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A CASA DO APRENDIZ

"MARABÔ" Centro de Cultura, Documentação, Pesquisa e Estudos das Ciências Esotéricas.

"MARABÔ" Centro de Cultura, Documentação, Pesquisa e Estudos das Ciências Esotéricas, mantém encontros periódicos para o treinamento, exercícios, troca de experiências, comemoração dos Sabbáths e Esbbáths, além de trabalhar juntos em outros rituais. A disciplina é essencial na formação de uma consciência mágica comum ao grupo e de uma Egrégora (que é, para simplificar, a força mágica do grupo e sua repercussão no Astral). "MARABÔ" Centro de Cultura, Documentação, Pesquisa e Estudos das Ciências Esotéricas tem seu próprio símbolo e nome, suas regras, suas características, seu método de estudo e "carisma mágico próprio". "MARABÔ" Centro de Cultura, Documentação, Pesquisa e Estudos das Ciências Esotéricas pode e deve trocar influências, porém sempre respeitando a individualidade de cada membro. Mais que tudo,"MARABÔ" Centro de Cultura, Documentação, Pesquisa e Estudos das Ciências Esotéricas é um organismo vivo, pulsante, que responde segundo seus membros. Se alguém está doente, mal-intencionado, desequilibrado, angustiado, isso tudo se reflete no desempenho do grupo, nos resultados dos rituais. Por outro lado se há alguém extremamente bem, feliz, disposto, energizado, isso também é dividido com os membros que sentem a energia desta Comunhão com "O ABSOLUTO". "MARABÔ" é o Local para o Culto a Sabedoria, ao Conhecimento, das Diversas Culturas Étnicas e Correntes Filosóficas, a Teosofia, a kaabalah, entre outras, Ciências Esotércas. "MARABÔ" dá início à caminhada espiritual. Indica sempre que algo novo está a começar. Tem uma mesa à sua frente, onde se podem ver quatro objetos simbólicos: uma taça, um punhal, um pergaminho e uma moeda, que pode ter a imagem do pentagrama. Parece que precisa de ajuda superior para tomar uma decisão e por isso ergue um pequeno bastão para o alto, captando energia e dirigindo-a para baixo, com a outra mão. É como se ele fosse o elo entre as energias divinas e o mundo material, mas precisa de ajuda porque ainda é um aprendiz. O punhal é o simbolo da luta, da energia sexual, do poder e da vitória. A moeda é o simbolo do mundo material, dos bens e do dinheiro. O pergaminho é a inteligência, o estudo, a espiritualidade. A taça, por sua vez, simboliza as emoções, o amor, o coração, a sensibilidade. O bastão é o simbolo da vontade e da sabedoria. Na caminhada espiritual, o "MARABÔ" representa o ponto de partida e a necessidade de fazer uma canalização de vibrações superiores para poder realizar uma evolução. "MARABÔ" representa o poder da mente em direcionar um projeto com maestria, concentrando esforços e inteligência para um determinado fim. Representa também a concentração sem esforço, pois trabalha e cria com naturalidade e espontaneidade. Pode representar ainda como uma necessidade de tomar uma iniciativa imediatamente, de ousar mais. Realização, perseverança, conquista. "MARABÔ" gosta de planejar, colocar em prática seus mais audaciosas planos, depois os controla e comanda pessoas para as suas conquistas materiais. Com "MARABÔ", temos a certeza de possuir condições para concretizarmos tudo o que queremos, pois temos as condições materiais, estruturais e financeira para a concretização. Além do mais, este período será de segurança e estabilidade com isso nos proporcionando uma satisfação interior muito grande. "MARABÔ" é o Avanço, progresso, início de algo novo. "MARABÔ" simboliza a vitória, direção, controle, esforço, confiança, o caminho. Com o "MARABÔ" há progresso, há projetos em andamento. Simboliza a ação, que se toma a seguir a uma decisão. Aquilo que foi resolvido está a ser executado, é a realização de projetos. A pessoa deve ter força e liderança suficientes para evitar que um anule o outro. Deve ter controle firme para manter o equilíbrio. Na caminhada espiritual,o"MARABÔ" representa o momento em que o viajante passou pela encruzilhada, tomou um rumo firme e está determinado a cumprir mais etapas evolutivas. Olha para o horizonte, sem qualquer expressão. Não há sensualidade, nem agressividade. Parece calma, equilibrado, limpa, ordenada. "MARABÔ" é o equilíbrio, processos judiciais (julgamento), leis, limites. Ele traz o equilíbrio, a isenção, a análise do passado. "MARABÔ" cumpre um papel, representa uma instituição. Também simboliza a colheita - "Cada um colhe aquilo que plantou". "MARABÔ" simboliza o plano material e o plano emocional, ou seja, os dois devem estar equilibrados, Ele representa a punição que pode distribuir a quem a merece. Na caminhada espiritual, "MARABÔ" representa um momento de equilíbrio, no qual se recebem as recompensas (ou punições) materiais e emocionais pelo caminho já percorrido. É inevitável, o Refletir sempre antes de tomar decisões, pois devem ser justas. Muitas vezes ele também simboliza o isolamento, restrição, afastamento. Algumas vezes "MARABÔ" isola-se para descobrir o conhecimento que o rodeia, na natureza, por exemplo, e também para se autoconhecer. O aspecto fundamental é que necessita de cortar os laços (temporariamente ou não) com a sociedade que o rodeia. "MARABÔ" é Fiel a si mesmo e sabedoria, representa o conhecimento da ciência oculta. Ele sé a prudência, que o acompanha em sua busca de orientar melhor, mostrando a luz da inteligência e da sabedoria, (a luz da verdade). Significa também que a luz atinge o passado, o presente e o futuro. E Nele existe austeridade. Ele segue sua viagem através do tempo com a sabedoria. "MARABÔ" se refere à acumulação de conhecimentos e está disposto a ouvir e ajudar os que o procuram. Representa o valor do conhecimento adquirido à custa de trabalho ininterrupto, que apenas mentes privilegiadas conseguem desenvolver."MARABÔ" está relacionado ao elemento terra, portanto à vida material, às conquistas financeiras, profissionais e a tudo que, enfim, representa aquilo que pode ser tangível em termos materiais, para ele a possibilidade de se conseguir conquistar a segurança material com trabalho, disciplina e esforço. O ser humano é ambicioso e a ambição tem relação como o naipe de ouros. "MARABÔ" é representa a dedicação, o esforço, o empenho dedicados aos estudos e ao trabalho; ligado ao elemento ar e está relacionado ao poder ambivalente da mente e do pensamento; ligado ao elemento água e ao mundo dos sentimentos, sendo o símbolo da taça relacionado ao coração, como receptáculo das nossas emoções. Ele corresponde ao elemento fogo que a tudo transforma sem ser alterado. Está ligado ao fazer e à criatividade.

DANÇA DO VENTRE

http://www.youtube.com/watch?v=Ny8cnoruN7Y

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

As torturas utilizadas na ditadura militar brasileira




Uma pesquisa coordenada pela Igreja Católica com documentos produzidos pelos próprios militares identificou mais de cem torturas usadas nos “Anos de Chumbo” (de 1964 a 1985). Esse baú de crueldades, que incluía choques elétricos, afogamentos e muita pancadaria, foi aberto de vez em 1968, o início do período mais duro do regime militar. A partir dessa época, a tortura passou a ser amplamente empregada, especialmente para obter informações de pessoas envolvidas com a luta armada.

Contando com a “assessoria técnica” de militares americanos que ensinavam a torturar, grupos policiais e militares começavam a agredir no momento da prisão, invadindo casas ou locais de trabalho. Nas delegacias de polícia e em quartéis, muitas vezes havia salas de interrogatório revestidas com material isolante para evitar que os gritos dos presos fossem ouvidos. Torturadores abusavam de choques, espancamentos e drogas para conseguir informações. Utilizavam também a cadeira do dragão, espécie de cadeira elétrica. Os presos sentavam pelados em uma cadeira revestida de zinco ligada a terminais elétricos. Quando o aparelho era ligado na eletricidade, o zinco transmitia choques a todo o corpo.

Muitas vezes, os torturadores enfiavam na cabeça da vítima um balde de metal, onde também eram aplicados choques. O pau-de-arara era outro artifício utilizado. Já existia nos tempos da escravidão. Com uma barra de ferro atravessada entre os punhos e os joelhos, o preso ficava pelado, amarrado e pendurado a cerca de 20 centímetros do chão. Nessa posição, que causa dores atrozes no corpo, o preso sofria com choques, pancadas e queimaduras com cigarros. Vários tipos de agressões físicas eram combinados às outras formas de tortura.

Um dos mais cruéis era o popular “telefone”. Com as duas mãos em forma de concha, o torturador dava tapas ao mesmo tempo contra os dois ouvidos do preso. A técnica era tão brutal que podia romper os tímpanos do acusado e provocar surdez permanente. O soro da verdade, é uma droga injetável que provoca na vítima um estado de sonolência e reduz as barreiras inibitórias. Sob seu efeito, a pessoa poderia falar coisas que normalmente não contaria - daí o nome. Outro método era mergulhar a cabeça do torturado num balde, tanque ou tambor cheio de água, forçando sua nuca para baixo até o limite do afogamento. Com a “geladeira”, os presos ficavam pelados numa cela baixa e pequena, que os impedia de ficar de pé. Depois, os torturadores alternavam um sistema de refrigeração superfrio e um sistema de aquecimento que produzia calor insuportável, enquanto alto-falantes emitiam sons irritantes. Os presos ficavam na “geladeira” por vários dias, sem água ou comida.

No ano de 1974, o presidente Ernesto Geisel tomou medidas para diminuir a tortura, afastando vários militares da “linha dura” do Exército. Durante o governo militar, mais de 280 pessoas foram mortas - muitas sob tortura. Mais de cem desapareceram, segundo números reconhecidos oficialmente. Mas ninguém acusado de torturar presos políticos durante a ditadura militar chegou a ser punido. Em 1979, o Congresso aprovou a Lei da Anistia, que determinou que todos os envolvidos em crimes políticos - incluindo os torturadores - fossem perdoados pela Justiça.

Fonte: Mundo Estranho

OEA condenou pela primeira vez o Brasil por violação de Direitos Humanos...



...Em morte de paciente psiquiátrico em 1999 !

O Brasil foi condenado pela CIDH (Corte Interamericana de Direitos Humanos) no caso da morte de Damião Ximenes Lopes. Ele faleceu nas dependências de um hospital psiquiátrico, em Sobral, interior do estado do Ceará. O país foi obrigado a pagar, no prazo de um ano, indenização por danos materiais e imateriais à família, no valor de US$ 146 mil.

Este foi o primeiro caso brasileiro a chegar à corte da Organização dos Estados Americanos (OEA). Lopes morreu em 4 de agosto de 1999 vítima de maus tratos. Ele estava internado na Casa de Repouso Guararapes, clínica privada conveniada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Após a morte, sua irmã, Irene Ximenes Lopes, resolveu levar o caso à CIDH, por achar que o governo brasileiro não estava se empenhando nas investigações. O caso de Damião Ximenes Lopes foi analisado primeiro pela CIDH, e depois encaminhado à Corte Interamericana, tribunal máximo da Organização dos Estados Americanos (OEA), a quem cabe julgar e condenar os países participantes da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, do qual o Brasil faz parte.

No julgamento, o Brasil foi defendido pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, pela Advocacia Geral da União (AGU), pelos Ministérios da Saúde e das Relações Exteriores. A organização não-governamental Justiça Global e os familiares de Lopes divulgaram nota em que assinalam a “importância de se garantir medidas judiciais eficazes e céleres para averiguação e responsabilização de pessoas e instituições que tratem de forma cruel, desumana e degradante as pessoas portadoras de transtornos mentais”. Entre as penalidades para o Brasil, houve ainda a decisão de que se deve continuar a desenvolver programas de formação e capacitação de profissionais envolvidos no atendimento à saúde mental.

Agência Brasil

Moradores de Rua em São Paulo. Por quê?




Quando se pensa em São Paulo, lembra-se logo de sua importância econômica, como capital do Estado pioneiro da industrialização. A chamada “Grande São Paulo”, que engloba a Capital do Estado e os Municípios ao redor, concentra a maior parte da produção industrial do Estado. Mas o alto grau de desenvolvimento econômico da Grande São Paulo contrasta com a miséria em que vive grande parte de seus habitantes, mostrando que os chamados “problemas do subdesenvolvimento “ não são resolvidos apenas com o crescimento econômico.

Atualmente há pesquisas que mostram que a pobreza e o desemprego repartem-se igualmente entre nativos da região e não-nativos. Análises das grandes cidades mundiais mostram que o próprio modelo de desenvolvimento capitalista, com suas formas de organização da produção e distribuição da riqueza, é responsável pela problemática urbana.

Com isso, a classe trabalhadora brasileira vem sofrendo um processo crescente de empobrecimento nas últimas décadas, o que amplia significativamente o contingente social que vive em situação de miséria. Numa sociedade capitalista, a situação de desemprego e recessão abala o próprio auto-conceito do trabalhador, cuja dignidade pessoal está baseada em seu papel de provedor.

Este contingente vive a incerteza, as ocupações temporárias e o subemprego. A perspectiva da miséria e da desintegração familiar ronda as famílias trabalhadoras. Em São Paulo, milhares de trabalhadores não ganham o suficiente para adquirir uma cesta básica de alimentação e o direito de abrigo ficou inalcançável para aqueles que não possuem renda. A cidade tem hoje um milhão de pessoas morando em favelas e três milhões morando em cortiços. Além da população de rua cuja estimativa é variável.

Esta população de rua, no passado, era uma minoria constituída de pessoas que se auto excluíam da sociedade, recém saídos de asilos, mendigos, mas hoje é constituída em sua maioria por “trabalhadores que não deram certo”, ou “também são familiares e parentes fracassados , na medida em que não puderam contar com a solidariedade familiar. Esta população está presente nas grandes cidades em vários países. Ocupam como local de pernoite os viadutos, ruas, praças, canteiros. Carregam consigo seus pertences. O grupo maior é de homens que vivem sós, mas há também crianças, mulheres e famílias. É uma situação que reflete o processo de pauperização da população que, na falta de emprego e habitação, passa a utilizar de forma crescente os espaços públicos como alternativa de habitação e moradia.

Como pode o ser humano exercer um olhar crítico sobre o mundo e sobre si mesmo quando colocado à margem das relações sociais? As pessoas que vivem a exclusão, carregam, em geral, para sua solidão, a invisível tirania da ideologia dominante, transformando seu sofrimento em culpa e seu abandono em fracasso pessoal.

O jornal Folha de São Paulo, há exatos dez anos, relatou um caso em que uma senhora, denominada Vera S., 52 anos, moradora de rua, foi estuprada e morta a pauladas em um parque de São Paulo: “Segundo a Polícia Civil, Vera era professora aposentada e, há dez anos, largou a família e o trabalho por desilusão amorosa.

Desde então, a ex-professora passou a viver sozinha no parque”. As causas que levam alguém às ruas são variadas como múltiplos são os sentimentos e circunstâncias que podem levar ao rompimento com a comunidade dos homens. Embora predomine, nas histórias dos sem teto, o fator econômico na origem do desabrigo, podem antecedê-lo fatores psicológicos e emocionais que levem o indivíduo a um ponto de ruptura, querendo fugir à rede de sistemas de controle através dos quais a sociedade aprisiona o indivíduo.

Fonte: Portal Teses

O Índio no Brasil de Hoje




Tão logo chegaram aqui, os primeiros portugueses procuraram manter um contato amistoso com os índios, não porque eram homens bons e interessados em aprender com estes povos tão rudimentares em alguns aspectos, mas porque precisavam deles para trabalhar na extração do pau-brasil e para defender o litoral da invasão de piratas, como os franceses. Conseqüentemente, com a vinda de mais e mais portugueses, estas relações com os índios passaram a repetidos ataques de violência, pois estes passaram a ver os portugueses como intrusos. Por seu caráter hostil e conquistador, o homem branco começou a exterminar as populações indígenas quando estas tribos não aceitavam sua imposição de poder, nem suas técnicas de escravidão ou o roubo de suas terras. Os portugueses logo mostraram que não eram “homens bons”, como no princípio, quando trocaram presentes com o índio, mas homens verdadeiramente interesseiros, atacando suas mulheres, escravizando-os e transmitindo-lhes doenças, muitas delas fatais para toda uma tribo.

A resistência do índio à imposição do homem branco não foi suficiente para garantir sua plena liberdade, até então desfrutada, pois os portugueses escravizaram milhares de índios durante o período colonial. As atividades a que os índios eram forçados a trabalhar eram a lavoura canavieira, a coleta de cacau, baunilha, guaraná, pimenta e madeiras, entre outras atividades. Foram escravizados e espoliados, já naquela época. Os portugueses nunca conseguiram entender a indiferença pelo ouro que os índios tinham sob seus pés, enquanto o homem branco matava e morria por ele.

A mesma pergunta, em sentido contrário, deveriam fazer os índios, em sua limitada compreensão do que estava acontecendo. E também devem ter se perguntado o porquê de um Deus, de uma religião tão estranha a eles, de uma cultura, língua e costumes que nunca lhes havia feito falta, tampouco tinham conhecimento de sua existência. Mas o pior aconteceu: os índios que não aceitavam a “invasão” foram aniquilados, enquanto que os poucos que cederam a ela, perderam sua própria identidade ao assimilarem uma cultura totalmente estranha e avessa a sua. No Brasil de hoje, segundo relatório da Organização dos Estados Americanos sobre a questão dos Direitos Humanos no Brasil, os povos indígenas reivindicam direitos legais sobre 11% do território nacional e têm obtido importantes reconhecimentos dos mesmos.

Em sua grande maioria, as terras indígenas (aproximadamente 95%) situam-se na Amazônia, ocupando cerca de 18% da região, e nelas vivem pouco menos de 50% dos indígenas brasileiros. Em contraste, outros 50% dos indígenas são habitantes de áreas do sul do Brasil, cuja superfície é inferior a 2% do total dos territórios indígenas. Nos últimos 30 anos, os povos indígenas brasileiros intensificaram sua participação na vida política, aumentando, em conseqüência, o reconhecimento geral dos seus direitos. Um fator essencial para tal foi, paradoxalmente, a expansão da infra-estrutura econômica moderna para o interior do Brasil, iniciada a partir do fim da Segunda Guerra Mundial e acelerada nas décadas de 60 e 70, sob os regimes militares.

Em resposta a essa expansão, que avançava para o interior das suas áreas ancestrais, iniciaram-se grandes mobilizações de indígenas e de organizações que defendiam e promoviam seus direitos humanos. Os líderes indígenas e as organizações não-governamentais comemoraram, nos últimos anos, a demarcação da área ianomâmi e a demarcação da área Raposa-Serra do Sol. A constituição de 1988, no seu capítulo VIII, foi sábia ao consagrar como permanentes os direitos originais inerentes aos povos indígenas por sua condição de primeiros e contínuos ocupantes históricos de suas terras, um verdadeiro marco na história da luta destes povos pelos seus direitos. Infelizmente, apesar de algumas garantias inovadoras, pouca coisa mudou em 500 anos.

Fonte: Direitos_Humanos

O Povo Cigano no Brasil




Número de ciganos que vivem em acampamentos no Brasil é estimado em 250 mil

Estima-se que existam atualmente no Brasil cerca de 6 mil acampamentos ciganos. De acordo com a Pastoral da Criança, os acampamentos abrigariam mais de 250 mil ciganos. Não há, porém, dados precisos a respeito.

Por isso, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH) pretende elaborar um levantamento mais aprofundado sobre o povo cigano. O subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da SEDH, Perly Cipriano, informou que os primeiros abordados deverão ser os ciganos acampados, que são nômades ou semi-nômades, e depois os que já vivem em centros urbanos. “Muitos já estão vivendo na periferia, por isso é necessária uma política de geração de emprego e renda para eles.”

Segundo Cipriano, serão estudadas medidas que poderão dar aos ciganos inclusive direito à aposentadoria, desde que contribuam para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele informou que está sendo criado em Brasília um centro de referência dos direitos do povo cigano. “Vai ter advogado, psicólogo, estagiários, que vão ajudar na defesa desse povo.” O centro fará a distribuição das cartilhas sobre os direitos deles, que foram lançadas na semana passada, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminese, e dará orientações aos ciganos sobre como agir em determinadas circunstâncias.

Cipriano destacou que é necessário o envolvimento dos que não são ciganos na causa desse povo. “Quem não é cigano precisa ter conhecimento também da causa cigana.” Segundo ele, a falta de documentos impede o atendimento deles por programas sociais. “Queremos que o cigano tenha acesso à Bolsa Família, mas como é que ele vai ter Bolsa Família, se não tem documento?”.

De acordo com o subsecretário, o governo já está preparando material sobre o registro civil dessa população. Para ele, é necessário ainda que o Ministério da Educação desenvolva um ensino específico para os ciganos nômades. “Se a criança não está na escola e não tem documento, não tem direito à Bolsa Família”, explicou Cipriano. Perly Cipriano acredita que tais medidas contribuirão para valorizar e fortalecer esse povo.

Fonte: Ciranda

Os dez piores crimes contra a humanidade




Triste como o sentimento de ódio pode ser direcionado contra nações, grupos religiosos ou étnicos. E o pior: ser constante. Em Darfur, no Sudão, por exemplo, cerca de 400 mil pessoas foram mortas nos últimos anos por serem de grupos não árabes. Confira, a seguir, os dez maiores crimes contra a humanidade em ordem decrescente:

10. Hererós e Namaquas (de 1904 a 1907)
-Vítimas: 65 mil hererós e 10 mil namaquas
-Autor do Crime - Alemanha
-Este foi o primeiro genocídio (extermínio de um povo) do século XX, na região onde hoje fica a Namíbia (África). Os poucos que não foram expulsos para o deserto de Kalahari acabaram nos campos de concentração, identificados por números e obrigados a trabalhar até a morte. Metade dos namaquas e 80% dos hererós foram mortos (os judeus perderam cerca de 35% de seu povo durante o massacre nazista). Um século depois, os alemães pediram desculpas, mas não ofereceram nenhuma compensação.
-Requinte de crueldade - Os alemães ainda envenenavam os poços pelo deserto. Anos depois, ossadas foram achadas em buracos - as pessoas cavavam com as próprias mãos em busca de água.

9. Terror no Timor Leste (de 1975 a 1999)
-Vítimas: 150 mil timorenses
-Autor do Crime - Indonésia
-Quando essa ex-colônia portuguesa no sudeste da Ásia foi ocupada pela Indonésia, experimentou o inferno: plantações foram queimadas com napalm e seus reservatórios de água foram envenenados. E cerca de 20 mil pessoas “desapareceram”. Mesmo em protestos pacíficos a repressão era brutal. Em 1991, 400 estudantes foram fuzilados em um cemitério por causa de uma passeata, diante de jornalistas do mundo inteiro.
-Requinte de crueldade- Em 1999, antes de sair do Timor, milícias indonésias mataram 61 pessoas que estavam escondidas numa igreja. A atrocidade ficou conhecida como Massacre de Liquiçá.

8. Crueldade na Bósnia (de 1992 a 1995)
-Vítimas: 200 mil bósnios mortos, 2 milhões de refugiados
-Autor do Crime - Milícias e exército sérvio
-Quando a antiga Iugoslávia se separou em vários Estados, os sérvios tentaram abocanhar o máximo de território. Quem mais sofreu foram os bósnios. Discriminados por serem muçulmanos, milhares foram executados e enterrados em valas comuns, enquanto a Europa e os EUA só assistiam. Em Srebrenica, milícias sérvias, no nariz das tropas da ONU, mataram 8 mil homens entre 12 e 60 anos.
-Requinte de crueldade- Cerca de 40 mil mulheres bósnias foram sistematicamente estupradas. E quando engravidavam eram obrigadas a dar à luz.

7. Revolta Circassiana (Fins do século XIX)
-Vítimas: 400 mil circassianos mortos, 1,2 milhão de exilados
-Autor do Crime - Império Russo
-Por volta de 1860, os russos estavam terminando de dominar o Cáucaso e a região da Chechênia. Mas no seu caminho estavam os circassianos, povos muçulmanos. Foi quando o general Yevdokimov teve a brilhante idéia de “convidar” (leia-se obrigar) os nativos a se mudar para o vizinho Império Otomano. Para garantir que os montanheses fossem realmente embora, os soldados destruíram aldeia por aldeia.
-Requinte de crueldade- A limpeza étnica foi tão completa que hoje ninguém mais na região do Cáucaso fala os idiomas dos povos circassianos.

6. Porajmos, a caçada aos Ciganos (de 1939 a 1945)
-Vítimas: 500 mil romanis (ciganos)
-Autor do Crime - Nazistas
-Quando os nazistas chegavam aos acampamentos ciganos, matavam sem dó. Muitas vezes, eles nem faziam a seleção na chegada aos campos de concentração - acabavam com todos. Até hoje, os 500 mil ciganos mortos (na proporção, um grupo tão grande quanto o de judeus assassinados na Segunda Guerra) são pouco lembrados.
-Requinte de crueldade- Um dos casos mais macabros do médico nazista Josef Mengele é o dos gêmeos ciganos Guido e Ina, costurados um ao outro, pelas costas, como siameses. A mãe matou os dois com morfina para terminar com o sofrimento.

5. Massacre em Ruanda (Abril de 1994)
-Vítimas: 700 mil Tútsis mortos e 200 mil refugiados; centenas de Hútus mortos
-Autor do Crime - Milícias Hútus
-Durante cem dias, milícias Hútus promoveram um banho de sangue nesse pequeno país africano, na tentativa de exterminar os Tútsis, outro grupo étnico. Além da barbárie, o que mais chocou o mundo foi a posição passiva da ONU e das grandes potências, que assistiram à carnificina sem intervir. Ao final, guerrilheiros Tútsis tomaram o país. Aí, foi a vez de 2 milhões de Hútus, com medo de vingança, deixarem a região.
-Requinte de crueldade- A principal arma usada para matar os Tútsis eram as machetes (facões). Milhares delas foram importadas da China meses antes, em um ato calculado de preparação.

4. Morte em massa na Armênia (de 1915 a 1917)
-Vítimas: 1,5 milhão de armênios mortos, 500 mil deportados
-Autor do Crime - Turcos otomanos
-Na Primeira Guerra, acusados de traição e de conluio com os russos, 2 milhões de armênios foram obrigados a deixar suas casas e marchar até uma região desértica próxima da Síria, onde eram deixados para morrer. É considerado o primeiro genocídio moderno em larga escala, feito de forma organizada (serviu de inspiração para Hitler, que sempre o citava como exemplo). Até hoje, a Turquia nega o massacre.
-Requinte de crueldade- Quem “escoltava” os armênios até o deserto eram grupos paramilitares formados por ex-presidiários, que estupravam, roubavam e matavam os exilados durante a jornada.

3. Sangue no Cambodja (de 1975 a 1979)
-Vítimas: 1,7 milhão de pessoas
-Autor do Crime - Khmer Vermelho
-Pol Pot, líder dos comunistas que tomaram o poder no Cambodja, resolveu “limpar” o país não de uma etnia específica (embora minorias chinesas e vietnamitas tenham sido dizimadas depois), mas de todos os que pensassem de uma maneira anticomunista. Os intelectuais, monges e qualquer pessoa com uma profissão foram considerados “maçãs podres”. Quem não foi fuzilado na hora foi para campos de reeducação, onde trabalhavam até a morte. É o mais famoso autogenocídio da História.
-Requinte de crueldade- O desprezo pela vida marcava o lema do Khmer Vermelho: “Manter você vivo não nos traz nenhum benefício. Destruir você não será nenhuma perda para nós”.

2. Genocídio ucraniano (de 1932 a 1933)
-Vítimas: 3 milhões de ucranianos
-Autor do Crime - União Soviética
-Decidido a transformar a Ucrânia e sua produção de trigo em uma fortaleza do comunismo, Stálin resolveu “limpar” a região do que mais o incomodava: os ucranianos. Eles não podiam falar seu idioma, foram perseguidos pelo serviço secreto e deixados sem comida. Bandidos cobravam preços abusivos no mercado negro, crianças eram abandonadas e até canibalismo rolou no que ficou conhecido como Holomodor.
-Requinte de crueldade- Stálin lançou a “lei das cinco espigas”. Quem fosse preso pegando comida para si mesmo era acusado de roubar o Estado. Pena: dez anos de trabalhos forçados ou até a morte.

1. Holocausto judeu (de 1939 a 1945)
-Vítimas: 6 milhões de judeus
-Autor do Crime - Nazistas
-Além da quantidade, o mais assustador foi a forma quase industrial como os judeus foram massacrados. No auge dos campos de concentração, as roupas, dentes, cabelos e até os cadáveres eram reaproveitados pelos nazistas. Homens mais fortes trabalhavam até a morte, os “improdutivos” iam direto para as câmaras de gás e outros eram simplesmente executados (calcula-se em 1,4 milhão) em operações de “limpeza”.
-Requinte de crueldade- O massacre também se deu de outras formas. Cerca de 800 mil judeus morreram de febre tifóide, desnutrição e outras doenças ao ficarem confinados nos chamados guetos.

Fonte: Mundo Estranho

A Intolerância Religiosa da Prefeitura Municipal de S.Paulo

A Intolerância Religiosa da Prefeitura Municipal de S.Paulo
Carta de Repúdio
Torna-se público o seguinte Manifesto:

Conforme diz a constituição Brasileira, (Art. XVIII) “Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; esse direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, em público ou em particular”.

Na contra mão da luta por políticas que garantam o respeito à diversidade, a Prefeitura de São Paulo implementa uma ação claramente discriminatória e de intolerância religiosa. O exemplo mais gritante é de tentar expulsar a Associação Cultural Religiosa e Beneficente “Comunidade de Oyá e Ogum - Ilê Alaketú Axé Egbé Oyá Ogun, do Planalto Paulista”, onde está localizada no mesmo endereço, há mais de 25 anos.

A Associação desenvolve atividades voltadas a assistência a pessoas carentes e ao culto religioso. Durante esse tempo a Comunidade reforçou a crença na busca pela radicalização da democracia e pela universalização o dos direitos humanos, econômicos, sociais e culturais, e principalmente, pela erradicação do racismo e da intolerância religiosa.

A comunidade convive em Paz no mesmo bairro com diversos templos de outras religiões, como a Igreja Missionária, Igreja Metodista, Paróquia Nossa Senhora de Lourdes e Igreja Ortodoxa Presbiteriana Santa Maria.

O direito a liberdade religiosa é um princípio da igualdade. Por essa razão nós dos movimentos Negros, Mulheres e seguidos por vários outros movimentos da cidade e estado de São Paulo, repudiamos a ação da prefeitura que expressa a mais absurda demonstração de intolerância religiosa contra este templo de “Matriz Africana” e exigimos o direito à permanência da Associação em seu atual endereço. Declaramos o nosso total apoio e solidariedade a “Comunidade de Oyá e Ogum”.
SÃO PAULO,
JANEIRO DE 2010.

Assinam esta Carta:
- Sociedade Comunitária “Fala Negão/Fala Mulher” da ZL/SP
- MNU - Movimento Negro Unificado
- CONEN - Coordenação Estadual de Entidades Negras
- CEABRA - Coletivo de Empresários Afro-brasiliros
- SOWETO - Organização Negra.
- MOCUTI - Movimento Cultural Cidade Tiradentes
- Coordenador Municipal da UNEGRO de Guarulhos
- Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas (COJIRA-SP)
- SOS Racismo – Assembléia Legislativa de São Paulo
- Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de São Paulo – Presidente Deputado Estadual José Cãmdido
- Instituto Terceiro Corpo
- Fórum das Religiões Afro-brasileiras de São Paulo – FOESP
- Babalorixá Kaobakessy – Edson Ribeiro Mandarino
- Tata Matãmoridê – Eduardo Brasil
- Portal do Candomblé - SP
- Antonia dos Santos Garcia-Socióloga,Doutora em Planejamento Urbano e Regional-IPPUR/UFRJ
- ASETT-Associação Ecumenica dos Teólogos do Terceiro Mundo
- Camila Furch – SOF e Marcha Mundial das Mulheres
- Camila Cardoso Diniz – aluna da UNIFESP – curso de Filosofia
- CENARAB/SP
- Coletivo Dandara-Grupo Feminista da Faculdade de Direito da USP
- Isadora Brandão – Coletivo Dandara
- Conselho Nacional de Iyálorisás, Egbomys e Ekedys Negras/SP
- Doné Kika de Bessen
- Dora Martins dos Santos
- Egbomy Silvia de Oyá
- Espaço Lilás/SP
- Flavia Pereira – Casa da Mulher Lilith /SP
- Luiza E. Tomita – Secretária Executiva e Tesoureira da ASETT
- Marcha Mundial das Mulheres/SP
Maria Fernanda Marcelino – UNIFESP e MMM
- Egbomy Marisabel de Xangô – Presidente Coletivo das Mulheres de Axé da Comunidade de Oyá e Ogun e MMM
- Nalú Faria – MMM e REMTE
- NATA-Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas (Cojira/SP)
- Neuza Tito – REF Brasil
- Observatório da Mulher
- Oriashé- Sociedade Brasileira de Cultura e Arte Negra
- Rachel Moreno – Observatório da MulherRenata Faleiros Moreno – REMTE e MMM
- Rosangela Rigo-Secretária Estadual de Mulheres do PT
- SOF – Sempreviva Organização Feminista
- Sonia Coelho – CMS
- Vera Lúcia Santana Araújo – Brasília, Advogada
- UARAB – União dos Adeptos das Religiões Afro-Brasileiras
- Vodunci Zindzi de Oyá
- Ilê Araxá de Olocum, Reino de Xapanã e Oxum
- Anna Paula Silva Cesário
- SAPATÀ –Rede Nacional da Promoção e Controle da Saúde das Lésbicas Negras
- Coletivo Nacional de Lésbicas Negras Feministas Autônomas- Candaces Br
- Fernanda Estima –jornalista, Ciranda Independente da Comunicação e Rede Paulista pela - Democratização da Comunicação e Rede Paulista pela Democratização da Comunicação
- Jarbas Ricardo Almeida Cunha – CONLUTAS/ MG
- Letícia Yumi Shimoda – MMM
- Elaine da silva Campos – WENDO/SP
- Kiambote – MONABANTU/MG
- Makota Kisandembu Kiamaza – Coordenação Executiva e Comunicação - - MONABANTUMG
- Maria Giuseppina Curione – MMM
- Iyálorisá Klau de Sapatá (Claudete Costa) do Ylê Araxá de Olocum, Reino de Xapanã e Oxum/RS (Nação Jejé Ijexá/Banto
- Camila Cristal – UARAB
- Adriana Luza da Cunha
- Procuradora Màe Suzana Andrade – Uruguay
- Grupo ATABAQUE – Uruguay
- Federación IFÁ Del Uruguay
- Casa da Cultura da Mulher Negra – Santos /SP
- Juliana Borges – Diretora de Movimentos Sociais da UEE/SP-Coordenadora Municipal da Juventude Negra do PT
- DCE – Reconstrução Gestão 2008 – PUCCAMP
- José Sotero de Barros
- Egbomy Oyassidinann -Comunidade Oyá e Ogun
- Paulo José Manzano – Comunidade de Oyá e Ogun
- Ekedy Kiyágonarê – Comunidade de Oyá e Ogun
- Maria Aparecida Avelino de Souza- Comunidade de Oyá e Ogun
- Silvana Venâncio – Comunidade de Oyá e Ogun
- Ogan Carlos de Oxalá (Carlos Alberto dos Santos Aguado)- Comunidade de Oyá e Ogun
- Terezinha Venâncio de Souza – comunidade de Oyá e Ogun
- Terezinha Ribeiro Venâncio – Comunidade de Oyá e ogun
- Rede Mulheres Negras - PR
- Igor Moreira Aguado – Comunidade Oyá e ogun
- Afarodé (Ricardo Godoy Pedroso) – Comunidade de Oyá e Ogun
- Kelly Cristiane d. Pedroso- Comunidade de Oyá e Ogun
- Carmem Lydia M. Godoy – Comunidade de Oyá e ogun
- IPJ - Instituto Paulista de Juventude
- Marinalva Lourenço – Marcha Mundial das Mulheres/PE
- Maria da Conceição Franco
- Márcia Valéria Pereira-MMM
- Ana Benedita Franco da Costa – MMM
- Egbomy Ricardo de Oxun - Comunidade de Oyá e Ogun
- Martha de Yewá - Comunidade de Oyá e Ogun
- Maria Luiza Moreira - Comunidade de Oyá e Ogun
- Egbomy Eduardo de Oxalá - Comunidade de Oyá e de Ogun
fonte: http://www.jornalagaxeta.com.br/materias.php?opt=4&mat=428