoa e ocorrência de acontecimentos importantes.
Linha da Cabeça: capacidades intelectuais.
Linha do Coração: tudo que diz respeito aos sentimentos.
Linha da Sorte ou Destino: esta precisa ser cuidadosamente comparada com a linha da Vida porque indica o padrão de vida da pessoa.
Linha de Apolo ou Sol: tendências artísticas, oportunidades de sucesso.
Linha da Intuição: discernimento

As Linhas Secundárias


Cinta de Vênus: as paixões
Linha Cruzada: poder para governar
Linhas de União: casamentos, filho, divórcio
Linhas Marcianas: triunfo pessoal
Linhas de Viagem: viagens, descobertas
Linha de Mercúrio ou Saúde: bem-estar físico, mental e espiritual
Linhas da prosperidade (linhas do pulso): riqueza, saúde, felicidade

Características das Linhas

1-Quanto mais forte for uma linha, maior será sua influência.
2-A linha ideal é bem definida, de coloração próxima à da pele.
3-Linhas muito profundas indicam excesso de energia.
4-Linhas muito largas revelam falta de concentração.
5-Abundância de linhas revela hipersensibilidade e nervosismo.
6-Poucas linhas são sinal de pouca sensibilidade.
7-Linhas quebradas: perda de força, desconcentração.
8-Linha bifurcada: equilíbrio ou dissipação de energias básicas.
9-Grelha (semelhante ao "jogo da velha"): energia difusa.


As Regiões das Mãos

Monte de Vênus: amor, instintos, vitalidade, sensualidade, fecundidade, generosidade
Monte de Júpiter: religião, filosofia, ambição, liderança
Monte de Saturno: indiferença, resignação, ceticismo
Monte de Apolo: estrelismo, exibicionismo, sucesso, fantasia
Monte de Mercúrio: finanças, viagens, heranças, agilidade mental
Monte de Marte: agressão, coragem, fidelidade, força física
Monte da Lua: imaginação, instabilidade, clarividência
Dedo de Júpiter: dominação, liderança
Dedo de Saturno: estabilidade, conservadorismo, ciúmes
Dedo de Apolo: gênio artístico, musical, teatral, carinho
Dedo de Mercúrio: egoísmo, avareza, dissimulação, astúcia
Limite de Percussão: sinais relativos a casamentos, filhos, divórcio
Quadrângulo do Coração e da Cabeça: equilíbrio, harmonia, paz

POVO CIGANO E SUA HISTÓRIA


POVO CIGANO E SUA HISTÓRIA

Onde todo mês tem algo de novo para você.

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Cigano Romani Do Brasil

Os ciganos brasileiros se dividem em dois grupos: kalon e rhom.

Os romanis ou 'rhomá' (plural de rhom) se concentram em São Paulo (particularmente nos arredores de Campinas) Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Eles vieram de outros países: Romênia Pérsia (Irã) Grécia Alemanha Rússia Itália e aqui chegaram com o propósito de exercer seu meio-de-vida: caldeireiros serralheiros artes circenses músicos ou simplesmente para comercializar; as mulheres lendo a sorte.

Os ciganos romanis são tradicionalmente mais cultos conservam suas tradições de pais para filhos falam um idioma (rhomanô ou rhomanês) e usam automóveis para transporte. Atualmente muitos já são sedentários residindo em belas e confortáveis mansões.

Estatísticas

O POVO

Nome do Povo: Cigano Romani
País: Brasil
Sua língua: Romani Vlach
População: 16508
Maior Religião:
Cristãos: 80%
Escrituras disponíveis em sua Língua: Porções Bíbl
SEU PAÍS

País: Brasil
População : 157644000
Religião Principal: Catolicismo
Evangélicos no País: 22140254 (14.6%)
Número de Igrejas no País: 42000
Número de Missionários no País: 3381
Liberdade de Pregação: Sim
Pode parecer incrível, mas ciganos kalons, além da discriminação sofrida pela sociedade em geral, o são, também, por alguns de seus irmãos rons. Ainda bem que não por todos...rs. O documento em anexo foi escrito pelo Prof. Frans Moonen, um dos integrantes do GT Cigano
- Ministério da Cultura, em Brasília

OS KALDERASH E OS “OUTROS CIGANOS”; REIS E RAINHAS KALDERASH; CIGANOLOGIA OU ROMOLOGIA?; TEORIA DA CULTURA E A PRÁTICA DA CULTURA KALDERASH.

Frans Moonen

Antropólogo e Ciganólogo



1. OS KALDERASH E OS “OUTROS CIGANOS”.

Logo na “Introdução” do meu livro sobre ciganos na Europa escrevo que: “Muitos ciganólogos têm observado que os Ciganos Rom, e entre eles em especial os Lovara e os Kalderash, costumam auto-classificar-se como autênticos, verdadeiros, nobres, aristocratas, de primeira categoria, sendo todos os outros apenas ciganos espúrios ou falsos ciganos. Infelizmente, esta atitude discriminatória (dos próprios ciganos) é assumida também por muitos gadjé (não-ciganos) que realizam estudos ou trabalhos práticos entre os ciganos, ou por legisladores ou membros de organizações ciganas e pró-ciganas”, ou, como acrescentaria hoje, em GT´s sobre Culturas Ciganas. E mais adiante concluo: “Quanto à suposta autenticidade e aristocracia dos Kalderash ou Lovara, subscrevo a afirmação de Williams que considera inadmissível a distinção entre “verdadeiros” ciganos, aos quais se atribue uma origem exôtica e riqueza cultural, e “os outros”, que seriam apenas marginais no mundo cigano. Ou seja: não existem ciganos autênticos e ciganos espúrios: os Rom, Sinti e Calon possuem inúmeras auto-denominações, falam centenas de línguas ou dialetos, têm os mais variados costumes e valores culturais, são diferentes uns dos outros, mas nem por isso são superiores ou inferiores uns aos outros”.

No Brasil, os Kalderash chegam até a negar a ciganidade dos Calon. Carlos Hoffman, na sua dissertação “A alma roubada”, de 1992, informa que teve contato com Kalderash no sul do país, e um deles lhe disse: “Nós somos Kalderash .... Nos Mordovais e nos Korashano os homens são vadios e somente as mulheres trabalham com quiromancia. E os Calons não são ciganos”. Ao que Hoffman acrescenta: “Penso que os ciganos (Kalderash) são mais que etnocêntricos, eles são etno-egocêntricos. Isto porque, nos diversos momentos em que os observei, são suas idéias ou intenções que devem prevalecer sempre, não importando as do “outro”” (p.32).

Lamentavelmente, no dia 21 de fevereiro de 2006, dia do lançamento oficial do GT Culturas Ciganas, pelo Ministério da Cultura, em Brasília, pude observar pessoalmente que esta atitude abominável também existe em outras partes do Brasil. À noite, quando cerca de dez participantes estavam jantando no restaurante do seu hotel (com a presença inclusive da Sra. Oraida Abreu, da SEPPIR), a rom-kalderash Mirian Stanescon chegou a propor ao rom-matchuwaia Claudio Iovanovitch que os Calon fossem excluídos do GT Culturas Ciganas, porque estes não são, ou não seriam mais, ciganos. Seriam apenas uns vagabundos se dizendo “ciganos”. E isto na presença de vários Calon. A idéia foi imediatamente rejeitada por Claudio Iovanovitch que afirmou que também os Calon são ciganos e em hipótese alguma poderiam ser excluídos.

Sei, pelo experiência própria, que em Curitiba o Claudio Iovanovitch, meu amigo há mais de dez anos, sempre defendeu também os Calon. Mas a auto-proclamada “princesa cigana kalderash” e futura “Rainha dos ciganos do Brasil”, Mirian Stanescon continuou exigindo a exclusão dos Calon. Ou seja, queria excluir os já excluídos brasileiros ciganos calon. A suposta “realeza” de Mirian Stanescon explicarei daqui a pouco, mas também contarei que, além de “princesa”, também já foi outras coisas na vida.

Esperava que no dia 16 de março, logo no início da 1ª Reunião do GT Culturas Ciganas, este fato fosse denunciado por algum dos ciganos presentes, mas isto não aconteceu. E neste GT sou apenas um humilde e insignificante “colaborador eventual” não-cigano, que a qualquer momento pode ser descartado, e certamente logo será descartado após o que vou falar hoje. Na tarde do dia 16 de março não tinha mais sentido eu, pessoalmente, falar do assunto, porque a reunião se esvaziou cedo, inclusive com a retirada de Claudio Iovanovitch. Por isso o faço hoje, porque considero o fato de extrema gravidade. Porque se, algum dia, os Calon forem excluídos, será o fim deste GT.

Os Kalderash são tão arrogantes, e tão pedantes e etno-egocêntricos, que somente entre eles surgiram alguns indivíduos se auto-proclamando “Rei dos Ciganos” e, imaginem só, até um “Imperador de todos os Ciganos”, e até uma “Rainha dos ciganos do Brasil”.



2. REIS E RAINHAS KALDERASH.

Mas será que realmente existem reis ciganos? Todos os ciganólogos ciganos e não-ciganos são unânimes em dizer que não, e que na organização social e política dos ciganos não há espaço para estas figuras ridículas.

Em 2002 publiquei um artigo no nº 18 da revista Insight/Inteligência, com o título “Dos reis ciganos aos presidentes da Nação Romani” (pp.123-130). Neste artigo cito alguns indivíduos que, nos anos 1930/40, se auto-proclamaram “rei cigano”, sendo que o Rei Miguel II queria criar um estado cigano na Índia; o Rei José pretendia obter um território cigano no sul da África, e o Rei Janusz pediu a Mussolini um território na Abissínia. Obviamente não conseguiram nada. O Rei Janusz virou cinza no campo de concentração de Auschwitz. Todos eles pertenciam à família kalderash Kwiek. O estranho fenômeno foi estudado por Ficowski e parece que suas conclusões são válidas ainda hoje, inclusive no Brasil. Afirma ele: “Cada aspirante ao trono cigano agia não somente nos seus próprios interesses, mas também para consolidar e reforçar a posição de seu grupo familiar. (...) Com isto abriam-se para estes pretensos reis kalderash muitas oportunidades para oprimir e explorar seus súditos ....O trono cigano tornou-se extremamente lucrativo”.

Em 1992 surgiu um outro kalderash – sempre kalderash – com pretensões reais, o romeno Ion Cioabha. O Ion auto-proclamou-se Rei dos ciganos da Romênia, mandou fazer uma corôa de ouro (outros dizem que ele alugou uma corôa, um cetro, um trono e uma indumentária de rei estilo Luis XIV na ópera local) e alugou a igreja ortodoxa de Sibiu para uma elaborada cerimônia de coroação. Mas um primo dele, Iulian Radulescu, não gostou e auto-proclamou-se Imperador de todos os Ciganos. Conforme se vê, tantos reis e imperadores ciganos kalderash, e sempre apenas kalderash, dariam para lotar uma ala inteira de um hospício, junto com os “Napoleões Bonapartes” não-ciganos. No final desta parte do artigo informo ainda:

“Apesar de não ter a mínima relevância ou utilidade prática para os ciganos brasileiros, não posso deixar de mencionar pelo menos uma dinastia com utópicas pretensões “reais” também no Brasil. A revista avulsa “Magia Cigana”, de 1992, apresenta um retrato multicolorido da “família real por herança” Stanescon, obviamente kalderash, e aparentemente com pretensões de perpetuar esta sua “realeza” dourada:

“No final do século passado, o Rio de Janeiro recebia um cigano da tribo kalderash chamado Nicolas Stanescon (ou Rhitsa). Ele vinha chefiando cerca de sessenta famílias e mais tarde, na época da II Guerra, trouxe outras 35. Respeitado por seu povo, tornou-se uma espécie de rei – um prestígio que, ao morrer, transferiu à esposa, Yordana. Dessa forma começava uma fase de lideranças femininas no clã comandado pelos Stanescon, que perdura até hoje. Com a morte de Yordana, considerada uma rainha, o “poder” passou para a sua filha mais velha, Lhuba Stanescon, que ainda o exerce. Mas já tem herdeira certa: a filha mais velha, Mirian Stanescon Batuki Siqueira ......... “ .

“Já vimos que na Europa existiram autoproclamados “reis ciganos”, que todos tiveram um fim melancôlico, mas nunca uma “rainha”, algo inconcebível numa sociedade patriarcal e machista como é a sociedade cigana .... Falar de “rainhas ciganas” é como falar de cachaça sem álcool.

“Não há registro de que estes auto-proclamados reis e rainhas do clã Stanescon tenham proposto ou feito algo em benefício de todos os ciganos brasileiros, a quase totalidade dos quais ignora por completo a existência desta “realeza” brasileira, que existe apenas na fantasia da própria “rainha” e de seus familiares”.

Termina aqui a parte do meu artigo que trata de reis e rainhas kalderash, publicado pela revista Insight/Inteligência que se auto-intitula “a melhor e menos conhecida revista do Brasil”. Mas certamente é conhecida no Ministério da Cultura. Pouca gente, apenas algumas mil pessoas, devem ter lido este meu artigo, que também está disponível na internet.

Lembro que na capa de um livro publicado pela Mirian Stanescon, em 1999, ela se auto-intitula “princesa cigana kalderash”, ou seja, filha de um rei ou de uma rainha kalderash. Freud explica.

Do etno-egocentrismo à ego-idolatria é apenas um pequeno passo e Mirian Stanescon chega a um ponto que até Freud teria dificuldade de explicar. Por achar que todos os baralhos ciganos hoje existentes são uma porcaria, ela inventou um novo baralho, Lila Romaí, “o verdadeiro oráculo cigano”. Ou seja, todos os outros não são verdadeiros. Neste “verdadeiro”, e obviamente único verdadeiro, oráculo cigano, publicado no seu livro de 1999, a primeira carta apresentada é a de “Chaule Dieuleske – O Filho de Deus”, que vem a ser “a mais importante das cartas do baralho cigano”. E quem está representado nesta carta? Jesus e ela mesma, a Mirian! Ela informa: “Retratei a imagem de Jesus Cristo de acordo com a visão que tive aos quatorze anos: a menina ajoelhada aos seus pés sou eu com uniforme do Colégio Afrânio Peixoto, onde eu estudava. Confesso que na época não entendi direito o que Ele queria dizer ao mostrar-me Seu coração apontando a pomba branca no vitrô da Igreja de Santo Antônio, em Nova Iguaçú”. Ou seja, a Mirian teve contato pessoal com Jesus. Bem, o significado da tal pomba, Freud saberia explicar muito bem.

Não sei por que Nova Iguaçú não se transformou então numa nova Fátima, ou numa nova Lourdes, com a santa cigana Mirian falando diretamente com Jesus, em não sei quantas outras visões, e com altos lucros para seus familiares: fotografias, estatuetas da Mirian em gêsso (diversos tamanhos, em branco ou coloridas), medalhinhas, camisetas, bonés, velas, e não sei o que mais, tudo abençoado pela santa Mirian. Além de cobrando caríssimo por entrevistas ou para pessoas que pessoalmente quisessem tocar a santa Mirian. Infelizmente, o milagre não aconteceu. Talvez faltasse uma virgem Maria no baralho da santa cigana Mirian. Um erro imperdoável, até para Jesus.



3. CIGANOLOGIA OU ROMOLOGIA?

Ainda na Introdução do meu livro escrevo: “De todos os ciganos, os Rom são os mais estudados e descritos. Isto porque estes ciganos, e entre eles principalmente os Kalderash – inclusive no Brasil - , costumam considerar-se a si próprios “ciganos autênticos”, “ciganos nobres”, e classificar os outros apenas como “ciganos espúrios”, de segunda ou terceira categoria. Como antropólogos e linguistas tendem a estudar de preferência povos “autênticos”, que ainda conservam sua cultura e língua tradicional, a quase totalidade dos estudos ciganos trata de ciganos Rom e praticamente nada se sabe dos outros grupos. (...)

“Este “rom-centrismo”, dos próprios ciganos e dos ciganólogos, faz Acton falar até de “romólogos” que, em lugar de analisarem as diferenças culturais entre os grupos ciganos, apresentam um modelo ideal como se os ciganos formassem uma totalidade homogênea. Segundo este sociólogo, “A grande falha da literatura sobre ciganos, oficial e acadêmica, é a supergeneralização; observadores têm sido levados a acreditar que práticas de grupos particulares são universais, com a concomitante sugestão que [os membros de] qualquer grupo que não têm estas práticas não são “verdadeiros ciganos”.

“Ou seja, a cultura rom passa a ser considerada a “autêntica” cultura cigana, a cultura “modelo”. E quem não falar a língua como eles, quem não tiver os mesmos costumes e valores ..... bem, estes só podem ser ciganos de segunda ou terceira categoria ....... Entende-se assim porque a quase totalidade dos livros de ciganólogos que tratam genericamente da suposta “Cultura Cigana”, na realidade descrevem apenas ou quase exclusivamente a cultura dos ciganos Kalderash que durante séculos viveram nos Balcãs – na atual Romênia na qualidade de escravos, libertos somente na segunda metade do Século XIX – onde desenvolveram uma cultura fortemente influenciada pelas diversas culturas nacionais, em especial a romena”.

A pomana (rituais fúnebres), a kris (espécie de tribunal de justiça local) e o conceito de marimhé (sobre pureza/impureza das mulheres), por exemplo, são comprovadamente de origem da zona rural romena.

“Nas palavras de Acton: “[Os ciganos] são um povo extremamente desunido e mal-definido, possuindo uma continuidade, em vez de uma comunidade, de cultura. Indivíduos que compartilham a ascendência e a reputação de “cigano” podem ter quase nada em comum no seu modo de viver, na cultura visível ou na língua. Os ciganos provavelmente nunca foram um povo unido”.

Por este, e vários outros motivos, que não analisarei agora, pouca coisa se sabe sobre as culturas ciganas, inclusive no Brasil. E principalmente por causa dos próprios ciganos, muitos dos quais se recusam a dar informações sobre a sua cultura. A cigana brasileira Jordana Aristicht, p.ex., declara: “É inadmissível que um não-cigano venha a conhecer mais as nossas tradições, hábitos e costumes do que nós mesmos”. Ou então acham que os antropólogos e ciganólogos não-ciganos são incapazes de estudar e entender a sua cultura, são uns alienados ignorantes que só dizem inverdades quando não mentiras propositais, como tem várias vezes aqui dito a Mirian Stanescon que se considera a única e verdadeira conhecedora da cultura cigana no Brasil, porque a cultura Stanescon, obviamente, deve ou deveria ser a cultura de todos os ciganos no Brasil.

Acontece apenas que a Mirian Stanescon é o que os ingleses, numa palavra bem curta e intraduzivel, chamam de uma “un-rom”. E durante toda sua vida a Mirian se comportou como uma “un-rom”. Acredito que daqui a pouco quando falarei da cultura ideal e da cultura real, da cultura teórica e da cultura prática, este “un-rom” ficará mais claro. Significa, mais ou menos, que alguém de fato é e se diz cigano, mas não age como cigano e até contraria quase todos os valores culturais ciganos. Como, comprovadamente, a princesa e futura rainha cigana Mirian Stanescon tem feito durante toda sua vida, e provavelmente ainda faz. Até o fato de auto-denominar-se “princesa cigana kalderash” é “un-rom”. E é por causa disto que, conforme informações que recebi de vários ciganos, a quase totalidade dos ciganos do Rio de Janeiro não a considera mais uma cigana. De “um-rom” virou “não-rom”.

Pergunto então: se a etno-egocêntrica e ego-idólatra Mirian Stanescon não é nem mais considerada cigana pelos próprios ciganos kalderash (a não ser pelos membros de sua própria família nuclear ou extensa), o que justifica ainda a sua presença aqui, neste GT Culturas Ciganas?

Para ela, o que os outros – inclusive ciganos, mas principalmente não-ciganos como eu - escrevem ou dizem, é apenas lixo, mentira, inverdade, fantasia, invenção. Para ela os ciganos, imaginem só, são originários do Egito; para ela os ciganos brasileiros nunca foram traficantes de escravos; para ela é impossível no Brasil existirem prostitutas ciganas ou cafetinas ciganas que prostituem crianças e adolescentes ciganas. Inclusive deve ser mentira tudo que já escreveram muitos ciganos dos Estados Unidos (como o professor universitário Ian Hancock e outros) ou da Europa (o deputado cigano Juan de Dios Ramirez-Herédia, o antropólogo cigano Antônio Torres e outros), ou aqui no Brasil, a bela ex-modelo Jordana Aristicth, a primeira cigana brasileira a escrever um livro sobre seu povo, em 1995 [Ciganos: a verdade sobre nossas tradições], ou ciganos como o já falecido médico Oswaldo Macêdo [Ciganos: natureza e cultura], o kalderash mineiro Hugo Caldeira [A bíblia e os ciganos], Sally Esmeralda Liechocki [Ciganos: a realidade]. A Mirian Stanescon certamente tentará reduzir a pó a ciganidade ou a credibilidade dos ciganos brasileiros citados, mas nunca saberá reduzir à pó a ciganidade de famosos escritores, professores ou deputados ciganos europeus ou americanos.



4. TEORIA DA CULTURA E A PRÁTICA DA CULTURA KALDERASH.

No GT Culturas Ciganas até agora nunca foi discutido e definido o conceito de cultura a ser usado pelo GT. Obviamente todos, ciganos e não-ciganos, sabem de que se trata. Mas será que sabem mesmo? Quando professor na UFPB em João Pessoa falava sobre o conceito de cultura, as teorias da cultura, dinâmica cultural, etnocentrismo e relativismo cultural durante várias semanas. Não posso fazer isto hoje em apenas meia hora. Por isso vou me limitar ao mínimo póssível.

A primeira definição de cultura é a de Tylor (1871): “aquele todo complexo que compreende o saber, a crença, a arte, a moral, o direito, o cos tume e quaisquer outras qualidades e hábitos adquiridos pelo homem na sociedade”. Depois surgiram centenas de outras definições de cultura, mas que aqui não pretendo nem posso reproduzir, a não ser a definição mínima de Herskovitch: cultura é “as coisas que a gente tem, faz e pensa” (1948).

Das inúmeras teorias sobre cultura quero destacar apenas quatro:

a) a cultura é dinâmica; nenhuma cultura é completamente está tica. A mudança é o resultado, principalmente, do contato entre sociedades com culturas dife­rentes.

Portanto, não é possível, nem desejável, impedir mudanças nas culturas ciganas e exigir que continuem fiéis a antigas e ultrapassadas tradições e costumes. Cigano hoje em dia tem computador com internet e email, viaja de avião, se hospede em hotel, paga suas contas com cartão de crédito, tem celular, etc. É uma questão de sobrevivência. E os brasileiros, graças a deus, hoje não têm mais a mesma cultura que tinham seus antepassados nos séculos 16 e 17. Da mesma forma, também as culturas ciganas mudam, se transformam, se atualizam, mas nem por isso deixam de ser culturas ciganas. Serão apenas culturas ciganas diferentes das culturas ciganas de antigamente.

b) ninguém conhece todas as particularidades de sua cultura (e menos ainda das culturas alheias). Em cada cultura encontramos universais, alternativas e especialidades. - universais: os elementos culturais comuns a todos os membros adultos normais da socie dade; - especialidades: os elementos culturais compartilhados por membros de certas categorias socialmente reconhecidas de indivíduos, mas não compartilhados pela população total, p.ex. militares, religiosos, políticos, juristas, operários, camponeses etc. Ou, no nosso caso, índios, afro-brasileiros ou ciganos; - alternativas: padrões culturais que podemos escolher numa determinada situação (p. ex. te mos que nos vestir, mas o tipo, a cor da roupa é nossa escolha). Quanto mais desenvol vida a cultura, maior o número de alternativas. Nas sociedades simples, o número de alterna tivas é limitado. Não é mais o caso nas sociedades ciganas.

Ou seja: nenhum cigano e nenhuma cigana conhece toda a sua cultura, e menos ainda a cultura dos outros grupos e sub-grupos ciganos. O que então fazer para conhecer melhor a sua própria cultura cigana e as culturas de outros grupos ciganos? Simples: contrate alguns especialistas em estudar outras culturas, e estes especialistas se chamam “antropólogos”, que receberam (ou deveriam ter recebido, mas no Brasil quase nunca recebem) um treinamento especial, no qual aprenderam métodos e técnicas de pesquisa que lhes habilitam executar esta tarefa. Obviamente existem antropólogos que são bons pesquisadores, e outros nem tanto. Nem todo antropólogo tem vocação para a pesquisa de campo em sociedades com culturas diferentes, inclusive em sociedades ciganas. E sabemos que vários não-antropólogos – por exemplo: jornalistas e literatos – mostraram uma excecelente capacidade de pesquisar ciganos.

Nas ofertas de emprego quase sempre exige-se “experiência anterior de 2 anos” ou até mais. Portanto, recomendo aos ciganos e ao GT Culturas Ciganas contratar somente antropólogos com comprovada experiência em pesquisa de campo, não importa que seja entre índios, em quilombolas, ou em favelas, ou que sejam peritos em pesquisar prostitutas, michês, gays, lésbicas e simpatizantes. Conforme se vê, os antropólogos (e as antropólogas) são plurivalentes! A experiência é comprovada pelas publicações do antropólogo sobre o povo/ comunidade/ minoria étnica, social ou sexual por ele ou por ela pesquisado. Se o antropólogo nunca publicou coisa alguma, ou se nem sequer pode apresentar ensaios inéditos, não o contrate.

c) devemos distinguir a cultura ideal da cultura real: ou seja, a teoria/a ideologia, aquilo que se pensa, aquilo que se deve fazer, e a prática, aquilo que na realidade se faz. Nem sempre (quase nunca) se segue as regras, as normas ideais. Poderia agora citar inúmeros exemplos PTistas, mas estes todo mundo já conhece. Portanto, permitam apenas alguns exemplos ciganos.

- os ciganos afirmam que “os ciganos só casam entre si”, geralmente alegando que é para preservar a pureza da “raça”. Mas na realidade, principalmente entre os Rom, inúmeros ciganos são casados com não-ciganas, e inúmeras ciganas são casadas com não-ciganos. Até sua Alteza Mirian Stanescon é casada com um não cigano, com o qual pariu quatro filhos/filhas que, pela tradição cigana ainda hoje existente, são classificados(as) como bastardos(as) não ciganos(as), já que o pai é um não-cigano. A descendência dos filhos ciganos se dá pela linha paterna. Ou seja, só é cigano quem tiver um pai cigano. Ou seja, após a morte da Mirian a suposta e fajuta dinastia real Stanescon deixará de existir, porque nenhum filho ou nenhuma filha lhe poderá suceder. Porque ela não pensou neste problema antes de casar com um não-cigano?

- os ciganos afirmam que as ciganas casam cedo, por volta dos 15 anos, quando fazem, obrigatoriamente, o teste da virgindade, cujo resultado é exibido em público. A sua Alteza Mirian Stanescon casou aos 32 anos de idade, com um não-cigano. Confesso não saber se a Mirian Stanescon, segundo a tradição cigana kalderash, também aceitou submeter-se ao teste de virgindade, e qual o resultado. É possível que se trate de um teste obrigatório apenas para as jovens súditas ciganas plebéias, mas em hipótese alguma para velhas princesas da realeza cigana. Também nunca saberemos porque sua Alteza Mirian Stanescon, antes dos 32 anos, nunca encontrou um cigano que quisesse ou pudesse casar com ela, até ela finalmente encontrar um não-cigano. Tenho algumas teorias sobre este fato, mas prefiro não falar disto hoje, porque ela já sofreu e ainda vai sofrer demais. O pior ainda virá daqui a pouco.

- por causa deste “teste de virgindade”, os ciganos afirmam que não existe prostituição de crianças, adolescentes e mulheres ciganas, nem existem cafetinas ciganas. Mas já foi comprovado que em Sousa, Paraíba, esta prostituição existe, e deve existir em não sei quantos outros ranchos ciganos, do Norte ao Sul, e também deve existir, e como deve existir, inclusive entre os Kalderash no Rio de Janeiro, onde também devem existir cafetinas que prostituem crianças e adolescentes ciganas. A Mirian Stanescon deve entender muito deste assunto já que nega sistematicamente a existência de cafetinas ciganas que prostituem crianças, adolescentes e mulheres ciganas. Será que também a Mirian ..... não isto é algo impossível!

- os ciganos afirmam que “os ciganos podem até roubar os não-ciganos, mas nunca um cigano rouba outro cigano”. Mas numa reportagem de conhecido jornal carioca, a jornalista Claudia Mattos, em 3 de janeiro de 1996, divulgou a seguinte notícia: “Segundo Jarco Stanescon, primo em segundo grau de Miriam, ela teria participado de um assalto à casa de seus pais em 1979, quando foram roubados US$ 8,5 milhões em ouro, e de ter sequestrado um filho seu por seis dias”.

- Obviamente, Mirian Stanescon negou tudo, alegando que não foi apresentada queixa na delegacia. O que é evidente, porque o Jarco Stanescon tinha um filho sequestrado pela quadrilha da Mirian, não sei com quais ameaças se o pai apresentasse queixa. E além disto na Delegacia a família do Jarco Stanescon teria que explicar a origem deste ouro, e porque nunca foi declarado na relação de bens do imposto de renda, conforme sua Alteza Mirian, talvez já então estudante ou até já formada em direito, bem sabia e deve ter explicado ao querido primo. Portanto, era melhor ele calar a boca. Até prova em contrário, sua Alteza e Princesa Mirian Stanescon desde 1979 é, ou era, membro de uma quadrilha de assaltantes e sequestradores que aqui, provisoriamente, chamarei o 1º CCC – o Primeiro Comando Cigano da Capital. Mas, a verdade deve ser dita, parece que só assaltavam e sequestravam outros membros da própria família Stanescon ou outros kalderash. Ainda bem. Segundo informação de um cigano rom muito amigo meu, e também já bastante careco de saber de tudo isto, existe hoje também o 2º CCC – o Segundo Comando Cigano da Capital - , mas este em São Paulo, especializado em assaltar outros ciganos. Obviamente, os membros são ciganos kalderash – sempre kalderash.

Não pretendo citar outros exemplos ciganos e de sua cultura ideal e real. Mas no mundo cigano a cultura ideal nem sempre, quase nunca, é a cultura real. Como também não é no mundo não-cigano.

Para terminar: francamente, falando como não-cigano, não vejo nenhuma necessidade ou utilidade de ter uma “princesa kalderash” chamada Mirian Stanescon como membro efetivo deste GT Culturas Ciganas, acusada, pelos próprios ciganos e por sua própria família, de ser, ou de ter sido, assaltante e sequestradora, como todos os ciganos do Rio de Janeiro sabem. E no Rio de Janeiro nem sequer é mais considerada cigana pelos próprios ciganos. Mas esta é uma questão que os próprios ciganos terão que resolver. Sem a interferência, e sem os votos, dos membros da SEPPIR ou do Ministério da Cultura, ou de outros não-ciganos, como eu. Sua Alteza Mirian Stanescon já propôs excluir os Calon. Que tal os Calon aqui presentes agora proporem e exigirem a exclusão deste GT, para sempre, da fajuta princesa e futura rainha Mirian Stanescon, que tanto odeia os Calon, a ponto de os declarar não-ciganos? Certamente os Calon, que são ciganos decentes, pacíficos e não etno-egocêntricos, não vão fazê-lo, porque isto não faz parte da cultura deles.

Por isso, como não estou acostumado a conviver em GT´s com membros de quadrilhas criminosas kalderash, anuncio agora, oficialmente, meu desligamento definitivo deste GT Culturas Ciganas. Ao Secretário Sérgio Mamberti e aos outros membros do Ministério da Cultura, como também aos membros da SEPPIR, agradeço a confiança que, por motivos que ignoro, depositaram em mim. Espero que este GT tenha muito êxito no futuro. Aos amigos e às amigas Calon aqui presentes, que só conheci em 2006, e ao há mais de dez anos meu grande amigo matchuwaia Claudio Iovanovitch, um último grande abraço.

VESTUARIO CIGANO

NÃO PODERIAMOS DEIXAR DE CITAR PARTE IMPORTANTISSIMA COMO VESTIMENTO. UM ITEM QUE ESTAMOS A RESSALTAR OS TRAJES NO CASO CARACTERIZAM A IDENTIDADE CIGANA NUM DOS ASPECTOS DE SUA ETNIA. COM UMA OBSERVAÇÃO ESPECIAL PARA NOSSOS DIAS ATUAIS 2006 ALGUMAS MOÇAS CIGANAS ESTÃO TROCANDO O FEITICO DA FEMINILIDADE QUE SUAS SAIAS LONGAS E COLORIDAS LHE DÃO EXPRESSÃO DE SUA VERDADEIRA CULTURA POR CALÇÃS JEANS E TÉNIS SOTISTICADOS. NÃO QUE USAR ISTO SEJA ERRADO, MAS FAZER A SUBSTITUIÇÃO, ESQUECER E NEM LIGAR COMO TANTAS TEM FEITO E ATE FALANDO PARA OUTRAS PARA QUE ESQUEÇÃO SUAS VESTES QUE NOS ACHAMOS LINDAS, USAR ESTES EM FESTAS REGIONAIS –ROMS- AI COMEÇA A NOS PREOCUPAR.. OS POVOS EM GERAL SEMPRE FORAM RECONHECIDOS PELOS HÁBITOS E COSTUMES RESSALTANDO SUAS TRADIÇÕES E VESTURRIOS, ISTO NUM HAMBITO SOCIAL, É DE SUMA IMPORTANCIA QUE O POVO CIGANO MANTENHA SEMPRE VIVA SUA IDENTIDADE, SENDO INTRANSFERIVEL ESTE DIREITO SOCIO-CULTURAL.VEMOS ISTO SE FORMALIZANDO NAS FESTAS SEJÃO AS REGIONAIS,ABERTAS,SLAVAS,FESTAS FECHADAS COM PUBLICO DETERMINADO NESTAS SÃO EXIBIDOS E EXIGIDOS POR ALGUMS O USO DOS TRAJES CIGANOS.E FAZEM VALER AOS SEUS FILHOS O VALOR DOS SEUS MÉTODOS OS CIGANOS DO GRUPO KALDERASH AINDA MANTÉM RIGIDAS EM SUAS FESTAS E EVENTOS SOCIAIS SUAS TRSDIÇOES O QUE NÃO VEM OCORRENDO ULTIMAMENTE COM ALGUNS GRUPOS CIGANOS,

CIGANA USE SUA SAIA

AS CORES PREDOMINANTES NO VESTUÁRIO CIGANAS SÃO;

VERMELHO—QUE REPRESENTA A VIDA E CORTA O MAU OLHADO

- DOURADO—QUE REPRESENTA PROSPERIDADE

- -O ESTAMPADO—QUE REPRESENTA A UNIÃO DA NATUREZA

- OBS IMPORTANTE; AO CONTRARIO QUE MUITA GENTE PENSA, OS CIGANOS DO GRUPO KALON NÃO POSSUEM SUPERSTIÇOES A RESPEITO DO USODA COR PRETA, POIS ALGUMAS VEZES COSTUMAM APRESENTAR-SE COM TRAJES DESTA COR EM ESPETÁCULOS MUSICAIS E DE DANÇA.

- AS CIGANAS NÃO USM TRAJES TOTALMENTE BRANCOS, POIS O BRANCO REPRESENTA A PUREZA NO CASAMENTO,

- ASSIM SENDO SOMENTE NO PRIMEIRO DIA DA CERIMONIA DO CASAMENTO A NOIVA USARÁ BRANCO NO SUGUNDO DIA SEU VESTIDO SERÁ VERMELHO



TALISMAS

A PALAVRA TALISMÃ VEM DO ÁRABE TILSAM E DO GREGO, QUE SIGNIFICA MISTÉRIO TALISMÃ É UM OBJETO QUE SEGUNDO SE ACREDITA AFASTA O PERIGO E DÁ SORTE. E HÁ MUITOS QUE SÃO USADOS DESDE A ANTIGUIDADE TAIS COMO SIGNO DE SALOMÃO A CRUZ E OUTROS ESSES MASCOTES FORTALECIDOS PELA FÉ DO PORTADOR TORNASE UMA FORÇA SEMPRE PRESENTE PELA POSSE CONSTANTE, A EXIBIÇÃO DE UM OBJETO QUE D[A SORTE PODE NÃO TER PODER OCULTO ALGUM, MAS SIMPLESMENTE DAR RESULTADO QUE DÁ SORTE DE QUALQUER MANEIRA DESDE TEMPOS IMEMORAVEIS TEM HAVIDO ALGUNS DESTES TALISMAS DEDICADOS A TODOS QUE OS CIGANOS SABEM MUITO BEM OS SEGREDOS, DOS SEUS USOS E SÃO ELES QUE NOS INTERESSAM, VEJÃO ENTÃO].

---------- TALISMAS-----------

OLHO DE HÓRUS ( OLHO )- ESTE APARECE GERALMENTE SOB FORMA DO OLHO DE HÓRUS, O DEUS EGÍPCIO QUE CONTROLAVA OS MOVIMENTOS DO SOL E DOS SERES HUMANOS.

FLOR DE LOTUS-NA INDIA OS CIGANOS ASSOCIAVAM A FLOR DE LÓTUS D DEUSA LAKSHIMI, DEUSA DA FORTUNA E DA BELEZA. ALEM DE PROTEÇÃO REPRESENTA A FORTUNA. PUREZA E PERFEIÇÃO E TRAZ SERENIDADE

- SERPENTE - PARA O POVO CIGANO A SERPENTE É UM DOS MAIS CONHECIDOS E FORTES TALISMÃS DA SAUDE REPRESENTA A MANIFESTAÇÃO DA ENERGIA CRIADORA E A CAPACIDADE DE RENOVAÇÃO USADA GERALMENTE COMO ANEL PELAS CIGANAS

- ESCARAVELHO SOLAR - ENTRE OS CIGANOS, COMO OS EGÍPCIOS, OESCARAVELHO ERAM UM SIMBOLO DO SOL E DA MATÉRIA INERTE QUE SE TRANSFORMA EM VIDA. COMO TALISMÃ PROTEGE CONTRA TODOS OS MALEFICIOS, FAVORECE VIDA LONGA E FELIZ.

- TREVO DE QUATRO FOLHAS - PARA OS CIGANOS O TREVO DE QUATRO FOLHAS SIGNIFICAVA BOA SORTE TANTO PARA QUEM O ENCONTRA NA NATUREZA, QUANTO PARA QUEM CARREGA SUA IMAGEM O TREVO DE QUATRO FOLHAS É UM DOS MAIS TRADICIONAIS SIMBOLOS DE BOA SORTE NÃO USADO SOMENTE PELO POVO CIGANO, MAS INTEGRANTES DA SOCIEDADE SEJÃO PODEROSOS OU NÃO QUANDO VOCE ENCONTRAR UM DIZ UM CIGANO AMIGO PODE ESPERAR BOAS NOTICIAS E ENTRADA DE DINHEIRO.

- LUA CRESCENTE - COMO TALISMÃ A LUA TRAZ BOA SORTE NO AMOR E EM OUTRAS ESFERAS ALÉM DE PROTEÇÃO DA GRAVIDEZ, ENTRE OS CIGANOS É UM SIMBOLO USADO PARA AFASTAR OS MAUS ESPIRITOS QUE PROVOCAVAM CRISES DE HISTERIA E LOUCURA.

- YIN-YANG - PARA OS CIGANSO SIMBOLIZA A IMAGEM DO UNIVERSO E A UNIÃO DOS POSTOS E O EQUILIBRIO ENTRE O PRINCIPIO MASCULINO (YANG) E O FEMININO (YIN) É UM PODEROSO INSTRUMENTO DE MEDITAÇÃO

- PIRAMIDE - PARA OS CIGANOS AS PIRÃMIDES SÃO CONSIDERADAS PODEROZAS CANALIZADORAS DE ENERGIA CÓSMICA E PODEM SER FEITAS COM DIFERENTES TAMANHOS E MATERIAIS PEQUENOS PIRÃMIDES DE OURO USADAS NA ALTURA DO CORAÇÃO EVITAM DOENÇAS E VIBRAÇOES MALÉFICAS ALÉM DE FACILITAR OS PROBLEMAS DE RELACIONAMENTO.

- ESTRELA DE CINCO PONTAS — REPRESENTA UMA FIGURA HUMANA (O SER HUMANO PERFEITO) COM A CABEÇA NA PONTA SUPERIOR SIMBOLIZA TAMBEM O DOMINIO DA RAZÃO SOBRE A EMOÇÃO E TEM A CAPACIDADE DE AFASTAR O MAL E ATRAIR O BEM

- CRUZ — SIMBOLO MAXIMO DOS CRISTÃOS A CRUZ REPRESENTA PARA OS CIGANOS A UNIÃO DO ESPIRITO E DA MATÉRIA E DE TODOS OS PLANOS DA EXISTENCIA MAIS QUE UM TALISMÃ É UM CAMINHO PARA A ESPIRITUALIDADE SUPERIOR PROTEGE CONTRA INFLU~ENCIA DE ESPIRITOS OBCESSORES

- OM — SÍLABA SÃNSCRITA QUE EXPRESSA A TRINDADE DIVINA HINDU FORMADA POR BRAHMA, VISHNA, E SHIVA. QUANDO PRONUNCIADO É O SOMDA CRIAÇÃO DO UNIVERSO.

- FIGA — OS CIGANSO COSTUMAVAM FECHAR A MÃO COM O POLEGAR ENTRE O INDICADOR E O DEDO MEDIO CONSTITUINDO UMA FORMA ANTIGUISSIMA DE AFASTAR O MAU OLHADO E A INVEJA E SERVE TAMBEM PARA ATRAIR SORTE,PROSPERIDADE,E VIGOR SEXUAL USADA COMO TALISMÃ A FIGA TRAZ OTIMOS RESULTADOS EM LOTERIAS E JOGO.

- ESTRELA DE DAVI — OS CIGANOS Á CHAMA DE ESTRELA DE SABEDORIA UM DOS MAIS VELHOS E CONSIDERADOS PELOS CIGANOS COMO O MAIS PODEROSO DE TODO OS TALISMAS USADO COMO CORDÃO NA ALTURA DO CORAÇÃO PROTEGE DE TODOS OS MALES E TODOS OS INIMIGOS INCLUSIVE OS INVISIVEIS.

- CHAVES — ESTAS TRABALHADOS NO FOGO E USADOS COMO COLAR AJUDAM A TRAZER RIQUEZA, AMOR, FELICIDADE, E RESOLVER PROBLEMAS NO DIA A DIA.

- CORUJA — SIMBOLO DE BOA SORTE AS CORUJAS DÃO SORTE NOS JOGOS, E TRAZ ALEGRIA E HARMONIA NO LAR.

- PEIXES — O EMBLEMA DO PEIXE ERA UM ANTIGO TALISMÃ EGIPCIO USADO PELOS CIGANOS, PARA TRAZER A FELICIDADE CONJUGAL.

- SOL — SIMBOLO DE FORÇA E DE ENERGIA. O SOL ERA CONSIDERADO PELOS CIGANOS COMO TALISMÃ DA SAÚDE, RIQUEZA, PROSPERIDADE, USADO NA ALTURA DO CORAÇÃO PROMOVE BOA SAÚDE, FAVOREÇE O AMOR E A GRAVIDEZ.

- ELEFANTE — OS CIGANOS USAVAM A IMAGEM DO ELEFANTE NA ENTRADA DE SUAS TENDAS PARA ATRAIR DINHEIRO E BOS SORTE, USADO COMO COLAR FAVORECE A BOA SORTE.

- FERRADURA — ASSOCIADA À LUA CRESCENTE A FERRADURA É UM DOS MAIS POPULARES TALISMAS DE BOA SORTE, POIS CAPTAM DINHEIRO E PROSPERIDADE É CONVINIENTE CONSERVÁ-LA LONGE DOS CURIOSOS, COLOQUE-A NA JANELA DE SUACASA. OS CIGANOS USAM A FERRADURA JUNTAMENTE COM SETE FITAS COLORIDAS PARA ATRAIR BOA SORTE E PARA GARANTIR UM PARTO FELIZ

- CORAÇÃO – VISTO ATUALMENTE COMO UM PROTETOR DA VIDA AFETIVA, UM PROTETOR MULTIMILENAR OS ANTIGOS EGIPCIOS ACREDITAVAM QUE O CORAÇÃO ERA A MORADA DE ALMA. É UM TALISMÃ USADO PARA TRAZER CONSTÃNCIA Á ALEGRIA.

- TARTARUGA – A IMAGEM DA TARTARUGA REPRESENTA UNIÃO HARMONIOSA ENTRE O HOMEN, O CÉU E A TERRA, TRAZ BOA SORTE VIDA LONGA E ESTABILIDADE NO AMOR.

- BORBOLETA – ASSOCIADO À IMORTALIDADE POR SIMBOLIZAR O INCESSANTE CICLO DE VIDA MORTE E RENASCIMENTO ESTE TALISMÃ FAVORECE A GARMONIA CONJUGAL E CONTRIBUI PARA UM RELACIONAMENTO ESTAVEL E FELIZ.

- MACHADO – SIMBOLO DOS DEUSES DO SOL EM DIVERSAS MITOLOGIAS O MACHADO AJUDA A VENCER TODOS OS OBSTÃCULOS E A RESOLVER PROBLEMAS INCLUSIVE ESFERA JUDICIAL.


A sobrevivência foi a realização mais duradoura, o grande evento da história cigana por isso Angus Franser autor do melhor trabalho historicográfico sobre ciganos.. escreve na primeira pagina de seu livro.



QUANDO SE CONSIDERAM AS VICISSINTUDES QUE ELES OS CIGANOS ENCONTRARAM,PORQUE A HISTÓRIA A SER RELATADA AGORA SERÁ ANTES DE TUDO UMA HISTÓRIA DAQUILO QUE FOI FEITO POR OUTROS PARA DESTRUIR A SUA DIVERSIDADE.DEVE-SE CONCLUIR QUE A SUA PRINCIPAL FAÇANHA FOI A DE TER SOBREVIVIDO..

Os ciganos são chamados de ( povos das estrelas) e dizem que apareceram há mais de 3.000 anos, ao Norte da Índia na região de Gujaratna localizada na margem direita do rio Send. No primeiro milênio d.c deixaram o pais e se dividiram em dois ramos o Pechem que atingiu a Europa através da Grécia; e o Beni que chegou até a Síria O Egito e a palestina

Porém de acordo com a nossa tradição a teoria mais freqüente sobre a origem do povo cigano é que após um período de adaptação neste planeta,os ciganos teriam surgido do interior da Terra e esperam que um dia possam regressar ao seu lar. Nada mais podemos revelar sobre isto.pois trata-se de um dos nossos segredos mais bem preservados. Preste atenção à nossa trajetória e use com sabedoria a sua imaginação

O GRANDE LEMA

O céu é meu teto,a terra é minha pátria e a liberdade é minha religião ou seja traduzindo um espírito essencialmente nômade e livre dos condicionamentos das pessoas normais geralmente cercadas pelos sistemas aos quais estão subjugadas em sua maioria os ciganos são Artistas,Ferreiros,Dançarinos e criadores de muitas artes e a principal a de viver e cuidar de sua família .suaa vida relativamente muito simples, fabricando tachos,consertando panelas,vendendo cavalos hoje vendem carros,fazendo artesanato em diversos materiais especialmente o de cobre na verdade cigano que se preza,antes de ler a mão lê os olhos das pessoas O ESPELHO DA ALMA E TOCAM SEUS PULSOS ´Para sentirem o nível de vibração energética´E só então é que interpretam as linhas das mãos isto se chama Quiromancia

LIDERANÇA

O líder de cada grupo cigano,chama-se Barô/Gagú e é quem preside a DRIS ROMANIS conselho de sentença ou grande tribunal do povo rom.. com suas próprias leis e códigos de ética e justiça.onde são resolvidas todas as contendas e esclarecidas todas as dúvidas entre os ciganos liderados pelos mais velhos o mestre de cura ou xamã cigano é um KAKÚ homem ou mulher que possui dons de grande para-normalidade eles usam ervas,chás e toques curativos

Os ciganos geralmente se reúnem em tribos para festejar os ritos de passagem como

Nascimento

Morte

Casamento

Aniversários

Batizados

Costumam-se reunir em praças,campos praias, casas de parentes quando estes já sitiados ou seja optaram pela vida em um lugar fixo

CRIANÇAS

As crianças ciganas normalmente só frequentamaté o 1 grau nas escolas,aprendem apenas o básico como escrever o próprio nome,fazer as quatro operações, e quando a família tem condições as meninas tem aulas particulares em casa para não estarem se juntando com as outras crianças.isto porem não é um fato consumado pois muitos ciganos são andarilhos e não tem condições de esperar que o filho termine a escola para ele poder continuar sua viajem temos visto muitas famílias ciganas com seus filhos estudados alguns se formando na universidade,outros com a conclusão como advogados,médicos,engenheiros,administradores, e são estes que incentivam a sua coletividade para que estes possam ter um maior ascesso de estudo e conhecimento e lutam para que sua comunidade possam ter sua cidadania própria e reconhecida como os demais cidadãos

CULINARIA

Na culinária cigana são indispensáveis o cravo,canela,louro,manfericão,gengibre,frutos do mar trutas cítricas,frutas secas,vinho,mel,maçãs,pêras,damascos,ameixas,uvas “ que fazem parte inclusive dos segredos de uma cozinha afrodisíaca

DISCRIMINAÇÃO

O povo cigano é também uma raça sofrida pela discriminação,excluída do contexto sócio-politico/econômico ,mas nem por isto alienada; teve este retrato como na inquisição,campos de concentração na Alemanha,muitos forão vendidos como escrevos,racismo alguns queriam e lutaram para sua própria extinção não conseguindo como podemos ver pois nos quatro cantos da terra com diferentes traços,valores,opnioes ou o que quer que seja sempre tem um cigano ou uma cigana por perto.



OBS

TEXTO PARCIALMENTE ESTRAIDO DE PALESTRA REALIZADA PELA NOSSA QUERIDA CIGANA STRRADA DO CLÃ KALON.



DANÇA

Para os ciganos a dança é uma manifestação sublime de Deus, através do corpe e da alma com sentimentos,força de expressão. Os ciganos traduzem em arte o maravilhoso ritual da dança,dançam em diferentes cituaçoes exemplo; por estarem alegres,tristes,para espantar a tristeza,batizados,casamentos,ate funerais existem típicos de danças onde com diferentes performaces são colocados um pouco da historia do falecido,sua família e o seu futuro.também para transmitir suas emoções na dança cigana os primeiros passos começa pela postura,caminhar,ombros,braços,giros,os ciganos também dançam com alguns objetos que tem os seus significados como

LEQUE - revela a sensualidade da mulher,cahrme e muita emoção

PANDEIRO - é uma forma de festejar e passar muita alegria

E- CHARPE - é usada principalmente para celebrar união no casamento

FITAS - retratar a alegria ali presente e nas trocas quando mais de uma cigana celebrando amizade,carinho umas pelas outras também alguns casos celebrando a primavera pelas suas muitas cores

UM POUCO DA HISTÓRIA DA DANÇA CIGANA

Desde tempos medievais,a dança cigana aparece de maneira marcante na história dos povos a dança da mulher cigana tem muita característica como árabe e a hinu, os movimentos do corpo são baseados da cintura para cima meneios de ombros,e inclinação de cabeça para trás o que chama a atenção para os cabelos,geralmente soltos e longos os braços e as mãos trabalham na frente do corpo ou levantados em direção do alto da cabeça e o girar insinuante dos punhos,mãos e dedos aparentemente fáceis,mas na verdade de deficil execução o sorriso e o brilho nos olhos também são apreciados,pois a intenção é levar sempre a alegria,

A cigana não deve dançar por obrigação e sim pelo prazer da dana

A mulher cigana usa a dança como arte e sedução.

Dependendo do pais de origem,as ciganas podem dançar segurando objetos ou não como no caso o uso do pandeiro fitas lenço flores

As mulheres ciganas de maneira alguma não mostram as pernas,nem a barriga na dança,pois as roupas são fartas de panos coloridos,é uma falta de respeito exibir alguma parte do corpo na dança

O HOMEM DANÇA

Basicamente por duas razoes e algumas outras que não iremos comentar

Porque está feliz.e quer festejar brincar se divertir.

Ou prque esta querendo agradar aos deuses para poder contar com seus benefícios e bênçãos . iniciador deste fato o grande rei Davi de Israel que com dança quis agradar a Deus e o próprio Deus punio sua esposa filha do rei Saul e não lhe deu filho

A dança para os ciganos e assim para todo o ser é uma forma de liberar as emoções interiores de dar vazão aos sentimentos e intimas necessidades através de movimentos corporais,podendo ser executada de maneira solitária,em par,grupo este sendo profissional ou amador,clássica ou moderna mas em qualquer dos jeitos de expressa-las o dançarino ou dançarinos envolvidos devem reunir as qualidades,técnicas,preparo físico e alma ou o amor pela dança

Os ciganos tem na dança uma de suas mais vivas e exuberantes formas de expressão tirando dos passos dois volteios do corpo,do radar do meneio de suas cabeças em mãos,uma alegria contagiante e uma vivacidade talves única. O bater das castanholas do som das palmas que espantam a negatividade este ó verdadeiro dançar da alma

Ohomen jquando dança com as mulheres apenas reforçam com a sua presença as figuras femininas,pois é uma proteção para elas dançam separados,não existindo toques ou contatos físicos entre eles na dança em grupos é mantido o respeito entre mulheres e homens,sendo que os homens preferencialmente dançam em grupos somente masculinos,numa dança vibrante máscula com passos marcados que requerem muita agilidade e grande condicionamento físico.Os bailados masculinos lembram as danças gregas com braços estendidos nos ombros e movimento de pernas para as laterais docorpo

Os ciganos residentes na Espanha,e os procedentes deste pais dançam o flamenco uma dança em dupla ou em grupo ou uma so pessoa onde é forte o sapateado,o bater energético das palmas,mãos,e o som seco das castanholas . nas festas são livres dançam como quer tendo os limetes entre homen e mulheres,podem existir movimentos circulares,costumão ser grandes discretos e chamativos

O grande presente que os ciganos deram para seus descedentes foi o flamenco e agora vamos falar um pouco deste numa previa os ciganos tinhão poucos ritimos e ai vindo as cidades como ganha pão dançavam e iam ate em cima das mesas e com gestos impetuozos brilhavão e ganhavão o seu pão ai vierão a segunda geração que aperfeiçoou como em ritmos diferentes entre si como por exemplo o

Fandangos

Boleria

Tamgos

Solear

E tantos outros que poderíamos mencionar mas vamos falar um pouco desta historia



EL ARTE FLAMENCO

El arte flamenco es um arte andaluz, nascido al sur de Espana este arte se manifiesta em três formas, em EL ANTE, EM EL BAILE Y EM LA GUITARRA

Su procedência es bastante incierta,pues al poseer raices muy antiguas y ser a su vez uma manifiestacion popular, no se poseen documentos que nos aclaren muchas dudas .

Se cree encontrar sus origenes em los cantos y danzas populares que existieron em andalucia hace muchos siglos,ya que estilos propios de flamenco se basan em aires tradicionales de épocas muy remotas sin embargo el paso de diversas civilizaciones,razas y culturas por andalucia,ha aportado tal variedad de influencias,y algunas de ellas tan importantes, que han dicidido sustancialmente la evolucion de sus ritmos y armonias



La primera noticia escrita sobre el flamenco se encuentrn em una de las cartas Marruecas de Cadalso 1774 Em ellas el escritor atribuye su origen a los GITANOS. O al menos especifica que es junto a ellos donde se encuentran sus manifestaciones si bien ello es una realidad parcial, no es menos cierta pues los ritmos no europeos que el flamenco contiene son curiosamente muy cercanos a los complejos ritmos asiáticos que procedem de al india, y no es ninguna coincidencia que los gitanos procedem originariamente de la India. Adicionalmente el pueblo gitano ha sido el primero que ha mantenido el flamenco vivo y oo ha representado com didicacion

Otra influencia muy fuerte del flamenco es la que se remonta a la época de la España musulmana,procedente de los ilamados `moros`diversos grupos étnicos procedentes del norte de Africa que, sobre todo em Andalucia, se asentaron en la antigua edad media esta influencia se puede apreciar claramente en sus armonias el cante flamenco guarda un gran paralelismo con otras manifestaciones musicales del norte de África como por ejemplo la musica marroquí. LA GUITARRA RECUERDA NO POCAS VECES A MANIFESTACIONES musicales no solo norte africans incluso de la Africa negra Y el baile fenenino, sobre todo en el movimento de caderas y manos se asemeja a algunos bailes norte africanos.todas estas influencias que por evidentes no pudemos negar, no sorprenden cuando se sabe que Andalucía estuvo tantos siglos inluida por esta cultura

Adicionalmente en estas tierras convivieron diversas razas, por lo que otras influencias más remotas se pudieran aventurar en los alegres ritmos folcloricosjudios.o sus antiguas músicas liturgicas, si bien en ello no se sabe si es coincidencia o realidad en cualquier caso tan puro como se condidera al arte flamenco tan mestizo es al mismo tiempo contienne elementos sua generis que no comparte con ninfun otro folclore, al mismo tiempo que se disfrutan claramente gran cantidad de influencia que otos pueblos fueron aportando para enriquecerlo aún más

Haciendo um recorrido somero en lo que fuerra la evolución del flamenco tal como lo conocemos hoy diaya documentado yu tratado professionalmente,podemos comenzar por una época mucho más reciente, entre 1765 y 1860 en esta época encontramos tres focos de importancia que crearian escuela. Cadiz,Jerez de la frontera y el barrio de triana en Sevilla. Es a partir de esta época cuando el baile flamenco, empieza a tener un sitío entre los bailes españoles que se desarrollan en las escuelas, representándose frecuentemente en patios,ventas y salones privados cuando se celebraban fiestas

En lo que se refiere a la guitarra al principio no solia acompañar al cante, que normalmente se realzaba sin acompañamiento alguno como se ha dado en llamar o polo seco salvo percusiones con las manos o toque de palmas algunos compositores,como Julian arcas comienzan a componer temas con sonidos flamencos que iniciarian una nueva era

Entre 1860 y 1910 se infresa en una época más prolifica que se ha llegado a llamar la edad de oro del flamenco en esta época florecen lo cafés cantantes desarrollando el flamenco todas sus facetas. La instrumental, la de cante y la de baile hasta fijar definitivamente lo que pudiéramos considerar clasicismo de lo jondo el baile adquiere um esplendor sin precedentes siendo este el mayor atractivo para el público de estos cafés cantantes y se da un gran impulso a la guitarra, como complemento fundamental e indispesable para el cante y para el baile

Entre 1910y 1955 el cante esta marcado por lo que ha llegado a llamarse la etapa de la ópera flamenca donde mandan los cantes más ligeros como los fandangos y cantes de ida y vuelta (estos son los cantes de influencia sudamericana) que trajeron los cantaores que habian sido emigrantes en latino-america este camino nuevo que habia tomado el flamenco no gusta a todo el mundo y em 1922 intelectuales de la generación de 27 falla y otros artistas, crean en Granada un concurso, con la finalidad de buscar nuevos valores que cultiven el cante jondo autentico

Foi a partir de 1915 se produce un ciclo de baile teatral de excepcional calidad, llevando el baile español y flamenco por todos los escenarios de mundo

El renacimento del flamnco surte a partir de 1955 siendo Antonio Mairena su figura principal,con ese rigor interpretativo y su afan investigador y de divulgación de la ortodoxia del cante

El baile en esta época se desarrolla en los tablaos,que son los herederos de los cafés cantantes anteriores esta época cuenta conm verdaderas personalidades del baile que alternan sua actuaciones no sólo en los tablaos, sino en teatros, festivales y otros escenarios, los guitarristas acompanando al cante y al baile adquieren un mayor protagonismo, alcanzando este arte su madurez

El guitarrista es actualmente no sólo acompanamiento, sino solista. Paco de lucia marca el inicio de una etapa de esplendor sin precedentes, realizando una verdadera revolucion estilística en el toque, junto a el habria que citar a otros muchos que son verdaderos virtuosos de este enstrumento, como a manolo sanlucar

EL FLAMENCO SIGUE EVOLUCIONANDO PARA CONVERTIRSE EN UNIVERSAL AH MISMO TIEMPO QUE LA MÚSICA FLAMENCA actual está en gran parte marcada por el mestizaje con otras músicas,como el jazz la salsa, la bossa nova y sones jétnicos de muy diversas genealogías y geografias, podemos asistir hoy en Andalucia a espectáculos del mas autentico purismo y clasicismo flamenco interpretados por una bailaora joponessa o un guitarrista italiano ante el respeto de un gran público de entendidos

EL FLAMENCO ES UNA MÚSICA INTIMA POR ANTONOMASIA, PERO SU AUGE lo empuja a una nueva era donde los grandes medios de comunicación son testigos de su gracia, su fuerza y su duende pero siempre donde mejor se sentira sera en ese circulo pequeño de amigos donde solo se encuentran la guitarra . la voz y ese cuerpo bailando en una madrugada y esto es lo que ilamos UNA JUERGA FLAMENCA


NOIVADO E CASAMENTO

Na tradição antiga quando existia uma grande amizade entre amigos de muitos anos e estes pretendiam que suas famílias se transformassem em uma só com os mesmos netos, era muito comum à realização de compromissos entre os filhos destes. Para que os laços de amizade se perpetuassem tais compromissos eram até mesma firmada na fase gestação das amigas ciganas, entretanto o compromisso para fins matrimoniais permanece ate hoje em muitas famílias, na maioria das vezes sendo manifestado através dos pais dos noivos quando ainda seus filhos são pequeninos.

A criança se desenvolve sabendo do compromisso firmado de maneira livre e espontânea, no entanto na juventude caso não se manifeste o interesse pela escolha feita por seus pais seus sentimentos serão respeitados.Mas o certo e raramente tal recusa acontece de ambas as partes, porque para os ciganos o matrimonio além de ser um ato de consagração divina para a formação de uma família é um dos mais importantes laços para a perpetuação da espécie familiar

Para celebrar o casamento é vital importância que a jovem esteja preparada para isto,portanto cabe á mãe desta tela orientado e preparado esta menina,ensinando-lhe á ser uma verdadeira administradora do lar,o referido preparado lhe facilitará até mesmo a chance de encontrar rapazer que por ela se interessem em construir família caso não esteja comprometida por tratados familiares.

O mais belo dos rituais realizados por nós é a cerimônia do noivado quando celebrada com o uso dos punhais uma semana antes da celebração do mesmo os pais dos noivos compram os punhais o punhal da noiva era todo enfeitado de pedrarias e o do noivo mais simples e sóbrio neste dia na presença dos familiares e amigos mais íntimos é feita a troca e ambos guardavam os punhais ate o dia da celebração do casamento ficando estabelecido o compromisso

O punhal da noiva era guardado em um lenço vermelho de seda lenço que antes envolvia uma garrafa de bebida champanhe, uísque ou vodca que servia para brindar os noivos

Este lenço seria novamente utilizado no dia de cerimônia do casamento quando uniria os pulsos dos noivos num ritual e voltaria a ser guardado agora envolvendo os dois punhais para ó resto de suas vidas

Para que a jovem cigana seja feliz no casamento é preciso que ela respeite o marido e os sogros porque depois de casada eles é que passarão a ser seus verdadeiros pais e senhores ( PROTETORES ) É DEVER DA JOVEM ESPOSA SER GENTIL,ATENCIOSA COM TODOS ATE MESMO COM AS VISITAS SABENDO OFERECER-LHES C´HÁ E OUTROS GESTOS ela deve cuidar para que a casa e os utensilios domésticos estejam sempre em ordem e estar atenta sob todos os aspectos pois os ciganos são excelentes anfitriões Os ciganos tratam muito bem as suas filhas enquanto elas estão em sua companhia pois sabem que estas ao se casarem passarão a fazer parte da família do esposo

A sogra deverá tratar a nora como esta fosse sua verdadeira filha e a nora por sua vez deverá respeitar e cuidar da sogra como sua verdadeira mãe ambas cuidarão uma da outra até o final de seus dias, porque esta é a tradição na ausência da sogra,por viagem ou por outro afastamento temporário a nora sera a representante legal da família no que concerne á mulher dentro de casa por isto é muito importante o equilíbrio afetivo entre as duas partes para que ambas tenham a perspectiva de jamais ficarem desamparadas tanto nos casos de enfermidade como velhice.

Para a cerimônia do casamento na tradição original é necessário o uso dos Punhais,Vinho,do PÃO,este sendo de sal,e de uma taça de cristal que possuem os seguintes significados.

Vinho- é usado para que nunca falte alegria e felicidade para o casal

Pão e o sal – a união quando o pão e o sal perderem o sabor, vocês não terão mais amor um pelo outro

Taça de cristal- para manter a harmonia e a liderança transparente na vida do casal

Os noivos beberão o vinho na taça que será atirada ao chão pelo noivo neste instante os padrinhos pronuciarão

´´ VOCES SO VÃO SE SEPARAR QUANDO ESTES PEDAÇOS DE CRISTAL SE UNIREM´´

È bom deixar claro que todo este ritual não significa a compra da noiva mas sim a perpetuação da continuidade familiar com a proteção da mulher.

CULTURA


Nesse parte iremos falar e comentar um pouco sobre a cultura cigana
iremos colocar curiosidades, informações importantes, etc.
Por enquanto temos poucas informações, mas logo logo estaremos colocando
toda a história e informações sobre o nosso povo, aguardem !

Código de Etica e Religiosidade para a manutenção dos nossos dons
consistem em 12 mandamentos.

1 - Aquário: Amar a Deus acima de tudo e respeitar todos os santos.
2 - Peixes: Respeitar a semana Santa
3 - Aries: Respeitar a todas as religiões e credos que elevem o nome
de Deus.
4 - Touro: Ajudar-se mutuamente.
5 - Gemeos: Amar e não desmerecer as crianças
6 - Cancer: Respeitar os idosos e não desprezar sua sabedoria
7 - Leão: Não mostrar o corpo
8 - Virgem: Não se prostituir
9 - Libra: Manter a fidelidade entre os casais
10 - Escorpião: Não se envergonhar de sua origem
11 - Sagitario: Não deixar de praticar o dom de adivinhação
12 - Capricórnio: Não trair o seu povo



O Dia dos Ciganos

Através do Decreto-lei 2.150. de 26 de maio de 1994. no municipio
do Rio de Janeiro, foi instituto o Dia dos Ciganos a ser comemorado
no dia 12 de outubro
Para nós. ciganos, além de ter sido o maior resgate da nossa cultura
alcançando no Brasil e no Mundo, esta data e duplamente importante,
por ser o Dia da Pradoeira do Brasil. Nossa senhora aparecida a santa
de nossa devoção, e também pela data do dia das crianças, pelo carinho
e ternura que sentimos por todas elas.

DIALETO KALO

A

Aagui- cinza

Acans- olhos

Acardar-aceitar

Acàva – este, esse aquele.

Acinar- avisar

Adial-com variada e variável aplicação sim faz não muito bem

A´gui- fogo sol

Anal- nome

Aquindin- coiza á toa miserável

Arachai- padre, eclesiástico

Aréns- ovos

Aruvinhar- chorar

Assanar- rir

Avinhar- vir

B

Babanão- formoso bem apessoado, bonito

Babanin- formosa

Bajin pouco caso

Bales cabelos

Balivaz - toucinho

Balúnas- calça

Baque - sorte, fortuna, felicidade.

Bar - muito, muitos, infinitamente

Bardeiro-autoridade

Basnão-prato

Bata-mãe

Bato-pai
Bengue-espírito mau/ demônio
Birgúela- instrumento de corda, viola guitarra
Bôque- fome
Bravalão-rico, poderoso,dinheiros

C

Cabénmida, alimento.

Cabipe-mentira,embuste,falsidade

Cabipeiro- mentiroso,embrulheiro,falso

Cachucon- surdo,distraído

Cadéns- dinheiro

Caiar- comer

Caiardin- negra

Caiardõn- negro

Calin- cigana

Calon- cigano

Camba- amásia

D

Dabans- pancadas

Dai- mãe – sinônimo de baba

Dánes- dentes

Daranon- medroso,fraco

E

Estáde- chapéu

Estadar- prender

Estardon- preso

Estongue- uma patada,

G

Gáde- camisa

Gajão- brasileiro

Gajin- brasileira

Garadar- esconder

J

Jalar- ir embora

Jandon- com significação de homem douto, sábio

Janellar- saber

Janhar- chorar

K

Kaycon- amanha

Kachardin- triste, tristeza

Kambulin- amor,amoroso,querido

Kirai- queixo

L

Lachim- boa, gostosa.saborosa

Lachõn- bom gostoso saboroso

Lacrin- rapariga

Lacron- rapaz

M

Macõn ou maxõn- peixe

Manguinha- esmolar, pedirastúci

Maranha- astúcia,esperteza

Mardador -assasino, matador

N

Nabasnão- galo

Nachadão- pobre,

Nachadar- empobrecer perder-se

Nachindoi- fugido

P

Paguerdar- quebrar

Paguicerdar- pagar

Pajudar- assentar

Panin- água

Q

Querdar- fazer

Querdapanin- portugues, colono

Quiligin- chave

Quinar- evacuar,obrar

R

Roe- colher

Rom- homen

Rumin- mulher

Requerdar- falar

S

Sillas- forças

Sunaca- ouro

Suela- só

Suvinhar- dormir

ROMANÊS O IDIOMA DO POVO CIGANO
O Romanês, um idioma muito diferente do português e exclusivo deste povo, é um vocabulário que se originou pela mistura de muitos outros, resultado de suas andanças pelo mundo. É impossível vinculá-lo a um único idioma ou etnia. Conheça algumas palavras e sua tradução:


PEQUENO DICIONÁRIO ROMANÊS
Acans: olhos
Aruvinhar: chorar
Bales: cabelos
Baque: sorte, fortuna, felicidade
Bato: pai
Brichindin: chuva
Cabén: comida
Cabipe: mentira
Cadéns: dinheiro
Calin: cigana
Calon: cigano
Churdar: roubar
Dai (ou Bata): mãe
Dirachin: noite
Duvêl: Deus, Nosso Senhor, Cristo
Estardar: prender
Gadjó: não cigano
Gajão: brasileiro, senhor
Gajin: brasileira, senhora
Jalar: ir embora
Kachardin: triste
Kambulin: amor
Lon: sal
Marrão: pão
Mirinhorôn: viúva
Naçualão: doente
Nazar: flor
Paguicerdar: pagar
Panin: água
Paxivalin: donzela
Querdapanin: português
Quiraz: queijo
Raty: sangue
Remedicinar: casar
Ron: homem
Runin: mulher
Sunacai: ouro
Suvinhar: dormir
Tiráques: sapatos
Trup: corpo
Urai: imperador ou rei
Urdar: vestir
Vázes: dedos ou mão
Xacas: ervas
Xinbire: aguardente
Xôres: barbas